Para Ser Piloto

Formação Aeronáutica e Segurança de Voo


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Um ‘paper’ essencial para quem voa na aviação geral

Safety Advisor-AOPA – Decision Making for Pilots

Clique no link acima e baixe o ‘paper’ “Do The Right Thing: Decision Making for Pilots“, da série “Safety Advisor”, da AOPA. Mesmo que idioma bretão não seja o seu forte, faça um esforço, peça para alguém te ajudar com a tradução (nem que esse “alguém” seja o Google Translator), mas não deixe de ler esse documento, que considero essencial para quem voa na aviação geral. E, se possível, use o “Personal Minimums Checklist and Recommendations” que há em seu final, que é uma espécie de mini-SOP – vide assunto discutido aqui.


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GloboNews: “Especialista em fadiga na tripulação explica causas para acidentes aéreos”

Muito boa a matéria veiculada na GloboNews “Especialista em fadiga na tripulação explica causas para acidentes aéreos“, entrevistando o cmte. Paulo Licati, da ABRAPAC, o maior especialista no assunto da fadiga na aviação no Brasil. Trata-se de um assunto importante, que ganhou destaque como um possível fator contribuinte do acidente com o PR-AFA, e que está sendo discutido nesse momento no Congresso. Daí minha recomendação para que assistam a esse programa da GNews.

Obs.: Como não poderia deixar de ser, está lá na matéria também o onipresente (quando o assunto é aviação) corretor de seguros Gustavo Cunha Lima. Para não acrescentar absolutamente NADA ao que o Paulo estava falando…


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Workshop DCERTA – Propostas de alteração da atual Resolução 268/2013

Reproduzo a seguir convite recebido hoje da ANAC/DCERTA:

dcerta

Estão abertas até o dia 19 de setembro as inscrições para o Workshop DCERTA – Propostas de alteração da atual Resolução 268/2013. Promovido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o evento está previsto para acontecer dia 29 de setembro de 2014 das 08h30 às 13h00, no Centro de Treinamento da ANAC, localizado na Avenida Ayrton Sena, 2541, Rua D, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro e no dia 30 de setembro de 2014 das 08h30 às 13h00, na Representação Regional de São Paulo (RRSP), localizada na Rua Renascença, 112 – Ed. Congonhas Office – Vila Congonhas São Paulo.

Voltado prioritariamente para Associações ligadas à aviação civil,  pilotos, gestores de segurança operacional de empresa aérea ou aeroporto, e demais profissionais envolvidos com a segurança operacional. O objetivo do evento é colher sugestões para a melhoria daquele regulamento. Os participantes poderão debater o tema e apresentar críticas e sugestões para a melhoria da proposta de alteração da norma.

Durante o evento, servidores da ANAC estarão disponíveis para receber sugestões e ideias dos participantes, as quais devem ser apresentadas através do formulário em anexo.

Além disso, o workshop facilitará o intercâmbio de experiências  entre  representantes  dos diversos setores envolvidos.

O workshop faz parte da Agenda Regulatória da ANAC, iniciativa instituída em 2014 por essa Agência com o objetivo de direcionar o desenvolvimento e a atualização das normas do setor de forma transparente, com participação da sociedade.

INSCRIÇÕES GRATUITAS – para realizar sua inscrição, basta preencher o formulário através do endereço http://www2.anac.gov.br/seminario1/dcerta/index.asp

A relação dos candidatos selecionados estará disponível a partir do dia 23 de setembro  no endereço  http://www2.anac.gov.br/seminario1/dcerta/selecionados.asp .

                 Veja a seguir a programação completa dos eventos

29 de setembro de 2014 – Rio de Janeiro

    08:30 – 09:00

 

Credenciamento

09:00 – 09:50

 

Apresentação das propostas da ANAC para a alteração da Resolução 268/2013, que trata do DCERTA.

09:50 – 10:40

 

Perguntas dos participantes e respostas da ANAC

10:40 – 11:00

 

Intervalo

11:00 – 11:50

 

Apresentação de propostas por parte dos participantes

11:50 – 13:00

 

Apresentação de propostas por parte dos participantes

30 de setembro de 2014 – São Paulo

    08:30 – 09:00

 

Credenciamento

09:00 – 09:50

 

Apresentação das propostas da ANAC para a alteração da Resolução 268/2013, que trata do DCERTA.

