Formação aeronáutica nos EUA – uma visão de quem faz

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Há algum tempo, eu escrevi um post chamado “Tirar o brevê nos EUA – Vale a pena?”, que é um dos artigos mais populares do blog até hoje. Depois, eu publiquei o “Tirar o brevê nos EUA – Dicas do leitor”, com uma extensa pesquisa sobre o assunto que um leitor realizou e, mais recentemente, o “Trabalhar como INVA nos EUA: aí sim, é jogo!”, sobre a estratégia de não só tirar as carteiras de PP+PC nos EUA, mas também tornar-se instrutor de voo em solo americano, e trabalhar por lá o máximo que a legislação permite: dois anos, com os vistos M1+F1. O representante da Hillsboro Aviation (escola de aviação localizada no estado do Oregon) no Brasil, Will Romualdo, também me fez uma oferta de escrever um artigo sobre como funciona a formação americana, e em breve devo publicar mais este artigo sobre o assunto aqui (o Will já me mandou uma prévia do seu texto, e mais alguns dias ele deve me enviar a versão definitiva). Além disso, eu estou escrevendo sobre o tema neste momento, para a minha coluna mensal do Canal Piloto (será o artigo de junho/12).

E aí, o leitor Enderson Rafael me escreve perguntando se eu teria interesse num artigo dele sobre este mesmo assunto, já que ele está efetuando sua formação nos EUA neste momento. Bem… Não sou de destratar meus leitores, então pedi para ele me enviar o texto para ver o que daria para fazer – mas, cá com os meus botões, não estava lá muito inclinado a publicar mais do mesmo. Bem… Não poderia estar mais enganado: o texto do Enderson – que, por sinal, é escritor, e está no 3º livro publicado – é excelente, não só pelas novas informações que ele apresenta sobre o tema, quanto pelo estilo (a começar pelo título, uma paródia de um trecho famoso de um poema nacionalista/ufanista, uma ironia muito inteligente sobre a comparação da formação de lá e de cá). O resultado está logo abaixo e, em seguida, retorno para as minhas considerações. Agradeço ao Enderson pela contribuição, e peço desculpas por tê-lo pré-julgado erroneamente.

Os Cessnas que aqui gorjeiam

Oi, pessoas, tudo bem? Meu nome é Enderson Rafael, sou escritor, comissário e estou estudando para tornar-me piloto. O Raul me convidou para escrever para vocês pelo terceiro motivo, afinal, vim tirar minhas licenças nos Estados Unidos, e muita gente – inclusive eu, meses atrás – quer saber como é formação aqui e tal. Pois é, como bem ilustrou Gonçalves Dias no belo poema “Canção do Exílio”, como é viver e estudar fora do Brasil? Será que as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá? Primeiro vou contar como vim parar aqui.

Sou comissário, voo há 7 anos na segunda maior companhia brasileira, e esse ano tive a oportunidade de tirar 12 meses de licença. E, além de me dedicar aos livros (lanço o terceiro, “Três Céus”, em agosto, na Bienal de SP, justamente sobre aviação) aproveitei para fazer meu tão sonhado curso de piloto. Como eu só tinha um ano pra fazer tudo, estava bem preocupado se daria tempo. Foi aí que num dos meus últimos voos como chefe de cabine de Boeing 737, um copiloto amigo meu deu a ideia de fazer aqui. Pesquisei bastante, fiz tudo que precisava, e agora estou há um mês numa escola em DeLand, Florida, prestes a fazer meu voo solo (meu instrutor disse hoje que, se eu não screw up no próximo voo, vai rolar ainda essa semana).

Vou fazer esse post em tópicos, assim, vocês encontrarão mais facilmente as respostas pras suas dúvidas.

– É mais barato?

Sim e não. O dólar a mais de R$2 é um tremendo vento contra, e se você pesquisar bem, tem escolas que oferecem pacotes de cerca de 30mil dólares até 70mil dólares. Os mais baixos são em escolas mais, digamos, humildes (aviões mais antigos, estrutura enxuta). Já os mais caros são em escolas maiores e com equipamentos mais modernos. Mas, no final, depois do cheque, todos seremos pilotos do mesmo jeito. Então não sei até onde pagar mais 80 mil reais compensa. O curso leva de 8 meses a 1 ano. Mas tem gente que faz em 7 meses, e tem gente que faz em um ano e meio. Varia muito, depois eu explico porquê. No final, contando moradia, passagem, comida, passeios, equipamentos, mais o pacote, dá pra dizer que em um ano, gastando uns 100mil reais, você volta para o Brasil com PP/IFR/PC/MLTE e 250 horas.

-O ensino é melhor?

Pra mim é difícil avaliar, pois no Brasil só fiz a banca da ANAC, em 2007. Mas conheço alguns alunos do IFR aqui que fizeram o PP no Brasil, e eles dizem que aqui é bem melhor, e que ter feito o PP aí acaba por trazer algumas dificuldades quando eles vêm fazer o IFR aqui. Aqui já se tem 3 horas de IFR no PP, e cai muita questão de IFR no written daqui (o equivalente à banca da ANAC). Outras coisas, como performance e peso e balanceamento, que aqui são cobrados desde os primeiros voos, também fazem a diferença. O fato é que o sistema daqui é bem distinto: você cola num instrutor no começo do PP e vai com ele até o final do curso, vocês dois ditando o ritmo dos voos e grounds. E uma coisa muito bacana: você alterna voos e grounds, então fixa mais rápido a matéria. Com isso, o teórico e o prático do PP são feitos aqui, concomitantemente, em cerca de 2 ou 3 meses.

– Quais são os testes?

Assim como no Brasil, você tem o voo de check (checkride) com um examinador da FAA, e o written, que é escrito (no computador, numa intranet, 60 questões de múltipla a, b e c). A principal diferença está no check oral, que é uma prova de uma hora em média aplicada pelo examinador antes do voo de check. Ela é o grande divisor de águas, e você tem que saber bem de tudo para passar, não tem como enrolar. Esse padrão segue mais ou menos igual para todas as licenças, PPL, IFR, PCL e MLTE. E é bom lembrar, nas companhias aéreas o check também é feito dessa maneira.

-O que precisa para fazer o curso nos EUA?

Primeiro você tem que achar uma escola que melhor se encaixe no que você está disposto a gastar e onde você está disposto a ficar. Depois disso, eles mandam pra você o pacote do visto. Aí você tira uma série de documentos, paga uma série de taxas, e tira o visto de estudante (M1). Nisso, fora ir ao consulado, você vai gastar quase mil reais. Daí é vir pra cá e fazer o curso. A minha escola intermediou o aluguel da casa, e eles aceitam tanto você transferir o dinheiro do pacote de licenças em parcelas do Brasil quanto você pagar aos poucos aqui. Tem que ver o que é melhor pra você e pra eles. Quando você chegar aqui, você faz os famosos fingerprints. É tipo um registro pro FBI que você está aqui fazendo curso de piloto e tal, mas é coisa simples, a escola te encaminha. E claro, tem que tirar o CCF, mas é lindo: um médico, alguns exames simples, um formulário. Em 15 minutos você está com o certificado.

