Aviação não é sacerdócio!

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Ah, então é você que é apaixonado por aviação e acha que, colocando essa montagem no FaceBook, as companhias aéreas vão te contratar correndo? Então, meu amigo, esse post é para você!

Neste post da semana passada, eu abordei a falta de “cultura de segurança” na aviação brasileira utilizando como base o comentário do leitor codinome “Rambo”, aquele que se orgulha de abastecer o avião com o motor ligado. Mas as barbaridades que o leitor escreveu não se limitam às questões de segurança aeronáutica, pelo contrário: o foco do comentário de quem acha que “aviação é pra quem tem ela no sangue, e não pra pessoas (sic) que só visam dinheiro” é a (falta de) ética profissional – o problema é que não deu para falar das duas questões num só post. Por isso, agora eu vou tratar exclusivamente da ética profissional dos pilotos, ou: está certo entrar para a aviação visando o dinheiro? Também usarei parte da argumentação do leitor que assina como “Chico”, em seu excelente comentário no mesmo post. O que eu quero evidenciar neste artigo é que a profissão de piloto não é um sacerdócio, e não é pecado ganhar dinheiro pilotando aeronaves: antes, é uma obrigação de um bom profissional! E, como corolário, irei demonstrar neste post que os melhores empregadores da aviação não estão atrás dos “apaixonados pela aviação”, mas sim buscando profissionais bem formados e, principalmente, indivíduos comportamentalmente apropriados para a atividade aeronáutica. Ficou um texto um tanto longo, mas acho que é uma leitura importante para quem está em formação. Então, coragem, rapazes! Leiam o artigo até o final que vocês não vão se arrepender.

Aviação e dinheiro: pondo os pingos nos is

Vamos imaginar que a presidente Dilma acabou de assinar uma Medida Provisória proibindo que pilotos exerçam atividade remunerada, e quem for pego ganhando dinheiro pilotando aeronaves seria condenado a 30 anos de cadeia. É uma suposição estúpida, eu sei, mas só para a gente exercitar o raciocínio: quantos pilotos profissionais (da aviação comercial, executiva, agrícola, etc) continuariam voando numa situação dessas? Talvez um ou outro que, apesar de pilotar profissionalmente, tenham renda de outras fontes e muita vontade de continuar voando, mas certamente mais de 99% deles parariam de voar, né? Então, só para iniciar a conversa, vamos deixar claro que todo piloto profissional exerce a profissão por dinheiro – e as exceções estão aí somente para confirmar a regra, pois quem continuasse a voar sem ser pelo dinheiro seriam somente os “PDs-Pilotos Diletantes” (mesmo que portanto brevê de PC ou PLA). É muito bonito falar de “paixão por voar” ou de “ter Avgas no sangue”, mas no fim das contas, o que manda mesmo é a grana, para todo mundo.

“Ah, mas eu falei sobre quem quer pilotar SÓ pelo dinheiro, Raul, e mimimi…”. Calma! É desse aspecto – de quem entra para a aviação pensando SOMENTE no dinheiro – que vou tratar em seguida. Quem entra para a aviação pensando ser esta uma maneira de enriquecer facilmente (e certamente há quem pense assim) logo perceberá que fez a escolha errada. Eu já escrevi vários artigos aqui explicando por que a profissão de piloto não deixa ninguém rico: trata-se de uma atividade pouquíssimo escalável, e profissões com esta característica não enriquecem ninguém, no máximo proporcionam uma vida confortável. “Ah, e o Cmte Rolim, que ficou bilionário como piloto?” Bem, o Rolim foi um piloto que ficou rico, sim, mas sua fortuna foi construída com sua atividade empresarial, não com o salário de piloto, o que é muito diferente. “Ah, mas eu tenho um primo que é piloto de linha internacional da TAM e ganha R$25mil/mês. Para mim, esse cara é rico!” Bem… Lamento informar, mas esse seu primo não é, por nenhum critério sensato, um sujeito verdadeiramente rico (pelo menos, não se sua renda vier, exclusivamente, de seu salário de piloto – se ele especula no mercado de capitais ou constrói casas para vender com sua poupança, aí é outra história). Mas mesmo que a gente o considere rico, ainda assim: 1)ele pararia de voar se a TAM deixasse de lhe pagar o salário; e 2)se o seu primo tentasse outra profissão – por exemplo: prestasse um bom concurso público, ou fosse um alto funcionário na iniciativa privada –, ele provavelmente ganharia a mesma coisa ou mais do que ganha como piloto.

