Como é voar no Chile

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Aeródromo de Tobalaba, onde fica sediado do CAS-Clube Aéreo de Santiago

O CAS, com suas modestas instalações, e visual desagradável: “Chupa, Aeroclube de São Paulo!”

Reproduzo abaixo o relato do leitor Fábio Carvalho sobre como é voar no Chile, baseado em sua própria experiência na obtenção da licença de Piloto Privado no Clube Aéreo de Santiago. É um relato muito interessante e detalhado sobre como funciona a formação aeronáutica chilena – que, a propósito, pareceu-me uma opção interessante para brasileiros. Agradeço ao Fábio pelo empenho na redação de seu relato, que recomendo a todos os leitores daqui como um texto de riquíssimo valor cultural: uma ótima leitura para este feriado!

Meu nome é Fábio Carvalho, sou brasileiro e residente em Santiago do Chile há cinco anos. Trabalho na área de Tecnologia & Telecomunicações, e eu vim parar aqui por motivos profissionais. Atualmente, meu projeto pessoal é a minha formação como Piloto Privado, projeto este que estou levando adiante junto ao Club Aéreo de Santiago (CAS), do qual sou sócio. Minhas aspirações chegam até as habilitações de multimotores e de IFR, talvez a licença de Piloto Comercial – porém, sem a pretensão de obter uma licença de Piloto de Linha Aérea, e nem mesmo tenho a intenção de trabalhar como piloto profissional.

Agradeço ao convite feito pelo Raul Marinho para falar um pouco sobre a formação aeronáutica no Chile, e tratei de formular um resumo baseado na minha experiência. Ainda assim, vale ressaltar que as opiniões e as informações aqui expostas são baseadas na minha própria observação – que, portanto, servem apenas como uma ideia, uma referência a respeito dos processos referentes à formação aeronáutica chilena. Portanto, elas não representam nenhuma informação oficial de pessoas e/ou de instituições aqui citadas.

Para começar meu relato, eu gostaria de falar um pouco sobre o Chile, enquanto falo sobre a instituição onde realizo a minha formação, e sobre o mercado de aviação do país. Para quem não conhece, é interessante saber que o Chile é dividido em 13 regiões distribuídas por uma faixa territorial bem comprida (4300 km) e estreita (média 90-400 km). Ao norte está o deserto mais árido do mundo; na parte central está concentrada a maior parte da população, e onde se concentra também a produção agrícola, além das vinícolas de alguns dos melhores vinhos do mundo; e ao sul estão localizados muitos lagos, vulcões – e, claro, o gelo característico da Patagônia, até o território chileno antártico. Além do território continental, está a parte conhecida como Chile insular, e incluí as ilhas do pacífico – uma delas é a famosa Ilha de Páscoa.

Na breve descrição acima, pode-ser ter uma ideia dos diversos lugares e tipos de experiências que se pode ter voando por aqui. Poder experimentar voar do deserto aos glaciares dentro de um mesmo pais, em área de coordilheira (Andes), enfrentar neve, cinzas vulcanicas (existem 2.900 vulcões), gelo e glaciares, pousar/decolar em aeroportos com altitudes entre 7mil e 10mil pés, enfim, até manter comunicação com a ATC em Espanhol é algo diferente, desafiante e interessante. Enfim, poder aproveitar o que aqui se oferece realmente agrega bastante na experiência de vida do indivíduo – e, no meu caso, o fato de contar com um ambiente muito agradável no aeroclube me ajuda a criar uma muito boa rede de amigos e contatos.

No Chile existem várias escolas e também vários clubes aéreos onde os aspirantes a piloto fazem seus cursos. O Clube Aéreo de Santiago é uma organização privada sem fins lucrativos que surgiu há 84 anos, e que tem como missão fomentar a aviação civil no Chile. Atualmente, o clube conta com mais de 600 sócios ativos, o que o torna um dos maiores aeroclubes da América Latina, e conta com uma excelente infraestrutura, tendo entre seus ativos dois terços do aeródromo de Tobalaba (ICAO: SCTB).