-Como é viver e estudar nos EUA?

Bom, só posso falar da Florida, que é onde eu moro. Mas como dizem que aqui é dos estados mais bagunçados do país, imagino que o resto seja bem melhor. Enfim, morar aqui é muito fácil. Comprar carro é fácil, tirar carteira de motorista é fácil, ir ao supermercado é fácil, e até o curso é fácil: não precisa se matar de estudar, basta levar a sério e você terá metade de todos os dias da semana mais uma ou duas folgas sem prejudicar seu ritmo. Fora que a criminalidade é baixíssima, a gasolina é mais barata e melhor que a nossa (na verdade, pra eles anda tudo muito caro, mas ainda assim, pra nós é mais barato), por 60 dólares ao mês você compra um chip que tem internet, ligações locais e internacionais ilimitadas no seu celular. Como eu disse, é tudo bem fácil. Inclusive gastar muito é fácil, pois a gente acha tudo barato, no caso dos parques eles estão bem perto daqui, então tem que cuidar pra não se perder nos gastos. Mesmo porque você não pode trabalhar aqui com o visto de estudante (e fazê-lo ilegalmente pode acabar com seu curso aqui). A única exceção é pro F1, que é o visto pra quem vai fazer o INVA. Mas essa é outra história, consultem a escola sobre isso.

– E o inglês?

Eu, felizmente, já sabia bastante quando vim, mas é claro que no começo você sofre com a fonia, mas logo você pega. Uma coisa ruim é que às vezes você só anda com brasileiros aqui – na minha escola, por exemplo, temos uns 30 alunos brasileiros – e  você acaba falando inglês mesmo só no curso. Então, se você se descuidar, acaba desaprendendo – em compensação, você vai voltar cheio de novos amigos pro Brasil. Mas pra quem não sabe quase nada, podem ficar tranquilos: não é o fim do mundo. É uma dificuldade a mais, sim, mas a escola oferece curso de inglês e esse não é um pré-requisito pro visto. Mas claro, uma vez aqui, dedicação, pois tem muita fonia, instrução e prova oral pela frente.

-Que aeronaves são usadas aí?

Varia de escola pra escola, mas geralmente é Cessna 152/172 pro PP, Cessna 172 pra IFR, Piper Arrow pra PC single engine, Seneca ou Diamond pra PC multi. Não foge muito disso. As escolas mais caras usam aviões mais novos, com glass cockpit. As mais baratas usam os velhos gauges que já conhecemos.

Agora que dei uma ideia geral do que esperar, vamos aos prós e contras. Eu, claro, vejo mais prós que contras, senão não estaria aqui. Mas nem tudo são vantagens. Vamos lá:

Contras:

– você tem que ter o dinheiro todo, pois não dá pra trabalhar aqui. Então, vale vender apartamento, fazer empréstimo, pedir pros pais. Claro, tudo bem conscientemente.

– você vai passar um ano longe do Brasil. Longe de quem você gosta, longe dos amigos, longe da sua cidade (mas eles podem vir te visitar!).

– você terá que convalidar as licenças quando voltar pro Brasil. Esse é o maior contra de todos. Custa caro e é demorado. Mais os jet training da vida, ICAO, e coisas do tipo, dá pra gastar mais uns 10 a 15 mil e 3 a 6 meses na volta pra terra brasilis.

Prós:

– pra quem tiver o dinheiro todo, é o lugar mais rápido pra fazer o curso inteiro. Como eu disse, tem gente que faz PP/IFR/PC/MLTE em 7 meses. Mas 10 meses a um ano é uma marca boa para se mirar. Dependendo de onde você mora no Brasil, só o fato de fazer o curso em tão pouco tempo já compensa os custos com transporte, moradia e comida que você teria no Brasil.

– se você sempre quis fazer intercâmbio, é a mescla perfeita. Morar fora é sempre uma experiência edificante, e você com certeza entenderá muito melhor as coisas boas e ruins do Brasil podendo olhar pra ele de fora. Além do mais, os EUA são um país interessantíssimo (posso falar isso de cadeira pois não achava isso antes de conhecer), onde as leis são respeitadas – o que torna fácil viver aqui pra quem é certinho – e se você souber aproveitar, vai aprender inglês pra vida e claro, pro ICAO.

– quando você terminar o curso e voltar para o Brasil, você terá uma bela carta na manga: as licenças da FAA. Isso permite que você possa voar aviões de matrícula americana em qualquer lugar do mundo, inclusive no Brasil antes mesmo de convalidar. As horas que você trouxer daqui, a ANAC não reconhece. Mas azar o dela, pois as empresas e donos de aviões reconhecem uma CIV americana tanto quanto uma brasileira. E mesmo fazendo a convalidação, você nunca deixará de ser FAA, então, mais um ponto positivo pro mercado, pois há aviões que precisam ser trasladados dos EUA pro Brasil e vice versa, há aviões de matrícula November com donos brasileiros, sem contar as possibilidades fora do Brasil também – antes que vocês perguntem, isso não inclui necessariamente os EUA, onde a profissão não é muito valorizada e a economia vai mal. E óbvio, na hora de tirar o ICAO, a chance de você ir bem é enorme, afinal, você vai chegar no Brasil só sabendo fazer fonia em inglês.

Bom, resumidamente é isso. Qualquer dúvida a mais que vocês tenham, coloquem nos comentários que respondo. Obrigado ao Raul pela oportunidade e espero que ajude vocês a tomarem a melhor decisão possível com relação à formação de vocês.

Um grande abraço e bons voos!

Comento

Minha reputação é a de ser um inimigo da formação nos EUA, o que não é bem verdade. O que eu acho é que, principalmente: 1)Embora as horas de voo sejam mais baratas nos EUA, colocando todos os custos na ponta do lápis (inclusive os decorrentes do fato de que lá são necessárias 250h para checar o PC, e os custos de convalidação), no fim das contas dá tudo mais ou menos na mesma; 2)Apesar da formação americana ser mais rápida, por causa do processo de convalidação das licenças e habilitações na ANAC, a diferença de tempo será irrisória; 3)Esse papo de que voar nos EUA implica em ter o ICAO-4+ na volta só vale se a pessoa estudar inglês no exterior, se não ela volta tão monoglota quanto foi; e, o mais importante: 4)Voando nos EUA, você retorna ao Brasil “desenturmado”, e isso vai te prejudicar muito na qualidade do networking para conseguir emprego no Brasil. Mas, apesar destas minhas restrições, eu concordo em 90% com o texto do Enderson – ele não esconde as pontos negativos da formação nos EUA e é bem realista quanto às vantagens. E, mesmo com nossa elevada taxa de concordância, ele acha que voar nos EUA é um grande negócio, e eu não… Por que isso?

