Apagão de pilotos??? Bullshit!!!

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Está se espalhando na imprensa a falsa informação de que o Brasil estaria à beira de um apagão de pilotos, e que dentro de algum tempo os aviões brasileiros vão permanecer no solo por falta de tripulantes. Mas informam os repórteres que acontecerá a redentora reforma do CBA-Código Brasileiro de Aeronáutica, permitindo o ingresso de pilotos estrangeiros para pilotar nossas aeronaves. Ah, como os jornalistas são bons em encontrar soluções fáceis para os problemas difíceis! A questão é que tais soluções são, quase sempre, erradas – neste caso específico, não só não há o risco de haver um apagão de pilotos, como a retirada da restrição a tripulantes estrangeiros só vai agravar o problema da escassez de pilotos. Vejamos por que.

Em primeiro lugar, vamos entender o que significa esse tal de “apagão de pilotos”. Na revista “Veja” desta semana, o economista Cláudio Moura Castro explica muitíssimo bem o que significa o conceito de escassez de mão-de-obra: “é quando aumenta a demanda e, como resultado de mais gente querendo contratar, os salários sobem” (leia o artigo da imagem acima aqui para entender melhor a explicação do economista). Então, vamos chamar as coisas pelo nome: não há o risco de “apagão de pilotos”, e sim uma tendência de que os salários destes pilotos subam rápida e exponencialmente. Daí o interesse das empresas em aprovar a liberação da entrada de tripulantes estrangeiros no Brasil.

“Ué, Raul, mas esses pilotos estrangeiros não irão querer ganhar mais para vir para o nosso país? Então qual a vantagem das empresas na mudança da lei, se elas vão ter que pagar mais de qualquer jeito?”. É verdade, um piloto americano que ganha X nos EUA, somente viria para o Brasil para ganhar X+Y – que é, aliás, o que o faz ir voar na China ou no Oriente Médio. (Um piloto boliviano, que ganha X-W até poderia vir para o Brasil ganhando somente X, mas nem vou entrar nesse mérito para não complicar o artigo). O que faz a mão-de-obra estrageira ficar realmente atraente é o raio da isonomia salarial. Vamos fazer um raciocínio sobre uma empresa que possui 1.000 pilotos, que ganham R$15mil/mês de salários (uma massa salarial total de R$15milhões, portanto).

Suponhamos que esta empresa hipotética queira crescer 20% na oferta de seus voos, o que significa contratar 200 novos pilotos. Como o mercado está muito demandado, para obter essa mão-de-obra adicional, esta empresa vai ter que atrair brasileiros voando no exterior, convencer tripulantes que mudaram de carreira (ou se aposentaram precocemente) em anos recentes, ou simplesmente trazer PLAs da aviação executiva. Para isto, ela vai ter que pagar mais, bem mais – digamos, dobrar o valor do salário ofertado, que por acaso é o mesmo valor que atrairia um estrangeiro para pilotar no Brasil, se isto fosse permitido. O problema é que essa empresa não vai poder pagar R$30mil/mês para os novos pilotos, e continuar pagando R$15mil/mês para os antigos, ela vai ter que pagar R$30mil/mês para todos os seus 1.200 pilotos. Resultado: uma folha de pagamentos mensal de R$36milhões.

Agora vamos supor que a lei que permite a contratação temporária de pilotos estrangeiros esteja em vigor. Ora, todo mundo sabe que uma contratação temporária não é a mesma coisa que uma contratação definitiva, ainda mais se o funcionário temporário for estrangeiro. Se eu contrato um pedreiro para fazer uma reforma na minha casa, eu vou pagar mais caro pela sua hora de trabalho do que se eu contratasse este mesmo pedreiro pela minha construtora para reformar inúmeras casas por vários anos, eventualmente até ele se aposentar: são regimes de trabalho diferentes. A mesma coisa acontece com pilotos: não faria sentido para um piloto que possui um contrato de trabalho por tempo indeterminado reivindicar isonomia com um estrangeiro que está “tapando um buraco” por um prazo definido. Assim, esta empresa precisaria pagar R$30mil/mês somente para esses 200 pilotos adicionais, o que dá uma folha de pagamentos incremental de R$6milhões. Somando este gasto adicional aos R$15milhões que a empresa gasta com os nativos, o gasto total da empresa será de somente R$21milhões. Bem melhor que os R$36milhões que ela teria que pagar sem a alteração na lei, não é mesmo?