09:50 – 10:40

 

Perguntas dos participantes e respostas da ANAC

10:40 – 11:00

 

Intervalo

11:00 – 11:50

 

Apresentação de propostas por parte dos participantes

11:50 – 13:00

 

Apresentação de propostas por parte dos participantes


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Estadão: “Clube fundado por Santos Dumont será despejado”

Reproduzo a seguir notícia veiculada no Estadão de hoje (fonte: Aeroclipping do SNA), sobre o despejo do Aeroclube do Brasil – assunto já abordado aqui diversas vezes. Ocorre que, nesta matéria, há alguns fatos novos (ou ainda não comentados) que acho que merecem destaque:

  • A diferença em relação aos EUA – “Nos Estados Unidos, a área onde voaram os irmãos Wright pela primeira vez foi tombada e virou patrimônio nacional.”.
  • A motivação do despejo: amontoar 200 funcionários da INFRAERO que não tem o que fazer depois da privatização concessão do Galeão – “O que vão fazer com 200 pessoas da Infraero em um lugar voltado para instrução? Isso é um absurdo”.

É um absurdo mesmo! Só que a informação de que “a instituição formou nos últimos anos 80% dos pilotos brevetados no Rio, em Minas e no Espírito Santo” não reflete os fatos. Na verdade, o despejo do ACB só foi possível por causa de sua irrelevância no cenário da formação aeronáutica brasileira.

O Estado de S.Paulo
31 Agosto 2014 | 04h 22
Clube fundado por Santos Dumont será despejado
Entidade tem até sábado para deixar local no Aeródromo de Jacarepaguá; Infraero reivindica espaço para realocar 200 funcionários do Galeão
FELIPE WERNECK / RIO – O ESTADO DE S.PAULO

Fundado em 1911 pelo aviador e inventor Alberto Santos Dumont (1873-1932), o Aeroclube do Brasil (ACB), que opera desde 1972 no Aeródromo de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, está ameaçado de despejo em processo movido pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

O juiz Paulo Espírito Santo Bonfadini, da 20.ª Vara Federal, intimou o ACB no dia 6 a desocupar o imóvel em até 30 dias. Após esse prazo, será expedido mandado de reintegração de posse, “devendo a Infraero, desde já, indicar meios suficientes para que a diligência seja efetivada”, escreveu o juiz.

O advogado do aeroclube, Hamilton Bastos Lourenço, anunciou que recorrerá ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). “A Infraero jamais teve a posse da área, que é bem público da União, e não tem capacidade jurídica para entrar com a ação. O ACB está lá há mais de 40 anos e faz parte da história da aviação”, diz ele, que é sócio-piloto desde 1958 e juiz aposentado. “Nos Estados Unidos, a área onde voaram os irmãos Wright pela primeira vez foi tombada e virou patrimônio nacional.”

Ex-piloto da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Varig, Carlos Vilela é sócio do aeroclube desde 1982. Ele afirma que a instituição formou nos últimos anos 80% dos pilotos brevetados no Rio, em Minas e no Espírito Santo. “A desocupação soa como um fato catastrófico para o atendimento da demanda sempre crescente por pilotos.”

Desocupação. A Infraero informou que, após o fim da vigência de convênio firmado em 2001, o ACB “se recusou a desocupar as áreas voluntariamente, apesar de receber a devida notificação”. Segundo a empresa, a área será usada para “realocar cerca de 200 empregados” do Aeroporto do Galeão, concedido à iniciativa privada.

“O que vão fazer com 200 pessoas da Infraero em um lugar voltado para instrução? Isso é um absurdo”, afirma o ex-instrutor Ricardo D’Amore. Para Vilela, a ação de reintegração foi motivada pelo crescente movimento no aeródromo, que, diz ele, despertou grande interesse pelo espaço. “Como o aeroclube não contribui para a receita da administradora, é compreensível que seja exercida essa pressão para a retirada.”

A crise atual não é a primeira enfrentada pelo ACB. Quando foi criado, o clube usava o Campo dos Afonsos, na zona oeste, transferido em 1919 para o Exército. Em 1936, foi levado para Manguinhos, na zona norte, mas a área foi desativada nos anos 1960. O ACB, que representa no Brasil a Féderation Aéronautique Internazionale (FAI), de Paris, está sob intervenção há três anos.

 


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Aircons (Facebook): “TCAS 7.1 será obrigatório – O que muda com o novo software?”

Reproduzo abaixo o texto publicado no perfil da Aircons no Facebook, sobre o novo software para o TCAS. Interessantíssimo!

TCAS 7.1 será obrigatório – O que muda com o novo software ?

O desenvolvimento da versão 7.1 foi iniciado pelo EUROCONTROL, após a descoberta de dois problemas de segurança com a versão atual do TCAS II 7.0.

O desenvolvimento foi realizado conjuntamente pelos Estados Unidos e pela EUROCAE na Europa, com o apoio e contribuições de várias outras organizações, incluindo as principais companhias aéreas e prestadores de serviços de navegação aérea (ANSP).