A situação específica do Enderson – comissário de voo com sete anos de atividade – certamente fará toda a diferença quando ele for procurar emprego depois de formado. Não o conheço pessoalmente, mas tenho certeza de que ele já formou um certo networking neste período em que trabalhou na aviação comercial, e isso fará toda a diferença lá na frente. É muito diferente de uma pessoa de fora do meio aeronáutico, que na volta ao Brasil não tem nem por onde começar a se enturmar na aviação. Mas, apesar disso, lamento informar ao Enderson que ele também vai sentir falta de conhecer mais gente quando for procurar emprego, já que ele vai ser um outsider na aviação geral. Mas há também nossos 10% de discordância, a saber:

1)      Realmente, grande parte dos empregadores da aviação irá considerar como válidas as horas voadas no exterior, mesmo não convalidadas pela ANAC. Só que não serão todos (a TAM, por exemplo, não aceita), e mais importante: essas horas farão falta quando for o momento de checar o PLA, lá na frente. Conheço história de gente que teve que voar Paulistinha em aeroclube para completar as horas em comando necessárias para o cheque de PLA, mesmo com 3.000+h de voo na CIV.

2)      A licença da FAA é um diferencial? Sim, lógico! Mas… Qual a dificuldade para que um sujeito com a licença da ANAC consiga convalidar sua carteira na FAA? Nenhuma! Conheço várias pessoas que fizeram isso, e todos são unânimes em ressaltar a facilidade que foi o processo nos EUA.

3)      A qualidade média da instrução nos EUA é superior á brasileira? Sim! Mas é possível obter instrução de boa qualidade no Brasil? Também sim! O que é inquestionável é que a FAA é muito mais eficiente que a ANAC na regulação e fiscalização da instrução aeronáutica.

No mais, o relato do Enderson está totalmente realista, e suas considerações absolutamente corretas. E, interessante, ele foi um dos “prejudicados” pelo processo de cortes da Gol, e olha só que coisa: para ele, obter a licença não remunerada de um ano foi mais do que providencial. De fato, “há malas que vêm de trem”…

76 comments

  1. Rafael
    3 meses ago

    Olá gostaria de saber se vale a pena fazer o curso de PP e IFR no Brasil e o de PC nos eua com visto F1 para ser inva e piloto de linha aérea americana posteriormente

    • Raul Marinho
      3 meses ago

      Acredito que seja mais vantajoso fazer tudo lá.

  2. Rodolfo
    1 ano ago

    Boa tarde… e quanto a formação de pilotos no Canadá para posteriormente tentar processo de imigração, alguém sabe informar algo ?

    Grato

    Rodolfo

  3. gustavo
    2 anos ago

    Cara esse post de 2012 continua muito atual, mas uma parte do texto me chamou muito a atenção: “antes que vocês perguntem, isso não inclui necessariamente os EUA, onde a profissão não é muito valorizada e a economia vai mal.”
    Não sei como está a profissão aí nos EUA no ano de 2015, mas essa frase de que a profissão não é valorizada e a ecnomia vai mal se enquadra muito na realidade brasileira, não quero entrar no assunto da corrupção do governo e blá, blá, blá, mas ter um pensamento otimista pro futuro do país é dificil e a economia afeta diretamente na aviação, ou seja, conseguir uma carteira faa e um visto de trabalho nos eua é muito mais interessante, apesar da realidade de ser muito dura. queria agradecer pelas informações que o site nos dá. obrigado!!!! abraços. valeu ederson por compartilhar sua experiência.

  4. Cristiano Santos
    2 anos ago

    Olá! Boa noite!
    Excelente artigo!

    Tenho 36 anos e atualmente trabalho com TI e tenho uma boa remuneração, mas a paixão por viagens e voar me fez querer adentrar o assunto de formação de piloto.

    Gostaria uma ajuda dos amigos: sendo realista, para uma formação aqui no Brasil, é viável estimar um custo de (aproximadamente) R$ 52mil pensando em curso e horas de voos ao longo da formação, até atingir as 150hs de formação? Penso em um plano de 2 ou 3 anos nas minhas condições e sem me apertar demais.
    Sou de SP captial, mas percebi que algumas outras cidades/estados tem um valor/voo menor. Alguma dica desse tipo?
    Algum Fórum para que se possa discutir escolas, cursos, valores, vantagens e avisos?

    No mais obrigado e abs a todos!

    • Raul Marinho
      2 anos ago

      Penso que R$52mil não seja realista para o objetivo pretendido, mas para vc saber exatamente quanto custaria todo o processo de formação, recomendo seguir os passos explicados no meu e-book: http://paraserpiloto.appa.org.br/e-book-como-tirar-breve-e-quanto-isso-vai-custar/

      Mas, antes, leia isso: http://paraserpiloto.appa.org.br/2014/04/24/tenho-36-anos-estou-pensando-em-ser-piloto-e-ou-a-duvida-que-nao-cala-afinal-idade-e-um-problema-na-aviacao/

      • Cristiano Santos
        2 anos ago

        Raul,

        Muito obrigado pela resposta. Teu site é excelente e há depoimentos que realmente trazem a tona diversas ideias e contradições, mas pelo que vejo o pessoal que aqui escreve sempre procura fazer tudo de forma positiva, agregando valor.

        Por falar em valores… vi como resposta no post sobre idade o seguinte texto do Mauricio “Tenho 34 anos,, comecei a me preparar para aviação aos 31, vendi um terreno por 35 mil, gastei uns 28 pra chegar onde estou”

        Percebi que os R$52mil não são mesmo tão realistas, contudo ao refazer os cálculos vejo que os R$63mil do nosso amigo não são assim absurdos de se conseguir. Digo isso por conta de cursos na faixa dos R$3mil já inclusos o material, e as horas/voo por volta de R$400,00/450,00

        Não li ainda o eBook mas vou adquirir o mesmo, ler e voltar com novas colocações do assunto. De qualquer forma agradeço já pelas dicas aqui prestadas.

        Muito obrigado e abraço a todos!

        att.,

    • Raphael
      1 ano ago

      Oi tenho 29 anos
      Vale apena começar curso de piloto com essa idade?

  5. Fernando
    2 anos ago

    Tenho 26 anos e quero começar a vida de piloto, meu pai mora na Flórida, portanto não gastaria com hospedagem e alimentação, meu plano inicial seria ficar lá 6 meses trabalhando e juntar $ para tirar o PP e PC em aeroclube aqui em Belo Horizonte, porém depois deste artigo fiquei em duvida. O que seria mais viável no meu caso? Tenho alguns contatos na área aqui no Brasil
    Abç

    • Raul Marinho
      2 anos ago

      Se o “mais viável” significa o mais barato, atualmente o Brasil é a melhor opção, com o dólar na cotação em que está.

  6. diego
    2 anos ago

    Oi so piloto em brasil e agora moro nos estados unidos sei que posso usar minhas horas de voo aqui para tirar minha liceça mais sabe si tenho que autenticar a caderneta e a declaraçao de horas do taxi aereo

  7. T.L.R.
    2 anos ago

    Boa tarde, alguém já ouviu falar no curso de aviação (equivalente à ciências aeronáuticas) oferecido pela University of North Dakota? Será que vale a pena? é um curso bom? desde já agradeço.

  8. samara
    3 anos ago

    Eu tenho uma duvida, fazer ou nao o CFI nos EUA ou no BR? Se o fizesse no BR em que me beneficiaria? Moro na Florida, ano que vem retorno ao Brasil, tenho PP, PC concluidos por aqui. Obrigado

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Eu faria nos EUA e convalidaria depois no Brasil: a qualidade é muito melhor e o preço acho que compensa.

