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[RBAC-61] ANAC regulamenta o “voo sob capota” para helicópteros

31 Comentários

Na foto acima, um exemplo de como NÂO deve ser o treinamento IFRH “sob capota”

A ANAC publicou no último dia 06/07 a IS-Instrução Suplementar Nº 61-002A, regulamentando o voo de instrução para IFRH em ambiente simulado – na prática, algo equivalente ao “voo sob capota” que a asa fixa já adota há muitos anos (só que ela não fala nada da “capota” propriamente dita). O texto legal não traz muitas novidades: o treinamento IFR simulado valerá para efeitos de obtenção de licença de PCH, mas continua não valendo para checar o IFRH propriamente dito (que é o procedimento que já vinha sendo adotado, mas não estava claramente regulamentado). E, agora, as habilitações de tipo de helicópteros aparecerão com “restrição VFR” no sistema. Segue abaixo o trecho da IS que importa para entender como vai funcionar esse procedimento:

INSTRUÇÃO SUPLEMENTAR – IS
IS No 61-002
Revisão A

(…)

3. HABILITAÇÃO IFR PARA A CATEGORIA HELICÓPTERO

3.1 Os candidatos a uma habilitação de voo por instrumentos em helicópteros poderão realizar treinamento prático em atendimento aos requisitos contidos nos parágrafos 61.233 (a)(5)(iii) e (a)(7) do RBAC 61, em helicópteros aprovados pela ANAC para treinamento IFR, em condições visuais, e equipadas com os instrumentos apropriados que simulem o ambiente do posto de comando em voo por instrumentos.

3.1.1 O treinamento prático referido neste parágrafo deverá obrigatoriamente ser ministrado por Escola de Aviação Civil certificada pelo RBHA 141, Aeroclubes certificados pelo RBHA 140 ou Centro de Treinamento certificado pelo RBHA 142, ou regulamentos que vierem a substituí-los.

3.1.2 As entidades acima referidas deverão possuir cursos homologados pela ANAC de solo e de voo da aeronave utilizada no treinamento, além do curso de IFR.

3.2 Um candidato a uma habilitação IFR que tenha realizado seu treinamento em um helicóptero que não seja certificado para voos por instrumento, mas que esteja autorizado a realizar treinamento IFR, terá a restrição “Somente VFR” naquela habilitação de tipo:

3.2.1 A restrição acima será apenas disponibilizada no banco de dados da ANAC, podendo ser consultada no Portal da ANAC.

3.3 Um candidato que não tenha realizado o treinamento e demonstrado competência para o voo por instrumentos em um helicóptero para o qual seja requerido pelo respectivo fabricante treinamento para o voo IFR, deverá possuir naquela habilitação de tipo a restrição “Somente VFR”.

3.4 A restrição “Somente VFR” somente poderá ser retirada da habilitação relativa a helicóptero certificado para voo IFR quando:

3.4.1 o candidato comprovar a realização do treinamento contemplando tanto a habilitação de tipo quanto o treinamento para voo por instrumentos para aquele helicóptero, conforme treinamento recomendado do respectivo fabricante e requisito contido no parágrafo 61.225(b) do RBAC 61; e

3.4.2 For submetido a um exame de proficiência para aquele tipo de aeronave incluindo as apropriadas manobras e procedimentos relativos ao voo por instrumentos.

3.5 Quando uma habilitação de voo por instrumentos for emitida para uma pessoa que possua uma ou mais habilitações de tipo, a restrição “Somente VFR” deverá ser averbada em cada tipo de aeronave na qual não tenha demonstrado competência para o voo por instrumentos.

3.6 Detentores de habilitação IFR que possuam diversas habilitações de tipo na categoria helicóptero na data de publicação desta IS estarão isentos da restrição a que se refere o parágrafo 3.3 desta IS.3.7 Os demais requisitos constantes da Subparte L do RBAC 61 relativos à habilitação IFR na categoria helicópteros devem ser atendidos concomitantemente aos procedimentos descritos nesta IS.

