Para Ser Piloto

Formação Aeronáutica e Segurança de Voo


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II Seminário Contato Radar – Empregabilidade & Segurança

Posted Image Pessoal, chegou a hora! Dias 30 e 31 próximos (4ª e 5ª feira), acontecerá o tão esperado II Seminário Contato Radar – Empregabilidade & Segurança. Os eventos sob minha responsabilidade ocorrerão no dia 31:

  • Pela manhã (9:00h às 11:00h), ocorrerá a oficina de formação profissional, em que mediarei um debate com representantes da Go Air Escola de Aviação Civil, da Hillsboro Aviation, e da Epic Aviation, além do Rodrigo Duarte, piloto-chefe do Banco Pine, sobre as vantagens e desvantagens comparativas da formação no Brasil e no exterior; e
  • À tarde (14:00h às 15:00h), apresentarei uma palestra sobre empregabilidade na aviação.

Além disso, diversos outros eventos importantes acontecerão no decorrer do Seminário (vide programação), não percam! Nos vemos lá!

Obs.: Devido ao Seminário, as postagens aqui no blog ficarão diminuídas nesta semana, assim como a mediação dos comentários poderá sofrer algum atraso. 


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PDAR-Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional

MP 652 – Subsídio à Aviação Rregional

Conforme comentado ontem, o tal plano de fomento à aviação regional – agora oficialmente chamado de PDAR-Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional – tornou-se lei (ou quase isso): nossa Soberana publicou uma Medida Provisória o regulamentando, cuja íntegra está no link acima. E eu, que já estava cético quanto à sua viabilidade, agora estou mais cético ainda, pois a MP é pouco mais que uma declaração de intenções.

É mais ou menos o seguinte: imagine que você queira fazer o curso de PP, e seu pai lhe diga, finalmente (após um ano e meio de conversa): “Filho,  conversei com sua mãe, e decidimos que você poderá, sim, fazer o seu curso de Piloto Privado!”. Aí você, todo feliz, responde: “Nossa pai, que bom! Até que enfim! Estou indo ao aeroclube fazer minha matrícula, então!”. Mas, antes que você consiga colocar a mão na maçaneta para sair, ele lhe puxa pelos ombros, e fala: “Bem… Não precisa ter tanta pressa. Na verdade, nós vamos incluir a despesa com o curso no nosso orçamento para o ano que vem. E já vou lhe avisando que, mesmo estando no orçamento, pode ser que tenhamos que cortar essa despesa, que não é prioridade nossa… Você sabe que a gente tem que pagar o financiamento da casa, né?”. E, para piorar, você sabe que sua mãe está tendo um caso com o vizinho, e que no ano que vem, pode ser que seu pai não esteja mais em casa. Será que o seu possível futuro padrasto terá a mesma opinião sobre o seu PP?

Entenderam o problema? Existe dinheiro para o PDAR? Até existe o tal do FNAC-Fundo Nacional de Aviação Civil. Mas nada impede que o(a) presidente que estiver no poder em 2015 contingencie recursos deste fundo para equilibrar as contas públicas. E, sabendo da atual situação econômica do Brasil, isso não é difícil. Ou será que o governante de turno irá preferir cortar recursos do Bolsa Família ou de investimentos na rede de energia elétrica? Então, acho que a publicação da MP ainda não é motivo para abrir a champanhe. Vamos aguardar para ver o que as companhias irão fazer quanto ao plano até o final deste ano, porque elas, mais do que ninguém, estão analisando o PDAR com microscópio. Se elas começarem a anunciar a compra de aeronaves e a inauguração de novas rotas, dá para começar a ficar animado.

 


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Folha de S.Paulo: “Anac leva seis anos para julgar queixa de passageiros contra aéreas”

Deu na Folha de ontem: “Anac leva seis anos para julgar queixa de passageiros contra aéreas“. Pois é, e você aí, reclamando porque a ANAC atrasou “só” seis meses para emitir a sua CHT…

Mas, falando sério: não dá para admitir uma coisa dessas, né? E essa desculpinha de que “não tem servidor” é o cúmulo do cinismo. Novamente, sou obrigado a dizer que tenho vergonha da ANAC.


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Folha de S.Paulo: “Governo dará subsídio a passageiros e empresas que usam aeroportos pequenos”

A Folha de sábado trouxe a matéria “Governo dará subsídio a passageiros e empresas que usam aeroportos pequenos“, detalhando um pouco mais do que será o tão aguardado plano de fomento à aviação regional em gestação no governo desde que nossa Soberana anunciou os tais “800 aeroportos prá mais“, cerca de um ano e meio atrás, em Paris. E, 18 meses depois, o que se tem é um plano que, se tudo correr muito bem, começará a ser implementado em 2015. Legal! Mas, para começo de conversa, que governo teremos em 2015? Será o da Dilma? E, em sendo, haverá recursos para o projeto? Não me parece que a situação econômica permita…

Por mais que eu me esforce para gostar deste plano, não consigo. Essa história de subsídio à aviação regional nunca teve final feliz nas tentativas anteriores de implementação. Além disso, como explicado no post anterior, trata-se de um projeto de governo, não de Estado, portanto não há garantias de continuidade. Será que as empresas irão investir, sabendo que uma simples canetada do governante de turno pode travar todo o processo? Você investiria, se fosse empresário?