  9. Rafael
    3 anos ago

    Boa tarde
    li seu artigo hoje e gostei bastante. Penso em passar um ano na Florida estudando para ser piloto. Mas queria alguma ajuda:
    – Dean International – essa escola é boa?
    – consigo permanecer nos eua trabalhando logo após o termino do curso? Eles têm um curso de 282 horas (http://voarmiami.com.br/comercial.html). E no Brasil, consigo validar essas horas de voo para vir a trabalhar em cia aérea? Como seria o procedimento..

    Obrigado!

    • Enderson Rafael
      3 anos ago

      Oi, Rafael, não conheço a Dean. Mas basicamente vc precisa escolher entre dois tipos de escola: Part 61 e part 141. E entre dois tipos de visto: M1 e F1.

      Nas escolas part 61 (Treasure Coast Flight Training, por exemplo), você vai se formar PC com 250h. Nas escolas part 141 (Phoenix East, por exemplo) você vai se formar com 150h aproximadamente.

      Quanto ao visto, o M1 não permite que você se torne instrutor e trabalhe como instrutor. O F1 permite, mas não é garantido. Em geral, escolas part 61 dão o M1 e escolas 141 dão o F1, mas convém confirmar com as escolas com as quais você entrar em contato.

      Resumindo: a formação nos EUA é excelente, mas não é barata. Há que se programar para o dinheiro não terminar antes da conclusão do curso. As escolas que oferecem o F1 são em geral muito mais caras que as que oferecem o M1, é preciso ter isso em mente também.

      Quanto à convalidação, a ANAC convalida as carteiras, não as horas. Ou seja, após tirar o CMA no Brasil, uma prova de regulamentos, um voo de adaptação e um voo de check, você obtém sua carteira de PC no Brasil baseada na sua carteira FAA. Mas a ANAC só reconhece horas de voo em aeronaves estrangeiras, para fins de experiência recente e obtenção de licença superior (RBAC 61.29, j). O que acontece na prática é que as companhias aéreas aceitam sua logbook (CIV) americana desde que ela esteja consularizada (você a leva, com carimbo da escola, após conclusão do curso, ao consulado do Brasil lá nos EUA e eles reconhecem a autenticidade da log, num procedimento rápido e barato).

      Espero ter ajudado, abraço!

    • vanzelligames
      3 anos ago

      Olá Rafael, também estou pensando em ir estudar na Dean International, qualquer coisa me mande um email: f.vanzelli@gmail.com

      abraços

  10. Mauricio Silva Jr.
    4 anos ago

    Ola,

    Muito bom o post e principalmente os comentários, parabéns!

    Meu foco eh pilotar na Asia e não no Brasil.

    Recentemente estava pesquisando escolas na Venezuela devido ao cambio favorável, mas duas coisas me fizeram desistir:

    – As cotações que recebi não estavam usando um cambio favorável, ficando próximo ao valor dos USA ou Brasil;
    – Perguntei para varias cias aéreas sobre a formação na Venezuela e uma grande recrutadora de pilotos que tem hoje em dia 10 a 20 vagas em aberto na Asia para pilotos e co-pilotos me falou para não fazer na Venezuela e sim no Brasil ou USA;

    Continuando a busca achei a Bolívia e ai vem a pergunta: Vale a pena fazer na Bolívia? As empresas Asiáticas contratam pilotos formados na Bolívia?

    Vi muito preconceito sobre a Bolívia, seria interessante saber de quem realmente conhece ou já fez o curso por la e conhece esse caminho e a opinião de quem contrata, seja no Brasil ou fora do Brasil para ter uma ideia da reputação dos pilotos formados na Bolívia.

    Filipinas mesmo custo do Brasil e USA, Emirados Árabes bem mais caro, assim como Europa.

    Abraço,

    Mauricio Silva Jr

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      Maurício, vc tem que levar em consideração duas coisas na sua escolha:
      1)Que, mesmo querendo ir pilotar na Ásia, vc vai ter que começar sua carreira no Brasil. Normalmente, as cias asiáticas contratam pilotos já com PLA e experiência em comando de jatos comerciais; ou, no mínimo, copilotos que tenham voado nestas mesmas aeronaves.
      E,
      2)Que ser selecionado num processo seletivo de uma boa cia aérea asiática não é moleza, e hoje em dia pouquíssimos pilotos brasileiros estão sendo aprovados.

      Então, considerando esses dois fatores, eu daria prioridade para a formação nos EUA, que é de melhor qualidade que a brasileira (item 2), e é facilmente “digerível” pelo mercado de trabalho do Brasil, para o início de carreira (item 1). Não conheço a formação boliviana para opinar, mas duvido que seja de tão boa qualidade quanto à da FAA. E entre um piloto formado na Bolívia e outro nos EUA, qual vc acha que teria mais chances de ser aprovado num processo seletivo?

  11. maria ligia queiroz teixeira
    4 anos ago

    AHH que bom achar alguem que me informe sobre esse assunto, e seria bom p ele fazer Ciencias Aeronauticas nos EUA, qual melhor caminho p começar ?

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      Seria bom, sem dúvida! Mas é muito caro (o aluno americano conta com financiamentos e bolsas que o brasileiro não tem acesso), e não vai fazer muita diferença em comparação a quem faz uma boa faculdade no Brasil. Se fosse meu filho, eu mandaria para a FACA/PUC-RS (que, inclusive, permite que se faça um semestre em Embry Riddle, a melhor faculdade de Ciências Aeronáuticas dos EUA); ou então, recomendaria que ele fizesse um curso não especializado em aviação mesmo (engenharia, administração, etc.).

  12. maria ligia queiroz teixeira
    4 anos ago

    Bom dia, desculpe apagou minha primeira pergunta , entao resumi a segunda , tenho filho de 13 anos que quer ser piloto, estou me informando sobre os caminhos, ele usa oculos e ja sei que militar nao pode ser, e a escola dele em Curitiba esta oferecendo high school aqui mesmo no contra turno, seria bom p ele?

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      Pode ser bom para ele aprimorar o inglês, que é importante para um piloto, mas nada que um bom curso de inglês não possa ser equivalente (ou até melhor). Também pode ser interessante se ele quiser fazer faculdade de Ciências Aeronáuticas nos EUA. Mas, fora isso, não vejo muita vantagem em fazer uma high school para quem quer ser piloto, não.

  13. maria ligia queiroz teixeira
    4 anos ago

    seria bom fazer high school aqui p quem quer ser piloto?

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      “Aqui”, onde, Maria?
      Na verdade é obrigatório ter Ensino Médio ou equivalente (se no exterior) para ser piloto… Não sei se é isto o que vc quer saber.

