O que há de errado com a instrução de helicópteros em S.Paulo?

By: Author Raul MarinhoPosted on
496Views10

O leitor Leonardo Rufeil me enviou hoje um link do G1 sobre o acidente que ocorreu com um helicóptero de instrução na rodovia Ayrton Senna, em São Paulo. Mais um! Mais uma vez, um Robinson 22 de uma escola baseada no Campo de Marte – só que, desta vez, graças a Deus, sem mortos ou feridos. O que há de errado com a instrução de helicópteros em São Paulo, afinal?

10 comments

  1. Mauro Silva
    5 anos ago

    Todas as Aeronaves possuem particularidades Operacionais e Adequações Operacionais.

    Os Robinsons estão sendo Mal Operados!

    É uma Aeronave que não dá margem a Erros de Pilotagem e Falta de Manutenção, agora imagine juntar esses dois itens ao mesmo tempo e ainda por cima em Regime de Instrução?

    Vendo de longe, pois só fiz um Voo em R-22, acredito não ser a Melhor máquina para Instrução, mas é a que tem o Menor custo e se Muito Bem Operada, pode ser colocada nas Escolas sim, mas é o tal negócio, Pilotar na Ponta dos Dedos e Manutenção Total.

    Fica muito difícil, como já foi mencionado acima, um INVAH que tem umas 20 horas a mais que um PCH, dar um Treinamento Perfeito, o Instrutor sabe pouco mais que o Aluno e muitas das vezes, sabe menos, caso o Aluno seja Dedicado e Estudioso, eu já passei por isso.

    Formar um Super Instrutor também não é fácil, pois assim que ele chegar nesse estágio, vem uma Empresa e contrata ele e daí lá se vai o Investimento.

    Parece que sempre veremos o Voo de Instrução no Fio da Navalha, até que não dá certo e tudo se acaba.

    Daí outras escolas aparecem e começa tudo de novo.

    Uma pena tudo isso, são vidas sendo ceifadas por Imprudência, Negligência e Imperícia !

    Será que é preciso acontecer tantos Acidentes para se Aprender a Voar?

    Abc

    Mauro

  2. Alê
    5 anos ago

    Formação inadequada de pilotos alunos e mais ainda de instrutores, falta de CULTURA AERONAUTICA dos pilotos brasileiros e manutenção inadequada das aeronaves. Lembrando que a diferença de um PCH para um instrutor de helicopteros são 10 horas

  3. Emanuel Goulart
    5 anos ago

    Boa noite,

    Todos últimos acidentes foram falhas humanas e não com problema com a máquina. Existe uma estatística que certa de 300 acidentes envolvendo Robinson 22, apenas 10 por cento foi falha mecânica. Os últimos acidentes com robinson foram falhas humanas, como o da Go air ( pane seca) e os outros 3 envolvendo a mesma escola foi em solo erro do aluno e do instrutor, o 44 que caiu no lago ( merda do piloto).
    Resumindo, não existe problema alguma com as máquinas, mas quem as conduz.

  4. André Araújo
    5 anos ago

    A pergunta está errada… deveria ser:

    Por que a FAA (Federal Aviation Administration) exige no EUA uma licença especial para operar R22 e R44?

    http://www.faa.gov/regulations_policies/rulemaking/recently_published/media/Final_Robinson.pdf

    • Jose
      5 anos ago

      Mas aqui no Brasil as licenças também são separadas, não entendi o comentário…

      • André Araújo
        5 anos ago

        Cara acho que meu comentário foi infeliz no termo que utilizei.

        Entenda como “licença especial” é que vc tem que ter mais experiência e treinamento para pilotar um R22 ou R44 nos EUA, e aqui ele é muito usado como primeiro helicóptero (ou seja de instrução).

        Salvo engano, vc tem que ter 50 h em qualquer outro.

        Na wikipedia, vc ainda vai ler algumas notas importantes:

        “O R22 tornou se o primeiro helicóptero americano a ter seu certificado revogado pela FAA”

        The R22 has had 182 fatal accidents between December 1975 and June 2010 from a total of 1,230 incidents.[9] In late 1981, the R22 became the first (and, to date, only) US helicopter to have its type certificate (FAA #H-10-WE) revoked by the Federal Aviation Administration due to the agency’s conclusion that the main rotor blades tended to suffer catastrophic failure in flight.[1] An early fatal accident was traced to a blade delamination, which was, in turn, traced to the Robinson rotor blade sub-contractor. The blades were assembled using special adhesives which were applied, then “set-up” overnight. The sub-contractor’s factory had a mosquito problem, and a gasseous “mosquito bomb” interacted with the blade adhesive and degraded its efficacy which led to downstream delamination.

        [1] http://en.wikipedia.org/wiki/Robinson_R22

        • André Araújo
          5 anos ago

          Corrigindo… (sobre as 50h que eu disse) exige 20 horas independente da experiência que vc tenha com outros equipamentos:

          FAA regulations (U.S. SFAR 73) require 20 hours minimum dual instruction before solo; 200 hours to instruct in the R22, whereas SFAR 73 does not even apply to Schweizer helicopters.

  5. Skyhawk
    5 anos ago

    E eu pergunto porque os Robinson’s tem tanta pane e mais acidentes. Algumas cias de seguros deixaram de aceitar o seguro desse fabricante devido ao alto índice.

    • José Roberto Arcaro Filho
      5 anos ago

      A maioria dos R22, os quais sofreram acidentes, tiveram panes de motor, ou outra falha mecânica qualquer. Todos eram Helicópteros usados em “Instrução” ou em Monitoramento de tráfego para Rádios, TV´s, etc.
      Acho engraçado o contraste com os R44 que sofreram acidentes, do ano passado até o começo deste ano (Foram muitos!!) Quanto aos 44, quase todos foram CFIT, e quase todos, também, foram “Fatais”!!
      Acho que este é outro caso, em que os acidentes não tem nada ver com a aeronave, mas sim com o (“Mal”) uso dela. Helicópteros “Congêneres” do 22 ou 44 têm o mesmo tipo de problema.
      No caso dos 22, acho que eles voam muito, e talvez necessitem de um acompanhamento melhor, com relação a manutenção.
      Com os 44, a coisa é diferente! Talvez a “filosofia” dos Tripulantes de Helicópteros com relação as condições climáticas e ao relevo da rota à ser voada, tenha que mudar.

      Abraços

    • junior
      5 anos ago

      Tem um numero muito grande de helicopteros R 44 e R 22,
      para se ter uma idéia correta deve-se levar em conta a quantidade
      de acidentes por quantidade de helicopteros do mesmo tipo.

Deixe uma resposta