O genial programa de bolsas da ANAC

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Em 2009, pela primeira vez, a ANAC ofereceu bolsas de estudo para interessados em instrução aeronáutica (PP e PC), numa iniciativa pioneira da gerência da região Sul da agência. Em 2010, o programa retornou, como um programa da ANAC nacional, oferecendo bolsas em vários estados no país. Até agora (maio/2011), não há sinal de que o programa vá se repetir, embora tenham circulado rumores de que ele voltaria, inclusive estendido para o pessoal da asa rotativa. Apesar de não se saber até o momento se as bolsas voltarão algum dia, e em voltando, em que formato, vamos analisar neste post o programa de bolsas de 2010, já que este deverá ser a base para eventuais programas no futuro.

Em linhas gerais, o programa de bolsas da ANAC tem as seguintes características:

– É uma espécie de concurso público ou vestibular, com várias etapas – inscrição/apresentação de documentos, provas teóricas, e exame de proficiência – que ocorrem num período de aproximadamente 6 meses.

– Existe um programa para o PP e outro para o PC, não é uma bolsa completa que engloba PP+PC.

– O objetivo é financiar até 75% das horas de voo, por isso é pré-requisito que o candidato tenha pelo menos 9h de voo para o PP, e 29h de voo (pós-cheque de PP) para o PC.

– Os candidatos concorrem às bolsas específicas de um determinado aeroclube, uma vez que o programa foi construído baseado em convênios ANAC-aeroclubes.

– Existe restrição de idade, e os candidatos devem ter no máximo 35 anos de idade para poder se inscrever.

Embora a iniciativa pareça muito atraente em um primeiro momento, analisando as características principais do programa de bolsas, logo se percebe suas fraquezas. Para começo de conversa, este limite de idade de 35 anos é arbitrário e inconstitucional, e qualquer candidato consegue um mandado de segurança para se inscrever mesmo tendo mais de 35 anos, mas este é o menos de seus defeitos.

Por ser um programa atrelado aos aeroclubes, foram oferecidas vagas específicas para voar em cada uma das instituições de ensino aeronáutico, sem nenhum critério sobre a relação vagas/localidade. Assim, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, ficaram praticamente sem vagas (houve, na verdade, 7 vagas para PP no Aeroclube de Rio Claro), e localidades como Eldorado do Sul-RS tiveram 22 bolsas oferecidas. Observe a tabela de distribuição de bolsas pelo Brasil, e veja se existe algum sentido nisso:

A ANAC argumentou que nada impedia que candidatos de localidades não atendidas pelas bolsas concorressem em aeroclubes situados em cidades diferentes de suas respectivas origens. Ok, pode até ser, mas aí a coisa começa a se complicar. Primeiro, por causa dos custos de transporte, hospedagem, alimentação, etc. Depois, porque grande parte dos candidatos trabalha, e viajar acaba sendo inviável. Daí, se a proposta era economizar 75% do custo da instrução, a economia ficaria em 50%, 30% ou até menos só por causa desta distribuição geográfica absurda das vagas. Mas, por incrível que pareça, este ainda não é, também, o principal problema.

O defeito mais grave do programa de bolsas da ANAC é a própria mecânica da concessão das bolsas, que obriga que o candidato congele sua instrução para poder participar do concurso. Na data da inscrição, o candidato tem que estar com um mínimo de 25% das horas de voo requeridas para a licença – 9h para PP e 29h para PC. Vamos analisar o caso mais favorável, que é o da bolsa de PC. Para poder participar, o sujeito já tem que ter o PP checado, logo ele já gastou cerca de R$16mil em sua instrução só para atender a este aspecto. Fora isso, ele também tem que ter pelo menos 29h de voo no curso de PC. Pagando R$300/h, ele gastou então mais R$9mil, em média. Ele também tem que ter concluído o curso teórico, passado na banca de PC, e estar com o CCF de 1ª classe. Tudo isto não sai por menos de R$3mil, entre mensalidades e taxas. Somando tudo, o candidato já desembolsou, no mínimo, R$28mil, e a bolsa cobre, no máximo, a habilitação MNTE-IFR, que custa R$60mil. Logo, a bolsa não é de 75% como anunciado, mas de 55%, e isso se o candidato não tiver que se deslocar para usufruí-la.