  14. Joao paulo P. Bettiol
    4 anos ago

    Gostaria de ter algumas informacoes com relacao a precos, nessa escola onde o enderson esta fazendo seu curso. Pois tb trabalho como comissario de voo, e estou pensando em ir so eua para fazer o curso de piloto. Obrigado

  15. Felipe Souza
    5 anos ago

    Enderson, você poderia me enviar um link da escola que vc está ai? Se vc já voa nela.. já é uma recomendação não é! ou quem sabe vc conheceu outras que também recomendaria…
    Olha, eu acabei de checkar PP… lendo a respeito aki no post, surgiu uma vontade grande de completar as carteiras aí no EUA.
    É o que eu e um amigo estávamos conversando esses dias, estamos no 4º período de ciências aeronáuticas e pensando em completar as horas de voo nos EUA, mas é preciso bastante pesquisa não é!
    Muito obrigado!

  16. Noronha
    5 anos ago

    Srs,

    Uma grande dúvida A respeito de convalidação.

    Possuo todas as carteiras aqui no brasil e voo profissionalmente. Gostaria de ir aos estados unidos somente convalidar a minha carteira de PC/IFR. Pois ja possuo o PP de lá.
    Sabem o que preciso fazer? Quais são os caminhos a se tomar?

    Grato Noronha

  17. Henrique
    5 anos ago

    Raul,fale mais sore a TAM não aceitar horas voadas nos EUA,quando a tempos atrás alguns comandantes nacionais eram norte americanos vindos direto para o cockpit dos A 320 sem nenhuma experiencia no Brasil. Digo que isso acontecia a tempos atras agora ja não sei.

    Onde você buscou essa informação? Diversas vezes você diz que a TAM não reconhece horas voadas no exterior,quase que falando em nome da empresa,veja bem eu disse quase. Só acho que seria no minimo coerente você justificar essa afirmação (opinião) . Só espero quando voltar aqui não ler mada muito breve do tipo : Um amigo meu que trabalha na TAM disse que …

    Abraços.

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      E uma declaração registrada em cartório do presidente da TAM, afirmando que não reconhece as horas voadas no exterior, você aceita? Lamento, mas esse artigo está em falta, Henrique… É óbvio que esse tipo de informação foi obtida de maneira informal: a empresa jamais documentaria isso. Mas não se trata de opinião, essa informação foi apurada com uma fonte interna da cia, e com pessoas que participaram de processos seletivos.

      Agora, quanto à sua informação de que a TAM contrata comandantes americanos… Isso para mim, é novidade. Quer dizer então que a cia negligencia o CBA? Que coisa, não!? Fale-nos mais sobre isso, Henrique, por favor. 

      ________________________________

      • Henrique
        5 anos ago

        Primeiro eu disse que contratava e não que ainda o faz.Me recordo daquele programa em que o ilustre apresentador voava no jump-seat das aeronaves comercias em voos pelo pais em que narrava todas as etapas do voo bem como procedimentos de cockpit e etc (você ja deve ter visto algo do tipo) . Pois bem em um dos programas aparece um piloto que o apresentador diz ser recem chegado dos Estados Unidos,depois pensei ser um checador,pois nao estava no assento do piloto.No video o apresentador comenta sobre a falta de pilotos no mercado e a não valorização da profissão em outros paises.
        Bom de alguma forma o cidadão tinha algum vinculo com a empresa para estar ali.

  18. Cmte. Righetti
    5 anos ago

    Sugestão para Raul: Faça um post com um passo a passo de como convalidar nossa CHT nos EUA. Seria ótimo e não achei isso claro em nenhum lugar da net

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Boa idéia! Anotado.

      • André Pavin
        5 anos ago

        Posso ajudar caso precise Raul! Tenho feito isso para os brasileiros aqui, mas já vou avisando que é possível convalidar somente o PP e olha lá! Hehe, abraços!

        • Daniel
          5 anos ago

          Não entendi… PC brasileiro não convalida nos states???

        • Raul Marinho
          5 anos ago

          Pode dar o seu relato de como se procede à convalidação de licenças na FAA.

          ________________________________

          • André Pavin
            5 anos ago

            Isso mesmo Daniel, é possível transferir somente suas horas de voo para cá e sua carteira de PP. Dessa forma você poderá ir atrás das 250 horas de voo para checar PC (se entrar em uma escola Part 61), porém muitas pessoas acabam por checar o PP aqui novamente já que a papelada para usar o PP brasileiro para checar PC americano é ENORME. Hoje você vai gastar em torno de US$ 300 com a convalidação do PP brasileiro + US$ 650 cheque e teórico do PP americano e mais o tanto de horas que precisa para checar o PC. Lembrando que com o PP brasileiro você só está autorizado a voar monomotor aqui mesmo que sua licença seja para bi no Brasil, ou seja, mesmo que checado PC Multi IFR no Brasil. O que a FAA alega é que os critérios brasileiros para essas carteiras são muito baixos em comparação com os da FAA, coisa que de fato é se formos analisar os livros de regulamentação e requisitos para cheques de pilotos.

            Qualquer dúvida fico a disposição!

  19. Eder
    5 anos ago

    Ola Enderson,
    Primeiramente parabens e obrigado pelo seu post que vem ajudando muita gente a decidir suas vidas na aviacao. Eu moro em Fort Lauderdale, FL possuo green card, venho a algum tempo lendo e buscando escolas aqui nos EUA. Descubri a escola no Texas http://www.usaviationacademy.com/ um treinameto de 500 hrs.
    Seria vantajoso sair ja com 500hrs na sua opiniao?

    • Enderson Rafael
      5 anos ago

      Grande Eder, obrigado! Então, cara, quanto mais horas, melhor, sempre. Afinal, além das licenças, elas é que atestam suas experiências. Mas tudo é mto relativo. Será que às vezes não é melhor aproveitar que vc já mora na Florida e fazer em alguma escola daqui, perto de onde vc mora? Afinal, mudar de cidade sempre implica em mais custos. Mas pelo que tenho visto, o Texas é um lugar bom de se fazer as horas, pois o clima é mais estável que aqui na Florida. Uma maneira de conseguir mais horas é fazendo o INVA depois (CFI e etc). Aí tem que ver onde vc pretende trabalhar. O mercado aqui nos EUA tá devagar, mas a economia (e a aviação que a acompanha) é cíclica. Já já a águia põe as asinhas de fora. Quem estiver pronto quando isso acontecer, colherá os frutos;-) Eu, no seu lugar, provavelmente ia querer continuar nos EUA. E trabalhar nas escolas sempre é uma maneira de se fazer contatos e ganhar experiência. Grande abraço!

      • Eder
        5 anos ago

        Obrigado pela resposta Enderson. Na minha pesquisa aqui o treinamento completo esta em torno de $42 a $45 mil. Sua escola esta nessa faixa de valor e aonde esta localizada aqui na Florida?
        Grande abraco!

        • Enderson Rafael
          5 anos ago

          Está sim, um pouco menos se vc não contar o fuel surcharge, mas é nessa faixa sim. É part 61 a que vc pesquisou?! Abraço!

    • Bruno Rocha
      5 anos ago

      Ola Eder,

      estou indo para Fort Lauderdale na próxima semana para aperfeiçoar meu inglês. Sou PC MLTE IFR aqui no Brasil e pretendo convalidar minha licença, pelo menos de PP, na FAA. Se tu tiveres dicas e puder me auxiliar quando eu chegar aí, mande contatos!