Mas o grande problema é o que a APPA chamou de “ausência total de estratégia para o setor [de aviação civil]“. Se vocês analisarem bem, verão que o tal plano está solto, no meio de uma total cacofonia de iniciativas malogradas e hiatos ensurdecedores na gestão da aviação civil brasileira. Ao mesmo tempo em que se fala em construir aeroportos, vê-se dificuldades hercúleas dos empresários que estão tentando construir empreendimentos privados no entorno de São Paulo. Fala-se em desonerar tarifas aeroportuárias, mas os custos que realmente importam para a aviação – combustível, peças de reposição e custo de capital – crescem a galope. Não há coerência, muito menos um ambiente seguro para investimentos de grande porte. Por isso, permaneço cético quanto à viabilidade deste plano. Tomara que esteja errado…

 

 


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Portal APPA: “A aviação deve ser devolvida à República”

A APPA publicou ontem em seu portal o contundente artigo-editorial “A aviação deve ser devolvida à República“, com severas críticas à maneira como o atual governo conduz a aviação civil em nosso país. Um dos assuntos nele abordados foi a infame comemoração da “vitória para a aviação civil brasileira” citada neste post: “Vamos comemorar o sucesso da ANAC?“. Mas há outros, como a “ausência total de estratégia para o setor [de aviação civil]“, que vamos tratar no próximo post, e o problema da separação entre órgãos de governo e de Estado, assunto que o Humberto Branco, diretor da APPA, sugere que eu discuta, no seu comentário ao post acima citado. Então, vamos lá.

Hoje, existem duas instituições para “cuidar” da aviação civil brasileira, a SAC-Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, e a ANAC-Agência Nacional de Aviação Civil. A primeira é um órgão de governo (tanto é que é “da Presidência da República”, o que não deixa dúvidas quanto a estar no âmbito da administração direta da nossa Soberana), como as demais secretarias e ministérios: a presidente nomeia e destitui o secretário na hora em que quiser, e portanto é ela quem manda ali, em última análise. Já a ANAC, embora vinculada administrativamente à SAC, deveria possuir certa autonomia. Para ser diretor de agência, é preciso ter o nome aprovado pelo Senado e, uma vez empossado, não pode ser demitido nem pela Soberana, a não ser que incorra em falta grave: os diretores têm mandatos definidos, e só podem ser sacados de seus cargos ao final dos mesmos.

Isso acontece porque a ANAC (assim como as demais agências reguladoras) não são órgãos de governo, e sim de Estado. É uma diferença sutil, mas importante: em tese, o compromisso da diretoria da ANAC é para com a aviação civil, e não para com o governo. E é por isso o que o Humberto me pediu para falar sobre isso, pois só entendendo esta diferença é que o artigo da APPA faz sentido. Quando o presidente da ANAC comemora o “sucesso” da agência, ele está celebrando o fato de que tudo aconteceu como o GOVERNO desejava, mas é claro que, para os interesses da AVIAÇÃO CIVIL, a ação da ANAC na Copa foi um desastre. Ou seja: como órgão de governo, a ANAC acertou; mas como órgão de Estado, ela errou. Entenderam a diferença?

O problema é que o presidente da ANAC não vê distinção entre uma entidade de governo e outra de Estado – tanto é que ele falou em “enquadrar” a aviação civil, como a APPA cita em seu texto. Ora, se a ANAC defendesse a aviação civil brasileira, faria sentido falar em “enquadrá-la”? Se o presidente da ANAC agisse como um dirigente de um órgão de Estado, de fato, sua função deveria ser exatamente a oposta: ele tinha o dever de impedir que o governo, para fazer bonito frente à FIFA, inviabilizasse a aviação geral durante o período da Copa. É para isto que ele foi eleito, não para ser um moleque de recados da Soberana. É por isso que ele não pode ser demitido, nem pela presidente, justamente para permitir que ele defenda a aviação mesmo contra os interesses do governo! É por isso que a crítica da APPA faz sentido.

Eu não sou especialista em Direito Público, e se algum leitor com mais intimidade com o assunto quiser complementar o assunto ou corrigir alguma bobagem que eventualmente tenha dito, fique à vontade.

 


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‘RF’ do Asiana-214 (acidente com o B777 em S.Francisco)

RF – Asiana-214

No link acima, o ‘RF’ (na realidade, AAR-Aircraft Accident Report) do acidente com o voo Asiana-214, ocorrido com o Boeing-777 da empresa no pouso em S.Francisco-EUA em jul/2013 – e aqui, uma versão resumida. Tem informação “prá mais de metro” (como se diz na minha terra) sobre os limites da automação na aviação moderna. Para quem gosta do assunto, é um prato cheio!


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Boldmethod: “7 (no Brasil, 6) Advantages Of Learning To Fly A Glider Before An Airplane”

Os interessados em incluir o voo a vela no seu rol de atividades de formação aeronáutica – ou mesmo quem quer só voar por curtição – não devem deixar de ler este post do Boldmethod: “7 Advantages Of Learning To Fly A Glider Before An Airplane“. Só lembro que a vantagem #1 não vale para o Brasil: aqui, só dá para solar qualquer aeronave com 18 anos completos ou mais (seção 61.61 do RBAC-61).

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