Acontece que esses cálculos só são válidos se o candidato estiver exatamente com 29h de voo no dia da inscrição e permanecer assim até o final dos exames seletivos. Sele ele tiver menos de 29h de voo no dia da inscrição (e muita gente não conseguiu se inscrever por causa disso), não adianta nada, e cada hora de voo paga antes do final do processo seletivo significa uma hora a menos usufruída com a bolsa. Ora, acontece que interromper a instrução por seis meses tem, em si, um custo! Quanto é esse custo vai variar de acordo com as possibilidades de auferir renda cada um, mas supondo que um piloto recém formado possa ganhar, pelo menos, R$2mil/mês, esse atraso significará R$12mil a menos de renda para o agraciado com a estupenda bolsa da ANAC. E se esse sujeito, ainda por cima, não for aprovado? Aí sim, fica complicado mesmo, e como a concorrência se dá por aeroclube, se o candidato deu azar de se inscrever em um aeroclube muito concorrido, pode ser muito difícil ser aprovado.

O resultado disto foi que houve baixíssima procura pelas bolsas, sobraram vagas, foi realizado um novo concurso no final de 2010, e sobraram vagas de novo. Lindo isso, não?

37 comments

  1. Lara Mendes
    2 anos ago

    boa tarde, gostaria de saber se tem alguma previsão pra novas bolsas ou o programa encerrou de vez ? Desde já agradeço.

    • raulmarinho
      2 anos ago

      A SAC-PR estaria lançando um novo programa este ano, mas não se fala mais no assunto há meses.

  2. Robert
    5 anos ago

    Alguem sabe se tem bolsa para 2013? e se de helicoptero existe?

  3. wilian
    5 anos ago

    opinião propria .sou soteropolitano de salvador e não encontro nem um lugar onde se explique ou se der uma oportunidade ,desde menino tenho esse sonho e não entendo essa exclusão com a bahia , por que será que as vagas ficam na maioria esmagadora no sul e suldeste , essa ideia de baiano nordestino não se inclui a todos ,pois sou soteropolitano descendente de norte americanos e ingleses, e ai?nada!?

  4. marcos
    6 anos ago

    Olá raul tem alguma previsao das bolsas para 2012?

  5. roger
    6 anos ago

    Fui um dos contemplados com a bolsa. Só tenho a elogiar a iniciativa e a criticar a demora ou a pouca repetibilidade de mais bolsas como estas que são de grande valia para que o Brasil possa chegar bem estruturado a copa com pilotos treinados e capacitados

  6. Rafael Theodor
    6 anos ago

    entre todos os inscritos,não se acharam 213,que acertaram 70%….

    • Leonardo
      6 anos ago

      Isso é um problema considerando que essa é uma profissão não devemos aceitar nem 30% de erros

  7. Leandro REBELLES.
    6 anos ago

    Fui coordenador da bolsa anac em Juiz de Fora e Para de Minas, onde mantivemos todos as exigencias da anac com relação a bolsa. Infelismente Juiz de Fora teve problemas internos administrativos e afetou a bolsa anac. Depois Fui para Para de Minas onde o trabalho é realizado com 100% de aproveitamento apesar que em Para de MInas a bolsa é somente para Piloto Privado, e Tem potencial para Piloto Comercial. Uma escola que pode contar com a Bolsa anac é Varginha no sul de minas gerais, onde ja existe a bolsa para Piloto de Planador e será um excelente ponto estratégico para formação de Piloto, contando com Terminal São Paulo proximo a varginha, Terminal Belo Horizonte, Terminal Rio de Janeiro e Terminal Uberaba, ou seja variadas navegações para complementar a experiencia do aluno, além de Varginha ter AFIS. e procedimento IFR. Espero ajudar mais com a bolsa anac, em qualquer região do Brasil. Sou Piloto Comercial e instrutor de voo prático de avião. E realmente a anac não libera a bolsa para entidades não preparadas, pois o investimento de no minimo 40 alunos é muito alto, a anac precisa de controle de horas, remuneração dos instrutores, manutenção das aeronaves, pois é tudo coberto pela bolsa, então deve ter treinamento e um controle rigorozo pois se trata de valores altos, a parte de orientações fica com Porto Alegre e a parte financeira fica com Brasilia, em ambos os lados sempre fui bem atendido e muito bem orientado, com planilhas em excel e pastas individuais dos alunos com seu rendimento e copias dos (cheques bolsa) faz o trabalho ter transparencia.

    abraço a todos.

    att.Rebelles.