Mas o grande problema dessa mão-de-obra ultra-especializada chamada piloto de avião é a fortuna que custa o treinamento desse profissional. E, se paramos para pensar um pouco, a solução que as empresas estão querendo dar para o problema do “apagão de pilotos” é muito semelhante ao que levou à abolição da escravatura, em 1888. Muito embora tenha havido uma questão humanitária em jogo, o que levou a Princesa Isabel a assinar a extinção do trabalho escravo no Brasil foi de natureza econômica. No século XIX, um produtor rural tinha que investir um grande capital para adquirir seus escravos que, depois de adquiridos, tinham que ser alimentados, vestidos, cuidados, era necessário construir senzalas, pagar feitores, etc. Em contrapartida, se esse fazendeiro contratasse um trabalhador livre, era só lhe pagar um salário no fim do mês e, caso seus serviços não fossem mais necessários, bastava dispensá-lo – outro problema do escravo, que continuava dando despesas mesmo se seu trabalho não fosse mais necessário. Mesmo que o assalariado representasse uma despesa mensal superior ao custo de manutenção de um escravo, sua flexibilidade e, principalmente, a inexistência da necessidade de se efetuar investimentos elevados de capital para sua aquisição, o faziam uma opção muito mais interessante para o fazendeiro. É este mesmo raciocínio que motiva as companhias aéreas de hoje a se interessar muito mais pelo piloto estrangeiro – que pode custar mais caro, mas não requer investimentos em treinamento – do que pela formação de mão-de-obra nativa.

É justamente por isso que a abertura do mercado nacional para os tripulantes estrangeiros gerará um apagão crônico de pilotos no longo prazo. Na medida em que as companhias se utilizarem dos pilotos já formados no exterior para pilotar os aviões nacionais, menos pilotos brasileiros serão treinados, gerando um déficit de oferta de mão-de-obra especializada no longo prazo. Pena que entender isso dá muito trabalho para os jornalistas – é muito mais fácil cair na conversa das assessorias de imprensa das companhias aéreas, e ficar repetindo que o CBA é ultrapassado, que o mundo mudou, etc. Afinal, não é o emprego deles que está em jogo mesmo, né?

35 comments

  1. Vinicius Valle
    4 anos ago

    É por essas e por outras que cada vez menos dá vontade de voltar a voar no Brasil. Voo no exterior desde 2005 e fica cada vez mais complicado voltar. O que falta no Brasil é qualidade de emprego, e não falta de profissionais. Somos mais de 700 voando no exterior, e a maior parte prefere ficar onde está.
    Além disso temos agora a demissão em massa da Webjet. Com certeza não haverá vaga disponível para a grande maioria, e lá vai o Brasil exportar mão-de-obra especializada de novo para depois as empresas ficarem choramingando que não tem gente disponível no mercado (aliás a própria Gol era uma das que fazia isso agora há pouco tempo, e é a mesma que demite vários profissionais altamente qualificados e treinados).

  2. Fabio Otero Gonçalves
    4 anos ago

    Estão (quase) todos – políticos e imprensa – vendidos para as empresas que querem crescer pagando salários aviltantes e zero benefícios. Torno a dizer: a operacionalização – caso venham a aprovar este absurdo – será caótica, se não inviável (por parte da ANAC, do Itamaraty / PF etc) e gerará mais problemas do que soluções. Quem voa aqui sabe a bagunça que é um simples bate & volta entre Rio e SP. Fico imaginando certos estrangeiros com quem convivi nos empregos lá fora (principalmente europeus e norte-americanos), tendo que lidar com as aberrações diárias dos nossos aeroportos e do nosso espaço aéreo. Dou noventa dias para que a maioria deles “espanasse a rosca” e tomasse o primeiro vôo de volta para casa, sem nem devolver o uniforme, como vi acontecer em certos países asiáticos (e olha que lá era um pouquinho mais organizado do que aqui). Do ângulo da “politicagem rasteira”, a mera pressão para que um projeto cretino desses seja aprovado já constitui – em si – um instrumento de “cala-a-boca”, senão de arrocho salarial explícito, ainda mais às vésperas de um dissídio que promete ser um desastre. Eu jogo a toalha com isso aqui. Assim que a minha situação familiar permitir, saio novamente deste lixo que é o Brasil, Inshallah (= árabe para “Se Deus quiser”).

