“Universidade do Ar” – Notícias e Sugestões

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Conforme noticiado neste post de 02/04, o Governo Federal está planejando lançar um programa de apoio à formação aeronáutica, o que vem sendo chamado de “Universidade do Ar”.

Poi muito bem. Ontem, o jornal Valor Econômico publicou esta matéria, cuja íntegra segue abaixo, dando mais detalhes sobre o projeto. Ao mesmo tempo, o leitor (e já colaborador veterano deste blog) Alisson Santana me encaminhou um e-mail recebido da SAC/PR-Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, onde o órgão coloca-se à disposição para receber sugestões sobre o programa. Leia os textos abaixo, que depois eu volto para meus comentários finais.

A matéria do Valor Econômico:

Secretaria planeja criar “universidade do ar”
Por Daniel Rittner | De Brasília
Valor Econômico – 17/04/2012

A Secretaria de Aviação Civil trabalha na montagem de um grande programa de qualificação profissional no setor aéreo. O projeto, que vem sendo chamado informalmente de “universidade do ar”, ainda está em fase de diagnóstico das principais carências – atuais e no médio prazo – de mão de obra na aviação.
“O nosso compromisso é ter esse programa modelado até o fim do ano”, diz Clarice Bertoni, secretária de navegação aérea da SAC. “Não falamos de apagão [de mão de obra] porque não se sente nem se vislumbra isso, mas precisamos de planejamento.”
Técnicos da própria secretaria, da Infraero, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) se encarregam de estudar as profissões do setor que precisam ser regulamentadas e onde pode haver necessidades mais urgentes. “De curto prazo, mas é algo conjuntural, o problema está em pilotos de helicópteros para plataformas de petróleo offshore”, afirma. Essa carência, segundo Clarice, deve ser tratada no âmbito do Prominp – programa voltado especificamente para o setor do petróleo.
A intenção do governo é usar recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), que serão potencializados com o pagamento de outorgas dos aeroportos recém-privatizados, na “universidade do ar”. O projeto não engloba, necessariamente, novas instalações físicas. Pensa-se, isso sim, no fortalecimento do programa de bolsas da Anac para a formação de pilotos e na possibilidade de financiamento para a compra de simuladores de voo por escolas de aviação. Avalia-se também a assinatura de parcerias com unidades do Senai para cursos como mecânica de voo.
“Queremos implantar algumas iniciativas já em 2013”, afirma Clarice Bertoni. O diagnóstico do governo inclui categorias como pilotos, mecânicos, bombeiros aeronáuticos, despachantes operacionais de voo, controladores, técnicos em meteorologia e pessoal de “handling”. A maior carência de profissionais está na região Norte.

O e-mail do Alisson:

From: SACPR – Fale Conosco <faleconosco@aviacaocivil.gov.br>Date: Tue, Apr 17, 2012 at 3:00 PMSubject: Re: Solicitação de informaçãoTo: Alisson Santana <xxx@xxx.com>

Prezado,

segue reposta:

Sim. O programa está sendo discutido no âmbito desta Secretaria com previsão de lançamento para o fim de 2012. Caso tenha alguma sugestão, favor entrar em contato com esta Secretaria por esse mesmo email.

Att.,

Asse

Em 02/04/2012 às 12:02 horas, “Alisson Santana” <xxx@xxx.com> escreveu:

Boa tarde.

Gostaria de seber se a nota publicada pelo site da revista “isto é – dinheiro” procede.

A nota diz o seguinte:

“O governo vai criar até o fim do ano uma escola de formação de pilotos e comissários para atuar em companhias aéreas e aeroportos. O modelo escolhido deve ser uma parceria público-privada. A Secretaria de aviação Civil, comandada pelo ministro Wagner Bittencourt, está fazendo um levantamento no setor para entender as necessidades de mão de obra.”