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      Rebelles,

      Interessante o seu relato. Ele corrobora o que pensava sobre o programa. De fato, não dá para viabilizar um programa de bolsas baseado em aeroclubes. Olha o que vc fala sobre o caso de Juiz de Fora, que por problemas internos teve as bolsas inviabilizadas. Está evidente que esse sistema não funciona.

      E quanto a levar as bolsas para Varginha… Bem, que tal levar as bolsas para São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, BH, onde está a maioria das pessoas interessadas em entrar para a aviação? Nada contra Varginha, mas não tem cabimento concentrar os recursos nos rincões e deixar os grandes centros de fora de um programa bancado pelo Governo Federal.

      Mas o que mais me chamou a atenção foi o seu relato sobre a complexidade burocrática da operação, com “trocentos” mil controles e planilhas, com Porto Alegre fazendo uma parte, Brasília a outra… Vc já imaginou o custo de movimentar essa engrenagem burocrática?

      Não seria muito mais eficiente formatar um programa baseado no aluno?

  8. Luciana Haddad
    6 anos ago

    Muito bom o texto Raul,parabéns!
    Acho a iniciativa de bolsas da Anac super importante,ainda mais que faltam profissionais no mercado.Porém,o sistema ainda é muito falho.Há muito trabalho pela frente,sem dúvida.

    Bons voos.

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      Seria fundamental, Luciana. Mas, segundo dizem, a bolsa de 2011 nao aconteceu porque o pessoal da bolsa de 2010 ainda nao checou… E nao checou porque o programa foi mal estruturado!
      E depois ainda aparece uns nervosinhos aqui, dizendo que eu sou contra as bolsas… Eu sou 100% a favor, só que se o programa for mal estruturado, ele nao funciona.

  9. CESAR
    6 anos ago

    Obrigado pelo reply, Raul.

    Assino embaixo seu descritivo inicial do que seria um projeto adequado.
    Acrescentaria também a formação partindo do estágio zero, ou seja, sem a imposição
    de uma pré formação teórica e prática, como a imposta focando em alunos ativos
    em aeroclubes que, concordo, são de classe média alta e alta, uma vez que não
    se gasta menos que R$300/hora para PP e muito mais para PC, FORA estadia,
    transporte e alimentação, então falamos de no mínimo R$400 para voar 1 HORA POR MÊS!!!
    Em outras palavras, é um projeto de fato focado na elite brasileira e é exclusivo e não de inclusão,
    como deveria ser.
    O mercado carece e MUITO desta formação de mão de obra, pois a continuar
    assim, com empresas da China, Dubai, Emirados, etc, oferecendo até US$200 mil
    por ano de salários MAIS benefícios, com pouco tempo de atividade, profissionais se mudam
    e fica o mercado a ver navios…