      Abraço, Bruno
      rocha.bruno@me.com

  20. Nagib Duarte
    5 anos ago

    Raul parabens pelo blog e minha primeira vez que comentou mas ja venho lendo seu blog todos os dias desde de quando descobri.
    Enderson e Andre parabens pelo texto de voces
    Bem voces 3 me deixou um pouco confuso agora analisando os pro e contras da formacao aqui nos USA,moro aqui nos USA a 12 anos e hj me resido na Florida e todas escolas que procurei achei um preco bem alto entao gostaria de saber mais informacoes da escola onde voces estao estudando Enderson e Andre .Se voces puder pode entrar em contato comigo por mail q e dj.nagib@hotmail.com ou por tel q e (862)849-0666.Eu ja estava pensando em ir ao brasil mes q vem pra fazer os exames q anac pede pra comecar a fazer a formacao online teorica pra fazer o teste da anac final do ano ou comeco do ano pra retornar ao Brasil pra fazer as horas d Voo
    Meus parabesna voces 3 pelo texto
    Raul tenho certeza q seu blog vem ajudado muita gente c/ os comentarios e tb gostaria muito da sua opiniao sobre uma formacao dessa no meu caso q na verdade vou ter que readapitar ao Brasil porque so vou a passeio
    Bem obrigado a todos voces e gostaria muito de ouvir de voces

    • Enderson Rafael
      5 anos ago

      Oi, Nagib! Obrigado, cara, fazemos isso pois mta gente tb já nos ajudou quando tínhamos dúvidas, e é assim, estamos sempre prontos pra aprender e passar pra frente o aprendizado. Então, vc pretende voltar para o Brasil? Tem que ver quais os seus planos, mas uma vez que vc já está aqui, provavelmente vale mais a pena, mesmo financeiramente, fazer o curso de uma vez e depois ir pra lá. Vai do quanto vc tem e do que pretende fazer. Abraço!

  21. Fabio Carvalho
    5 anos ago

    Muito bom esse artigo e a discussão!

    Eu estou fazendo minha forma formação aqui em Santiago, Chile – e no meu caso o que julgo mais importante é a qualidade do treinamento por sobre os custos associados. É bom conhecer realidades diferentes da que eu vivo por aqui, além é claro de entender como a formação seja nos EUA ou no Brasil podem se transformar num caso de negócio muito interessante para quem busca a formação como pilot em vários níveis.

    Parabéns ao blog, ao autor, e os leitores com ótimos comentários!

    • Enderson Rafael
      5 anos ago

      Grande Fábio! Conheço e adoro o Chile, já estive mtas vezes aí, e embora não tenha pesquisado nada sobre a formação, cheguei a considerar a hipótese. Como anda o mercado aí, quais as diferenças e semelhanças com o Brasil e os EUA?! Fiquei mto curioso, conta pra gente! Abraço!

      • Fabio Carvalho
        5 anos ago

        Olá,

        Eu sou sócio do Club Aéreo de Santiago criado em 1928 tem o seu próprio aeródromo (SCTB), lá o material de vôo supera os 50 aviões, o foco da formação não é a mesma que a maioria das escolas do pais, porque lá os instrutores são `ad honorem` e portanto não cobram para ensinar. Os aviões mais usados nos cursos são os Piper PA-38 Tomahawk, Diamond DA-20, Cessna 152, 172, Piper PA-18, PA-28, e para multimotores ocupa-se o PA-34.

        Talvez seja melhor eu preparar um texto e compartilhar com o Raul sobre a formação no Chile.

        • Raul Marinho
          5 anos ago

          Por sinal, já o convidei para escrever sobre isso aqui…

          Enviado via iPad

  22. André Pavin
    5 anos ago

    Fala pessoal! Me sinto obrigado a comentar nos posts em relação a formação nos EUA pois estou vivendo isso desde Janeiro 2012. Vale a pena lembrar que a aviação civil aqui nos EUA é dividida em 2 partes: Part 61 e Part 141. A Part 141 são escolas que obedecem a um esquema do governo que diz como os alunos devem ser ensinados e todo o poder está com a escola, ou seja, eles vão dizer quando você está apto a ter seu voo cheque, quando você pode solar, etc. Já na Part 61 (escola onde voo) trata-se de pilotos com experiência e que realmente gostam de ensinar, não são INVAs querendo apenas acumular horas de voo. Na Part 61 você escolhe quando vai fazer seu cheque, você escolhe como estudar, ou seja, é tudo muito mais a vontade. As escolas grandes geralmente são da Part 141 e são muito mais caras justamente pela sua estrutura e quantidade de taxas que você tem que pagar (taxas que por sinal assustam o aluno quando ele já está aqui!). O problema da Part 141 é justamente a liberação do voo cheque, eles te seguram, te fazem fazer mais do que as 40 horas mínimas (cheque de PP por exemplo) e você vai conseguir checar somente com 50, 60 ou até 70 horas como já vi acontecer!

    Foi dito sobre a convalidação e preços, não está correto como afirmado no texto, afinal se fosse o mesmo preço vir pra cá eu não teria vindo, pesquisei durante meses o que fazer. Mesmo contabilizando passagem, comida, transporte, moradia, curso, etc. está saindo muito mais barato do que no Brasil mesmo contando com a convalidação que terei que fazer ao chegar, e isso que vou convalidar em Seneca II que no Brasil está custando mais de R$ 1000 a hora enquanto aqui pago US$ 200!

    Sobre os contatos e networking criado, eu tenho a vantagem de gostar da aviação desde pequeno e ter muitos amigos na área, portanto estando aqui nos EUA ou no Brasil minha rede está sempre crescendo. No meu caso, como estou trabalhando como representante da escola ajudando os brasileiros a virem pra cá, posso garantir que estou acumulando MUITO mais contato do que se estivesse no Brasil, a quantidade de gente que me procura pra tirar dúvidas é enorme! Ah, lembrando que estou ‘trabalhando’ como representante, ou seja, não estou ganhando nada, faço isso justamente para ajudar os pilotos brasileiros.

    Mais uma coisa que achei importante comentar foi sobre as companhias não convalidarem ou não aceitarem suas horas voadas aqui nos EUA. Gente, CANSO de ver amigos meus se formando aqui e voltando para o Brasil e sendo contratado pela TAM, Azul, Trip, Avianca, blablabla. Se o presidente da companhia me disse que eles não aceitam as horas voadas aqui, aí quem sabe eu comece a levar em consideração.

    Grande abraço a todos e parabéns pelo blog, levantando sempre assuntos relevantes aos pilotos!

    Bons voos!

    • Enderson Rafael
      5 anos ago

      Oi, André! Bem lembrado sobre o Part 61 e o 141. E na verdade, o que faz aqui ser mais caro que o Brasil ou o mesmo preço é a cotação do dólar, já que nossa receita é em real e os gastos em dólar. Então, quem pegou o dólar a R$1,65 se deu muito bem e gastou bem menos do que quem está pegando a R$2,15. Abraço e bons voos!

      • André Pavin
        5 anos ago

        Exatamente Enderson! Tive a vantagem de pegar antes da alta do dólar!