Muito obrigado,


Alisson Santana

Comento

Conforme disse a SAC/PR, eles estão abertos a sugestões, e qualquer pessoa pode enviar a sua pelo e-mail faleconosco@aviacaocivil.gov.br. Entretanto, se a gente conseguisse produzir um documento com as principais sugestões condensadas, acho que seria muito mais produtivo. Então, gostaria de me colocar à disposição para relatar este documento, e deixar a área de comentários deste post designada para receber as sugestões dos leitores deste blog. Eu também incluirei as minhas neste espaço e, em função do que for apurado até 31/05 próximo, eu produzirei um texto com o consenso do grupo para enviar para a SAC/PR.

Aguardo a colaboração de vocês.

– x –

Atualização de 19/03: O leitor Gustavo Carolino me enviou um e-mail com uma cópia de sua carta com recomendações que ele fizera à SAC em janeiro deste ano. A idéia dele é replicar, para a aviação civil, o que já existe na marinha mercante, com a EFOMM-Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante. Trata-se de uma idéia original, e o documento que o Gustavo enviou à SAC está muito bem fundamentado. Para ter acesso à carta do Gustavo, clique aqui: Pronac.PDF

– x –

Atualização de 20/03:

Segue abaixo a minha idéia de contribuição ao projeto – que, gostaria de ressaltar, não é o que pretendo apresentar à SAC como uma proposta do grupo de leitores do Para Ser Piloto, mas somente a minha contribuição individual.

Em primeiro lugar, parece-me evidente que não é intenção da SAC criar uma espécie de “AFA-Civil” (o que seria o ideal, na minha opinião), então minhas sugestões serão calcadas no que entendo ser viável, de acordo com as intenções da SAC reveladas na matéria do Valor Econômico. O que tenho a propor parte da alguma premissas, a saber:

1)      Foco diferenciado para PP e PC

Não acredito ser interessante conceder bolsas para PPs, por vários motivos. Primeiro, porque o aluno de PP ainda não sabe (e nem tem condições de saber) se quer mesmo seguir uma carreira na aviação. Segundo, porque as bolsas para PPs expõem o programa a interessados simplesmente em obter o brevê para diversão ou para utilizar aeronave própria, deturpando o objetivo das bolsas. E, em terceiro lugar, porque é preciso comprometer o candidato à bolsa de alguma forma, e o mais brevemente possível. Por isso, eu acho que, para PPs, deve ser oferecido somente algum tipo de financiamento, com juros civilizados (mas não subsidiados, coisa de 12%a.a.). Já para os PCs, eu entendo faszer sentido oferecer bolsas e financiamento (subsidiado, no caso), que poderiam seu utilizados separadamente ou em conjunto. Eu acho que poderia haver financiamento das horas de voo visuais, por longo prazo, com carência, e a taxas menores que o mercado (2%-6%a.a., no máximo), e para a instrução IFR e MLTE, eu acho que a SAC poderia oferecer bolsas por mérito (concurso, mas não baseado somente em provas de conhecimentos). Para simulador IFR, Jet Training, e ensino de inglês, também deveria haver financiamento.

2)      Desvinculação com aeroclubes/escolas

Um dos maiores defeitos dos programas de bolsas anteriores foi querer baseá-los em convênios com aeroclubes. Foi por isso que as vagas foram tão pessimamente distribuídas em termos geográficos, e grande parte dos percalsos por que passaram os beneficiários foram daí decorrentes. Desta vez, vamos ver se a SAC constrói seu programa baseado no beneficiário.

3)      Programa centrado no potencial humano, não no conhecimento

Nos programas anteriores, os candidatos eram selecionados de acordo com sua classificação numa prova escrita, com questões sobre regulamentos (as mesmas da banca), mais algumas perguntas sobre ICAs e CBA. Sob o ponto de vista do burocrata, isso faz todo o sentido, mas não tem nada a ver com o que é melhor para a aviação brasileira. No programa da SAC, espero que os candidatos sejam selecionados de maneira análoga à maneira como as cias aéreas selcionam seus candidatos: com foco nas características pessoais das pessoas.