3.7 Os demais requisitos constantes da Subparte L do RBAC 61 relativos à habilitação IFR na categoria helicópteros devem ser atendidos concomitantemente aos procedimentos descritos nesta IS.

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31 thoughts on “[RBAC-61] ANAC regulamenta o “voo sob capota” para helicópteros

  1. Pingback: Sobre a “parte IFRH” do curso de PCH: como (não) ficou no “novo” RBAC-61 | Para Ser Piloto

  2. Prezado Raul, tenho uma dúvida e espero que você possa me ajudar a pelo menos saber onde procurar as respostas! A situação é a seguinte: de acordo com a emenda 4 do RBAC-61 agora é obrigatório 10h IFR para checar PCH, podendo ser 5h em simulador e 5h sob capota. Porém, anteriormente a essa emenda, para se voar o IFR o piloto precisaria ter sido aprovado na banca teórica de IFR. E agora a dúvida é: “antes de fazer essas 10h IFR exigidas para o check de PCH o aluno deverá ser aprovado na banca teórica? Ou pode-se fazer essas 10h sem teórico nenhum!?”
    Essa é apenas uma das tantas dúvidas que estão impedindo a escola onde estou voando de iniciar a instrução no R-22 IFR sob capota!
    Estamos todos nessa incerteza da necessidade da banca teórica pra se fazer essas 10h IFR. E por esse motivo, pelo menos na escola onde estou voando, não está sendo realizado nenhum voo de instrução IFR no R22, e por consequência nenhum piloto está sendo checado PCH até que se tenha uma resposta.
    Outra dúvida que surgiu é em relação a uma informação, que também não sei se procede, de que as escolas que não tiverem algum helicóptero homologado para IFR não poderão mais dar o curso prático de PCH, somente PPH e INVH.
    Sei que o senhor não tem muito tempo para correr atrás de todas as respostas às perguntas que devem chegar até o senhor. Mas se o senhor puder me direcionar para o melhor caminho que eu consiga essas informações eu agradeço muito. Para quem, ou qual contato, devo enviar essas dúvidas?
    Desde já, muito obrigado!

    • Pedro, eu encaminhei esse seu questionamento para um amigo que conhece muito mais que eu de instrução em asa rotativa. Aguarde…

    • Pedro,
      Uma das suas perguntas é, também, a minha desde que surgiu pela primeira vez a obrigatoriedade das dez horas de IFR do PCH. Como após várias consultas, não chegamos a qualquer conclusão sobre o que incluir no PC Teórico ou qual seria o objetivo das tais dez horas de IFR, passamos a incluir alguma coisa por nossa conta para que o aluno pudesse aproveitar melhor a instrução.

      Respondendo a sua pergunta:

      Não é necessário ter a banca de IFR para fazer as horas de IFR do PC.

      Agora, vamos à sua segunda pergunta: na última reunião que tive com uma Superintendência (não me lembro exatamente qual) da ANAC no Rio, foi dito que as escolas que não estivessem preparadas iriam perder a homologação do curso prático de PCH.
      Agora, a situação “surreal” que nos encontramos todos. Segundo o mesmo gerente que nos falou isso, existem apenas seis escolas com cursos de IFRH prático homologados. Isto significa que essas escolas estão preparadas para dar as horas de IFRH do PC, certo?
      Infelizmente, NÃO!

      O manual de curso diz que, se a aeronave não for aprovada para a operação IFR, ela deve ter instalados os equipamentos previstos no RBHA 91.205. Se estão instalados, devem estar em condições normais de aeronavegabilidade. Parece-me óbvio, mas não é assim que a ANAC está tratando o problema porque determinou que as aeronaves têm de ser vistoriadas e avaliadas em voo TODO ANO, o que me parece um absurdo. Na minha ignorância, acredito que seria suficiente que a aeronave fosse avaliada por tipo e que se obrigasse a incluir na FIEV (Ficha de Instrumentos e Equipamentos de Voo) que é emitida na ocasião da realização da IAM (Inspeção Anual de Manutenção) que a aeronave possui os equipamentos previstos.