O problema não é “entrar na aviação só pelo dinheiro”. O que acontece, na realidade, é que devido ao burburinho que a imprensa fez sobre o “apagão de pilotos”, etc e tal, muita gente perdida quanto à escolha da profissão acabou se matriculando nos aeroclubes/escolas de aviação achando que tornar-se piloto resolveria seus problemas. Isso realmente aconteceu (e ainda acontece), mas essas pessoas, na grande maioria dos casos, acabarão expelidas da aviação naturalmente, pelos mais variados motivos. E aqueles sem vocação para ser piloto que, por azar, acabarem se formando e se estabelecendo na aviação, acabarão frustrados e, ou não durarão muito na aviação, ou viverão um inferno profissional. Logo, não há por que temer pela “sagrada aviação sendo profanada pelos espíritos impuros”, no máximo há de se lamentar pela opção errada de alguns. Ou, em outras palavras: o problema dos que entram na aviação pensando só no dinheiro é deles.

O bom piloto tem que querer ganhar dinheiro, sim!

Agora vamos falar um pouco da OBRIGAÇÃO que um bom profissional tem – seja ele um médico, um piloto, ou um cozinheiro – de procurar ser bem remunerado. Às vezes isso não é possível por uma série de razões, mas um sujeito que honra a sua profissão não deveria se submeter a condições de trabalho aviltantes (incluindo trabalhar de graça) para que lhe seja permitido exercê-la. É exatamente o contrário do que prega o Rambo, que vocifera que a formação aeronáutica “tem que ser difícil mesmo, e acho pouco” – lembrando que o que ele entende por “ser difícil” é o fato de o jovem piloto ter que voar de graça e pagar hotel do próprio bolso, ele não está se referindo às provas da ANAC ou aos cheques de proficiência (isso, ele certamente acha que deva ser facinho).

Na realidade, a principal razão de existir dos sindicatos de trabalhadores é exatamente esta: garantir boas condições de trabalho à respectiva classe que eles representam, incluindo aí um piso salarial digno. Se os sindicatos realmente desempenham suas funções é outro problema, mas eu quero assinalar aqui que, somente por ser este o seu propósito já é uma mostra de como é importante que os trabalhadores tenham seus direitos (inclusive os de uma remuneração decente) garantidos. Se o Rambo tivesse estudado um pouco de História do Brasil, saberia por que Getúlio Vargas foi tão popular (mesmo sendo ditador): antes dele, os trabalhadores eram submetidos a condições de trabalho tão aviltantes quanto as defendidas pelo colega que acha que ser piloto “tem que ser dificil mesmo, e acho pouco”. O que o Rambo defende é que os pilotos tenham seus contratos de trabalho regidos pelas normas pré-GV! Mais um pouco, ele defende a instalação de troncos nos hangares, para punir pilotos fujões…

Bem, mas antes que este artigo desvirtue para um discurso ideológico, quero trazer à tona o que disse o leitor Chico em seu comentário, que é bem mais pragmático. A seguir, reproduzo alguns trechos de seu texto para evidenciar em quais termos deve se orientar um piloto dotado de profissionalismo:

A crítica que o “colega” [o Rambo] fez à necessidade de retorno financeiro e que, quem ama aviação, faz de tudo para voar (…) é o tipo de manifestação que essa profissão não precisa. “I will fly for food”. É patético. O piloto é um profissional e deve receber sim, e quem não pensa nisso é o errado. Pergunte para qualquer piloto da EMIRATES se ele voaria de graça, pelo amor à profissão, e aos “shiny new jets”.

Eu simplesmente ODEIO o estereótipo de que piloto tem que, necessariamente, ser mal remunerado. Quem pensa desta forma é o mesmo que “voa de graça”. Quanto o nosso “colega” que acha que piloto não deve se preocupar com retorno financeiro acha que ganha um comandante internacional da TAM? Mais de 20 mil, com certeza. Comandantes de jato executivo em SP e RJ, de TODOS os jatos nessas cidades, ganham mais de 20 mil. Se não ganham, deveriam ganhar (ou ganham bem próximo disso).