      • Olá Cmte.! Tenho lido os posts e, vendo as datas, na época dólar a R$ 1,65, hoje é quase inviável, pois estamos na casa dos R$ 4,07. Portanto, uma escola que se pagava 66 mil reais (40 mil dólares a 1,65), hoje se paga 162 mil, no mínimo. E arranjar essa quantia hoje está realmente muito difícil. De se lembrar que os pagamentos são feitos na cotação turística e não na oficial. Abração e bons voos!

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Muito interessantes suas informações sobre as diferenças da Part 61 e 141, aspecto importante para quem vai voar nos EUA.
      Já quanto às opiniões emitidas no comentário sobre pontos de vista previamente refutados, não vou voltar a comentá-las. Mas alerto ao leitor que há entendimentos distintos sobre os temas, sendo necessário haver o discernimento necessário para avaliar qual a melhor alternativa no seu caso específico.

    • Bruno Rocha
      5 anos ago

      Ola André,

      tenho uma dúvida quanto a convalidação de licença da ANAC para FAA. Sou PC MLTE IFR no Brasil e na próxima semana estou indo para os EUA aprimorar meu inglês e junto gostaria de validar meu PP e quem sabe o PC. Enviei toda a documentação para a FAA solicitando a “carta” de PP, porém recebi um email que tal não seria possível pois na minha CHT consta “English Not Compliant Annex 1”. Vários amigos realizaram tal convalidação sem maiores problemas, sem mesmo terem feito o teste de proficiência no inglês. A funcionária da FAA disse que se eu retirasse esta informação da licença emitida pela ANAC eu poderia enviar um novo pedido para analise. Você já ouviu algo a respeito, como proceder neste caso?

      Abraço, Bruno
      rocha.bruno@me.com

  23. Anonymous
    5 anos ago

    sem querer sacanear
    http://www.faa.gov/news/press_releases/news_story.cfm?newsId=11717

    e se for pro google acha mais

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      O comentário foi aprovado porque baseado num link com informação oficial da FAA. Mas se fosse um comentário, teria sido recusado. Na próxima vez, assine o comentário, por favor.

    • Cmte. Righetti
      5 anos ago

      Imagine se a Anac fizesse a fiscalização aqui com a mesma seriedade? Quantas escolas sobrariam? Mas foi bom pra agente ver que nos EUA não são essas mil maravilhas…

  24. Samurai
    5 anos ago

    Só pra não ficar incompleta minha lista de opções, vou deixar aqui também o valor da hora para o curso feito numa escola de 250h.
    O custo total seria de 50 mil dólares, incluindo passagens, convalidação, alimentação e moradia.
    Portanto, façamos mais uma vez a tal continha…
    50 mil dólares em reais seriam mais ou menos 100 mil…
    100 mil dividido por 250h…
    Temos R$ 400,00/h

    Vale lembrar que isso inclui a convalidação, o que vai lhe gerar mais algumas poucas horas de vôo no período de adaptação e cheque.
    É bom lembrar, também, que apesar de ter ficado acima do valor de Araraquara, esse curso aí é feito na média de 8 meses, variando entre 6 e 10 meses, na maioria dos casos. Tudo vai depender do empenho e do quanto o sujeito festa em vez de estudar!

  25. Daniel
    5 anos ago

    Raul,
    Entendo a preocupação com o “networking”, mas lembrando do seu post sobre INVA nos EUA, voltar com 1500 hrs PLA para o Brasil em plena copa do mundo(não é difícil enxergar a bagunça que isso aqui vai estar) querer ficar aqui(Brasil) só se for por família ou algo muito forte, já que seria muito mais negócio ir para Ásia fazer um “pé de meia” com o bom salário pago la! Pensar em Brasil infelizmente será pensar pequeno…

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      A Copa do Mundo dura dois meses, não acho necessário repensar toda uma carreira em função desse evento…. De qualquer maneira, voar na Ásia pode ser uma estratégia interessante de carreira, sim.

      • Daniel
        5 anos ago

        Concordo que não, mas não usei a copa como motivo de repensar ou alterar, e sim para ilustrar…

  26. Samurai
    5 anos ago

    O mínimo de horas nos EUA pra PC Multi IFR, se não me engano, são 136h (de acordo com pacote da Epic)… Menor que no Brasil. Porém, o mais comum é eles fazerem 250h… As vezes até mais.
    Se for fazer uma comparação de valores proporcional às horas de vôo, a hora voada nos EUA, mesmo incluindo passagens de avião, moradia, etc… Sai absurdamente mais barata.
    Há um curso com 500h de vôo que inclui PP + IFR + CP + CFI + CFII + MEI (esses 3 últimos são o INVA no Brasil) e já inclui alojamento. Tudo isso por pouco mais que 55 mil dólares.
    Então vamos às contas…
    Suponhamos que convertendo esses 55 mil dólares para real, teremos 110 mil.
    Bote aí mais uns 15 mil dólares de alimentação, passagens, convalidação, etc…
    135 mil reais, jogando alto pra ninguém reclamar depois.
    Agora vamos dividir isso por 500h.
    Temos o equivalente a R$ 270,00/h

    Agora peguemos o valor mais baixo de curso aqui no Brasil, que seria no Aeroclube de Araraquara, onde a hora do Cessna 150 custa R$ 160,00 se vc comprar um pacote de 40h à vista.
    Contando tudo… PP + PC Multi IFR, alimentação, alojamento, CCF, taxas de cheque, etc…
    Você não gasta menos que R$ 45.000,00.
    Vamos lá… Mesma continha…
    Dividimos 45000 por 150h e voilà…
    R$ 300,00/h

    OBS: Contando TUDO que se tinha que contar em ambas as citações, inclusive passagens aéreas e convalidação no caso dos EUA. Portanto, o que compensa mais pra quem tem o dinheiro pra fazer nos EUA? Fazer o curso em 12 meses, voltar com INVA e 500h na CIV, inglês fluente (não precisa de muito empenho pra isso, basta disciplina), carteiras FAA e ANAC (já que eu incluí a convalidação)… Ou fazer o curso em Araraquara, levar 2 anos pra concluir (isso se conseguir nesse tempo), sair com 150h de vôo PC Multi IFR e sem uma base bacana de inglês (a menos que já tenha conseguido isso fora)?

    Pontos negativos existem, sem dúvidas.
    É mais caro?
    Sem dúvida… Muito mais caro… 3x o valor.
    Mas, pra quem tem condições e não precisa se sacrificar muito pra isso, acredito ser uma ótima oportunidade!

    Agora, pra não deixar o pessoal assustado com a diferença de valores, vamos pegar algo mais realista, pois o Aeroclube de Araraquara não tem preços tão comuns.
    Peguemos a EJ, uma das escolas mais caras do país, porém, considerada por eles mesmos a melhor da América Latina.
    Pode até não ser a melhor, mas sem dúvida é uma das melhores, com melhor estrutura e suporte ao aluno.

