Aeroclubes e aeroescolas

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Na maior parte das profissões, a formação técnica ocorre em escolas públicas ou particulares. Por exemplo: um médico pode se formar na Santa Casa (particular) ou na USP (pública); um advogado se forma na Cândido Mendes ou na UFRJ; e assim por diante. Mas, na aviação, a maioria dos pilotos se forma em aeroclubes, que não são nem públicos, nem particulares, são espécies de ONGs de instrução aeronáutica. Por que isso?

Basicamente, por razões históricas. O primeiro aeroclube do Brasil surgiu em 1911, no Rio de Janeiro, e tinha o próprio Santos Dumont como Presidente de Honra. Nos anos seguintes, surgiram vários outros, até que, no início dos anos 1940, o jornalista e empresário Assis Chateaubriand iniciou uma campanha para criar aeroclubes Brasil afora. A idéia era inteligente para uma época de guerra: estimular a formação de aviadores para integrar a reserva da aviação brasileira. E assim foi, sempre com o governo subsidiando os aeroclubes de alguma forma, ora com gasolina barata, ora com doação de aviões. Isso funcionou até os anos 1990, quando o governo federal comprou os AeroBoero da Argentina e os doou para os aeroclubes (depois disso, até houve uma nova ação, em 2006, quando se doou os Guri, mas foram somente 20 unidades). De lá para cá, os aeroclubes sobrevivem (ou não) às suas próprias custas, e o resultado é o que se vê: a maioria está com a frota sucateada, e à beira da falência.

Em paralelo à penúria dos aeroclubes, vem surgindo novas escolas privadas de aviação dia após dia. Na asa rotativa, elas são a maioria, e na asa fixa, temos o caso da EJ, que é um dos maiores formadores de pilotos do Brasil (se não o maior) como exemplo do crescimento das aeroescolas. Levando-se em conta que a base de Jundiaí da EJ não existia nos anos 1980, e que hoje lá existem cerca de 40 aviões voando – e, enquanto isso, o Aeroclube de São Paulo possuía cerca de 45 aeronaves naquela época, e hoje mal chega a 15 –, não é difícil concluir que houve uma transferência maciça de alunos do ASP para a EJ. É basicamente isso o que está ocorrendo no Brasil inteiro, com o crescimento da QNE, Born to Fly, etc: cada vez mais os aeroclubes perdem espaço para as escolas privadas. Por que isso ocorre?

Quando a aviação era um fenômeno recente, algo quase experimental, e havia uma necessidade estratégica de formação de aviadores, fazia sentido formar entidades pautadas pelo idealismo e/ou patriotismo. Foi com esse espírito que se criaram os aeroclubes do Brasil (Rio de Janeiro), São Paulo, Campinas, e tantos outros. Mas, hoje, a aviação é um “business” como qualquer um, e o nome do jogo agora é “lei de mercado”: ganha quem oferecer a melhor proposta econômica – e isso não significa oferecer os menores preços, haja vista a EJ, que é uma das escolas mais caras do país, e mesmo assim é a que mais cresce, simplesmente porque oferece um ótimo retorno por cada real investido. Falo isso por mim: voei o início do meu PC no Aeroclube de Campinas, mas praticamente fui obrigado a ir para a EJ porque, se ficasse em Campinas, estaria até hoje tentando terminar minhas horas de voo. Apesar de bem mais barato, o ACC não tinha comparação com a EJ em termos de disponibilidade de frota, instrutores, e organização administrativa.

O problema é que a estrutura dos aeroclubes requer idealistas para jogar um jogo de mercado, o que não faz sentido. Um bom presidente de aeroclube de hoje precisa ser um empreendedor, correr riscos (pessoais, inclusive), competir. Se ele tiver sucesso, ganha um tapinha nas costas dos associados; e se tudo der errado, acaba com os bens pessoais penhorados pela Justiça. Em contrapartida, correndo os mesmos riscos, um dono de escola fica rico se realizar um bom trabalho… Ou seja: se o sujeito é um bom profissional, é muito mais negócio montar uma escola particular do que ser presidente de aeroclube, uma vez que os riscos são os mesmos.