Essas são, na minha opinião, as 3 principais premissas a nortear um futuro programa de incentivos à formação aeronáutica. Em breve, complementarei este post com sugestões mais completas.

25 comments

  1. André Araújo
    5 anos ago

    Uma coisa eu noto e acredito importante: acabar com as restrições de idade. Noto, inclusive neste blog, a freqüência com que pessoas de quarenta anos ou mais enviam questões. As bolsas da Anac sempre sobram; os quarentões também. Sendo a tecnologia tão dinâmica, e sendo que o que importa é o estado de saúde do candidato, não vejo muito sentido neste preconceito de achar que é besteira investir na formação de alguém mais velho. Afinal, novo ou velho, se não estudar, fica para trás; novo ou velho, se entupir as artérias, fica para trás (e vejam quanta gente nova tem ficado, graças a má alimentação, vida desrregrada etc). Já que não é aviação militar, não vejo motivo para limitar idade.

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Na verdade, as restrições de idade que a ANAC impôs nos programas de bolsas anteriores eram claramente ilegais. Se um interessado com idade superior à requerida arguísse esta regra na Justiça, certamente conquistaria o direito à bolsa, mesmo sendo mais velho que o requerido.

      • André Araújo
        5 anos ago

        De qualquer forma, o ponto é que a regra existia, e até ser questionada judicialmente…vão aí muitas horas de vôo de advogado. Reitero: limite de idade, não!
        Tenho lido seu blog. Fico feliz em ver que a Secretaria de Aviação Civil tenha se proposto a ouvir as demandas do setor aéreo e espero que seja para levá-las em conta. Rezo para que a decisão seja técnica, não política.

  2. Vinicius Piassa
    5 anos ago

    Raul,

    Gostei da sua atualização do dia 20! Concordo com a 1ª e 3ª idéia só faço uma ressalva na 3ª (Seleções do tipo “companhia aérea” dão certo pelo motivo que o maior interessado é a companhia, acredito que para esse projeto em que todos almejam o mesmo objetivo poderia prevalecer o “gosto” do avaliador) e sobre a 2ª acredito que não exista um quadro de funcionários adequado para colocar para funcionar esta idéia e talvez a coisa toda ande no ritmo da ANAC se for feita de tal forma.

    Abraços.

  3. Gustavo Carolino
    5 anos ago

    Uma das cartas enviadas à Secretaria de Aviação Civil da Presidência da Republica:

    Belo Horizonte, 10 de janeiro de 2012.

    Ao setor de Capacitação da Secretaria de Aviação Civil
    da Presidência da República – SAC/PR:

    Considerando a necessidade de fomentar e a garantir competência e a qualidade técnica do ‘Pessoal da Aviação Civil’, escrevo para sugerir o estudo de implantação das idéias adiante apontadas.
    Sugiro a criação de um programa de formação baseado com o que ocorre na marinha mercante, a exemplo da EFOMM – Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante – que forma oficial de náuticas, bacharéis em Ciências Náuticas, altamente capacitadas em um prazo de três anos (170 novos pilotos – de nível superior – para a marinha mercante por ano) em uma ação conjunta entre o Governo Federal e Empresas Marítimas, onde são submetidos a estágios.
    Como tal sistema de fomentação aplicado à Marinha Mercante se demonstrou acertado e bem adotado, é conveniente que a Aviação Civil brasileira adote um sistema semelhante, através de uma cooperação mista publica-privada e com a criação de um Fundo especifico para a manutenção e para a implantação de um programa que garanta alta qualidade de pessoal para a aviação civil.
    Em vista os Pólos Aeronáuticos já implantados pela ANAC divididos por estados da federação, observa-se então a necessidade de centralizar os recursos financeiros em prol de aumentar a eficiência na formação, o que me sugere ser viável a criação de um Pólo Único de Aviação, um Pólo Nacional, como um Pólo Universitário de administração publica – indireta e com um governante que seja responsável por administrar os recursos para formar o candidato a Piloto Comercial em nível superior (Bacharel em Ciências Aeronáuticas) de maneira que o aluno, classificado através de processo seletivo dentro deste sistema, receba concessão de ‘bolsas’ (na forma de treinamento do programa) nos aeroclubes já existentes no Brasil para completar e consolidar através da parte prática sua formação
    cientifica (horas de aulas práticas mínimas), inovando e direcionando também os recursos, antes destinados ao programa antigo das bolsas, para a formação de um especialista amplo, pronto para assumir qualquer área operacional na aviação.
    A criação de um Pólo Universitário de Aviação Civil, com a centralização dos seus respectivos alunos em um espaço centralizado (espaço físico o qual em curto prazo poderia ser concebido em parceria com alguma Universidade Federal, por exemplo) possibilitaria, entre outros:

    • A economia e bom uso de corpo docente designado para o projeto;
    • O melhor controle da qualidade, da padronização do curso e da fiscalização dos recursos financeiros a ser investidos neste projeto;
    • ¹Em termos estratégicos: a formação de profissionais melhores capacitados à disposição da reserva da força aérea (quadro da reserva não remunerada), fortalecendo o poder nacional;
    ¹ Possíveis acordos bilaterais junto ao Ministério da Defesa;
    • Formação de especialistas à disposição da segurança operacional, de pessoal qualificado para funções nas áreas de infraestrutura aeronáutica e aeroportuária, da gerencia e analise da navegação aérea, de pesquisadores e cientistas para o setor aeronáutico e indústrias.
    • Formação de professores e de profissionais com capacidades ampliadas na área de aviação civil.
    • Formação continua de profissionais especializados visando o abastecimento das carências no setor ênfase em Segurança operacional e Gestão (administrativo ou operacional);
    • Manter a devida competitividade no processo seletivo, essencial para a manutenção da qualidade do corpo discente.

    A ‘Escola Nacional’ também poderia fornecer treinamento para terceiros, através de cursos complementares e educação continuada para o publico de interesse.
    Esses cursos, por exemplo, podem ser elaborados sem dificuldades, adaptando os cursos já existentes ministrados pelo (a) CENIPA, ANAC, INFRAERO, DECEA, Universidades e outras organizações aeronáuticas, firmados através de parcerias. Além disso, o sistema também poderia fornecer capacitação para mecânicos e gestores.
    Acreditando que esta Secretaria de Aviação Civil providenciará estudos a respeito da viabilização desta idéia, fico à disposição para outras informações, sugestões, e possíveis reuniões presenciais.

    Atenciosamente,

    Gustavo Mateus Carolino
    Código ANAC ———-(omitido pelo autor)
    gustavomc12@hotmail.com
    Tel.: —————— (omitido pelo autor)

  4. wagner
    5 anos ago

    Olá Raul, como Vai ?
    Este é sem duvida um tema de grande interesse para todos que almejam a formação aeronáutica, faz até mesmo imaginar que seria possível construir uma carreira através da formação por uma instituição pública.
    O primeiro e grande desafio é justamente saber oque o governo pretende com iniciativa; fica evidente, conforme a reportagem que não se tem uma idéia clara dos propósitos desta instituição publica. Tenho certeza que muitos burocratas das suas mesas vão emitir opiniões sobre as necessidades dos setor, mas como quase sempre vemos opiniões sem conhecimento de causa que não refletem a realidade do mercado.
    Se eles precisam de um bom exemplo na área de formação profissional inclusive na área da aviação, porque não analisar o exemplo das FATECS. Estas faculdades são referencia nacional no que diz respeito a formação de mão de obra especializada. A FATEC São José dos Campos possui dois cursos superiores para formação de profissionais da área da aviação vide abaixo :