Minha opção em escolher um clube áereo e não uma escola é porque eu buscava não somente obter conhecimento teórico, acumular horas de voo, e tirar uma licença o mais rápido possível (o que normalmente acontece numa escola, por ser este o princípio do seu negócio). Na verdade, eu buscava fazer parte de um grupo de pessoas que têm a formação com foco principal na segurança de vôo, em voar pelo prazer de voar, em um lugar para poder compartilhar com a família e amigos. Enfim, por esse e por outros fatores eu optei pelo Clube Aéreo de Santiago – o mais tradicional, importante e respeitado do Chile –, e onde está uma das melhores formações. A camaradagem é um ponto forte entre os sócios, e seus instrutores são também associados que ensinam de forma ad honorem (ou seja, não cobram por ensinar), além de estar localizado a poucos minutos da minha casa e do meu trabalho, e estar em frente à linda Cordilheira dos Andes.

Os fatores que eu listei são realmente os que diferenciam esse clube aéreo, e se talvez eu pudesse listar um pouco mais dos detalhes da infraestrutura disponibilizada, eu poderia citar os seguintes aspectos que vejo como bastante positivos:

– Quadras de tênis, churrasqueira, piscina, playground para crianças, restaurante, cafeteria, estacionamento privativo, e tantos outros beneficios de um clube social. Todos os leitores aqui devem saber o quanto é difícil conciliar o tempo dedicado para acumular horas no aeroclube e a família; por isso, ter um ambiente que ajude a diminuir essa dificuldade é algo bastante relevante.

– Simulador de voo para treinamento e acumulo de experiência. O uso de simulador, dependendo da licença ou habilitação, pode sim abater horas, o que é bem interessante sob a perspectiva dos custos (a hora com instrutor parte de 18 dólares).

– É bastante comum reunirmos para fazer churrasco nos finais de semana e celebrar o batizado de algum companheiro que “solou”. Alias, lá na cafeteria sempre temos disponível e de graça um kit batizado. Já o churrasco normalmente sobra para o brasileiro aqui.

– São realizados vários passeios e ‘raids’ pelo país, promovidos pelo aeroclube. Também há competições esportivas para promover a parte social.

– A facilidade de poder agendar horários, e a flexibilidade e facilidade para conseguir aviões também é algo importante. Claro que o aerodrómo é bastante movimentado, e isso pode ser um fator negativo, porém é compensado pela beleza e a vista da cordilheira.

Enfim, são vários fatores, e acho que fica claro o motivo de eu ter me decidido por fazer parte desse clube aéreo.

Agora, falando sobre a formação de pilotos e da minha experiência, como eu disse antes, existem várias escolas privadas que oferecem cursos de piloto no Chile, das quais posso citar algumas como referência. Em Santiago (capital do Chile): Los Cedros, Latin Air, Gestair, Escuela de Vuelos LAN, Club Universitário de Aviación, Universidad Frederico Santa Maria (curso de Piloto Comercial com título superior universitário), entre outros menores, e outros tantos aeroclubes distribuídos pelo país. Tem também um programa de formação de pilotos comerciais com apoio da LAN Chile, o que para muitos que buscam seguir a carreira é um ótimo caminho. Caso alguém queira saber mais detalhes sobre como é a formação por meio desta opção, vale a pena visitar http://www.quieroserpiloto.cl/.

