“A última pescaria”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Neste último domingo, no evento do SERIPA-IV em Rio Claro, conversei longamente com a Dra. Ana Helena Puccetti (ex oficial psicóloga do SERIPA) sobre o problema da falta de cultura de segurança na aviação, e eis que quando volto a S.Paulo e abro meu Facebook, deparo-me com esse excelente artigo do Marcelo Quaranta, abaixo reproduzido (com a expressa autorização do autor). Embora não seja um texto novo (ele é de 2006), ele não poderia ser mais atual, e é uma leitura obrigatória principalmente para os recém-formados loucos para “fazer hora” de qualquer jeito. Não deixe de ler!

A última pescaria

Lael era um piloto conhecido por seu jeito irreverente e sua mania de fazer piada com tudo. Na meia idade, gozava a plenitude dos seus cinquenta anos, e gostava de exibir seu porte ainda atlético, durante as partidas de vôlei com os colegas da praia. Por alguns era chamado de “índio”, pois tinha a pele amorenada pelo habito de andar sem camisa, e as feições em muito se assemelhavam à de um indígena, embora não tivesse qualquer consanguinidade com essa etnia.
Pilotando, Lael era um bom “pé e mão” e isso ninguém podia negar. Por ser o mais experiente e conhecer a região como ninguém, a empresa passava-lhe as missões mais difíceis, onde se fazia necessário o pouso em pista curta e de lá sair com o avião carregado, muitas vezes acima do limite de peso. Orgulhava-se de dizer que, fosse qual fosse a condição e o grau de dificuldade, jamais havia negado uma ordem ou refugado uma missão. Sabia de olhos fechados onde estava cada rio, cada igarapé e cada clareira daquela região. Os mecânicos o admiravam, pois não era qualquer pane que o mantinha no chão, e com isso “poupava trabalho” à equipe de manutenção.
Todas as vezes que era questionado por colegas, se não tinha receio que algo acontecesse durante suas operações em condições que extrapolavam os manuais, respondia que conhecia melhor o avião – um velho Piper Navajo – mais do que os engenheiros que o projetaram. Sequer se recordava da última vez que havia lido o manual do avião, e afirmava que “avião se voa com os sentidos, e não lendo livros. Manuais não voam nada”. O próprio checklist era tratado como “peso morto obrigatório”, segundo fazia questão de frisar.
Gozava seus últimos dias de férias numa praia de rio. Era um recanto distante uma hora de carro da cidade de Santa Rita, e onde costumava pescar também quando estava em alguma de suas raras folgas. Já havia preparado o barco e a tarrafa para mais uma pescaria, quando um telefonema interrompeu seu embarque na pequena “voadeira”. Era a empresa ligando, pois precisava de um piloto urgente para pegar uma carga de peças de tratores em Carumã, uma pequena aldeia localizada na Amazônia, e de lá regressariam à base. Após o voo, poderia voltar à sua pescaria e seria compensado em um dia a mais em suas férias.
Mal desligou o telefone,  pediu ao barqueiro que deixasse a tarrafa dentro do barco, e este na margem do rio, pois assim que voltasse, sairia para pescar. Entrou em sua caminhonete e dirigiu-se direto para o aeroporto de Santa Rita, sem se incomodar por estar vestido para pescaria, com a bermuda cheia de areia, sandálias, e a camisa velha aberta no peito. “Uniformes não voam, e o voo é com carga” – pensou ele.
Assim que entrou no pequeno pátio em frente ao hangar e foi direto para o avião. Observou que o Navajo ainda estava com a carenagem do motor direito fora do lugar, e que o mecânico mexia em alguma coisa. Com andar apressado, Julião, o despachante, veio ao seu encontro para dar-lhe maiores detalhes da missão.
– Índio, você tem que pegar umas peças de trator  em Carumã e trazer pra cá pra arrumar, porque o pessoal de lá tá precisando abrir uma área e o único trator deles tá quebrado!
