Uma boa hora para começar a formação aeronáutica

By: Author Raul MarinhoPosted on
395Views8

Vejam a reportagem do Valor Econômico de hoje (obtida no Aeroclipping do SNA), abaixo reproduzida, que aponta que também não será em 2013 que a aviação vai se recuperar. Mas 2014, com eleições e Copa do Mundo – sem contar que a crise econômica mundial deve ter arrefecido até lá – deve ser o ano da virada. Assim sendo, quem começar o PP agora deverá estar se formando justamente no momento da retomada. Já para os recém-formados, ou em fase final de formação, as perspectivas não são nada boas, infelizmente.

Para planejar frota aérea no Brasil, muita cautela
Por Alberto Komatsu | De São Paulo

Cautela no curto prazo e otimismo só depois de 2014. Esse é o cenário de planejamento de frota entre as principais companhias aéreas brasileiras, detectado nos planos já divulgados por elas e por uma projeção de longo prazo feita pela Jet Design, empresa especializada em serviços e componentes aeronáuticos.

A desaceleração na aviação mundial, aumento dos custos e volatilidade cambial têm impacto maior em TAM e Gol. Desde o início deste ano, as duas reduziram a oferta de assentos no mercado doméstico, processo que se estenderá em 2013. Mas ainda há um excesso de oferta, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Entre as aéreas de médio porte, a Avianca continua expandido a frota em 2013 e informou que não há plano desenhado a partir de 2014. O levantamento da Jet Design, no entanto, mostra um total de 56 aeronaves da Avianca em 2015 (22 a mais do que tem hoje).

Na Azul, em processo de fusão com a Trip, há indefinição no plano de expansão a partir de 2013, pois não há informação sobre a quantidade específica de aeronaves que ela pretende trazer a cada ano. A empresa divulgou que, entre pedidos firmes e opções, são 51 aeronaves até 2016. A Azul havia informado, no fim de agosto, que de setembro deste ano a abril de 2013, planejava trazer 12 aviões para renovar a frota.

“As empresas estão recuando, esperando uma melhora de situação nos Estados Unidos e na Europa. Estão projetando mais aviões, mas só a partir de 2014”, diz o especialista em leasing da Jet Design, Ricardo Mendes.

Diante desse cenário, o Santander, único banco que oferece leasing operacional de aviões (uma espécie de aluguel), no Brasil, diz que sua meta de dobrar de tamanho a carteira de aeronaves, em cinco anos, não será alcançada. Atualmente, são 18 aviões. “A razão para isso não é o nosso apetite, mas a demanda da indústria de aviação, em processo de desaceleração com o excesso de oferta que ainda há no mercado brasileiro”, afirma o superintendente da área de investimentos do Santander, Luiz Eduardo Rangel. O Santander fez a sua estreia no segmento de leasing operacional de aviões, no país, em 2008. Entre alguns dos seus clientes estão a TAM e a Azul.

“Temos uma situação de conforto para 2014, pois podemos alocar aviões da Avianca Colômbia para o Brasil”, diz o vice-presidente comercial e de marketing da Avianca Brasil, Tarcisio Gargioni. A companhia vai incorporar cinco aviões, em 2013, e informa que não têm planos definidos a partir de 2014.

A Avianca registrou, de janeiro a agosto, a maior taxa de crescimento de oferta, de 92,48%, em relação ao mesmo período de 2011. A Trip teve o segundo maior índice, de 58,44%, seguida pelos 36,10% da Azul. A TAM, por sua vez, registrou variação positiva de 0,6%, enquanto a Gol teve recuo de 2,69%.

Apesar de TAM e Gol estarem reduzindo a oferta de assentos neste ano, de até 2% para a TAM e de até 4,5% na Gol, ainda há excesso de capacidade no mercado nacional.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em termos absolutos, a oferta de assentos por quilômetro voado, em agosto, é o maior volume para este mês desde o início da série histórica, iniciada em 2000. São 10 bilhões de assentos por quilômetro voado.

Em entrevista ao Valor, publicada em 28 de setembro, o presidente-executivo da TAM Linhas Aéreas e presidente da holding TAM S.A., Marco Antonio Bologna, disse que a companhia vai reduzir a oferta em 7% em 2013. A frota de aviões em operação será reduzida dos atuais 114 para 109, ano que vem. Haverá aumento da quantidade de aviões de reserva, de um para três.

8 comments

  1. Fred Mesquita
    5 anos ago

    O que mais vejo hoje em dia são as empresas querendo crescer e aumentar a frota, fazendo o dever de casa corretamente. Em contrapartida, o Governo Federal muito pouco está fazendo, pois todos os principais aeroportos do Brasil vivem abarrotados em um movimento sempre crescente, notadamente uma desorganização total nesses aeroportos, e aí quase nada está sendo feito. Privatizar alguns aeroportos muito em cima da hora não vai resolver nada, só o bolso de alguns mensaleiros é que vai encher.

    Falar que estamos preparados para receber um grande volume de passageiros deixou de ser uma icógnita para ser uma realidade irreversivelmente catatrófica. Não cabe mais ninguém nos aeroportos.

  2. leandro
    5 anos ago

    muito bom o blog!!! parabéns!!!

  3. Righetti
    5 anos ago

    Quem se capacita não se estrumbica…

  4. Fabio Otero
    5 anos ago

    Eh verdade. Isso aih sempre foi uma “gangorra”, altamente ciclico. Quando eu comecei no aeroclube, a linha aerea (na epoca, VASP, Varig-Cruzeiro e Transbrasil) estava estagnada. Soh de quando em quando alguem entrava, “de PQD”, e geralmente com altissimo Q.I….uma coisa eu sempre observei, entretanto: mesmo nos periodos de crise, ha – aqui e alih – algum nicho a ser explorado. Agora mesmo, vejo oportunidades no helicoptero (INVH, offshore, executivo etc.), na instrucao em geral, na Aviacao Agricola, e mesmo em certos sub-segmentos da Aviacao Executiva (nesta, por mais “clube exclusivo” que seja; eh relativamente facil conseguir um comandante com qualificacao e experiencia, mas conseguir um comandante com o perfil adequado para a executiva / VIP, nem sempre; copiloto bom, entao, nem para remedio; a maioria pede em media umas 1,000 hrs de qualidade, sendo a maior parte em jato e/ou turboelice com avionica avancada, ICAO 5 ou 6, entre outros atributos…).

Deixe uma resposta