Cada escola ou clube usa diferentes aviões para oferecer seus cursos. Porém, da minha observação, os mais usados para a formação são os listados a seguir: Piper PA-38 Tomahawk, Cessna C-152, Cessna C-172, Piper PA-18, e Piper PA-28 (Cherokee, Archer, Arrow) – mas a grande maioria de escolas e aeroclubes usa mesmo o Cessna C-172. Para habilitação de instrumentos, usam-se em geral os aviões com Glass Cockpit (C-172S, C-182T), ou os Piper Archer e Arrow. Para o IFR também é fácil encontrar simuladores como o REDBIRD FMX e ELITE, os quais são aprovados para acumular horas no logbook. O mais tradicional para obter a habilitação de multimotores aqui é o Piper PA-34 Seneca.

Os custos para voar estes aviões durante o periodo de instrução podem variar de acordo com a região e escola ou clube aéreo. Falando da minha experiência como sócio do aeroclube, posso dizer que o custo para acumular minhas horas de voo gira em torno de R$ 260/hora. Eu não pago pela instrução teórica ou prática, pois como eu disse, os professores são também sócios – claro, são especialistas nas disciplinas teóricas, habilitados como instrutores, e certificados na sua especialidade. Acho importante comentar que os INVAs não cobram no club aéreo onde eu voo, pois os instrutores que trabalham como voluntários obtêm, dentre outros, o benefício do acúmulo de horas, e o de poder contar com um sistema de pontuação para poder voar os aviões do clube com menor custo. Uma diferença é que cada aluno tem seu próprio instrutor designado desde o início, e a licença de aluno é assinada por esse instrutor, que com ele faz praticamente todas as suas horas de voo.

Outros clubes aéreos e escolas já consideram, no valor da hora de voo, o custo do INVA. Não vejo o mercado para INVAs aqui como algo que traga beneficios financeiros, talvez ajude no acúmulo de horas. Porém, como aqui o limite para entrar numa empresa como a LAN Chile é de 200 horas de voo, não há muita procura para ser instrutor com esse objetivo de acumular horas como no Brasil. Isso porque todo o processo de formação, responsabilidade, etc. pode ser mais trabalhoso do que preparar-se para alcançar os requisitos mínimos para ir diretamente para uma linha aérea. Por outro lado, as pessoas que trabalham como instrutores em geral são bastante experientes e de alto nível. A exigência dos instrutores normalmente é bastante alta também, o que se traduz numa ótima qualidade de instrução e formação.

Ainda sobre os custos, pelo conceito de cota social e gastos operacionais do clube, eu pago algo em torno de R$ 150/mês. Porém, este valor representa não somente o benefício de voar o material do clube, mas também o de ocupar as dependências (piscinas, churrasqueiras, quadras de tênis, restaurante, cafeteria, etc). Nas escolas privadas no Chile, os custos em geral são determinados considerando o valor total do curso incluindo aulas teóricas e práticas (cerca de 40 horas para PP), ou seja: para obter uma licença de Piloto Privado, se gasta em média cerca de R$12mil. A formação como Piloto Comercial exigirá um investimento da ordem de R$ 70-80mil, em média (como valor referencial). Como um exemplo para a obtenção da habilitação IFR numa escola privada em Santiago, o custo total estaria na faixa de R$20mil para 162 horas teóricas, 40 horas de instrução prática (20 horas em simulador e 20 horas em avião C172), mais 2 horas de cheque. Já um curso para obter a licença de Piloto Comercial (MNTE), considerando que o aluno já tenha o mínimo de horas requeridas, sai na faixa de R$6mil (somente o curso).

Para obter a licença aqui, o processo não é simples. Porém, não tem tanta burocracia ou demora, e segue a regulamentação do orgão chamado D.G.A.C. (Dirección General de Aviación Civil), que é um serviço público cuja função é fiscalizar e aplicar as normas aeronáuticas. Esta é a autoridade competente e representa o mesmo que a ANAC no Brasil. No meu caso, após eu ter sido aprovado nas matérias de aerodinâmica e de engenharia operacional (manual de operações e outros tópicos do material a ser voado – Piper PA-28), e de ter obtido o certificado de apto, outorgado por exame médico classe 2 no Departamento de Medicina Aeroespacial (MAE) del Hospital de la Fuerza Aérea de Chile (no Brasil é o CMA), juntei os documentos requeridos e enviei por sistema eletrônico no própio site da DGAC, e no outro dia eu já estava com minha licença de Aluno Piloto (cartão plástico na mão). Essa licença é a autorização para o aspirante a Piloto Privado fazer as aulas práticas e alcançar as horas mínimas exigidas (35 horas por instituição reconhecida / 40 horas caso contrario). Ainda assim, para fazer o cheque de voo solo, é necessária a prova teórica da DGAC (algo parecido como a banca online da ANAC).