– Ué, com tanto piloto, por que não chamaram outro? – Perguntou Lael.
O despachante pensou em disfarçar e dar uma desculpa esfarrapada, mas sabia que o “Índio”  não era bobo de cair em qualquer conversa. Achou melhor abrir o jogo, mas já com a certeza de que  ele não se negaria a fazer o voo:
– Bom, Índio, o negócio é o seguinte, o motor direito apresentou umas falhas aí...
Lael interrompeu e dirigiu-se o mecânico:
– Serginho, o que é que tá pegando aí?
– Ô comando… A pressão do óleo está meio baixa e a temperatura do óleo está chegando ao limite. O último piloto que voou o avião foi o Almeida e disse que o EGT também tá muito alto, e que só dá pra voar com a mistura rica. – Explicou o mecânico.
–  Mas se ele veio assim no último voo e dá pra fazer só mais essa missão, antes de abrir, por que é que o Almeida não foi pra Carumã?
Julião se mete e, antes que Serginho possa dar mais detalhes que possa levá-lo a desistir do vôo,  responde:
– É… Esses bostas ficaram meio assustados, e ninguém quer ir. O problema é que só temos esse avião disponível pra fazer o voo, e o pessoal de Carumã precisa mandar as peças com urgência O Serginho disse que dá pra fazer esse voo tranquilo, e que na volta ele abre pra ver o que é que está acontecendo, não é Serginho?
Sem esperar a resposta do mecânico, e antes que este pudesse falar algo que viesse a contradizê-lo,   Julião emendou, mudando o tom para a bajulação e procurando inflar o ego de Lael, que por sua vez era afeito a elogios.
– Foi por isso que te chamamos! A gente sabe que você é o melhor que tem aqui e não nega fogo! Quem é bom nasce pronto!
Alguns despachantes ignoram completamente o que seja segurança de voo, e pra esses, o que mais importa é o faturamento da empresa. Parece-lhes que agindo dessa forma, garantem o emprego, pois o único propósito é o de se mostrarem eficientes aos olhos do patrão, a qualquer custo;
Quando os pilotos se recusam à uma missão, mesmo com motivos justificados, passam a ser vistos por eles como profissionais menores. Não raro, são eles os vetores de fofocas ou maldosos comentários que culminam no desemprego e na crucificação de pilotos no ambiente profissional. Assim era Julião. Ambicioso, sabia como “manobrar” para que um piloto não se recusasse a voar, e agia sempre apelando para o ponto fraco de cada um, que no caso de Lael era a vaidade excessiva, embora não admitida.
– Deixa de ser puxa-saco, Julião! – Falou Lael ao despachante, mas deixando transparecer uma ponta de orgulho no sorriso.  Voltou-se ao mecânico,  arrematou:
 Serginho feche esse motor que eu não quero perder tempo, Quero voltar e continuar minha pescaria!
O mecânico apressou-se em obedecer, embora soubesse que aquilo poderia representar um risco ao voo. Muitas vezes esses profissionais são forçados a agir contra as regras de segurança, pois no intuito de defender seus empregos, aceitam fazer reparos superficiais ou submetem-se aos caprichos de patrões irresponsáveis. Mais ainda, resta-lhes concordar em liberar o avião em condições precárias, mesmo sabendo que um acidente raramente acontece, não tendo a manutenção negligenciada por ele ou pela empresa.
Lael , ao lado do despachante, acompanhou atentamente o fechamento do motor.
– Julião, quem é o copiloto? – Perguntou o comandante.
– É o Eduardo, um novinho que entrou agora. É filho de um amigo do chefe. Checou há um mês e o chefe resolveu dar uma chance pra ele. Mas é estudioso e leu bem o manual do avião!
– Hummmm… Checou há um mês só? Não, obrigado! Pode deixar ele aí mesmo porque mais ajuda quem não atrapalha. Além disso, o avião vai voltar pesado e copiloto sem experiência só serve  pra ajudar a botar carga no avião ou pra fazer carga no avião..
Respondeu balançando negativamente a cabeça.
