FAA estuda obrigatoriedade de PLA checado para copilotos

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Pois é, meus caros, enquanto aqui no Brasil a ANAC está em vias de criar a licença de MPL (“Multicrew Pilot Licence” ou “Piloto de Tripulação Múltipla”, de acordo com o novo RBAC-61, em vias de ser publicado), em que bastariam 40h de voo real para ser copiloto de linha aérea; nos EUA, a FAA está indo no sentido oposto. De acordo com essa nota publicada recentemente no site da AOPA (“Aircraft Owners and Pilots Association”, uma espécie de ABAG deles), a FAA pretende exigir que os copilotos de linhas aéreas nos EUA tenham a licença de PLA-Piloto de Linha Aérea checada para poder sentar na direita dos aviões das companhias aéreas, o que significa um mínimo de 1.500h de voo e 23 anos de idade, de acordo com a legislação deles. Para os graduados em Ciências Aeronáuticas, o limite baixaria para 1.000h de voo e 21 anos, e para os ex-oficiais aviadores das Forças Armadas, seriam 750h de voo, somente.

Hoje, no Brasil, pela legislação em vigor, basta ter a licença de PC, obtida com 150h de voo, para ser copiloto de linha aérea (nos EUA, a licença equivalente é obtida com 250h). Apesar disso, poucas companhias contratam copilotos com menos de 500h de voo, sendo que a TAM, a mais rigorosa, exige 800h para quem tem nível superior, ou 1.200h para quem não tem. Nenhuma companhia brasileira exige o PLA checado para seus copilotos.

4 comments

  1. Fred Mesquita
    6 anos ago

    Minha opinião sobre o assunto é que a ANAC faz o que bem entende da aviação sem ao menos lançar uma prévia do que pode estar por acontecer ou deixar livre aos pilotos que discutam os assuntos. Isso é típico de um regime ditatorial – EU MANDO, EU FAÇO… (manda quem pode, obedece quem tem juízo). Será que sempre tem que ser assim ? Será que sempre estaremos a mercê de um órgão governamental incompetente ? A ANAC copia tudo o que é ruim do FAA e que possa trazer prejuízo a todos no Brasil mas esquece que certos atos são bons em uns lugares e ruins em outros. Aqui no Brasil temos que aceitar o que no é imposto à força.

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