O que se vê hoje em dia (salvo as exceções de praxe), são presidentes de aeroclube imperiais, que decidem quem pode ou não checar no avião da escola, que demoram 3 semanas para assinar uma CIV, e que estão pouco se lixando para a instrução. Casos de corrupção e roubo do patrimônio da entidade também não são raros, muito embora a incompetência acaba sendo pior que a desonestidade na maior parte dos casos. E assim a coisa vai, com o país precisando formar aviadores, e os aeroclubes deixando de cumprir o seu papel. As aeroescolas agradecem.

28 comments

  1. Rodrigo Soares dos Santos
    4 anos ago

    Ola Raul me tira uma duvida, por favor, apos checar o PP tenho que pagar quantas horas de voo, da 160 que tenho que fazer, sei que posso registrar algumas horas voadas de co-piloto, mas a duvida é quantas eu terei que pagar, fazer em aeroclube, obrigado.

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      Bem… Não são 160h, as horas como copiloto não são o que vc pensa, e eu acho que vc precisa entender melhor como funciona a formação aeronáutica. Eu sugiro que vc leia meu e-book “Como tirar brevê e quanto isso vai custar” e, se restar alguma duvida, volte aqui e pergunte.

  2. Daniel Aquino
    5 anos ago

    Araraquara é sensacional, é a minha cidade natal. Fiz Aeroclube lá e hoje sou PLA e voo em companhia. O Aeroclube mesmo é horrível, além de ser um roubo no tempo de voo a cada hora, mas foi bom pacas pra mim. Aeroclube de Campinas é ótimo também. Não falem mal antes de conhecer. E outra, para PP, fujam das TMAs, é uma porcaria. Além do que vc tem que livrar o tráfego e perde muito tempo em hora de voo com isso. Não recomendo nem Jundiaí, pois já tá com um monte de Aeronaves e com o céu arrebentado, tendo que alternar pra Bragança ou Sorocaba pra poder treinar os voos. Abraço.

  3. andrade
    6 anos ago

    Raul, boa noite amigo. De qualquer forma agradeco sua compreensao. Este desabafo representa a reclamacao de muitos alunos e para confirmar a veracidade basta ir ao aeroclube de sao paulo ou nas outras escolas. Nao escrevi nada que fere a honra dos donos, somente o interesse por mais e mais alunos, fazendo com que a cada dia voemos menos. Voce sabe meu amigo que se coloco meus contatos, processo nao poderei sofrer pois como disse somos em 11 alunos e temos como provar com todas as letras o que mencionamos aqui, mas existe uma outra coisa que é ser queimado na aviacao por falar a verdade, nao é? Mesmo assim agradeco de coracao o seu blog e o seu trabalho, deixando claro que a intencao nao foi tirar alunos da escola e sim que os mesmos procurem nao somente as escolas para decidir onde voar, mas sim alunos e ex alunos de todas elas pois estes poderao dar um relato real do que ocorre. Um grande abraco meu amigo.

  4. Rogério
    6 anos ago

    Olá Raul. Tenho uma dúvida. Como me transfiro para uma escola privada uma vez que ja comecei o PP em um aeroclube?

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      Você precisa obter uma carta de transferência junto à secretaria do seu aeroclube, e anexar todas as fichas de avaliação dos voos que vc fez. A secretaria sabe como fazer isso.

  5. Alessandro
    6 anos ago

    Oi Raul blz?

    Hoje deixei um comentário sobre seu post coaching no canal piloto e aproveitei e perguntei sobre uma opinião que preciso.

    Vendo aqui poderá ser o mais correcto.

    Aos 38 anos começo meu ppa..quando acabar vou correr pelo meu sonho e me tornar Pca..como sou brasileiro ( moro em Portugal atualmente) pensei em voltar e ate para habituação ao trafego aéreo fazer o Pca no Brasil.
    Vc pode Pr indicar uma boa escola no rio de Janeiro? Somente tenho dados da Ej, acha que vale a pena a deslocação para Jundiaí e fazer nessa escola?