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      Caro César,

      Você tocou num ponto que acho fundamental discutir antes de prosseguir: “inclusão social”. Será que um programa de bolsas para a formação de pilotos seria um investimento “rentável”, socialmente falando? Eu tenho minhas dúvidas… Primeiro, porque o número de pilotos que o mercado pode absorver – a despeito da escassez de profissionais que hoje vivemos – é muito baixo. Qual a necessidade de novos pilotos por ano no Brasil? Mil, mil e quinhentos, dois mil no máximo. Segundo, porque a atividade de piloto é essencialmente “exclusiva” em termos de condições físicas: um piloto não pode ser cadeirante, deficiente visual, auditivo, e nem ter asma, epilepsia, daltonismo, etc. E terceiro, porque a formação de pilotos é muito ineficiente: de cada dez alunos de PP, um checa o PC, se tanto – apesar da maioria desistir por questões econômicas, muitos desistem por outros fatores, especialmente a inaptidão para a atividade. Por isso, eu acho que os aspectos de inclusão social deveriam ficar em segundo plano no desenho de um programa de bolsas.
      Na minha opinião, o foco deve ser a manutenção de um setor aéreo saudável no Brasil, com mão-de-obra qualificada em número suficiente para a atividade aeronáutica – e se essa mãp-de-obra é originária da classe média, alta, ou baixa, nenhum problema desde que ela exista. Sendo este o objetivo, há várias maneiras de atingi-lo. Sabendo que os recursos são limitados, é melhor favorecer muito a poucos (como foi a filosofia dos programas de 2009/10), ou pouco a muitos? Se for escolhida a segunda opção, a ANAC poderia, por exemplo, facilitar somente determinadas fases da instrução, como os vôos IFR, multimotores, ou a parte relacionada aos simuladores de voo. Ou então oferecer um programa de financiamento subsidiado ao invés de bolsas. Ou oferecer várias opções… Percebe como o leque se abre?
      De qualquer maneira, se você me permite, eu discordo de você quando você diz que um programa de bolsas deveria focar a “formação partindo do estágio zero, ou seja, sem a imposição de uma pré formação teórica e prática”. Eu acho que o PP deveria ficar a cargo do aluno, por dois motivos. Primeiro, porque força o comprometimento do aluno com sua formação, ele tem que fazer o investimento inicial. E segundo, porque aumenta a eficiência do programa de bolsas, já que os alunos notoriamente inaptos para a aviação cairiam fora antes de conseguir checar o PP. Além disso, a formação de PP é relativamente barata, cerca de R$12mil, que pode se estender por 2 anos, o que dá uma despesa média de R$500/mês – não é barato, mas possível para muitos.
      O complicado na formação do piloto não é pagar o PP. O que é caro mesmo é o PC, principalmente a parte do IFR e do MLTE. E depois, se o piloto não tem proficiência em inglês e Jet Training, também vai ser complicado entrar em alguma empresa aérea. Acho que a ANAC poderia, por exemplo, ajudar com os simuladores, ao invés de dar bolsas. Ou subsidiar parte do treinamento IFR/MLTE, do inglês, do Jet… Enfim, não precisa focar em bolsas de estudo para ajudar na formação de pilotos. Mas, antes de tudo, eu acredito que a ANAC tem que fazer o papel dela. Hoje em dia, demora cerca de 3 meses para a agência aprovar um cheque de PP ou de PC. Isso quer dizer que, na formação de um piloto, que poderia ser feita em um ano, só a morosidade da ANAC vai comer mais 50% disso, e fazer com que ela leve um ano e meio… Isso é que não dá! Supondo um salário médio de co-piloto de R$8mil/mês, esse atraso vai custar quase R$50mil, praticamente o mesmo que um curso completo de PC.
      Percebe, meu caro César, como o assunto é complexo? Mas vamos trocando idéias que eu acho que a gente acaba chegando em algum lugar.

      Um grande abraço,

      R.

      • josé santos
        6 anos ago

        olá caro raul marinho, tenho uma duvida estou na europa quero ser piloto será que meu curriculo europeu para o mercado de trabalho. tem alguma prioridade comparado com o brasileiro ?? um abraço

        • Raul Marinho
          6 anos ago

          Nao. Vc só terá vantagens se quiser voar para alguma cia européia.

  10. Raul Marinho
    6 anos ago

    Ok, depois eu escrevo um post sobre como poderia ser um programa de bolsas bem estruturado.

    • CESAR
      6 anos ago

      Raul, gostaria muito de sua opinião de como deveria ser este programa.
      Tenho algumas oportunidades de diálogo com autoridades e posso usar para sugerir, beneficiando a todos (assim torcemos…)
      Abraço,
      Cesar

      • Raul Marinho
        6 anos ago

        Caro César,

        Neste momento, estou muito atarefado e não estou tendo tempo para parar e refletir adequadamente sobre este assunto, mas prometo que o farei assim que possível. De qualquer maneira, eu penso que um programa de bolsas para pilotos deveria seguir alguns nortes básicos:

        1)Não pode ser baseado em convênios com aeroclubes, pois se assim fosse, as vagas ficariam distribuídas de acordo com o interesse ou capacidade destes, e não com a origem dos candidatos.

        2)Deve ter um processo de seleção contínuo e o mais breve possível, ao invés de concursos esparsos e demorados.

        3)Deve focar a formação de pilotos profissionais que seguirão na carreira aeronáutica.

        Como fazer isso é que é o pulo do gato…. Assim que der, volto ao assunto.

        Um grande abraço,

        Raul

  11. Leonardo Campetti
    6 anos ago

    Not.

    Voltando para o original, co o seria possível algo não conveniado com aeroclubes se existe a necessidade da infra-estrutura que nem todos possuem, pois poderia resolver o problema de que existem pessoas melhores que não passaram em um luar X mas teria passado em um lugar Y, mas ainda sim os lugares para a realização dos voos acabariam tendo que ser o mesmo, não?