    O Tecnólogo em Manutenção Aeronaves da FATEC – Prof. Jessen Vidal em São José dos Campos é um profissional cuja formação é orientada para a gestão da manutenção e da qualidade em centros de serviços MRO – Maintenance, Repair and Overhaul, elaboração de planejamento de atividades de manutenção de aeronaves, sistemas e seus componentes, atuação em áreas de CTM – Controle Técnico de Manutenção e de MCC – Maintenance Control Center em empresas aéreas e de aviação executiva. Possui uma base sólida na sua formação com as disciplinas básicas, profissionais e de conhecimentos específicos que contribui para a aplicação de processos e técnicas de manutenção em sistemas de aeronaves com tecnologias de última geração.

    O Tecnólogo em Automação Aeronáutica da FATEC São José dos Campos é um profissional que instala, testa e procede a manutenção de sistemas robóticos, mecânicos e eletrônicos, utilizados na cadeia produtiva ou montados no próprio produto aeronáutico. Participa da fabricação de componentes de sistemas automatizados e utilizados em meios de transporte, em especial, na área Aeronáutica, atuando também na supervisão destas atividades.
    Elabora planejamento operacional e documentação técnica, atua como assiste da direção de empresas de manutenção e fabricação de aeronaves, e ainda é capaz de ministrar palestras e treinamentos.
    Denominação Adotada: “CURSO DE TECNOLOGIA EM AUTOMAÇÃO AERONÁUTICA”, CTAA.

    O grande sucesso dos cursos das FATECS é justamente porque eles estão alinhados com as necessidades do mercado de trabalho, sendo assim seus profissionais são reconhecidos e requisitados.
    Se desejamos algo que realmente funcione e atenda os requisitos da nação, este precisa ser constituído nos moldes de experiências positivas e que dão resultado; da forma que a reportagem apresenta a questão fica evidente (pelo menos para mim) que esta iniciativa não vai passar de uma forma de distribuição de verba para algumas instituições privadas. Dinheiro este que vai sair do nosso bolso e vai parar sabe lá aonde, ou melhor depois que uma boa parte ficar com os corruptos no meio do caminho, a outra parte será destinada a poucas instituições que conseguirem obter um bom relacionamento com o Goverrno (já vimos este filme basta lembrar de como as bolsas de estudo da ANAC são distribuídas) Recentemente vimos um programa similar, o governo querendo estimular a produção nacional das industrias lançou medidas de incentivos, embora não sejam medidas ruins não resolvem nem de perto o problema. O mesmo pode acontecer com esta iniciativa o popular para “inglês ver”.
    Um programa como o Prominp recebe muito dinheiro publico, apresar de seus cursos serem bons, posso afirmar que a maior empresa do setor, a Petrobras junto com suas subsidiárias, não tem nenhum programa de contratação de profissionais que passaram pelo Prominp, isto só reforça a idéia que existe um grande descompasso entre a formação do profissional e a entrada no mercado de trabalho; no setor de aviação este descompasso parece ainda maior.
    Portanto se a inciativa se resumir a apenas financiar a formação sem levar em consideração principalmente a realidade do mercado a mesma estará fadada ao fracasso e nós estaremos como sempre “ por nossa conta e risco”. Sendo assim não dá para ficar otimista com este tipo de noticia.

    abraço

  5. Vinicius Piassa
    5 anos ago

    Raul talvez devesse partir do principio de que não esta faltando pilotos e sim esta faltando pilotos preparados em bons equipamentos!

    Diante deste principio podemos perceber que a dificuldade da boa formação não esta na formação SIMPLES ( PP ou PC ) e sim na formação COMPLEXA (MLTE ou IFR).

    Em minha opinião não existe possibilidade de garantia de emprego, pois se houver essa possibilidade de garantia o setor logo ficaria abarrotado de profissionais, porem podemos exigir uma garantia na qualidade de ensino!

    Como conseguiríamos isto?

