QI na aviação – Parte II

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Na primeira parte deste artigo, nós vimos por que o “QI” é tão importante para a colocação profissional de um piloto, especialmente na aviação executiva. Basicamente, o que acontece é que o empregador incorre num elevado risco na contratação de pilotos, pois estes requerem pesados investimentos em treinamentos que, depois de efetuados, podem se perder caso um piloto decida alavancar sua carreira, abandonando o empregador que o treinou para obter melhores salários na concorrência. Neste contexto, a indicação funcionaria como uma espécie de “aval”, uma garantia de que aquele candidato a piloto não trairia seu patrão, e continuaria trabalhando para ele mesmo sabendo que poderia ganhar mais na concorrência. Agora, nesta segunda parte, veremos como um candidato pode agir de modo a favorecer a obtenção de uma indicação que possa viabilizar sua contratação, mesmo com o empregador temeroso do egoísmo dos seus empregados. Em outras palavras, neste post nós veremos como aumentar o seu “QI” na aviação.

Retornando à fábula do Cmte. Cebolinha e o Sr. Chico Bento (vide a parte I deste artigo), vimos que a Dona Mônica, contadora do Sr. Chico Bento, era tia do Cmte. Cascão, e que a indicação dela fez seu sobrinho ser contratado, ao invés do Cmte. Cebolinha, tão qualificado para o cargo quanto o Cmte. Cascão em termos técnicos. Ocorre que, na vida real da aviação, as indicações que realmente valem são de dentro do mundo aeronáutico, e efetuadas por não-parentes – ou seja: a indicação típica para um piloto vem de um outro piloto (ou de uma outra pessoa ligada à atividade aeronáutica, não de uma contadora, como era a Dona Mônica), e a relação entre quem é indicado e quem indica é de amizade, não de parentesco. Obviamente, não é proibido que o “QI” venha de fora da aviação e/ou de aparentados, mas vamos focar somente as regras gerais neste post.

Em primeiro lugar, vamos analisar quem seria a pessoa mais indicada para ser um “avalista” da contratação de um piloto. Como vimos, o mais comum é que esta pessoa seja do segmento aeronáutico, e isso faz sentido uma vez que a profissão de piloto é extremamente técnica, sendo difícil para um leigo avaliar se um piloto é realmente bom ou não. Embora a função do “QI” seja a de mitigar riscos empregatícios (o risco de o sujeito se demitir tão logo tenha sido treinado, por exemplo), a indicação também tem um caráter técnico. Por isso, a maior parte das indicações é feita por pilotos mais antigos, já que estes são profissionais aptos a avaliar tecnicamente um candidato. O mundo da manutenção aeronáutica (mecânicos, chefes de oficina, etc.) e da burocracia aeronáutica (despachantes, corretores de seguros, pessoal administrativo, etc.) também podem ser áreas originárias de pessoas aptas a “avalizar” pilotos.

Mas mais importante do que ser do meio aeronáutico, um bom “avalista” de candidato a piloto é o sujeito que teria o que perder se sua indicação fosse um fiasco. No enredo do Cmte. Cebolinha, estava claro que a Dona Mônica, contadora do Sr. Chico Bento, poderia se prejudicar caso o seu sobrinho, o Cmte. Cascão, pedisse demissão assim que obtivesse a habilitação do tipo Calypso 9900. Na vida real da aviação, não há melhor indicação para copiloto que a do próprio comandante da aeronave pelo mesmo motivo: caso o copiloto indicado agisse de maneira desleal com seu patrão, o primeiro prejudicado seria o próprio comandante, que além do constrangimento com seu empregador, teria que “tirar um copiloto da cartola” o mais rapidamente possível, para não ficar ainda pior sua situação com seu patrão. A regra geral é: quanto mais a pessoa que indica tiver a perder com a indicação se ela for ruim, mais forte ela será. No limite, o melhor “avalista” seria aquele sujeito que tivesse que ressarcir integralmente o empregador no caso do indicado lhe gerar algum prejuízo – o que faria deste um avalista mesmo, sem aspas.