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      Ora, e só fazer um contrato diretamente com o aluno. O cara voa onde quiser, e depois comprova a instrução com as DIs e a CIV.

      • Leonardo Campetti
        6 anos ago

        E deixar de lado a fiscalização necessária devido a pessoas desonestas, seria simples, mas a anac fiscaliza e analisa os documentos de cada bolsista e para que esse controle seja possível é necessário que o aluno efetue as horas em um lugar que além de homologado tenha infra estrutura e pessoal competente, não dizendo que RJ ou SP não tem, isso foi um erro da ANAC mas a nãpo parceria com aeroclubes seria um erro.

  12. Leonardo Campetti
    6 anos ago

    Obvio que estou feliz e não estou dizendo que o programa é perfeito, mas ANAC precisa dos parceiros(aeroclubes) para poder lancçar um programa como este.

    Mudando de assunto, sei blog é muito bom em conteúdo, é uma pena a deficiência existente na sua educação com os leotores que não concordam plenamente com você e tentam mostrar o ponto de vista.

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      Aí que ta, Leonardo… A ANAC só precisa dos aeroclubes porque estruturou o programa desta forma. Ela poderia ter feito um programa sem a necessidade da interveniencia dos aeroclubes, e e disso que estou falando desde o começo.

      Quanto a minha suposta ma educação com os leitores… Entenda que isto aqui não e um grupo de discussão ou uma comunidade do Orkut. Isso aqui e um espaço privado, e eu não vou admitir engracadinhos aqui dizendo “me poupe” numa discussão. qualquer leitor pode discordar de mim, e já tive discussões com divergencias ded opiniao em outros tópicos. Mas quem não se comportar com compostura vai levar na cabeça (e isso aconteceu uma unica vez ate hoje). Vc, por exemplo, discorda de mim e nem por isso foi maltratado. Ou foi?

  13. Leonardo Campetti
    6 anos ago

    ui, ta ficando sério.
    bom, o marcos disse que é um incentivo para quem não tem condições, mas não disse que é um programa APENAS para quem não tem condições. A culpa não é da ANAC(e nem do Marcos) se os aeroclubes de SP e RJ não quiseram entrar na brincadeira. Fui contemplado com a bolsa e posso confirmar que o comentário de perder 12 mil é furado, pois apesar da espera, que por sinal durou apenas 3 meses das inscrições até o início dos voos, consegui terminar o PP mais de 6 meses antes do previsto. Eu não vi muito bem o momento em que o Marcos ficou nervosinho… mas não vou me meter também né. Sabe, o programa de bolsas não é a solução mas também não existe motivo para meter tanto a boca nele. Quando voce é contemplado com a bolsa, você recebe 1 mês de hospedagem nos aeroclubes, pois um dos requisitos para a participação do ac na bolsa é ter quartos. E o problema de não preencher as vagas é realmente culpa dos candidatos, pois tinha mais candidatos do que vagas, se eles não tiveram animo para estudar e obter o conhecimento mínimo necessário paciência. enfim. até logo, qqr coisa estou disposto a conversar.

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      Lá vem mais um que esta superfeliz por ter sido beneficiado…

      Meu caro, se vc estava entre os felizardos que puderam concorrer ao programa de bolsas, ótimo para vc. O problema e que, pelo fato do programa ter sido absurdamente mal concebido (e basear-se em convênios com aeroclubes e uma de suas falhas), a maioria das pessoas que poderiam concorrer ficou de fora.

      Abs,

  14. Raul Marinho
    6 anos ago

    Caro Marcos,

    Vc vem aqui, no meu blog, fala bobagens pelos cotovelos, e ainda fica nervosinho porque eu estou falando mal do seu querido programinha de bolsas??? Ah, poupe-me vc!!!

    Quer dizer então que vc não falou que o programa de bolsas era para pessoas de baixa renda??? Então o que vc me diz deste trecho do seu comentário anterior: “esse incentivo é pra quem não tem condições financieras de se tornar piloto”??? Esse pessoal sem condições financeiras deve ser magnata, né???.