      Pois bom, como dizia o Pantaleão do Chico Anísio, o mesmo gerente que falou que iria fechar os cursos de quem não estivesse preparado, disse, também, que, atualmente, nenhuma das tais seis escolas está em condições de fazer as dez horas sob-capota porque a ANAC não tem avaliadores para renovar as qualificações das aeronaves. E todas estão vencidas! Não é estranho? Vivem reclamando, até para quem não interessa, que o efetivo, hoje, está 30% menor do que o do DAC quando foi extinto e continuam fazendo coisas que não tem ou tinham finalidade há muito tempo e ainda inventam outras.

      Uma aeronave qualquer, avião ou helicóptero, para operar IFR tem de possuir os equipamentos previstos e apresentar características (qualidade de voo) adequadas, especialmente Estabilidade Estática e Estabilidade Dinâmica de acordo com os regulamentos aplicáveis. Isto é verificado uma vez durante o processo de certificação. A continuidade da aeronavegabilidade é assegurada entre outras coisas pela IAM. Como o voo sob capota não é assunto de certificação, é natural que essa avaliação venha a ser feita em algum ponto do processo. Teria de ser feita uma vez e por pessoal qualificado em Ensaios em Voo. Então, se alguém, mesmo não qualificado, verificou que é possível voar sob capota com o Schweizer 300, Robinson 22 ou 44, não tem lógica ficar verificando cada matrícula de um mesmo TIPO porque, por definição, têm de ser iguais. E, pior, não vai mudar de um ano para o outro. É mais ou menos como no meu caso que, a cada seis meses e há QUARENTA E NOVE ANOS, tiram umas gotas do meu sangue para verificar se continuo “A Positivo”.

      Resumindo…

      Não precisa banca de IFR para fazer as dez horas de IFR do PC.

      Pelo menos até duas semanas atrás, não havia NENHUMA escola em condições de fazer as dez horas de IFR do PC.

      Respondendo a mais algumas perguntas que você não fez:

      Ninguém sabe, ou melhor, não conheço ninguém que saiba o motivo oficial das dez horas de IFR do PC.

      Fomos a primeira escola a ter um curso prático de IFR homologado (em agosto de 2006) e há dois meses estou impedido de oferecê-lo porque a ANAC não tem gente para fazer uma coisa que não precisa ser feita.

      Deus nos ajude!

      Grande abaço

      • Cmte Bosco, primeiramente muito obrigado pela resposta e pela atenção. É inaceitável, e chega até ser bizarro a forma que a agencia reguladora da nossa aviação está “tocando o barco”. É vergonhoso na verdade.
        De qualquer forma estamos sujeitos a isso. E pelo o que eu entendi, uma hora ou outra alguém vai perceber a burrada que estão fazendo, e vão tentar adequar as mudanças a realidade. Se não estou equivocado, só nos resta esperar não é mesmo!?
        Enquanto isso NENHUM PCH pode ser checado.
        Oremos por dias melhores.

  3. o curso teórico IFR, vale para A BANCA DE
    IFRA e IFRH?

    • Muito boa pergunta… Estou checando, e publico a resposta aqui assim que possível.

      • Veja o que respondeu o Bosco da EFAI sobre isso:
        “O curso teórico de IFR é regido por um manual antigo, mas que ainda está em vigor. Ele fala de aeronave e, na legislação de Aviação Civil, via de regra, quando o assunto é específico para uma categoria, tem de ser mencionada a respectiva categoria, no caso aqui, Avião ou Helicóptero. Então, não existiria de fato curso de IFRH teórico e, simplesmente, IFR. O Compêndio de Instruções para Candidatos e Normas para Entidades Homologadas, da ANAC, na Nota do item III da pág 2/13 diz: “O Exame teórico de Certificado de Voo por Instrumentos (IFR) é válido para as categorias avião e helicóptero”.
        Ninguém precisa fazer duas bancas.”

        Ou seja: o curso teórico de IFR é único para IFRA e IFRH.

  4. Olá Raul. Parabéns pelo blog e pela ajuda ao pessoal.

    Gostaria de perguntar também sobre a questão de abatimento de horas para IFRH, sendo a pessoa (eu, no caso) já IFRA.