Ok, nós já sabemos que uma indicação vale ouro para um candidato a piloto, e quem é a melhor pessoa para indicar esse candidato. Resta agora saber como fazer com que esta pessoa lhe indique, o verdadeiro pulo do gato para conseguir uma boa colocação de piloto. Sem querer fazer merchandising (mas efetivamente fazendo), para pular como o gato, o segredo é dominar a técnica do “altruísmo recíproco”, um mecanismo cooperativo que exploro tanto no meu livro (em papel) “Prática na Teoria”, quanto no meu áudio-livro “Teoria dos Jogos Aplicada aos Relacionamentos”. Mas enquanto você não os lê ou ouve, vou adiantar aqui, resumidamente, como construir um relacionamento reciprocamente cooperativo com as pessoas que lhe poderão efetuar uma indicação para uma vaga de piloto.

A lógica dos relacionamentos de “altruísmo recíproco” também está calcada no jogo do “dilema dos prisioneiros”, que comentamos na parte I deste artigo. Naquela oportunidade, eu disse que o “dilema dos prisioneiros” é um jogo não cooperativo, o que significa que os jogadores obtêm o melhor resultado individual possível traindo, muito embora o conjunto dos jogadores pudesse se sair melhor cooperando. Isso acontece porque nós assumimos no nosso modelo inicial que o Sr. Chico Bento e o Cmte. Cebolinha interagiriam uma única vez: depois que o Cmte. Cebolinha se demitisse (seja logo após o treinamento ou anos depois), ele teria dezenas de opções para trabalhar, e jamais voltaria a ser contratado pelo Sr. Chico Bento. Mas vamos mudar um pouco o enredo para ver o que acontece. Imaginemos que existam somente dois exemplares do Calypso 9900 voando no Brasil (número que não aumentará com o passar dos anos), e que os proprietários deste tipo de aeronave costumam trocar de piloto a cada quatro anos. Com estas alterações no enredo, um piloto deverá ser contratado pelo mesmo empregador várias vezes no decorrer de sua carreira, o que transforma o jogo do “dilema dos prisioneiros”, de rodada única, para um jogo de múltiplas rodadas. Desta forma, se o Cmte. Cebolinha trair o Sr. Chico Bento na primeira vez em que for contratado, indo trabalhar para o outro proprietário do tipo Calypso 9900 logo após ser treinado, passados quatro anos ele estaria novamente pedindo emprego para o Sr. Chico Bento. Mas, tendo sido traído inicialmente pelo Cmte. Cebolinha, é razoável admitir que o Sr. Chico Bento não o contrataria novamente, e o Cmte. Cebolinha ficaria desempregado, mesmo habilitado a voar o tipo – trata-se da estratégia básica dos relacionamentos, o “olho-por-olho”: cooperar com quem coopera, e responder à traição com traição igual. Por isso, quando o jogo é jogado repetidas vezes entre os mesmos jogadores, a vantagem da traição inicial desaparece no longo prazo, pois um jogador traído numa primeira rodada deverá se recusar a cooperar nas rodadas subsequentes.

O que um jovem piloto tem que ter em mente é que o mundo da aviação é muito menor do que parece, e que, por isto, as mesmas pessoas acabam se esbarrando inúmeras vezes no decorrer da carreira – em outras palavras, trata-s de um jogo do tipo “dilema do prisioneiro em jogadas repetidas”, que é o jogo que se joga nos relacionamentos de “altruísmo recíproco”. Assim sendo, um jovem piloto que queira obter boas indicações em sua carreira deve seguir as regras do “altruísmo recíproco”, que estão baseadas num mecanismo de troca de favores entre os jogadores no decorrer do tempo. Mas esta troca de favores tem algumas particularidades, e dominá-las é que vai fazer a verdadeira diferença. O assunto é extenso, mas vamos tratar aqui, rapidamente, de dois dos aspectos mais importantes do “altruísmo recíproco”:

A assimetria nos custos e benefícios dos favores concedidos e recebidos

Se eu te ajudo hoje a trocar um pneu furado do seu carro e, amanhã, você me ajuda a trocar o pneu furado do meu carro, nós prestamos e recebemos favores totalmente simétricos: o custo para ajudar a trocar um pneu é igual para nós dois, assim como o benefício de ser ajudado com o macaco e o estepe. Mas se eu sou um borracheiro profissional e ajudo você a trocar o pneu na chuva, perto de uma favela perigosa, meu custo em ajudá-lo será menor que o de uma pessoa comum e, por outro lado, seu benefício em ser ajudado num momento complicado fará com que você sobrevalorize o favor recebido. Neste segundo caso, sua disposição em retribuir o favor será substancialmente aumentada, não é mesmo? Esta disposição em retribuir será, certamente, muito superior ao descrito inicialmente (situação simétrica), mesmo que o custo, do ponto de vista de quem ajudou, tenha sido inferior naquela situação. É isso o que quero dizer por “assimetria nos custos e benefícios dos favores concedidos e recebidos”.

Na vida prática do piloto novato, isso significa que, nos relacionamentos com pilotos veteranos, será interessante conceder favores que sejam, ao mesmo tempo, pouco custosos para quem faz, e muito valiosos para quem recebe. Por exemplo: se você é perito em informática, ajudar um piloto mais velho com dificuldades para a configuração de seus equipamentos informatizados pode lhe custar quase nada, mas ser de extrema valia para ele, que teria que desembolsar uma fortuna para uma ajuda profissional. Mesma coisa se você falar inglês fluentemente: ajudar um colega precisando do ICAO-4 (habilitação da ANAC para voar fora do país) para conseguir uma vaga de emprego dificilmente deixará de ser retribuído. As opções são inúmeras, mas a idéia central é sempre a mesma: criar uma rede de relacionamentos com pessoas que poderão lhe ajudar no futuro, acumulando “créditos” por meio da prestação de favores que custem pouco para você, mas que valham muito para quem os recebe. Quanto mais o seu saldo for credor com o público certo, maiores as chances de que você receba uma indicação positiva.

Um detalhe importante nesta troca de favores é a sutileza. Prestar um favor deixando claro que aquilo só está acontecendo porque se espera uma retribuição (no caso, uma indicação) no futuro é pior do que não prestar favor algum. O mecanismo do “altruísmo recíproco”, embora calcado em uma lógica matemática objetiva, é mediado pelas emoções, e o ser humano possui uma mente hábil em desconfiar de atos interesseiros. Na realidade, as pessoas vão te indicar porque gostam de você, não porque estão pagando uma dívida – só que a emoção de gostar é fortemente influenciada pelo mecanismo de “altruísmo recíproco”, e as pessoas tendem a gostar de quem as favorece.

Networking X Amizades

Hoje, vivemos a era do networking. Todo mundo quer aumentar a lista de amigos no Facebook/Orkut, ter mais seguidores no Twitter, trocar cartões nos coquetéis, conhecer pessoalmente sicrano e beltrano. Ocorre que a pessoa que pode te indicar para uma colocação de piloto não vai ser aquele sujeito que você adicionou no Facebook, nem aquela pessoa que mal sabe soletrar seu sobrenome. O “QI” mesmo, aquela pessoa que vai te avalizar junto a um possível futuro empregador, é o sujeito que te conhece há bastante tempo, que gosta de você, que confia no teu caráter, que tem uma experiência geral positiva no relacionamento contigo. Você pode ser um ótimo companheiro para tomar um chope, contar piadas muito bem, mas se você não passar a impressão de confiabilidade adequada, todo esse seu carisma não vai servir de nada para uma indicação positiva.