    Na “BOLSA da ANAC” poderia vir incentivos fiscais para os aeroclubes que operem com determinadas aeronaves, sistema de avaliação de cada aeroclube, pacotes de hora/vôo para aeroclubes que adquirirem maiores notas no sistema de avaliação, subsidio de treinamento teórico, redução da tarifa do combustível para aviões que voarem em instrução passando assim a diferença de valor hora/vôo para os alunos.
    Acredito que é mais fácil melhorar o ensino fazendo assim ficarem mais atraentes as contratações pelas empregadoras do que garantir emprego a todos!

    Abraços!

  6. Pedro
    5 anos ago

    Será que seria muito ruim fazer com que passem uma lei específica, na aviação, para permitir o contrato de linhas aéreas e pilotos em potencial?
    Assim a linha aérea financiaria a formação de seus pilotos, e o piloto permaneceria x tempo de trabalho com a linha aérea.

    Não sou piloto(ainda) e não sei se isso seria prejudicial… o que acham?

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      O problema é que isso fere as leis trabalhistas do nosso país.

  7. Daniel Foureaux
    5 anos ago

    Acredito que as maiores dificuldades estão quanto se esta recém checado e com poucas horas para conseguir o primeiro emprego. Acho que seria interessante uma parceria com empresas de táxi aéreo e carga aérea e até mesmo cias aéreas para a criação de uma especia de “Estágio” ou “Residencia” que seria como uma ponte sobre o abismo que separa quem acabou de checar e quem tem os mínimos para contratação. O que acham?

  8. Heron
    5 anos ago

    Oi Raul, tudo bem?

    Em sua opinião, é provável que o programa de bolsas da ANAC siga o modelo de 2010 que beneficiava quem já comprovava, por exemplo, 25% da carga horária?

    Ou pode ser que seja algo mais abrangente como ocorre hoje no ensino superior através de bolsas como Prouni, Financiamentos como Fies e até Cotas?

    Obrigado

    Att
    Heron

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Não tenho idéia, Heron…

      Enviado via iPad

    • roquini
      5 anos ago

      Outra boa sugestão! Programas como prouni e fies seriam extremamente bem vindos!

      • Raul Marinho
        5 anos ago

        Tenho minhas duvidas… Imagina o PC recém-formado, desempregado, e com uma divida para pagar. Aí o cara se mata de uma vez…

        Enviado via iPad

        • roquini
          5 anos ago

          Se eu nao me engano, o próprio FIES tem uma modalidade onde você começá a pagá-lo 24 meses após formado, algo do gênero.

  9. roquini
    5 anos ago

    Raul,
    Hoje qual o maior impeditivo para alguém começar sua carreira na aviação civil (sem considerar a parte médica)? Na minha visão são as horas de vôo.
    Existe um grande problema nos projetos de incentivo do governo (pelo menos nos que eu já pude ver). Sempre quando falamos de incentivo de horas de vôo, para o candidato concorrer a esta vaga, já deve ter passado na banca da ANAC e com o CMA em dia.

    Oras, quem não tem condições de arcar com os gastos das horas de vôo, dificilmente iria se inscrever em um curso de avião/heli privado, passar no CMA, na banca da ANAC e ficar aguardando um projeto do governo.

    MInha primeira sugestão está relacionada ao tempo entre a publicação do programa e a efetiva convocação dos escolhidos. Se o programa mantiver a obrigação de CMA e Banca ANAC, que dê tempo hábil aos condidatos para se prepararem.

    Por enquanto acho que foi essa! Me corrija caso esteja equivocado.

    abcs

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      O maior empecilho, na minha opinião, é o temor de não conseguir emprego após formado. Se o cara tivesse certeza que, após o investimento, haveria retorno, o sujeito dava um jeito de conseguir a grana.

      • roquini
        5 anos ago

        Imagine alguém saindo do (antigo) ensino médio, com 18 anos, recebendo cerca de R$ 1500,00 por mês e seus pais não tem condições de ajudá-lo em sua formação. Pode não ser tão simples levantar esse montante.

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