    Tenho tido o feedback que existe um boom grande no Brasil em relação a aviação, ao contrário na Europa ta complicado..tem gente gastando 65 mil euros em Portugal para o pla e ta sem trabalho…

    Eu quero ir aos poucos,,,ppa, Pca,,,,ifr,mtle,,,

    Abraço

    Alesandro

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      Alessandro,

      Infelizmente, eu não posso te indicar nenhum aeroclube ou escola no Rio. Ouço falar bem da QNE, mas não a conheço de verdade… Em São Paulo, se vc optar pela EJ, ou pelos aeroclubes de São Paulo, Bragança ou Jundiaí, eu sei que vc estará em boas mãos. Eu recomendo que vc pesquise os aeroclubes mais convenientes para vc nos grupos de discussão (ex.: Contato Radar), visite pessoalmente os que te interessarem, procure falar com ex e atuais alunos, enfim, pesquise bem antes de se decidir. A EJ é boa, de fato, mas não é a única, e nem é assim uma coisa do outro mundo para vc ir voar lá cegamente.

      Quanto a vc fazer o PP em Portugal e o PC aqui, eu sugiro que vc faça tudo aqui por 3 motivos:
      1)É mais barato;
      2)Vc evita a dor de cabeça com a convalidação de licenças; e
      3)Ajuda a vc se enturmar no meio aeronáutico.

      • Alessandro
        6 anos ago

        Raul..muito obrigado por todas essas dicas..já foi de uma enorme ajuda..lendo seu blog Vou percebendo um pouco do funcionamento das coisas por aí..

        Sobre fazer tudo aí,era mesmo o ideal..mas tendo minha vida profissional por aqui ainda ,vou ter mesmo k começar o ppa por estes lados..

        Concordo quando você diz que seria importante para mim fazer tudo desde o inicio pelas razoes indicadas mas acredito que ainda vou a tempo..:)

        Mas nao contava com essas possíveis dores de cabeça…

        A ideia mesmo de fazer o Pca no brasil e justamente para me habituar com o meio aeronáutico que sei ser bastante diferente da Europa..

        Gostava mesmo de tentar a aviação executiva, você acha que seria ainda possível? Vontade nao me falta…acha que no rio seria fácil esse tipo de trabalho..

        Abraço e mais uma vez parabéns..

        Alessandro

        • Raul Marinho
          6 anos ago

          Alessandro,

          Por “dor de cabeça”, entenda 6 meses esperando a ANAC convalidar sua licença. Eh o tempo que vc leva para fazer as horas do PP, e ainda sobra.

          Quanto as possibilidades na aviacao executiva, esta sim e a mais indicada para os nao-tão-novos como nos…

          • Alessandro
            6 anos ago

            Valeu Raul..

            Cara, que isso? 6 meses? Agora entendo porque toda gente fala da anac com tanto carinho:)Kkkk

            Aqui o Inac também tem das suas mas nao exagera tanto assim…

            ABracoo

  6. Adriano
    6 anos ago

    . Pra min eu prefiro ainda o AeroClube do Rio Grande do Sul foi dele que muitos piloto da VARIG saiu e tem tradição, mais você só falou o lado negativo dos Aeroclube e o lado positivo das escola de aviação, sinceramente não gostei da matéria.

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      Pois é, né Adriano, se até as pilhas têm um lado positivo, por que não teriam os aeroclubes?
      Então faz um favor para a gente: escreve aí quais são eles…

      • Renan Barbosa
        4 anos ago

        Apesar do nome o ARGS agora é uma escola de aviação. Aliás o nome completo é: “Escola de Aviação – Aeroclube do Rio Grande do Sul”.

  7. José Carlos
    6 anos ago

    Caro Raul! Entrei no site do aeroclube de Araraquara e vi preços maravilhosos, pacotes fechados para a formação de PC-Mult- IFR,valores realmente atrativos, porém ao ligar para o Aeroclube fui informado que eles não trabalham aos finais de semana, então fica inviável uma vez que é muito distante para ir diariamente, mas recebi uma informação que me deixou com uma “pulgona” atrás da orelha, foi me dito que os valores são baixos porque nos voos saem até 3 alunos para o treinamento, além é claro de pagarem o combustivel adiantado, mas esse não é o problema e sim sair com 3 alunos para instrução. Como isso é possível? Como ficaria o registro das horas de voos?
    Dê uma olhadinha nos valores e você vai ver que saõ realmente bastante convidativos.