De qualquer maneira, existem algumas situações e características que “turbinam” um relacionamento, facilitando com que se obtenha uma indicação positiva mais rápida, ou que ela seja mais assertiva. Se um relacionamento não é muito antigo, uma alta intensidade nas interações pode compensar parcialmente este problema. Não haver um grande desnível sócio-econômico entre as partes é outro fator que ajuda. Mas duas coisas podem realmente fazer a diferença:

1)Viver situações potencialmente perigosas, difíceis ou complicadas. Pessoas que enfrentam grandes dificuldades juntas tendem a formar vínculos mais fortes que as que convivem somente nos bons momentos. Viajar junto, participar de competições esportivas, realizar cursos e treinamentos, são todas situações que tendem a gerar situações que aproximarão as pessoas; e

2)Participar de clubes e associações. Sempre que duas pessoas convivem no âmbito de um mesmo clube ou associação (ou igreja, ou maçonaria, ou partido político, e assim por diante), tende a ocorrer uma discriminação positiva entre as partes. Além de permitir uma convivência mais intensa, quando a pessoa que indica e a indicada pertencem ao mesmo clube, é muito mais provável que a indicação aconteça de maneira assertiva.

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Não é preciso ser extrovertido, ou rico, ou dotado de mil e uma habilidades para construir relacionamentos que poderão se traduzir em indicações positivas no futuro. É necessário, isto sim, ser humilde, confiável, prestativo, e não ser egoísta. Jamais seja arrogante com quem quer que seja, mas também não seja subserviente: para construir relacionamentos de “altruísmo recíproco”, os extremos atrapalham. E, principalmente: assim que você terminar de ler este post, feche o computador, e vá para o aeroporto. Fique pelos hangares o máximo tempo possível, peça para os mecânicos para ver o que eles estão fazendo, empurre um avião aqui, leve uma lata de óleo acolá… Não vai ser pelo MSN que você vai construir seus relacionamentos de “altruísmo recíproco”, meu caro!

27 comments

  1. Rafael Rodrigues
    4 anos ago

    Vale a pena ler os II posts!
    Parabéns pela visão da área e por dedicar este tempo a ajudar-nos!

  2. Dyego
    6 anos ago

    Raul, estou acompanhando seu blog….
    Parabéns é pouco para tamanha qualidade…
    Excelente trabalho!
    Nota 10000000000…..
    Espero que continue!!
    Grande abraço e até breve!
    At.
    Dyego

  3. Pedro
    6 anos ago

    oi Raul, por curiosidade, por que ocorrem muitos acidentes com o vôo de instrução para helicoptero?

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      A maioria desses acidentes ocorre em manobras de solo, a baixíssima altura (1-2m). O helicóptero de instrução (geralmente, o R-22) é uma máquina muito arisca, e um toquezinho a mais no cíclico faz o helicóptero tombar. Se estiver muito baixo, esse tombamento pode fazer com que a ponta do rotor toque o solo, e aí meu amigo, já era… Mas esses acidentes geralmente são de baixa gravidade.

  4. Guillermo Barros
    6 anos ago

    Raul, primeiramente queria te parabenizar pelo seu trabalho, e claro tirar algumas dúvidas se possível for. Pois bem, eu tenho 30 anos e sou Func. Público, tenho um grande sonho de me tornar piloto comercial de helicóptero, mas pelo que pude observar em minhas pesquisas é que o custo para essa formação é bastante elevado ( em torno de 60 mil ) e o mercado para pilotos recém formado (em torno de 100 hs de vôo ) é complicado, tendo em vista as empresas pedirem experiência de 500 hs de Vôo.
    O que vc me indicaria para eu conseguir ampliar essas horas e conseguir mais experiência, sem ter que pagar, e conseguindo uma renda para me sustentar, já que terei que optar entre minha atual carreira e a de PCH. Queria te dizer também que seus posts são bastante esclarecedores e tenho certeza que vc está ajudando muita gente que pretende iniciar uma carreira.
    Desde já grato pelas informações.

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      Guillermo,

      A opção mais usada pelos PCHs recém-checados é a de prosseguir até o INV-H e dar instrução. Voa-se bastante (50h+/mês) e ganha-se razoável ($3mil+/mês). Só que é uma atividade de risco, o cara tem que ser macho pacas… O que tem de acidente com R-22 em instrução não é brincadeira. Ontem mesmo um amigo meu, instrutor aqui em S.Paulo, se acidentou (sem gravidade).