  3. Joao Dael
    5 anos ago

    Parabéns Raul.
    Excelente artigo.
    Sugiro enviá-lo para o Deputado Otávio Leite, (tentarei faze-lo, tambem), pois ele esta defendendo a causa dos pilotos que nao desejam a alteracao do art 158 do CBA.
    Grato
    Joao Dael

  4. Felipe
    5 anos ago

    Cara, eu não sou uma pessoa de muita experiência no assunto…Mas eu conheço dois pilotos, ambos com mais de 12 mil horas voadas que estavam mandando curriculo para algumas empresas e não foram aceitos.
    Sem contar que existe um grande número de pilotos por esse país que estão a procura de emprego por ai…
    Então quem diz que o numero de pilotos do nosso país vai acabar está meio por fora. Até por que o numero de pessoas que estão estudando para entrar nesse ramo é cada vez maior. A minha perspectiva é que em uns 15 anos nosso país vai estar saturado de pilotos.

  5. Andre Pereira
    5 anos ago

    Raul Marinho, quanto você recebeu para fazer esse comentário?

    Vamos aos fatos: Faça uma boa pesquisa em qualquer aeroclube do Brasil e pergunte se tem horario para você ir voar amanhã veja o que irão te dizer….

    A nossa legislação vai passar por uma grande mudança desfavorecendo e muito os tripulantes que VOAM, isso mesmo quem fica na pressurização e no desgaste… Aceito a nova mudança da legislação para 14 horas e SEM LIMITE DE POUSO, desde que aumentam tambem a sua jornada diaria para as mesmas 14 horas e dos politicos também…. Se o senhor não sabe a fase do pouso e decolagem são altamente desgastantes….

    Resumindo me passa agora o nome dos seus 20 amiguinhos que deposito integralmente meu salario na sua conta ou de alguma instituição de caridade me da os 20 nominhos…. Estou no aguardo…. Sabe porque por é MENTIRA, se tiver no maximo 4 amigos seus que possam me afirmar de pé juntinho que estão bem e seguros da profissão pelos proximos 5 anos e 100% satisfeito com as condições de trabalho ja mando junto o meu 13……

    Sabe quantas vezes eu vi meu filho esse mês? 2 vezes…. ficando com ele menos de 12 horas….

    Sem credibilidade alguma, o kra se basear por “AMIGOS” AFF….

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Nossa, como é que um sujeito que escreve um texto desses consegue ter um CCF?

      • Victor
        5 anos ago

        como que vamos confiar em um sujeito assim no comando!??!

        • Raul Marinho
          5 anos ago

          É que ontem, o rapaz esqueceu de tomar o remedinho…
          Não faz mais isso, hein Andrezinho!!! Senão vai ter que voltar pro eletrochoque…

      • Fabio Otero Gonçalves
        4 anos ago

        Esse André não pode ser aviador. Se fosse, ele saberia que a única coisa que desgasta, em Aviação, é a estupidez, a buRRocracia, a politicagem (como essa, que estão querendo empurrar goela abaixo, de “abrir o mercado” aos de fora, sem contrapartidas), o baixo nível cultural, a infraestrutura deficiente-caótica etc…voar, em si, não desgasta ninguém que realmente tenha vocação para a atividade. Vôo há quase 33 anos. Cheguei a fazer mais de 80 decolagens e pousos por dia, no auge da Aviação Agrícola de alta vazão. Desgaste de pouso e decolagem é uma solene balela. Só causa desgaste a quem é ruim de roda, rsrs…

    • Alecsandro
      5 anos ago

      Gostaria eu estar bem e seguro da minha profissão pelos próximos 5 anos. Na realidade essa estabilidade se aplica apenas a cargos públicos a meu ver. Creio que nosso amigo “comandante” tenha errado na escolha de sua profissão, e é bem provável que tenha sido única ocupação até o momento, pois se tivesse conhecido outras carreiras, veria que poucas pessoas, em qualquer área, estão 100% satisfeitas com suas condições de trabalho. Sobre pousos e decolagens serem altamente desgastantes…bem, mais um motivo para eu confirmar minha percepção sobre escolha errada da profissão. Pergunte a qualquer motorista de caminhão e veja quantas horas por mês ele passa ao lado do filho, e quais são suas condições de trabalho, como; jornada de trabalho, onde dorme, onde toma banho…. ai talvez você verá que suas horas atrás de um boeiro e algumas horas estudando apostilas lhe colocaram em uma posição privilegiada diante da realidade de nosso país em termos trabalhistas.