    No texto do RBAC 61 não há nenhuma menção de que as 40 horas IFR devem ser feitas necessariamente em helicóptero ou avião, e o antigo RBHA 61 – que discorria mais nessa parte – citava expressamente que as horas IFR poderiam ser em avião ou IFR.

    A única menção que determina a espécie de aeronave é sobre as horas de navegação (10h mínimas na aeronave em que será feito o cheque).

    Você conhece casos concretos, de IFRAs que pediram habilitação IFRH?

    • Não conheço casos concretos, jzgpedro. Mas entendo que vale o que está na seção 61.223-a-5 “instrução de voo: ter recebido de instrutor de voo devidamente habilitado e qualificado, no mínimo, 15 (quinze) horas de instrução de voo em duplo comando em aeronave da categoria para qual é requerida a habilitação de voo por instrumento.” com os itens i e ii do número 6 da mesma seção, a saber:
      “(i) 50 (cinquenta) horas de voo como piloto em comando em voo de navegação, das quais, no mínimo, 10 (dez) horas tenham sido realizadas em aeronaves da categoria para a qual é requerida
      a habilitação de voo por instrumentos;”
      e
      “(ii) 40 (quarenta) horas de voo por instrumentos, das quais um máximo de 20 (vinte) horas podem ser realizadas em dispositivo de treinamento para simulação de voo qualificado e aprovado pela ANAC e sob a supervisão de um instrutor de voo devidamente qualificado e habilitado;”

      Assim, se vc tem IFRA (logo, já se qualificou pelo item 6-ii), ficaria faltando somente as 15h IFRH e as 10h de navegação em helicóptero. Em tese, é isso, pelo menos – agora, na prática, eu não saberia conformar se a ANAC interpreta o RBAC desta mesma forma.

      • De fato, a ANAC pode interpretar de outra forma, como faziam antigamente. Torçamos então para que continuem seguindo a tendência de legislação mais precisa, juntamente com uma linha de entendimento mais pragmática (como salientaram Bosco – EFAI e Claudio – ANAC ).

  5. Algum dos participantes sabe se treinamento no simulador IFR pode ser feito antes de o aluno passar na prova IFR da ANAC? As datas e horas descritas na Ficha de Declaração de Instrução em Dispositivo de Treinamento podem ser anteriores à data de aprovação no Exame teorico de IFR da ANAC?

  6. Raul,
    Sou PLA de avião e estou tirando minhas licenças de Helicóptero. Estou prestes a checar o PPH e pensei na opção de já fazer o IFRH no R44 da escola, porém tenho algumas dúvidas:
    o RBAC-61(novo), diz:
    (5) instrução de voo: ter recebido de instrutor de voo devidamente habilitado e qualificado, no mínimo, 15 (quinze) horas de instrução de voo em duplo comando em aeronave da categoria para qual é requerida a habilitação de voo por instrumento.
    (i) 50 (cinquenta) horas de voo como piloto em comando em voo de navegação, das quais, no mínimo, 10 (dez) horas tenham sido realizadas em aeronaves da categoria para a qual é requerida a habilitação de voo por instrumentos
    Pergunta:
    Entendo que por ser PLA avião, fico isento das 50 horas de voo como PIC em vôo de navegação, confere? e o “no mínimo” 10 horas realizadas em aeronaves da categoria? Teria eu que efetuar 10 horas de navegação em R22 e daí então 15 horas de duplo comando IFRH no R44 para checar o IFRH?
    Oque configura o “vôo de navegação”? sair da Terminal? Poderia eu fazer minha instrução no R44 voando, por exemplo, de Marte para São José dos Campos e regresso pra Marte durante minhas 15 horas de instrução IFRH e contar essas horas como Navegação para computar as 10 horas ao mesmo tempo que estou fazendo minha instrução IFRH?
    E minhas horas de IFR do avião, conta para alguma coisa?
    agradeço os esclarecimentos
    Alexandre