Ao colega que pagou para ficar em hotel e voou de graça, eu só lamento: tenho 30 anos, sou copiloto de jato em uma empresa regional, tenho 3 jatos na minha carteira além de PC-Multi-IFR e INVA, e NUNCA paguei hotel, e, se voei 25 horas sem ser remunerado após o PC, foram muitas. Meus comentários podem parecer pedantes, mas não é essa a intenção: eu REALMENTE não me acho melhor que ninguém (tenho MUITO menos horas de vôo que gostaria de ter), e, inclusive, me acho mal remunerado (ando de carro popular ano 2.001).

Mas tenho MUITO ORGULHO, de nunca ter prostituído a profissão. NUNCA paguei hotel e NUNCA paguei para trabalhar. Voei de graça (infelizmente) após o PC sim, e sei que isso é uma realidade da profissão, mas foi apenas para pegar experiência de MULTI. (…) Demorei muito (10 anos de aviação), para entrar em companhia aérea, mas NUNCA prostituí a profissão.

E então, você prefere seguir os conselhos do Rambo ou do Chico?

Quem são os pilotos que terão sucesso no futuro?

Houve um tempo em que os pilotos eram selecionados “darwinisticamente”, digamos assim – na verdade, ainda hoje este método é bastante popular. O sujeito saía voando por aí, e se ele não morresse até conseguir acumular um determinado número de horas de voo, ele se estabeleceria como piloto profissional. O fato de ele estar vivo e com um elevado número de horas seria a prova de que ele possuiria as habilidades para ser um bom piloto. É assim que grande parte dos pilotos hoje em atividade se formaram, e o tal do Rambo é um exemplo desta escola da aviação.

Ocorre que a aviação está mudando. As aeronaves de hoje, assim como a operação em si, são muito mais complexas. É por isso que, cada vez mais, é exigido (ou, ao menos, visto com bons olhos) o nível universitário para os candidatos a pilotos nas companhias aéreas: mesmo que o curso não seja de Ciências Aeronáuticas e similares, requer-se nível superior (ainda que em Letras) porque se entende que uma pessoa com diploma universitário tenha mais facilidade para aprender a lidar com sistemas complexos que outra, somente com ensino médio. Mas a verdadeira revolução no recrutamento de pilotos ocorre em outra frente: na avaliação comportamental dos candidatos a aviador.

Nos últimos 40 dias, eu noticiei em detalhes como ocorreu o processo de seleção do “Programa ASA”, de formação de pilotos da Azul, em parceria com a EJ e o banco Santander. Eu não fiz isso somente para informar aos leitores do blog interessados pelo processo sobre como ele estava ocorrendo. Não sei se vocês perceberam, mas havia uma agenda oculta naqueles posts: eu estava mostrando como acontece um processo seletivo de vanguarda para pilotos. Então, agora abrindo o jogo, o recado é o seguinte: “reparem como ocorreu a seleção do ‘Programa ASA’ porque é mais ou menos assim que acontecerão os processos seletivos para pilotos no futuro.”

Eu falo isso porque eu vivi, há mais de 20 anos, uma revolução semelhante no mercado financeiro. Eu participei do processo de seleção para trainees do Citibank em 1990 (ingressei no banco na turma de 1991), numa época em que somente aquele banco (que era a vanguarda do mercado financeiro na época) possuía um programa de trainees bem estruturado – coisa que, com o passar dos anos, passou a ser a regra para o ingresso em carreiras executivas nos grandes bancos do Brasil. E os critérios para admissão já eram baseados na avaliação das características comportamentais dos candidatos, num processo muito semelhante ao utilizado no “Programa ASA”. Assim, dado que a Azul está na vanguarda da aviação comercial do Brasil (como o Citibank estava nos anos 1980/90), deve se repetir no segmento aeronáutico o que aconteceu no mercado bancário. Desta forma, é de se esperar que todas as companhias aéreas (e inclusive os operadores da aviação geral mais bem estruturados) adotem, cada vez mais, critérios de seleção baseados em análises comportamentais. #Ficaadica.

Encerrando

Na semana passada, estava tomando um café no bar do Aeroclube de São Paulo, e não pude evitar ouvir a conversa entre dois pilotos mais velhos que estavam no balcão. Havia acabado de terminar a “hora do recreio” dos cursos teóricos da manhã, e o tema da conversa era justamente o fato “dessa molecada querer entrar na aviação só pensando no dinheiro”. Mas o interessante foi que, logo em seguida, o papo mudou para “essa meninada da Azul aceitar trabalhar por merreca”… Eu tive que me conter para não entrar na conversa e perguntar o que era, afinal, o certo: não pensar no dinheiro, ou só pilotar profissionalmente se for para ganhar fortunas? Mas, na verdade, eu acho que o problema é outro.