Portanto, para obter a licença de Piloto Privado mesmo que não seja obrigátorio participar de curso teórico em escola, as aulas práticas devem ser feitas ou numa empresa aérea dedicada à instrução, ou num clube aéreo, ou com um instrutor certificado (particular). Isso porque um dos requisitos é uma carta de apresentação e um certificado que o aluno fez um exame teórico do avião em que receberá as instruções práticas. Um detalhe sobre os custos para a impressão das licenças: uma vez aprovado na banca de PP, ele é em média de R$55-60, e para PC, em média R$70-80.

Assim, falando da “ANAC” do Chile (D.G.A.C. ou Dirección General de Aviación Civil), posso dizer que esta funciona como uma entidade reguladora da aviação no país, enquanto a J.A.C. (Junta de Aviación Civil) seria correspondente à INFRAERO. Quanto a processos e burocracias, acredito que aqui funciona parecido aos demais paises, ainda que eu sempre achasse rapido o atendimento e fácil o acesso sempre que precisei. Para obter a minha licença de “Alumno-Piloto”, bastou enviar pela internet cópia dos documentos e a carta do clube aéreo informando que eu havia concluído satisfatoriamente as disciplinas requeridas, e no outro dia passei para buscar a carteira (em plástico formato cartao de crédito). Caso um piloto que tenha a licença, por exemplo, de PC ou PLA, e queira trabalhar no Chile, deve seguir a regulação chilena e o que esta diz é que não há impedimento para que esse piloto seja contratado desde que tenha convalidado as licenças e habilitações requeridas. Para convalidar é necessário iniciar o processo junto a DGAC, e cumprir com os requisitos mínimos. Além do exame médico válido, é necessário o domínio do idioma espanhol, e ter residência legal no Chile. Logo, para obter essa condição de residente legal é necessário um visto, o que dará o direito de obter trabalho e residência.

Mesmo que o curso teórico aqui não seja obrigatório, prestar a prova é o menor dos problemas. Adquirir o conhecimento teórico necessário requer tempo, paciência e dedicação, e isso quando obtido de fontes já experimentadas facilita muito. Também, as exigências passam as ser mais complicadas quando não se é encaminhado por uma instituição reconhecida.

No clube aéreo, o curso teórico dura entre 107 e 110 horas, e também se pode fazer a prova por meio de alguma escola que entregue ao menos 15 horas da disciplina base para completar com a prova do material a ser usado durante a instrução. A prova (examen, ou ‘banca’ como é chamado no Brasil) acontece nas dependências da D.G.A.C., e também é eletrônica. Depois de aprovado na prova, e concluídas as horas minimas de voo, acontece o voo de cheque, que inclui o checklist de monobras e também um tipo de prova oral pelo inspetor avaliador.

Uma escola particular geralmente apenas prepara o aluno para a prova, enquanto um clube aéreo mantém um nível acima do requerido pela banca, e pede um minímo de aprovação de 70% em todas as matérias para que o aluno possa se manter no curso e também no próprio clube. Portanto, caso não consiga obter a pontuação miníma em uma segunda chance já não se poderá continuar na turma do curso de formação de piloto, e deve-se buscar outra forma de obter sua licença – ou, quem sabe, tentar (sem garantias) voltar numa próxima turma. Ou seja: o nível em geral é bastante puxado e difícil. Em algumas escolas, a dedicação requerida é integral, enquanto que no aeroclube são ao menos 10-12 horas por semana, durante os 4-5 meses de curso teórico, e para as aulas práticas, o tempo depende do ritmo de cada aluno.