    Um grande abraço.

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      Pois é, José Carlos… O Aeroclube de Araraquara é alvo frequente de muitas reclamações de seus ex-alunos. Eu conheci alguns que me falaram cobras e lagartos da instituição, e se vc procurar na rede, vai encontrar vários fóruns de discussão falando sobre experiências terríveis que seus alunos passaram por lá.
      Eu, por curiosidade, uma vez fiz uma navegação para SBAQ e fiz um pouso completo para visitar a instituição. Olha… Fiquei chocado com o que vi. As instalações são muito, muito rudimentares mesmo – um cortição, para falar português claro. Quem me atendeu foi um PP que, pelo que entendi, fazia as vezes de instrutor nos voos de navegação (uma espécie de safety), daí não me espantar com essa história de “3 alunos por voo” ( o que é, evidentemente, ilegal).
      Bem, resumindo: FUJA DE ARARAQUARA!!!

  8. Debora
    6 anos ago

    Olá Raul! Eu gostaria de saber se no aeroclube de São Paulo devido a grande procura por instrução no aeroboero eu consiguiria pelo menos marcar 1 ou 2 horas por sábado? Obrigado.

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      Débora,

      Nao e fácil marcar hora no Boero do ASP, e isso nao ocorre somente por causa da altíssima procura para somente 2 aeronaves. O problema e que o Boero e um avião com muitas restrições operacionais, e se estiver ventando um pouco mais forte ele nao pode decolar. Essa restrição e ainda maior se estiver operando a pista 30, onde vc decola para cima do morro da Casa Verde.

  9. Lieberti
    6 anos ago

    É Raul realmente eu concordo com você, um bom exemplo disso e o aero clube do ES que foi fundado em 1939, e hoje só tem dois boeiros sendo um quebrado dois paulistinhas um cesna 172 e um tupi que sofreu um acidente e esta sendo recuperado, estamos todos nos alunos esperando por um instrutor que não chega nunca, se fossemos depender dos sócios do aces já tínhamos virado uma fazendinha particular como diz o coordenador dos cursos, eles deveriam tomar uma posição, precisamos de mentes jovens e ideias construtivas em prol de todos, ou mesmo torna-lo uma entidade de fins lucrativos em que fosse realmente investido na formação de aeronautas e ser mantida por si própria, mas infelizmente e tanta burocracia que fica quase impossível mudar, ai vai impurando com a bariga como diesem, e enquanto isso nos aviadores somo obrigados a migrar para outros estados em busca de escolas privadas como Ej e tantas outras e com isso desfavorecendo nosso estado.

  10. Luiz Corrêa
    6 anos ago

    Raul, eu de novo.
    Concordo com suas colocações, porém…
    Existem excessões às regras que você citou. Desde 1999 a Universidade de Uberaba tem tido alguma parceria com os aeroclubes de Uberaba e Uberlândia. Atualmente não existem mais laços. Mas aquela turminha típica de muita história, trocentas horas de vôo (de aviões leves) e nenhuma teoria se foi.
    Fato é que no Aeroclube de Uberlândia, aviadores da aviação executiva e geral se revezam na direção da “ONG”, que emprega 6 funcionários, sendo a metade na secretaria. Temos (eu faço parte da turma como GSO, desde 2004) uma coordenação de cursos independente com 6 cursos teóricos (PP-A, PC-A, INV-A, CMS) e “intensivões formados por solicitação quando um grupo pretende fazer as provas na ANAC na mesma data.
    Os instrutores de teoria são “velhinhos” como eu, ou pelo menos com formação em Ciências Aeronáuticas, e os instrutores de vôo, treinados e escolhidos a partir do INV-A.
    Atualmente, além dos 3 boeros, dois cessna 152 serão incorporados à frota daqui a alguns meses (já estão sendo nacionalizados), e temos também um corisco e um bimotor está nos planos para o multi.
    O simulador de vôo – recentemente comprado e instalado, está sendo gerido por um aviador da aviação executiva (Cmte de Phenom), e com instrutores que VOAM regularmente.
    Enfim, um oásis neste deserto de boas notícias. O Brasil não é só São Paulo e RJ.
    Mas a má notícia é que o Aeroclube de UBERLÂNDIA está com a capacidade de treinamento no máximo, e novos alunos tem que esperar vaga para iniciar a parte prática da instrução.
    Existe um site do aeroclube de Uberlândia. Procurem no google…
    Tenho muito mais a falar a respeito disso, inclusive do projeto de criação de uma confederação de aeroclubes do triângulo mineiro, mas isso já é outra história.
    Forte abraço em todos, na esperança de ter contribuído com alguma informação.