    E quanto ao programa ser baseado em acordos com os aeroclubes… Bem, esta é uma prova de como o programa foi mal desenhado. Justamente por ser baseado em aeroclubes é que a distribuição de vagas foi tão errática. Ou vc acha que deixar SP e RJ de fora foi uma coisa inteligente por parte da ANAC?

    …E quer dizer que quem foi beneficiado pelo programa está feliz por ter recebido o benefício??? Ah, não me diga!!!???

    Eu não acho que a bolsa foi presente, mas tinha muita gente que merecia também, talvez mais do que quem recebeu a bolsa, que ficou de fora porque o programa foi extremamente mal desenhado.

    Se vc quiser continuar o debate, por favor venha com argumentos inteligentes. Se for para defender paixões, vá discutir futebol em outras plagas que vc ganha mais.

  15. Marcos Klein Trindade
    6 anos ago

    Nos convenios da concessão da Bolsa são estabelecidos prazos para conclusão, e os mesmos ainda não encerraram… eu não disse que o programa era voltado para pessoas de baixa renda, mas é um incentivo aos que querem ser pilotos e não tem condições de arcar com os altos custos que a formação envolve, se tem grana pra fazer o curso e tem pressa então faça sem esperar bolsa ora, quem tem grana e pode esperar também faça, mas pra quem não tem condições financeiras, com certeza essa espera é uma besteira, já que se fosse pagar pelo curso certamente levaria muito mais tempo, como no meu caso… e a relação vagas/localidade, esqueci de mencionar também que partem DOS AEROCLUBES o interesse em participar da bolsa, a partir daí é feito uma análise pela ANAC se o aeroclube tem condições de assumir o acordo e, mais ainda, se o aeroclube aceita o valor que a ANAC paga pela hora de voo… ah, e a prioridade é para utilização dos AeroBoeros, que são aeronaves do governos federal, só o IFR é que é feito em outra aeronave mas que esteja dentro dos valores que a ANAC dispõe… será que um aeroclube que já é grande, cheio de alunos, que cobra digamos, R$ 280,00 a hora de voo vai querer ter bolsas onde a ANAC paga R$ 230,00 a hora de voo… não é tão simples assim… as bolsa são um “acordo”, aceita quem quer… participa quem quer… e como eu disse, se tem condições de se formar sem elas, então o faça, isso é um auxilio, que ajudou muita gente a realizar um sonho que de outra forma não seria possível… até uma das poucas coisas que a ANAC tá fazendo pra impulsionar a aviação, porque no resto sabemos que ela tem dificultado, ainda tem gente colocando bocão, me poupe… pergunta a qualquer um dos beneficiados se alguém se arrepende de ter “batalhado” pra conseguir a bolsa… porque não foi presente não, foi merecimento…

  16. Raul Marinho
    6 anos ago

    Marcos,

    Se o que vc afirmou está correto, então o programa é mais mal concebido do que supunha. Quer dizer então que, se um aluno demorar ate 2020 para checar, a ANAC vai ter que interromper o programa ate lá? Que história é essa de que “ainda não saiu nada porque as de 2010 ainda não se concluiram, ainda tem gente que não checou…”???

    Mas essa não é a unica afirmação falaciosa do seu comentário.

    O programa não é voltado a pessoas de baixa renda. Se fosse, deveria haver comprovação de pobreza do candidato, mas do jeito que o edital foi escrito, o Thor, filho do Eike Batista, poderia se candidatar.

    A sobra de vagas foi por falta de procura, sim. Se houvesse mais candidatos, não haveria problema em encontrar um grande número de candidatos aptos a acertar mais de 70% da prova.

    E qdo vc diz que “a relação vagas/localidade é de acordo com a capacidade de formação de cada aeroclube envolvido”, vc não considera que os principais aeroclubes do país estão fora do programa, que é o que interessa de verdade.

  17. Marcos Klein Trindade
    6 anos ago

    A primeira bolsa foi em 2008 e eu ganhei uma delas… ainda não saiu nada porque as de 2010 ainda não se concluiram, ainda tem gente que não checou… a relação vagas/localidade é de acordo com a capacidade de formação de cada aeroclube envolvido… esse incentivo é pra quem não tem condições financieras de se tornar piloto, se a pessoa tem grana num tem motivo de esperar mesmo e nem precisa tirar a vaga de alguém que realmente precise… sobraram vagas não pela falta de procura, mas porque os candidatos não atingiram 70% da nota, que é o fator de corte da prova de seleção…

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