Os cinco maiores erros no networking

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Na foto acima, um exemplar do Chatus interneticus (“Me add no MSN!?”) – espécie que, infelizmente, não corre nenhum risco de extinção.

Quem acompanha este blog há algum tempo sabe da minha opinião sobre a importância de uma boa rede de relacionamentos para o sucesso profissional de pilotos. Neste sentido, eu gostaria de compartilhar com vocês uma matéria publicada ontem no jornal “O Globo”, sobre “erros no networking“. Leiam abaixo, está bem interessante:

Os cinco maiores erros no networking

O networking , mais do que troca-troca de cartões, é a chance que muitos têm de se fazer notar e aproximar-se de profissionais interessantes. Networking requer estratégia, pesquisa e elegância social. Não se trata de se vender, mas de construir relacionamentos, alertam os especialistas, como mostra artigo publicado pelo Wall Street Journal. Muitas pessoas, porém, estão despreparadas e cometem erros que comprometem o crescimento de seu círculo profissional.

”As pessoas falam comigo por apenas alguns minutos, e já saem perguntando se não seriam o profissional certo para ocupar uma determinada posição. Isso é muito agressivo”, diz Suki Shah, diretor-executivo da GetHired.com, um site de empregos com sede em Palo Alto, na Califórnia.

Para não meter os pés pelas mãos, confira abaixo como agir (ou não agir) nessas horas:

1 – Não abuse da internet

Alguns trabalhadores confiam muito no e-mail e em sites de relacionamentos, tais como o LinkedIn. Mas nada supera um encontro cara a cara, seja ele durante o horário de almoço ou na hora do cafezinho, dizem especialistas.

“As pessoas esquecem que é muito fácil deletar um e-mail, não retornam um telefonema. É mais difícil escapar de uma reunião, de um encontro”, diz Scot Melland, executivo-chefe da Dice Holdings, um provedor de sites profissionais especializados sediado em Nova York. “As pessoas se lembram de rostos e conversas mais do que da palavra escrita.”

Não envie e-mails desleixados ou os compartilhe com muitas pessoas de uma só vez. Reserve um tempo para verificar a ortografia, especialmente o nome de cada um e adeque cada carta para destinatários específicos com base em seus interesses comuns.

2. Não seja vago

Ao acionar sua rede de contatos, diga quais são suas ambições específicas para a sua carreira ou crescimento profissional para que eles saibam como ajudá-lo.

”Um produtor executivo muito experiente me disse, durante um almoço, que gostaria de abrir uma empresa, voltar a estudar e fazer consultoria. Como eu poderia ajudar esta pessoa? Entendo que, na verdade, nem ele sabia ao certo o que queria fazer”, conta Mellanda.

3. Não pare

Mantenha seu networking ativo, mesmo quando não estiver procurando um emprego. Dessa forma, sua rede de relacionamentos estará atualizada para quando você precisar. Mantenha contato com as pessoas, enviando atualizações ocasionais sobre os seus interesses profissionais e realizações.

“Mantenha as pessoas de sua rede de relacionamentos a par de suas aspirações de longo prazo, formação complementar ou os próximos passos que poderiam ser importantes para você”, diz Lucy Leske, sócio da Witt/Kieffer, uma empresa de recrutamento de executivos de Oak Brook, Illinois. “As pessoas vão ver que você tem novos objetivos.”

4. Não seja egoísta

Fazer networking para atingir exclusivamente seus próprios objetivos é um erro. É preciso ajudar seus contatos para ser ajudado. Por exemplo, antes de uma reunião, pesquise entre seus contatos quem poderia se encaixar em um determinado projeto.

“Isso mostra que você tem iniciativa, que tem interesse naquela pessoa, e não está apenas tentando tirar proveito delas. Isso demonstra que você tem habilidades”, acrescenta Melland.

Ajudar seus contatos ajuda sua imagem e os mantém mais conectados. Além disso, compartilhar informações úteis é uma outra maneira de agregar valor à sua rede de relacionamentos.

5 – Não abuse de sua rede de relacionamentos

Ficar distribuindo seus dados com frequência para seus contatos pega mal e pode esgotá-los. A regra é não abusar.

“Há uma maneira educada de ficar em contato. Mandar um e-mail toda semana só serve para atormentar, diz Crist, da Crist|Kolder Associates.

Além disso, seja cauteloso com as informações que passa sobre suas referências. Não é porque uma pessoa é conhecida em uma determinada área que ela impressiona positivamente um entrevistador. É importante verificar, no mercado, a reputação dos profissionais que você usa como referência antes de disparar seus dados para possíveis empregadores.

”Uma referência sobre alguém que não seja um profissional exemplar pode fazer com que você não seja visto com bons olhos”, diz Carol Middlebrough, advogada trabalhista da Our Place DC, empresa de Washington. “Se você sabe que são inconstantes ou que seus princípios éticos são duvidosos, provavelmente não são os melhores exemplos.”

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