    • Alecsandro
      5 anos ago

      Gostaria eu estar bem e seguro da minha profissão pelos próximos 5 anos. Na realidade essa estabilidade se aplica apenas a cargos públicos a meu ver. Creio que nosso amigo “comandante” tenha errado na escolha de sua profissão, e é bem provável que tenha sido única ocupação até o momento, pois se tivesse conhecido outras carreiras, veria que poucas pessoas, em qualquer area, estão 100% satisfeitas com suas condições de trabalho. Sobre pousos e decolagens serem altamente desgastantes…bem, mais um motivo para eu confirmar minha percepção sobre escolha errada da profissão. Pergunte a qualquer motorista de caminhão e veja quantas horas por mês ele passa ao lado do filho, e quais são suas condições de trabalho, como; jornada de trabalho, onde dorme, onde toma banho…. ai talvez você verá que suas horas atrás de um Boero e algumas horas estudando apostilas (figura de linguagem, pois sei de todas as dificuldades sobre a formação de um piloto) lhe colocaram em uma posição privilegiada diante da realidade de nosso país em termos trabalhistas.

  6. Fred Mesquita
    5 anos ago

    Vinícius, me informe onde é que você está vendo essas vagas no mercado! Sou qualificado e com mais de 20 anos de experiência. Só o que encontro são vagas pra ganhar salário de fome devido à especulação no setor. Tenho aqui comigo quase uma centena de currículos de pilotos, quase todos com experiência. Nos ajude nessa e ganhe dinheiro. Cada bom emprego que você conseguir, ganharás uma bolada. Mas só vale aqueles empregos com salário dígnos.
    Não paute suas opiniões em “talvez” – isso é pura conjectura e sem forma e razão. É mais um caso de achismo devido ao boato que começou pelo dono da Azul e que se espalhou como se fosse uma epidemia.

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Fred, vc me desculpe, mas as vagas existem, sim. Eu conheço mais de 20 pilotos que conseguiram bons empregos este ano, tanto na comercial quanto na executiva – e isso não é achismo, são pessoas que eu conheço.

  7. Vinicius
    5 anos ago

    O pessoal aí precisa aprender a ler antes de comentar qualquer coisa. Primeiro, o articulista não é jornalista, mas sim economista. E isso está bem claro no post deste blog e também na assinatura dele na coluna de Veja.

    Segundo, antes de meter o pau no cara, seria bom se as pessoas lessem o artigo antes de criticar a opinião dele. Não vou explicar aqui o que ele diz. Melhor incentivar as pessoas a lerem mais.

    Em relação à falta de piloto, sinto que tem sim muitas vagas no mercado, e também muitos pilotos desempregados que não encontram uma colocação. Talvez não faltem pilotos. A falta, talvez, seja apenas de pilotos qualificados.

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      …Isso sem contar que eu escrevi A FAVOR do artigo do Cláudio.
      E um detalhe: até agora, este post já foi acessado mais de 700 vezes, e sabe quantas pessoas clicaram no link para o artigo do Cláudio? Oito!

      • Vinicius
        5 anos ago

        É lamentável, Raul. As pessoas saem avacalhando o cara sem ao menos lerem o que ele escreveu. O pior é que se lessem iriam concordam com ele.
        E fora que é uma visão bem genérica do mito do apagão de mão de obra. Em nenhum momento ele cita o caso de pilotos ou da aviação. Mas as pessoas não podem saber disso se não lerem o artigo original.