–  Coitado do rapaz, Índio! Vinte e dois anos, casado de pouco e tá precisando! É o primeiro voo dele depois do check, e tá aí desde cedo, de mala e cuia, traçando carta! Dá um refresco!
Índio coçou o queixo, fez uma careta de descontentamento, mas concordou. Todos sabiam que nele havia uma generosidade ímpar. Um dia ele também havia lutado por uma oportunidade, e sabia que cada voo era importante para quem estava começando. Trinta anos antes, ele mesmo havia chegado na região amazônica em busca de uma oportunidade, e ali se fixou.
– Tá tá tá… Para de falar na minha “orêia”, Julião! Vai lá chamar o manicaca e diz que eu tô esperando aqui no avião, enquanto o Serginho carena essa encrenca! Mas vamos tirar um sarro da cara dele! Chega lá e diz que eu sou “carne de pescoço” e que é pra ele se apresentar. Eu vou fazer papel de mau!
Falando isso soltou uma gargalhada, sabendo que iria se divertir com a situação.
– O avião já está abastecido, Julião?
Julião respondeu afirmativamente e foi rapidamente chamar o novato. Minutos depois, voltou acompanhado por um jovem franzino, impecavelmente vestido numa camisa branca, calça azul marinho e berimbelas recém-saídas da loja, enfeitando os ombros. Índio, por seu jeito irreverente e por estar vestido como um pescador, não podia deixar passar em branco. Aproveitou para fazer seu teatro, encarnando um personagem sórdido. Fechou a cara para receber o jovem piloto, que por sua vez estendeu a mão para cumprimentá-lo, mas não teve resposta ao cumprimento.
 Ah… Então o senhor é o copiloto não é?O rapaz mal podia falar, e apenas balançou a cabeça afirmativamente, sem tirar os olhos arregalados do “comandante” Vendo que o jovem ficava cada vez mais tenso, completou sua sórdida brincadeira, fazendo uma pergunta atrás da outra, sem dar chances ao rapaz de respondê-las:
– O senhor vai a algum casamento pra estar vestido assim de boneca? Poderia me mostrar suas credenciais, por favor?  Quem mandou você usar berimbelas? Tá gozando da minha cara porque eu estou de bermuda? Já fez a inspeção externa no avião? A navegação está pronta? Sabe pelo menos pra onde a gente está indo? Já viu a meteorologia? Cadê o plano de voo pronto? O avião está abastecido? Qual pista está operando?
O pobre do copiloto não sabia o que dizer. Se antes estava assustado, agora queria sair correndo e deixar aquele louco falando sozinho. Tentava se explicar, enquanto procurava suas carteiras, mas a voz não saía. Procurava palavras, e não achava. Vendo o constrangimento do moço, Índio deu uma sonora  gargalhada e amenizou:
– Relaxa cara! É só brincadeira! Não vou morder você não! Bem vindo à bordo! – Agora o cumprimentando com um tapinha no ombro.
– Que susto, comandante! Pensei que o senhor não tinha ido com a minha cara! – respondeu o jovem, aliviado.
– Que nada garoto! Era só brincadeira mesmo. Mas pega água pra gente, porque em duas horas e meia nesse calor, nós vamos derreter no avião, e a água de Carumã é horrível. Quem não está acostumado fica logo doente.
Eduardo correu para cumprir sua primeira ordem. Ao voltar, o avião estava pronto. Índio mandou que ocupasse seu lugar na direita, e ele mesmo fechou a porta do avião. A partida foi rápida, assim como táxi foi apressado, pois não queria perder tempo. Após um ligeiro check de cabeceira, decolaram para Carumã.
O motor direito apresentava uma temperatura mais alta que o esquerdo, mas o velho comandante tentava compensá-la mantendo a mistura rica e os flaps de refrigeração abertos. A longa pista de Santa Rita não exigia grandes esforços do motor, pois permitia uma decolagem com a potência um pouco reduzida.
Pouco antes de meio dia pousaram na pequena pista da aldeia, onde algumas pessoas já os aguardavam. O embarque seria rápido. Era só colocar as peças no avião e retornar para Santa Rita. Após o corte dos motores, Índio desceu para orientar o carregamento, sendo ajudado por Ademir, o cacique da aldeia, e seu velho conhecido.