    • Entendo que por ser PLA avião, fico isento das 50 horas de voo como PIC em vôo de navegação, confere? e o “no mínimo” 10 horas realizadas em aeronaves da categoria? Teria eu que efetuar 10 horas de navegação em R22 e daí então 15 horas de duplo comando IFRH no R44 para checar o IFRH?
      R: Na verdade, o seu PLAA não vai te ajudar em muita coisa na obtenção da habilitação IFRH (ele pode ajudar bastante na obtenção das licenças de PPH e PCH). Das 50h PIC em navegação, vc poderá usar 40h PIC em navegação que vc possui em avião, mas 10h terão que ser, obrigatoriamente, em helicóptero (não importa o TIPO).
      Já as horas DC de instrução IFRH, é outra história. Vc vai precisar de “40 (quarenta) horas de voo por instrumentos, das quais um máximo de 20 (vinte) horas podem ser realizadas em dispositivo de treinamento para simulação de voo qualificado e aprovado pela ANAC e sob a supervisão de um instrutor de voo devidamente qualificado e habilitado”. Isso resolve o problema da comprovação das horas de instrução, mas o cheque tem que ser, necessariamente, em helicóptero homologado IFR real – ou seja: tem que ser bi-turbina, não pode ser o R44. Aí, vc vai precisar, antes, checar o TIPO do helicóptero a ser utilizado no cheque, sentiu o drama?

      Oque configura o “vôo de navegação”? sair da Terminal? Poderia eu fazer minha instrução no R44 voando, por exemplo, de Marte para São José dos Campos e regresso pra Marte durante minhas 15 horas de instrução IFRH e contar essas horas como Navegação para computar as 10 horas ao mesmo tempo que estou fazendo minha instrução IFRH?
      R: Voo em navegação é, basicamente, o voo que necessita plano de voo para ser feito. Um voo SBMT-SBJD-SBMT é, portanto, navegação, em princípio.

      E minhas horas de IFR do avião, conta para alguma coisa?

      R: Para a obtenção da habilitação IFRH, nada. Para um futuro empregador, sim.

      • Posso considerar as 20 horas em dispositivo de treinamento para simulação de voo qualificado pela ANAC, as horas que fiz em simulador para checar meu IFRA a 15 anos atrás?

        • Não dá por dois motivos. 1) A regulamentação dos simuladores mudou completamente em 2010 (foi quando entrou em vigor as classes de simulador AATD e BATD), e a ANAC está criando caso para validar simulador efetuado antes disso. Se o cara for muito “chato”, ela até aceita, mas no máximo como BATD (abate somente 10h de voo real). E 2) O simulador tem que ser de helicóptero.

    • Prezado Raul, sou PCH aprovado na banca IFR, fiz 25 horas IFR em simulador homologado pela Anac e realizei treinamento 20 horas IFR sob capota em Robinson R22 homologado pela Anac. Sei que para check IFRH um dos pré-requisitos é que o piloto tenha pelo menos 50 horas de comando em rota (navegação), no meu caso tenho apenas 15 horas me faltam 35 horas então, gostaria de saber se essas 35 horas podem ser realizadas em duplo comando em aeronave em que não é obrigatório 02 pilotos, R44 por exemplo.

      Muito obrigado, grande abraço !

      Fábio.

      • Essas horas até poderão ser realizadas em duplo-comando “real” – ou seja: pode haver um outro piloto ocupando o assento da esquerda, seja ele INVH ou não, com acesso aos pedais, cíclico e coletivo. Mas na hora de lançar os voos na CIV, vc coloca simplesmente que vc era o piloto em comando, e fim de papo. Deve ter sido assim que vc obteve suas outras 15h em comando, não foi?

        • Boa tarde Raul, consegui minhas 15h em comando da seguinte forma:

          5h navegação quando na ocasião fazia o PPH em escola homologada e 10h navegação voando curso PCH em escola homologada. Muito obrigado pela atenção Raul, grande abraço !