Esse pessoal da old school se vê como uma espécie de guardião do templo da aviação, sacerdote da chama sagrada de Santos Dumont, e as acusações de oportunismo argentário dos novatos (ou de uma suposta prostituição dos “novinhos da Azul”) se devem à repulsa de ver gente que não se diz apaixonada pela aviação profanado o templo. Por outro lado, eu vejo nas redes sociais e nos comentários do meu próprio blog que, paradoxalmente, muita gente da nova geração repete o comportamento dos mais velhos, somente mudando o meio (agora, eletrônico), mas a mensagem é a mesma: “a aviação é para pessoas como eu, que são apaixonadas, que rezam no templo de Santos Dumont e blá blá blá”.

Pessoal, acordem! Ser apaixonado por aviação não é o mais relevante: a época romântica dos pilotos já foi faz tempo. A aviação de hoje é para pessoas com vocação para a aviação, sim, mas que encaram a profissão com seriedade, que gostam de estudar, que possuem um padrão de comportamento adequado à atividade: é isso o que se espera de um bom piloto atualmente. A era dos Rambos já era, sinto informar aos de espírito aventureiro.

11 comments

  1. Renato
    3 anos ago

    Ótimo texto, Raul e belas palavras, Chico!
    Pretendo começar meu curso de PPH já no próximo mês, e o para ser piloto está sendo o meu guia de bolso a algum tempo, mesmo algumas publicações sendo relativamente antigas, têem muito a agregar.

    Abraço, pessoal!

  2. Chico
    5 anos ago

    Prezado Raul, obrigado pela oportunidade de aprofundarmos um pouco mais a discussão que iniciei no post. Antes de mais nada, a eventuais colegas que não tenham gostado do meu comentário sobre “voar de graça”, após o PC: ainda que isso não seja muito correto, eu fiz. Muitas pessoas fazem e eu entendo (e até concordo) com elas. Mas, em meu entendimento, se elas fazem isso por um ano ou mais, várias horas de vôo ou mais, elas devem repensar o que estão fazendo consigo mesmo (e com a profissão).

    Outro aspecto que quero esclarecer é o seguinte: ganhar “muito” ou “pouco” é uma medida nada precisa. Acho que 20 mil para um comandante de jato é um bom salário, e uns 15 mil para um bom turboélice. 25% a menos que isso se for em RBHA 121. Já na aviação a pistão, o salário é bem mais “variável”.

    Mas existem dois fatores que vão deixar os pilotos pobres (de grana e de espírito): 1) Pagar para trabalhar. Não paguem hotel nem refeição, ou, muito menos, ocupem de graça (ou pagando, o que é pior), a posição que seria ocupada por alguém remunerado. A vida e a aviação mais ainda dão voltas, e um dia você pode ser bypassado por alguém que topa o “fly for food”. Mas o pior ainda é o que aceita o 2 ponto em que vou tocar: 2) o “Rambo” (well said, Raul) se vangloria pelas característica da operação que achava que era obrigado a manter, para não cair fora (ser demitido). Pois bem colegas: pior do que pagar pra trabalhar, prostituir a profissão e queimar o próprio filme, é trabalhar para um empregador que não liga para o mínimo, que é a segurança do funcionário (tripulante). COLEGAS, NÃO RUBRIQUEM COM O PRÓPRIO SANGUE condições desfavoráveis de trabalho oferecidas por empregadores de “merda”. Passem dificuldade financeira, adiem o “sonho”, mas não obriguem mães, esposas e filhos a lhes enterrarem. O risco, e acidentes, fazem e sempre farão parte da aviação. E o nível aceitável de risco é como “bunda”, cada um tem o seu (ou a sua). Mas eu acho que todos nós devemos fazer essa reflexão. Não celebre a sua casca-grossisse como um troféu para comentar com os colegas: se um acidente ocorrer, lembre-se que a decisão última de decolar em condições insatisfatórias de segurança operacional foi sua, comandante.

    • Rogério
      5 anos ago

      Valeu Chico!