– Ademir, meu velho, o que é que tem de peso aí?
– Ó índio, aqui tem um eixo, umas carcaças, duas baterias de trator e mais essas caixas. Tá bem pesado!
“Tá bem pesado” era o máximo de referência que Lael poderia contar. Uma a uma as peças foram sendo colocadas no avião. A fuselagem recebera um peso tal, que já arriava os amortecedores dos trens de pouso. O cuidado maior era para que o peso ficasse bem dividido, embora já se mostrasse bem superior ao permitido pelo manual. E quanto mais peças entravam, mais peças colocavam, sem que o comandante impusesse um limite. O copiloto acompanhava tudo, porém estava mais assustado naquela hora, do que pela brincadeira de Índio em Santa Rita. Embora soubesse que todo aquele peso já estava bem acima do máximo de decolagem, não disse nada, com um justificado medo de uma repreensão.
O jovem piloto havia aprendido na escola, que na aviação ninguém pode criar regras próprias, sejam elas de voo ou de operação. As regras existem, estão impressas nos manuais e foram feitas para serem cumpridas, e não desprezadas. Regras que limitam, mas que preservam vidas. Entretanto, aquela situação era especial. Eduardo estava em seu primeiro voo na empresa, e justamente com o piloto mais velho, e que se orgulhava de dizer que “manuais não voam”. Embora não se sentisse confortável com a situação, teve receio de falar algo que pudesse fazê-lo parecer impertinente diante do comandante.  Tinha  medo de ser visto como medroso e cortado da empresa logo no  início de sua carreira.
Por volta de uma hora da tarde, sob um sol tórrido e a humidade sufocante da Amazônia, terminaram o carregamento. Passando entre as peças, Lael voltou à cabine do Navajo e deu partida nos motores. Taxiou lentamente para a cabeceira da pista, observando que sob aquela temperatura ambiente, os motores permaneciam quentes. O direito, principalmente, apresentava uma temperatura muito acima do normal. A pressão de óleo se mostrava baixa demais e a temperatura do óleo já no limite máximo. Mas tinham que sair a qualquer custo daquele fim de mundo localizado no meio do nada.
Já alinhados com a pista, Lael ligou as bombas auxiliares de combustível, avançou as manetes de potência ao máximo e segurou a aeronave nos freios. Eduardo alertou que a temperatura do motor direito havia atingido o pico, e que o indicador de pressão do óleo migrara para a faixa amarela. Mas Índio respondeu, afirmando que tão logo reduzissem o motor após a decolagem, a temperatura baixaria e a pressão subiria alguma coisa. Era só mais aquela etapa antes de entrar na manutenção.
Os freios foram soltos. Devido ao peso, a aeronave teve certa dificuldade de vencer os primeiros metros, mas mesmo com tamanha malemolência começou a ganhar velocidade gradativamente. Índio conhecia bem aquela pista, pois já havia pousado nela centenas de vezes. Pensou que, se por um lado o avião estava pesado e a temperatura do ar era alta, atrapalhando a decolagem, por outro, a pista, embora curta, apresentava um ligeiro declive, o vento era de proa e já haviam consumido duas horas e meia de combustível na vinda. Isso ajudaria na decolagem. Podia-se ouvir o cascalho sendo jogado pelos pneus achatados contra o piso à medida que o avião rolava na pista
– Sessenta nós! – Falou Lael, enquanto colocava os flaps em posição de decolagem
– Oitenta! – O final da pista já se aproximava, e as árvores mais altas após ela, mostravam-se obstáculos preocupantes.
– Cem nós! – Ajudado pelo compensador do profundor, Índio trouxe o manche para trás, fazendo o nariz do avião levantar. A buzina de estol logo começou a dar sinal, e em ato contínuo, o piloto levou o comando do trem de pouso para cima. O avião subiu embarrigado, em potência máxima, mas com dificuldade foi ganhando altura e passou as primeiras árvores.