          • Hmmm… Eu acho que essas 5h que vc obteve no curso de PPH (qdo vc ainda não tinha nenhuma carteira de piloto) não contarão como horas em comando. Pelo menos no caso dos PCAs, as horas em comando voadas antes da obtenção da licença de PPA não contam como hora em comando (e, com o RBAC-61, elas nem se chama mais “em comando”, mas “solo supervisionado”, no caso de Aluno-Piloto). Então, na verdade vc vai ter que voar 40h em comando para poder checar o IFRH.

            Já as 10h em comando que vc voou no curso de PCH, tudo bem, elas contarão como horas em comando. E essas horas vc voou com um INVH na esquerda, com vc assinando o plano de voo como piloto em comando, não foi assim? Pois então, agora é a mesma coisa.

            Finalmente, eu queria te sugerir para vc tirar o IFRH nos EUA, vc já pensou nisso? Eu tenho minhas reservas quanto a realizar toda a formação no exterior, mas só tirar a habilitação IFRH nos EUA, eu acho uma ótima opção.

            • A questão é que eu já fiz todo o treinamento IFRH aqui no Brasil, só me falta checar então, acho que fica inviável fazer tudo de novo nos EUA.

              • Inclusive os voos de adaptação para o helicóptero homologado IFRH em que vc vai realizar o cheque? Porque, se bobear, ainda vale a pena ir para os EUA só para voar essas 30h em comando, mais a parte que precisará ser realizada em helicóptero IFRH real (a adaptação e o cheque em si). Não sou especialista em instrução nos EUA, nem sei dos preços, mas se eu fosse vc, eu pelo menos investigaria essa possibilidade. Entre em contato com o Will, que é o representante da Hillsboro no Brasil, e peça um orçamento, só por curiosidade. O e-mail dele é william@hillsboroaviation.com.br (pode falar em meu nome).

        • Nesse caso lançarei na CIV que eu era o piloto em comando e no diário de bordo vai constar que o voo era duplo comando, para a concessão de licença IFRH após aprovação no check IFRH terei que enviar para a Anac as cópias do diário de bordo da aeronave porém, constará que os voos eram em duplo comando, terá problema ?

          • Poderá ter problema, sim! O Diário de Bordo, a CIV, e Plano de Voo têm que estar coerentes. A única coisa que pode acontecer é haver um outro piloto na cabine, com acesso aos comandos da aeronave, o que faria do voo um “duplo-comando na prática”, embora formalmente ele seja 100% em comando para vc.

  7. Caros amigos,vcs podem me esclarecer se com esta restriçao as empresas(offshore) ficam limitadas a contratar apenas pilotos checados IFR?Obrigado.

  8. Não muda muita coisa do atual, a diferença é que permite escolas darem treinamento de IFR em aeronaves que não são homologadas IFR. Caso dos RH22 do Rio… (Se você for um suicida e quiser voar IFR real de R22 a lei nos protege de você…) Mas se você for voar um Agusta, Sikorsky, EC130, AW, entre outros que voam IFR real o cheque deverá ser do Tipo + IFR… Então o que muda??? Você irá comprovar que voa IFR no helicoptero que está checando, ou seja cada re-cheque de tipo será um recheque de IFR… Isso realmente aumenta a segurança de todos nós que voamos e acho válido.

  9. Um dos efeitos colaterais mais engraçados de fazer o curso de piloto fora do Brasil é que vc simplesmente desconhece as expressões equivalentes na sua própria língua. Por exemplo, “voo sob capota”. Aqui dizemos “under the hood”, que é a tal “capota, feia e desconfortável, que usamos apenas 3h no PP, mas depois usamos o IFR inteiro. A opção a ela é o “fog”, aquele óculos com “jato de areia” e com apenas a parte debaixo transparente, para o aluno ver o painel. E uma coisa que me azucrina no voo under de hood, por mais que seu instrutor esteja looking for traffic, é o perigo de bater em outros aviões. É uma mosquitada incrível aqui, e se com 4 olhos já é tenso, com 2 então… Sobre o artigo, achei curioso: o cara cheira mas não come? Ele treina IFR mas continua com a restrição? Sim, pq se a gente for esperar ficar “real IFR” pra voar IFR, dependendo do lugar (aqui inclusive) vai ser difícil…

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