  3. Fred Mesquita
    5 anos ago

    Belíssimos textos publicados por você Raul Marinho. Fico contente e eternamente grato com essa ajuda pois muitos me enviam mensagens por e-mail, solicitando informações do mercado de trabalho e mais informações sobre o setor aeronáutico. – simples assim, eu indico seu Blog para que leiam todos os posts para tirarem suas conclusões.

    Também gostei muito quando foi citado o seguinte: […] Na medida em que as pessoas realizem sua formação aeronáutica por meio da estratégia de trabalhar de graça (em troca das horas), diminuem as oportunidades de trabalho para os pilotos habilitados. Assim, quando estas pessoas estiverem formadas, encontrarão um mercado de trabalho deprimido pela estratégia que elas mesmas utilizaram. […] – em adição a estas linhas, informo que muitos piloto, veteranos ou não, estão nesse mesmo barco e se sentem constrangidos por ter que “trocar figurinhas” com esses recém chegados na aviação, no qual tornam o setor pouco agradável, tornando-a prostituida por aqueles que voam de graça para adquirir horas de voo. Por tudo isso é que existe hoje o tal chamado “PANO PRETO” pois muitos veteranos não querem ensinar a alguém que um dia pode lhe tirar o emprego. Isso é real e é fato diário.

    No passado existia uma regra básica de salário na aviação: o correto era de que o primeiro emprego era pago com base em 20 salários mínimos. Quem fosse voar por menos, era deixado de lado nas amizades, era desprezados pelos demais pilotos. – e com isso, todo mundo voava bem, e ganhava muito bem também. Não existia tanto o “Pano Preto”, as coisas eram mais maleáveis.

    No passado as empresas aéreas comerciais se preocupavam muito com a experiência de voo dos novos contratados e era básico que a exigência dessas empresas era a de que os novos piloto tivessem de 1,5 a 2 mil horas de voo e uns 3 ou 4 empregos de pilotos assinados em Carteira de Trabalho – demonstrando assim experiência real de voo. Hoje em dia, não mais.

  4. Andre Mello
    5 anos ago

    O problema é que infelizmente a classe não é unida, pelo contrário, o pano preto ainda rola solto.

  5. RodFigueiroa
    5 anos ago

    Raul, sensacional este artigo, li com satisfação.
    E está corretíssimo em todos os pontos. A vontade é de imprimir este texto e deixar próximos as escolas e aeroclubes, quem sabe ajudaria a resolver esta saturação das instituições e ajudar também a reduzir essas ‘pragas’ que contribuem somente para prejudicar a classe.
    Quando vou ao aeroclube e converso com pessoas como o “Rambo”, sinto até um mal-estar e, quando começo a explicar a esses o que realmente é a aviação, alguns simplesmente tem a cara de pau de falar:

    “Voces falam isso por que não querem ‘concorrência’, querem ‘elitizar’ a categoria…”.

    Isso me dá uma raiva mas ao mesmo tempo um alivio, pois sei que a maioria dos que pensam assim não duram muito tempo.

    Parabéns pelo artigo e parabéns ao “Chico” pelo comentário.

  6. Parabéns pelo artigo

  7. André Pavin
    5 anos ago

    É, ninguém vive de paixão, isso é fato em qualquer profissão, todos devem ser bem remunerados ou PELO MENOS remunerados, infelizmente ainda temos que voar de graça assim como Chico disse, são caminhos que acabam surgindo para outros melhores mas somos nós que fazemos com o que o mercado nos dê valor. Dê valor a sua profissão de piloto, lute pelo seus direitos que aí o mercado acompanhará você. É preciso ser profissional e ética assim de qualquer paixão para tornar-se um bom piloto!

    Abraços!

  8. Muito bacana o texto. Bastante imparcial e realista.

    Não gosto de fazer julgamentos mas vou ser chato um pouco: creio que os comentários aqui serão poucos. Seja porque a “carapuça serviu”, seja por preguiça de ler o texto.

    Nesse último caso, um forte indício de um possível problema comportamental que você cita no texto (imaturidade ou falta de compromisso e dedicação), já que a leitura e compreensão de um artigo desse é de suma importância pra quem quer de fato conseguir se estabelecer na carreira de aviador.

    Abraço.

  9. roquini
    5 anos ago

    Thanks novamente, irmão mais velho! rs

  10. Freddy
    5 anos ago

    E olha que os sacerdotes ganham e muito bem pelo trabalho que fazem.

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