Os motores ainda estavam a pleno. A velocidade, passeando próximo à velocidade mínima de controle, não permitia que os flaps fossem recolhidos.
A temperatura externa mostrava o quanto fazia diferença na performance do avião, enquanto a temperatura do motor mantinha-se na faixa crítica.  Com grande dificuldade atingiram 400 pés, mas o avião ainda estava embarrigado por causa do excesso de peso.
– 500 pés!   Cautelosamente Lael começou a reduzir a potência, quando o pior de todos os pesadelos aconteceu. O som uniforme dos motores deu lugar a um barulho descontinuado vindo do lado direito.  Eduardo virou-se instintivamente para ver o que está acontecendo, e pôde ver o motor “lavado” de um óleo negro que escorria também para a asa.
Um baque surdo, e o motor rapidamente perdeu potência. Nesse momento, Lael lutava para manter o controle, e avançava as manetes de potência para frente. O avião, que já estava embarrigado, perdeu velocidade com espantosa rapidez. A asa do lado direito baixou, e o avião começou a perder altura. O comandante ainda tentou contrariar o movimento da aeronave, aplicando os comandos para o outro lado, mas eles não responderiam. O chão aproxima-se cada vez mais. A velocidade já estava abaixo da VMCa e o avião transformou-se num bólido com vontade própria.
O que antes era céu na parte de cima do parabrisa, agora virava terra, e o avião girou em torno do seu eixo longitudinal, ficando de cabeça para baixo. Peças de trator ganharam uma impressionante leveza e literalmente voaram pela aeronave. Eduardo apenas fechou os olhos e segurou o painel, já sabendo que não havia mais o que fazer. Índio ainda manteve inutilmente o manche virado para o lado esquerdo, e totalmente puxado contra a barriga.
Os habitantes da aldeia ouviram uma explosão, e observaram uma fumaça negra que não tardou a subir.  Em poucos minutos organizaram-se, e se embrenharam pela floresta, seguindo a direção da coluna de fumaça. Algum tempo depois se depararam com um cenário devastador. Partes do avião estavam espalhadas por uma grande área, inclusive sobre as árvores. Não havia como identificar nada. Os nativos tentavam, em meio à fumaça sufocante, apagar os focos de incêndio que pareciam invencíveis.
A notícia chegou à empresa e vazou para Santa Rita, fazendo com que uma multidão corresse para o aeroporto em busca de notícias do conhecido piloto. Julião ainda tentou conter os curiosos e repórteres que buscavam explicações, porém tanto ele quanto Serginho ainda teriam muito o que explicar posteriormente. Ainda assim, por mais que procurassem justificativas para o acidente, dificilmente conseguiriam convencer suas próprias consciências, de que não colaboraram de alguma forma com o que ocorreu.
No rio, onde Lael costumava pescar, o barqueiro olhou o relógio – Cinco horas da tarde. Tratou de recolher o barco e colocá-lo dentro do galpão que servia de abrigo. Naquele dia não haveria pescaria. Não mais haveria, e por causa de algo que podia ter sido evitado.
É ou não é isso o que você vê na prática, Dra Ana Helena?

6 comments

  1. Skyhawk
    5 anos ago

    Excelente!

  2. Luciano
    5 anos ago

    Texto Excelente!

  3. Ana Helena
    5 anos ago

    Raul, As histórias infelizmente tem similaridades e a mais triste delas é a juventude de quem morre.

  4. Carlos César.
    5 anos ago

    Ótimo texto, realmente um leitura obrigatória, não só para os mais novos mas também para “velhas águias”. A narrativa do Marcelo é tão boa, que senti-me ao lado dos personagens o tempo todo. Alias, eles não me são estranhos, tendo encontrado com vários deles pelo Brasil. Um texto para não ser esquecido. Parabéns.

  5. Fred Mesquita
    5 anos ago

    Isso é fato comum e acontece muito na região amazônica.

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