Para Ser Piloto

Formação Aeronáutica e Segurança de Voo


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Rolling Shutters

Raul Marinho:

Um efeito que eu nunca entendi por que acontecia – e acho que vocês também não… Agora finalmente desvendado!

Postado originalmente em Almost looks like work:

I remember seeing once the following photo from Flickr, and having my brain melt slightly from trying to figure out what went wrong:

The issue was the propeller was rotating as the camera detector ‘read out’, i.e. there was some motion during the exposure of the camera. This is an interesting thing to think about, lets have a look.

Ver original 930 mais palavras


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Padrões a serem seguidos pelos INSPACs nas fiscalizações

MPR-0005 SPO

No link acima, o manual recém publicado pela ANAC com os novos padrões a serem seguidos pelos INSPACs nas fiscalizações, que o amigo Luiz Lopês, Diretor de Relações Institucionais da ABTAer-Associação Brasileira de Taxi Aéreo e Oficinas de Manutenção me enviou (por isso, está com alguns trechos destacados em amarelo: trata-se do que a ABTAer entende ser relevante sobre o assunto).

Diz o Luiz que “nós, da ABTAer, entendemos ser parte da solução de um problema sério que muitas empresas vinham amargando, que era a maneira “pessoal” que muitos INSPACs adotavam em suas fiscalizações, sem seguir um padrão de comportamento. Vamos torcer para que seja colocado em prática e não fique apenas no papel”.

Pois é, Luiz… Oremos todos!


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Seminário SERIPA-IV: “Manutenção e Operação Aérea: Dois lados da mesma moeda”

seripa4-2

SERIPA IV PROMOVERÁ SEMINÁRIO PARA OS MANTENEDORES DA AVIAÇÃO

O Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV) promoverá o Seminário Regional de Prevenção – “Manutenção e Operação Aérea: Dois lados da mesma moeda”, voltado prioritariamente para profissionais e estudantes da aviação civil envolvidos com a manutenção de aeronaves e operações aéreas. O evento acontecerá na cidade de São Paulo (SP), no Auditório do COPOM, na Rua Ribeiro de Lima, 158, situado no bairro do Bom Retiro, na região central da capital, no dia 08 de novembro de 2014, de 09:00 h às 18:00 h.

Os interessados em participar deverão realizar as inscrições online no link abaixo mencionado. O seminário é totalmente gratuito e terá vagas limitadas. O prazo de inscrições será até o dia 28 de Outubro de 2014.

O evento tem como objetivo promover e atualizar o público-alvo nas atividades de prevenção de acidentes, um vez que a atuação desses profissionais reflete diretamente no nível de segurança dos voos. Entre os assuntos a serem tratados estão o MRM (Maintenance Resource Management), ocorrências de manutenção em acidentes e incidentes, manutenção de grandes operadores (Gol Linhas Aéreas) e estudos de casos.

Haverá a participação de palestrantes e especialistas do CENIPA, SERIPA IV e DCTA.                 

Panorama – Segundo as estatísticas do CENIPA, 4,87% dos acidentes aeronáuticos ocorridos entre 2004 e 2013 (1.136) envolveram a manutenção das aeronaves. Em números, isto corresponde a 1,5 acidentes/ano somente na área de atuação do SERIPA IV.

Com a demanda crescente por profissionais de manutenção, faz-se necessário um evento como esse que envolva a comunidade aeronáutica em torno do tema “Manutenção”. A busca pelo ZERO acidente é constante e devem ser empregadas todas as ferramentas disponíveis no SIPAER para a disseminação de sua filosofia no intuito de alcançar esse objetivo.

