Atenção fanfarrões!!!

By: Author Raul MarinhoPosted on
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A ANAC publicou no Diário Oficial de ontem o novo RBAC-120, que trata da questão das drogas no meio aeronáutico (veja a nota oficial da ANAC aqui). No decorrer de um prazo de até dois anos, os testes para detecção de consumo de drogas por tripulantes deverão ser rotineiros. O que se diz é que será adotado o “teste do cabelo”, que consegue apontar o consumo de drogas em um prazo de cerca de três meses – ou até seis, no caso de determinadas drogas, como a maconha. Isso sem contar que algumas empresas já aplicam este teste por conta própria atualmente.

Resumindo: Fanfarrão, a casa caiu! 

Veja a seguir matéria publicada sobre este assunto hoje, na Folha de São Paulo:


Funcionários das empresas aéreas vão fazer “antidoping” 

Exames serão realizados sempre antes de contratações e depois de acidentes; haverá também testes aleatórios

Existe ainda a hipótese de exame por “suspeita justificada’; sindicatos de trabalhadores fazem críticas à resolução

NÁDIA GUERLENDA CABRAL
DE BRASÍLIA

Regulamento publicado ontem pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para coibir o uso de drogas por profissionais da aviação estabelece a obrigatoriedade da realização de exames toxicológicos pelas companhias.
As empresas aéreas terão um ano para adotar um programa de educação sobre o uso de drogas e dois para o programa que inclui exames e a recuperação de usuários.
As substâncias testadas, conforme o regulamento, serão: álcool, metabólitos de opiáceos (heroína, por exemplo), canabinóides (maconha), cocaína e anfetamina.
O regulamento será aplicado não só aos profissionais que lidam diretamente com atividade de risco, como pilotos, comissários e mecânicos, mas às equipes de combate a incêndio nos aeroportos e agentes de segurança.
Os exames serão feitos após a ocorrência de um acidente e antes da contratação ou da transferência do empregado. Serão realizados também exames aleatórios, na seguinte proporção:
a) 50% em empresas com até 500 empregados (consideradas apenas as categorias mencionadas acima);
b) 28% ou 250 -o que for maior- para uma empresa que possua de 501 a 2.000 funcionários;
c) 7% ou 560 para empresas com mais de 2.000 empregados.
Há ainda a hipótese de realização de exame toxicológico por “suspeita justificada”.
Os sindicatos de trabalhadores da aviação apontaram problemas. “É uma preocupação nossa o uso de drogas, mas a verificação vai ficar na mão das empresas, que não são confiáveis”, diz o comandante Carlos Camacho, do Sindicato dos Aeronautas.
Para ele, a Anac deveria fiscalizar a carga horária dos profissionais. “Uma pessoa que fique 15 horas sem sono terá comportamento parecido com o de uma que tomou três doses de uísque. A diferença é que alguém que trabalhe na aviação, em vez de ir descansar, vai trabalhar.”
Para Selma Balbino, presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, a obrigatoriedade do exame toxicológico é o problema. “Temos medo de que isso seja usado para demitir trabalhadores.”
Folha entrou em contato com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, mas não obteve resposta.
As companhias aéreas vinham discutindo a adoção de testes toxicológicos havia pelo menos um ano. Na Azul, eles começaram em 2008, só nos exames admissionais.

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