Formação de piloto anfíbio no Brasil: um caos

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Acima, o ultraleve anfíbio Super Petrel decolando da água

Leiam abaixo uma nota publicada no site “Aviação Paulista” sobre a situação da formação aeronáutica brasileira relacionada à aviação anfíbia. Embora seja um texto redigido pela assessoria de imprensa de um fabricante de aeronave anfíbia, a realidade é aquela mesma apresentada: a aviação anfíbia, que deveria ser muito relevante em nosso país, praticamente inexiste, o que é lamentável.

 

Faltam escolas para formação de pilotos para aviação anfíbia

Setor poderia crescer mais se houvesse mais escolas no Brasil

(Da assessoria da Edra) – Em um país tropical como o Brasil, repleto de rios, lagos e represas, e lugares com dificuldade de acesso como a Amazônia, a aviação anfíbia deveria crescer ano após ano. Mas na prática não é bem assim. De acordo com os dados do Anuário Brasileiro de Aviação Geral 2012, lançado no mês passado pela ABAG (Associação Brasileira de Aviação Geral), a frota de aeronaves anfíbias não cresceu de 2010 para 2011, enquanto a frota de maneira geral aumentou 6,4% e a de jatos cresceu acima de 15%.

“A única explicação que encontramos para isso está no fato de faltarem escolas de formação de pilotos para este tipo de aeronave”, disse Rodrigo Scoda, diretor da Edra Aeronáutica.

A empresa brasileira fabrica no interior de São Paulo o Super Petrel LS, aeronave que vem ganhando cada vez mais o mercado internacional por causa dos baixos custos de aquisição, de operação e manutenção, tem a imensa vantagem de poder pousar em pistas terrestres e aquáticas. O Super Petrel LS está presente em mais de 20 países. Em agosto dois desembarcaram na Austrália e outro na Coreia do Sul.

“Até o fim do ano serão 300 aeronaves fabricadas só pela a Edra e o Brasil conta com uma frota de apenas 30 aeronaves anfíbias, contra 1654 helicópteros, 623 jatos e 953 turboélices”, explica Scoda.

Graças à versatilidade, o Super Petrel LS é capaz de operar em pequenas distâncias com facilidade. Os tanques nas asas comportam 95 litros, o que garante um alcance de 850 km. A velocidade de cruzeiro é de 180 km/h.

Usado tanto para negócios quanto para lazer, o Super Petrel LS oferece um espaçoso cockpit, capaz de abrigar confortavelmente duas pessoas, e mais 25 kg de bagagem. O modelo mais simples do Super Petrel LS varia a partir de R$ 175 mil.

A aeronave é fabricada com materiais compostos de alta resistência e leveza. Paralelamente, ligas metálicas são usinadas em processos modernos.

A Edra Aeronáutica é uma referência no mercado mundial. O projeto Petrel começou na França no fim dos anos 1980 e já está na sexta geração, com o lançamento do Super Petrel LS em 2009.

6 comments

  1. Leonardo Henrique
    3 meses ago

    Sabem de alguma escola de PP / MNAF em São Paulo, ou ao menos no Brasil?
    Até agora só encontrei aulas em anfíbios experimentais (CPL)…

  2. Decio Paula Borges
    4 anos ago

    A aviação brasileira esta faltando pessoal com espirito aviatório como na época do ministro Salgado Filho hoje tem muita burocracia,falta de proficionais imbuidos em promover a arte de voar,existe muita corrupção, na época do ministro mencimado acima que ouví contar pelo meu saudoso instrutor, o Brasil era pobre quase a ser descoberto promovia a criação de aeroclubes para formação de pilotos que voavam no braço e no pe e mão e bussola hoje com os instrumentos existentes seria muito mais facil dar uma vitaminada nestes aeroclubes, distribuir aviões subvencionar combustivel. Nesta malfadada revolução de 64 os milicos entraram no DAC fizeram uma verdadeira devassa e descontruiram e estrutura existente, criaram muitas portarias (exigencias) até que finalmente mudaram ate de nome ANAC que virou uma torre de babel de burocratas e esta aí o caos.

    • Anderson Cruz
      1 ano ago

      Desculpa Decio, mas vc escreveu muita besteira aí. Foi na época dos governos militares que muitos aeroclubes foram idealizados/inaugurados pelo Brasil. Por muitos anos, eles tiveram o apoio do governo para se manter, inclusive sob a tutela da FAB. Quer um exemplo claro: o aeroclube de Fortaleza ficava DENTRO da Base Aérea.
      E mais: o DAC, depois que saiu da gerência militar e passou às mãos do governo civil (mudando o nome para ANAC), não gerou nenhuma grande mudança em eficiência ou crescimento no setor. A única coisa que vi acontecer foi aumentar e muito a arrecadação através de taxas abusivas cobradas por esse novo órgão (por isso inclusive muitos a apelidaram de “ANARC”).

      • Raul Marinho
        1 ano ago

        Esclarecendo: a maioria dos aeroclubes foi criada nos anos 1940, no programa “Dêem Asas para o Brasil”, idealizado pelo Assis Chateaubriant – muito antes, portanto, do regime militar.

  3. Ricardo Camacho
    5 anos ago

    Que ponto que nos chegamos hein !!!!!…ridiculo….

  4. Se a formação está assim, abandonada, imagina a fiscalização…

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