  8. Flávio
    5 anos ago

    A muito tempo a Veja perdeu sua credibilidade por ser muito tendenciosa, e sugiro sim que se mande Raul sua resposta ao Claudio Moura, mas acho que como sempre como se faz no Brasil isso vai ficar engavetado porque no Brasil são raros os casos aonde se encontram homens de verdade que tem a coragem de expor a verdade, o que vale e o puxa saquismo dos escravos do dinheiro. Enquanto isso nos pilotos tentando galgar uma carreira tão importante para o país não temos nem um tipo de auxílio financeiro para nosso treinamento, mas é assim mesmo desde de que o Brasil foi vendido em 1500!!!

  9. Dyego
    5 anos ago

    Raul,

    parabéns pelo post! Sugiro enviar por e-mail este post ao Cláudio de Moura Castro. Jornalista só sabe dar pitaco em tudo sem entender de nada. Não têm conhecimento teórico, nem técnico e muito menos científico na grande maioria dos casos em que opinam, não reconhecem isto e continuam falando abobrinha. Aliás jornalista só sabe fazer isto mesmo: falar! Só que falam sem fundamentar.
    Abraços!

  10. Fred Mesquita
    5 anos ago

    Raul. Finalmente encontrei alguém que entende o que já falo ha muito tempo, de que a mão de obra de pilotos no Brasil não tende a falta, mas na verdade tudo o que se fala por aí é pura especulação das empresas aéreas. Poucos são os que me entendem e procuram em demasia as escolas de aviação, gastando somas de dinheiros incalculáveis na promessa desse boato maldoso: a de falta de pilotos. Tenho muita pena dessas pessoas que estão caindo no conto do vigário. Também gostaria de ressaltar que aqueles pilotos que continuam ganhando 15 mil, um valor abaixo de um estrangeiro que passe a ganhar 30 mil, hipoteticamente, trará uma desavença interna dos companheiros. O ciúme e/ou a inveja de quem ganha menos poderá trazer consequências imprevisíveis na empresa, podendo até causar desconforto nos demais profissionais, diminuindo assim a segurança de voo.
    Tenho um Blog de aviação e recebo quase que diariamente mensagens de pilotos recém formados a procura do tão falado emprego na aviação. Tento não ser pessimista mas falo a verdade dos fatos e que as coisas não estão acontecendo como se fala na imprensa: está faltando profissional. Uso meu próprio exemplo, no qual estou desempregado e tenho experiência de quase 20 anos na aviação. É uma pena o que vejo acontecer e não poder desabafar.

  11. Daniel Foureaux
    5 anos ago

    Excelente post e blog! Sem duvidas e uma vergonha ver uma coisas dessas acontecer. Resolver o problema assim e muito fácil, bobagem investir e incentivar a formação de pilotos. E lamentável. Parabéns pelo trabalho aqui no blog e nas colunas em outros sites, sem duvidas ajuda Mto os futuros aviadores como eu! Abraço

  12. Carlos Eduardo M. Damasceno
    5 anos ago

    Raul, muito interessante o post, mudou meu ponto de vista sobre o “apagão”, eu tinha caido no papo da imprensa. Só gostaria de ressaltar, que a empresa com 1.000 pilotos citada como exemplo, nao gasta só com os pilotos! Se ela adquirir mais aeronaves, tera consequentemente mais vôos, mais serviço de solo, mais pessoas trabalhando no check-in, e outros serviços de solo, então o custo aumenta mais do que isso, e o gasto mensal dela também é maior que 15 Milhões.
    Uma Abraço!
    Carlos Eduardo Damasceno

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      O meu exemplo é uma simplificação, é claro que existem muitos outros fatores a considerar. Só que o argumento não muda em nada.

      • Ricardo
        5 anos ago

        Raul, acho que tem pessoas aqui que não entenderam ou não leram o artigo…está muito claro…a relação apagão x salario para QUALQUER profissão.
        Na realidade o salario é um termometro…se uma determinada categoria começa a receber aumentos constantemente é logico que alguma coisa está acontencendo(OFERTA X PROCURA)…simplesmente acharam um palavra para resumir isso “APAGÃO”
        Quanto ao fato das duvidas sobre a existencia de vagas ou não…é simples, como estão pagando mais é logico que vão exigir mais, e paga mais e exigi mais, e assim por diante. Mas quem está entrando agora na aviação está vendo apenas as VAGAS e não a situação como um todo.
        Tem muita gente acreditando que se conseguir PP+PC+IFR estão dentro, pode acontecer ?…Sim pode !…mas não é uma regra.

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