Os MOPS foram revistos após a identificação pelo EUROCONTROL de duas questões de segurança na lógica TCAS existente (uma relativa ao desempenho da lógica RA- de reversão, e a outra envolvendo respostas incorretas de ajuste de razão de subida ou descida . A FAA e EASA publicaram as TSO e ETSO para a versão TCAS II 7.1

A Comissão Europeia publicou regra de execução determinando a utilização de ACAS II versão 7.1 no espaço aéreo da União Europeia a partir de 01 de dezembro de 2015 por todos os aviões atualmente equipado com a versão 7.0 e de 1 de março de 2012 por todos os novos aeronaves com peso máximo de decolagem acima de 5.700 kg ou com capacidade de mais de 19 assentos.

Questões de segurança Versão 7.0 atual

Desde a sua introdução na Europa em 2000, TCAS II versão 7.0 tem sido objeto de um acompanhamento. Nas análises de registros e de eventos, foram encontrados muitos casos em que os pilotos não responderam corretamente ao ” Adjust vertical speed, adjust ” Resolution Advisories (RA) – a razão de subida ou descida foram aumentadas em vez de diminuir. Além disso, também houve uma série de casos em que o TCAS II versão 7.0 não conseguiu reverter uma RA quando dois aviões convergindo permaneceram dentro de 100 pés. Este tipo de cenário seria ocorrem quando o piloto não está seguindo a RA, a aeronave não é equipada com TCAS II, o piloto segue uma instrução ATC ou o piloto executa uma manobra de evasiva visual.

Versão 7.1 solução – novo ” Level off, level off ” RA

Para evitar respostas incorretas do piloto, na versão 7.0 o ” Adjust vertical speed, adjust ” RA foi substituído por um novo ” Level off, level off ” RA que exige uma redução da razão de subida ou descida para 0 pés / min.
O nivelamento deverá ser feito rapidamente, não próximo ao nível de voo (por exemplo, FL200, FL210, etc).
O ” Level off, level off ” RA pode ser emitido como um RA inicial ou quando a distância vertical entre as aeronaves aumenta. Além disso, o ” Level off, level off ” RA irá minimizar os desvios de altitude induzidas pelo TCAS, reduzindo assim o impacto sobre o órgão ATC.

Versão 7.1 – Melhoria na lógica de reversão
Uma funcionalidade foi adicionada à lógica da versão TCAS II 7.1 que monitora o cumprimento RA em encontros coordenados (ou seja, quando ambas as aeronaves são equipadas TCAS II). Quando é detectado que uma aeronave não está respondendo corretamente a uma RA, RA uma reversão será emitida para a aeronave que executa a manobra de acordo com a RA comandada pelo TCAS.

Em encontros quando apenas uma das aeronaves é equipada com TCAS II, a versão 7.1 irá reconhecer a situação e irá emitir uma reversão de trajetória se a aeronave não equipada com TCAS se mova na mesma direção vertical que a aeronave equipada com TCAS II. Embora a alteração de lógica de reversão é clara para o pilotos, irá, no entanto, trazer melhorias significativas na segurança de voo.

Consulte a Aircons sobre a nova exigência e faça o treinamento
ON LINE conosco acesse www.aircons.com.br

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Portal ANAC: “ANAC é homenageada [pela ANAC!] por atuação durante a Copa”

 placaEste é o prêmio que está causando frêmitos de prazer na diretoria da ANAC…

Não sei se é cara de pau, má fé, ausência de sentimento de ridículo, ou um misto de tudo isso, mas o fato é que, na semana passada, o portal da ANAC noticiou que a própria agência havia recebido um prêmio pelo seu desempenho na Copa do Mundo, concedido por, dentre outros órgãos governamentais (SAC-PR e EMBRATUR), a CONAERO-Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias – que é composta, dentre outras entidades, pela própria ANAC! Ou seja: além dos demais órgãos públicos vinculados à agência, a própria ANAC participou da eleição que lhe concedeu o prêmio! E, como nunca há limites para o ridículo, isso ainda por cima é anunciado com estardalhaço no seu próprio portal!

Não é a primeira vez que a ANAC “se auto-parabeniza a si mesma”. Em 22/07 último, no post “Vamos comemorar o sucesso da ANAC?“, este blog já havia mostrado esse viés, digamos, “narcísico-masturbatório”  da agência, que parece ter prazer orgástico em se admirar no espelho torto da falsa eficiência administrativa. O problema é que, fora do círculo chapa-branca, ninguém mais acha que a ANAC mereceria um prêmio: nem os operadores, nem os pilotos, nem ninguém está feliz com a atuação da agência. Inclusive os passageiros, pois a ausência do prometido caos não é motivo para comemoração: é o mínimo que se espera do serviço público! Mas, pelo ponto de vista da direção da ANAC, eles foram geniais… Deram “férias coletivas” para a aviação geral – “enquadradada”, nas palavras de seu presidente -, e está tudo ótimo.

Minha vergonha da ANAC aumentou depois desta!

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