      • Guillermo Barros
        6 anos ago

        Obrigado pela resposta amigo, não era bem o que eu esperava, mas se retrata na realidade, o normal seria pilotos experientes serem instrutores e não recém formados com pouca experiência. Mas pelo que eu estou vendo a nossa realidade é bem diferente…
        Mas sonho é sonho não é… Vou entrar pra esse ramo sim, procurar ser o melhor possível e ver no que vai dar… E procurar seguir conselhos de pessoas mais experientes como vc, acho que vai me ajudar…
        Mais uma vez parabéns e obrigado pela ajuda Raul… Qualquer dia desses nos encontramos por ai…
        Abração

      • Raul Marinho
        6 anos ago

        Vc tem razão, o certo seria os mais experientes darem instrução, e talvez isso mude um pouco quando o RBAC-61 (nova regulamentação sobre a concessão de licenças) entrar em vigor. Mas hoje, se vc for em qualquer escola, vc vai ver que a maioria dos instrutores sao recem-checados. Uma exceção e o Aeroclube de S.Paulo, onde vc encontra muita gente de cabelo branco dando instrução, mas o ASP só opera com aviões, atualmente.

  5. Richard
    6 anos ago

    Novamente… Parabéns.
    Você não sabe (ou sabe, não posso saber) o quanto seu blog está ajudando aos aspirantes a piloto. E como no caso do colega José, até mesmo reavivando sonhos. A escrita tem um poder magnífico. Percebe-se que você faz com paixão. E que resultados!
    Continue escrevendo, pois ainda estou muito insatisfeito. Quero mais!

  6. Aldo
    6 anos ago

    Raul, obrigado e parabéns pelo post!

  7. Aldo
    6 anos ago

    Raul,

    Estou com uma dúvida. Fiz um voo e alguns contatos em uma escola (vou fazer o PCH). Mas gostaria de conhecer outras, e voar em outras escolas.
    Minha dúvida é se isso pode me prejudicar de alguma forma. Isso vai me ajudar a aumentar o relacionamento ou pode me prejudicar?
    Esta história de relacionamento me parece algo bastante sensível.

    Obrigado e parabéns pelo blog!

    Abs.

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      Conheça varias escolas, mas depois que vc escolher uma, procure ficar ate terminar, a não ser que haja algum motivo para sair. E o que eu falo no post: conhecer gente e uma coisa; mas conseguir que alguém te indique para um emprego, e bem diferente…

  8. José Carlos de Souza
    6 anos ago

    Olá, Raul! Parabéns pelo seu trabalho.
    Sou professor de matemática, estou com 40 anos e vou começar a realizar o meu grande sonho, contudo gostaria de saber se o salário de piloto de taxi aereo, é um valor pela contratação e mais horas voadas, ou seja, se voar recebe o salario contratado mais horas de voo, se não voar recebe o salário contratado, e só, pois sou funcionário público e mesmo realizando um sonho tenho que por tudo na balança para trocar de área ou apenas realizar o sonho de voar, que diga-se de passagem eu não via mais esperanças até ler seus posts, e por isso tenho muito a te agradecer, pois vi que ainda é possível. Sem mais, muito obrigado e boa sorte na sua caminhada.

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      José Carlos,

      Existe de tudo no mercado, entretanto, a regra geral para táxi aéreo é FIXO+VARIÁVEL+DIÁRIAS, onde o FIXO é o que vc recebe independente de qualquer coisa, geralmente um valor bem baixo (coisa de R$1,5mil-R$3mil); o VARIÁVEL está atrelado ou a KMs/NMs, ou a horas de voo, ou a dias trabalhados; e as DIÀRIAS vc receve sempre que pernoitar fora de casa. Tem empresa que garante um mínimo de variável, outras contratam por missão, e até existe quem paga salário independente da produção.

      • José Carlos de Souza
        6 anos ago

        Muito obrigado, foi bastante esclarecedor.
        E você, já está no curso de PCH ou batalhando por uma vaga no mercado?

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      Na verdade, eu sou PC-Avião. No momento, estou correndo atras das habilitações MLTE e IFR, do ICAO (exame de proficiência em inglês), e do jet training (treinamento em cabine de jato), alem da prova de PLA. Logo logo eu escrevo um post sobre isso.

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