    Não sei exatamente os valores, mas uma coisa eu garanto… Para fazer PP + PC Multi IFR na EJ, não se gasta menos que R$ 80.000,00, há quem diga que já estudou lá e gastou R$ 90.000,00 fácil, fácil. Isso já incluindo alimentação, alojamento, viagens para uma das bases (Itápolis ou Jundiaí), etc… Em ambos os valores, claro!
    Lá da EJ você sai com 150h de vôo, assim como em Araraquara. A vantagem é que vc vai conseguir sair de lá com menos de 1 ano, o que apesar de prometerem em Araraquara, é praticamente impossível.
    Agora façamos as continhas, baseado em 80 mil, o valor menor!
    80 mil dividido por 150 e…
    creindeuspaitodopoderoso… R$ 533,00/h

    Acredite, não sou fã dos EUA. Nunca tive vontade de ir pra lá e, infelizmente, é a melhor opção que alia custo x benefício. Terei um melhor treinamento, em aeronaves mais novas e uma cultura de segurança levada mais a sério.

    Como você fala muito aqui no blog, no Brasil não faltam pilotos.
    Acredito que uma das variáveis que mais afeta essa dificuldade na hora de conseguir um emprego é a proficiência em inglês, que, infelizmente ainda é muito fraca no Brasil. Para ver isso, basta fazer uma visitinha a um aeroclube e perguntar quem lá tá com o inglês em dia.
    Até pode ser que alguns falem que sim, mas, garanto… São poucos os que realmente sabem mesmo e conseguem manter uma conversa sem tropeços!

  27. Márcio
    5 anos ago

    Muito bom os textos de vocês, fiquei bem instigado a fazer este curso fora, pena que já fechei um pacote de pc/ifr/multi e estou no meio dele. Acho que a experiência com a lingua inglesa é a maior vantagem, tudo depende do que a pessoa quer para o seu futuro. No meu caso que gosta do inglês, seria uma vantagem enorme.

  28. Enderson Rafael
    5 anos ago

    Grande Raul, lá vou eu pra tréplica hehehe
    -Você tocou num ponto bem relevante: somando a formação aqui com a convalidação aí, a diferença de tempo entre as duas formações (contado em meses, pelo menos) é mesmo irrisória. Mas cabem dois adendos: primeiramente, a formação aqui me parece mais rápida em termos de horas de estudo. O que você leva x horas de teórico mais y horas de voo aqui, no Brasil levaria 3x de teórico e y – 100 de horas de voo. É um exemplo de álgebra infeliz, mas foi o mais perto que consegui chegar do que queria dizer :-P
    O segundo adendo é que depois dos 10 meses aqui, se vc chegar no Brasil e conseguir um avião de matrícula November pra voar, Inêz é morta. Claro que não é fácil, mas conheço gente que conseguiu. Recentemente teve aquela associação da EJ com a Azul, formando o povo em 8 meses. Acho um avanço, mesmo sem saber direito como está sendo feito, e talvez, se isto tivesse aparecido antes de eu vir pra cá, eu tivesse ficado aí (meu problema é justo o prazo de 12 meses). De qualquer forma, ainda não me arrependo.
    -Nem todo mundo aceita as horas, JJ inclusive, mas… parece que a LAN aceita. Inêz morreu de novo. Mas sejamos realistas, pelo andar da carruagem, quem for pra aviação comercial nos próximos anos vai ter que aprender a gostar de ATR, essa é a realidade do mercado brasileiro pros próximos anos.
    -Claro que a pessoa pode fazer aí e convalidar pra cá (que é inclusive o que o pessoal que fez PP aí teve que fazer pra continuar aqui o IFR), mas fazer o curso no Brasil e convalidar pra FAA (cuja parte demorada fica por conta da nossa querida ANAC) não muda sua formação, só sua carteira.
    -A formação nos EUA, ao meu ver, é melhor pelos recursos, pelo programa e pela maneira que é feita. Claro que temos alguns instrutores ótimos no Brasil e temos alguns instrutores péssimos aqui, assim como teremos alguns pilotos bem melhores aí com 150h do que outros aqui com 250h. Depende da escola, do instrutor e do aluno, bem mais que do país ou programa. Só disse o que quem fez aí e veio fazer o IFR aqui comenta, da diferença do programa. Mais pra diferente do que pra melhor ou pior.
    -Como você mesmo comentou no post sobre o ICAO, é um teste muitas vezes mal feito, que não avalia bem o que deveria. No final, pra ter uma nota boa, é preciso mais que fazer fonia. Mas sinceramente, tendo que se virar com os ATIS e com as TWR de alguns aeroportos aqui por um ano, acho difícil você não aprender nada… Tem controlador que não sacou ainda que é importante fazer-se entender:-P
    -Networking: comentei bem de leve no texto, mas agora vou esmiuçar, pois sei que esse é o ponto em que eu e o Raul menos concordamos. Antes de escritor, comissário e piloto, eu era redator publicitário. E na publicidade, haja networking. Mas uma coisa que aprendi desde cedo – e vale pra quem faz o curso de piloto em qualquer lugar: Q.I. você constrói. Claro que vir de uma família de aviadores ajudaria, mas já que você não veio, mostre A QUE veio. Competência é o melhor Q.I. que existe. Sem contar que um empregador que avalia competência e não parentesco deve ser bem melhor patrão, né… Mas vamos na parte que o Raul tocou especificamente. Realmente, pra mim networking nunca foi uma preocupação relevante, pelo fato de eu estar já na aviação há quase uma década. Então, conheço dezenas, centenas de pessoas que podem me ajudar, assim como já ajudei muita gente a conseguir emprego nesses anos todos. Mas em especial neste momento, em que a minha cia não está nem vai contratar ng tão cedo, muito provavelmente vou partir pra aviação geral. Honestamente não estou focado nisso ainda (nem solei o PP ainda, né), mas já penso em pular a ANAC e ir direto pra outro país, ou algo assim. E nesse caso, aí eu estou na roubada, pois meu networking seria ZERO. Mas em ficando no Brasil, tive uma surpresa grande: eu sabia que havia brasileiros fazendo curso de piloto aqui, mas não sabia quantos. No total, nestes últimos dois anos, só a minha escola deve devolver para o Brasil uns 50 pilotos, que se conhecem. Então, não vejo realmente problema de networking, mesmo porque muitos vêm de famílias de aviadores, então, no caso de DeLand, pelo menos, o problema do networking é irrisório. Mas há escolas muito boas aqui nos EUA que têm poucos brasileiros. Nessas escolas a coisa pode ser que se agrave um pouco, mas ainda assim não acho que seja um fator que impeça alguém de vir pra cá. Mas como sempre, cada caso é um caso. Vale você, baseado nas informações que eu, o Raul, e outras fontes que você encontrar, decidir o que é melhor pra você.
    Bom, é isso, um grande abraço mais uma vez, Raul, e obrigado pelo espaço!

  29. Athos Costa
    5 anos ago

    Sempre me perguntei se esse corte da Gol, beneficiaria alguém, e olha ai a resposta…

    Eu sou muito seduzido por essa ideia de fazer a formação nos EUA, mas como não tenho capital suficiente nem pra fazer no Brasil, eu vou aguardar… Mas os relatos que eu tenho de lá são interessante. Vamos ver no que dá.

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