Bolsa no Tocantins

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Circulou no meio aeronáutico na semana passada a notícia, publicada em “O Girassol“, de que o Governo do Estado do Tocantins estaria concedendo bolsas de estudos para pilotos, por meio de convênio com o Aeroclube de Porto Nacional-TO. Diz a nota que serão “53 bolsas para militares, estudantes da rede estadual de ensino e servidores públicos, com cobertura de 100% para o curso teórico e de até 20% para o curso prático. As bolsas serão distribuídas ainda neste primeiro semestre do ano e seguirão critérios a serem definidos pela direção do aeroclube de Porto Nacional” e que “com as bolsas parciais, o Governo do Estado vai facilitar a formação de pessoas de classes menos favorecidas que antes não teriam acesso a estes cursos e que agora poderão se formar em importante profissão, além de oportunizar (sic) aos servidores com melhor desempenho de função o acesso ao curso de formação de pilotos civis, principalmente na carreira militar, com curso de pilotagem de helicópteros”.

Ótima notícia, mesmo que seja um programa “chapa branca” (voltado, principalmente, aos funcionários públicos tocantinenses). O problema é que não há menção alguma sobre o programa no site do aeroclube e, clicando sobre o item “frota” da instituição, descobre-se que o seu acervo consiste em 2 Guri e 2 AeroBoero. Ou seja: não há aeronave para realizar instrução IFR ou MLTE, muito menos os helicópteros que a notícia se refere. Bem… Não se pode dizer que o governo do TO não está “oportunizando” um alento à formação aeronáutica, não é? Vamos ver onde isso vai dar…

3 comments

  1. Fred Mesquita
    6 anos ago

    Só vejo isso como uma oportunidade de apadrinhamento a certos “funcionários” fantasmas, filhos de secretários e os “escolhidos” pelo governador. É incrível que absurdos como esse ainda possa existir, em pleno século 21.

    • Existem pois acontecem onde a criança chora e a mãe não vê.

      Algo me diz que, mesmo nós brasilieiros, quando alguém cita a região norte do país, só nos vem a mente mato e índio.

      Penso que baseado nesse estereótipo, políticos e empresários dessa região (os mal intencionados, pelo menos) imaginam que por lá tudo pode e que ninguém vai ficar sabendo das maracutais que eventualmente façam por lá.

      Vamos esperar pra ver no que vai dar.

      • Guilherme Guimarães
        6 anos ago

        Infelizmente essa é a primeira imagem que nos vem a cabeça mesmo quando se fala das regiões mais afastadas do tão rico Sudeste e Sul brasileiro.

        Como já foi dito, vamos apenas esperar, e torcer, para saia algo de bom disso tudo.
        Mas que é no mínimo estranho uma bolsa de formação de piloto em um aeroclube que tem apenas 2 Guris e 2 Boeros, é!

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