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      Pois é, Luiz… E se este aeroclube fosse privado, será que haveria alunos aguardando uma oportunidade para voar, ou a escola já teria dado um jeito de disponibilizar mais aeronaves para atender à demanda?

      E, mesmo que o seu aeroclube seja uma exceção, um sistema baseado na suposição de que sempre haverá idealistas e abnegados dispostos a trabalhar pela coletividade está fadado ao fracasso.

      • Luiz Corrêa
        6 anos ago

        Eu não acredito em aviação sem paixão.
        Mas creio que os tempos são de GPS e EFIS.
        A formação de pilotos para substituir os aviadores já está em pleno curso, e quanto mais abundante e enxuta a instrução, em nome da produtividade e rentabilidade da iniciativa privada, melhor para suprir o mercado e prover a substituição dos mais rebeldes.
        Faz parte das leis do mercado.
        A operação das aeronaves está sendo simplificada neste processo de evolução tecnológica, e o treinamento em breve passará a ser feito em simuladores de vôo – em sua maior parte.
        E neste panorama, quem quiser buscar altos salários, terá que formar-se engenheiro.
        Aconteceu nas ferrovias. Um telegrafista já ganhou muito por ser “tradutor-intérprete” do código morse.
        Agora aproveitando o comentário do Lieberti, fica a pergunta: Porquê não se estabeleceu uma escola de aviação aí no ES ? Casualmente sei, e tem a ver com o mercado: Uma pesquisa feita por quem queria fazer uma escola de aviação aí detectou pouca procura (por quem tinha condições econômicas para pagar – e não estou afirmando que é o seu caso, por favor não misture as coisas).
        E quem poderia estimular a demanda ?
        – Abnegados em aeroclubes que oferecem os cursos a custos mais baixos ?
        … ou vamos reinventar a roda ?
        Conhecem algum abastado que fez cursos de aviação e continuou na profissão ?
        Desculpem-me pelo contraditório, mas não liguem muito pra isso. As mudanças já estão acontecendo conforme as opiniões do Raul.

      • Raul Marinho
        6 anos ago

        O problema, meu caro Luiz, é que grande parte dos aeroclubes do Brasil vem sendo administrados sem paixão e sem profissionalismo, orientado somente pela satisfação de vantagens pessoais de seus dirigentes.

  11. Adriano Zanatta
    6 anos ago

    Ótimo post Raul, me tirou muitas dúvidas!

  12. Marcelo Murozaki
    6 anos ago

    Escolas de aviação civil são empresas e como tais, são balizadas por leis de mercado e têm o lucro como objetivo. Administração responsável, plano de metas e cobrança dos resultados, qualidade dos serviços oferecidos e compromisso com seus clientes, definem a sobrevivência do negócio e sua imagem junto ao mercado. Já os aeroclubes que me perdoem, mas eles ainda estão na época do Chateau (que já foi “rei” do Brasil) e não há mais lugar para algo que nem tem uma definição clara do que sejam. Prestaram seus serviços à Nação. Hoje, tornaram-se menos “Aero” e mais “Clubes”. Para quem quer seguir qualquer carreira profissional, a escolha para formação e informação inicial são prioridades. Na aviação civil então…O post é esclarecedor e realista. Tenho certeza de que ajudará muito os futuros aeronautas, a compreederem como as coisas funcionam. Parabéns, Cmte.!

  13. Fabio Saucedo
    6 anos ago

    Raul , excelente o post!
    conhece alguma escola do nivel da EJ, porem para asa rotativa?

    • Raul Marinho
      6 anos ago

      Fábio,

      Posso te recomendar a Go Air e a Rangel, aqui no Campo de Marte.

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