Para a inscrição, acesse o link: http://goo.gl/wXtmj1


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Novas informações sobre a “parte IFRH” do curso de PCH: como (não) ficou no “novo” RBAC-61

Em referência ao post “Sobre a ‘parte IFRH’ do curso de PCH: como (não) ficou no ‘novo’ RBAC-61“, reproduzo a seguir novas informações que me foram enviadas pelo Caio Pompêo, INVH na Vertical Helicópteros. O Caio preparou um FAQ que, acredito, será bastante útil para os PCHs em formação – que, aliás, permanecerão “em formação” por algum tempo, mesmo que estejam prontos para o cheque, já que a ANAC ainda não resolveu o nó da”parte IFRH” do curso de PCH… Bem, mas pelo menos com as dicas do Caio, muita coisa sobre o assunto poderá ser esclarecida:

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Sobre a flexibilização da regulamentação das hab.TIPO – resultado da reunião de 21/10

Ontem, houve mais uma reunião na ANAC para tratar da flexibilização da regulamentação das hab.TIPO – assunto de que tratamos aqui e aqui. Desta vez, participaram representantes do SNA, da ABRAPAC e da ABRAPHE, e o caminho é, de fato, o que já vinha sendo divulgado anteriormente (vide links acima) – mas, de acordo com as fontes consultadas, deverá haver algumas diferenças sutis:

  • Deverá ser permitido MAIS UM recheque na aeronave, pelo sistema antigo, num “período de transição”.
  • Neste período, a ANAC deverá migrar as aeronaves “mais simples” de TIPO para CLASSE – que, como tal, não mais requereriam treinamento/(re)cheque em CTAC. Isso incluiria alguns modelos de helicópteros*, além das “cartas marcadas”: aviões considerados CLASSE pelo fabricante e/ou FAA – aviões com MTOW<12.500lbs, ex.: King-90/100/200.
  • Quando o TIPO requerer treinamento em simulador pelo fabricante e/ou FAA (caso dos jatos mais complexos), o CTAC permanecerá obrigatório.

*Obs.: Um dos pontos mais controversos é o do ponto do “corte” para a definição de helicópteros CLASSE, que ainda requer mais estudos.

Eu acho que a solução que se está desenhando não é ruim, mas me pergunto: por que isso não foi pensado ANTES? Por que foi necessário criar tanta confusão no mercado para, só agora, começar a caminhar numa direção mais sensata e razoável? E também me incomoda esse tipo de solução com gatilho. Estabelece-se só mais um recheque enquanto se reclassifica as aeronaves, ok; mas, e se essa reclassificação demora muito para ocorrer, e chega a hora de um novo recheque, como fica? Publica-se mais uma emenda? E de emenda em emenda, a insegurança jurídica só aumenta…

Bem, mas o que temos para hoje é isso. Assim que tiver mais novidades, informo.

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Atualização das 16:53: Sobre este mesmo assunto, vejam a nota recém publicada no site do SNA:

RBAC 61 – Emenda 4

O SNA esteve ontem (21/10), juntamente com as associações ABRAPHE e ABRAPAC, numa reunião com a ANAC para discutir as implicações e reflexos que a Emenda 4 do RBAC 61 tem causado, principalmente nos cheques e recheques abrangidos pelo regulamento.

Entre as mudanças propostas pela emenda 4 está a obrigatoriedade de que cheques iniciais e revalidações de licenças de aeronave “tipo” sejam realizados em Centros de Treinamento de Aviação Civil (CTAC) homologados pela ANAC. Porém nem todas as aeronaves “tipo” possuem centros de treinamentos homologados no Brasil.

Nos casos descritos acima, os pilotos teriam que sair do país para fazer o treinamento em outros países.

Inicialmente, os representantes da Agência alertaram que o objetivo das mudanças propostas é melhorar o nível de formação dos pilotos e aumentar o nível da segurança de voo na aviação regulada pelo RBAC 61.

O SNA concordou com a necessidade de melhorar o nível de formação dos pilotos brasileiros, mas ponderou que deve haver uma transição para aplicação da norma, a fim de não inviabilizar o mercado e os empregos.

A agência esclareceu que na próxima semana o presidente a ANAC anunciará a flexibilização da regra, permitindo que todos façam mais um recheque em aeronaves “tipo” no sistema antigo, sem exigência de simuladores.

Durante o tempo que durar a flexibilização, a agência se compromete em migrar as aeronaves turbo-hélices de pequeno e médio porte de “tipo” para “classe”. Com isso, a medida não impactaria no próximo cheque inicial ou revalidação nessas aeronaves, pois em aeronave “classe” não será exigido CTACs.

Ainda segundo a ANAC, permanecerão como “tipo” e com exigência de simulador as aeronaves que possuem exigência de treinamento em simulador no manual do fabricante, o que já é praticado hoje em dia.

Abraço,

Comte Adriano Castanho
Presidente – SNA


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O que a ANAC pode fazer para sair da enrascada em que se meteu com o RBAC-61

Acho que está claro para todo mundo que a publicação da 4a. emenda ao RBAC-61 pela ANAC foi um fiasco – especialmente devido à infame Subparte K, que trata das habilitações de TIPO (a infâmia é tamanha que ninguém nem está comentando das 200h em comando para INVA, que era a grande gritaria até então…). A ANAC conseguiu algo inédito na aviação: descontentar igualmente todo mundo! Nem pilotos, nem operadores da 135 (táxis aéreos), nem proprietários da ’91 pura’, nem donos de escolas de aviação/dirigentes de aeroclubes ou dos CTACs estão satisfeitos com o que está acontecendo. Manifestações estão ocorrendo, associações estão se formando ou se fortalecendo, políticos estão sendo acionados, TODOS contra a ANAC! Que já está dando sinais de querer voltar atrás, mas só para tentar acalmar os ânimos. A agência ainda não percebeu o que tem de ser feito! Então, é aquele velho conselho do gato da história da Alice no País das Maravilhas, de que quando não se sabe onde se quer chegar, qualquer caminho serve – estão todos errados, mesmo…

Pode fazer sentido exigir CTACs? Sim, claro que pode! Mas cadê esses CTACs? A maioria fora do país. E porque não se tem CTAC em solo brasileiro? Porque a própria ANAC dificulta e porque ela não oferece segurança jurídica para que empresários invistam. E o que poderia ser feito? Coordenar a exigência dos CTACs com outras áreas da ANAC ou fora dela para, por exemplo, dar assessoria técnica para os empresários que queiram montar CTACs no país, de modo a homologá-lo no menor tempo e com o menor custo possíveis; ou desonerar a importação de simuladores e criar linhas de financiamento para a implantação de CTACs no Brasil. E aí, quando houver a possibilidade de o piloto efetuar seu treinamento em solo brasileiro – pelo menos para as aeronaves “A” da curva ABC dos equipamentos utilizados localmente -, passar a exigir o treinamento em CTAC. Se isso fosse feito NESSA SEQUÊNCIA, não haveria traumas, e o objetivo da ANAC de melhorar a qualidade do treinamento dos pilotos seria atingido sem questionamentos.

A gritaria das 200h em comando para INVAs ainda não começou porque falta quase um ano para a regra entrar em vigor, mas é de se esperar que daqui a alguns meses o ambiente volte a se agitar por conta disso. E pelo mesmo motivo acima: a ANAC vai exigir uma mudança drástica na maneira como as coisas acontecem hoje sem oferecer alternativas para os afetados. No caso dos aviões, ainda vá lá, o PCA recém formado tem algumas saídas para chegar às 200h em comando – “voando com amigos”, pagando uma parte, etc. -, mas… e para os PCHs? Na asa rotativa simplesmente não há alternativa: “voar com amigos” é raríssimo, pagar é impensável, não dá para puxar faixa na praia, pilotar para fazendeiro, rebocar planador, nada disso. Praticamente 100% dos PCHs recém formados só tem a instrução como alternativa de início de carreira. E aí? Em 21/09/2015, a única porta de entrada para o mercado de trabalho de PCHs vai ser fechada, e então, como fica? Não seria o caso de a ANAC resolver esse problema de empregabilidade antes de exigir as 200h?

E também a exigência de curso teórico para PLA padece do mesmo mal, conforme explicado no post “Curso teórico para PLAs: como tornar obrigatório um curso que nem existe na prática?“. Tudo remete ao mesmo erro: a ANAC trata o RBAC-61 de maneira estanque, quando ela precisaria se articular internamente e com outros órgãos do governo, a começar pela SAC-PR. Só assim ela irá sair da enrascada em que se meteu com o RBAC-61. É isso, ou ficar eternamente apagando incêndio, publicando emenda atrás de emenda.

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