Ou seja, não deveria haver grandes diferenças na formação ou no processo em si do que é aqui no Chile com o Brasil. Entretanto, entendo que há uma diferença da escala e volume entre ambos os países, e que de uma maneira ou de outra afeta a oferta e a procura por cursos de piloto e suas formações disponíveis. Essa diferença pode ser traduzida no que representa o custo total dos cursos e dos valores para acumular horas de voo, ou mesmo na oferta de trabalho (outro assunto). Porém, o que vejo como mais importante é mesmo a experiência de vida acumulada, e isso já tem me dado muitas alegrias. A próxima aventura já está anotada na agenda, e vai ser participar do tradicional ‘raid’ de verão organizado pelo clube aéreo ao sul do Chile, normalmente para uma região cheia de lagos e vulcões em uma paisagem de rara beleza. CAVOK!

Espero ter contribuído com uma visão sobre como as coisas funcionam por aqui, e caso tenham dúvidas ou comentários, eu ficarei feliz em responder.

19 comments

  1. Everson Padilha
    2 anos ago

    Fábio, eu sou INVA aqui no Brasil(PP,PC e INVA) é possivel arrumar emprego no Chile como INVA? mesmo que não remunerado !!!

  2. Marco
    2 anos ago

    Ola Fábio

    Sou cidadão suíço com brevê FAA (USA) de PP. Vou talvez me mudar para o Chile e gostaria de continuar de voar lá mesmo. Sob qual condição posso voar no Chile com um avião registrado N (November), então registrado nos EUA?

    Agradeço a desde ja a sua resposta.

    • No Chile poderá voar um avião matrícula November nas mesmas condições que em qualquer outro lugar: irá requerer que o PIC tenha licença FAA. Quanto ao avião poder sobrevoar o território Chileno e sobre o tempo de permanência, isso também é possível e a regulamentação está no site da DGAC (www.dgac.cl)

  3. cristian vega
    2 anos ago

    agradeço muito teus comentarios , comento que sou cileno mas me forme na facultade no Brasil , apos 20 anos ala nas diefrentes cidade de este seu país volte. e me interesa muito este assunto de piloto privado , te comento que gustaria que me direcionaras eu estou em concepción e o custo do curso sae 4.000.000 ,
    obrigado e fica na espera

  4. Clever Elmes Milani
    3 anos ago

    Fabio, gostei muito de ler sua matéria, poderia informar a respeito da formação de pilotos de helicópteros no Chile, saberia informar se existe a possibilidade de arrendar uma aeronave R22 para alguma escola no Chile? Grato Milani, Curitiba-PR

    • Entendo que está buscando cursos em Helicópteros Robinson R22; será possível encontrar algumas escolas, ainda que no Chile não há uma cultura forte de formação de asas rotativas.

  5. Jeferson Maciel
    4 anos ago

    Fábio,
    muito bom ter encontrado esse seu depoimento, sou brasileiro e moro em Montevideo-UY, faço curso de piloto privado, ainda neste semestre pretendo ter meu breve de PP nas mãos. Pretendo continuar a carreira ai em Santiago, gostaria de saber o que você me aconselha, como é a validação da minha licença de PP ai?
    Qualquer informação é bem vinda…

    Muito obrigado Abraço

    • Fábio Carvalho
      3 anos ago

      Oi Jeferson,
      o processo para convalidar seu PP no Chile pode ser encontrado nesse link abaixo. Basicamente precisa entrar em contato com a DGAC no Chile e entrar com um processo para revalidar.

      http://www.chileatiende.cl/fichas/ver/4480

      Sorte e sucesso!

  6. joaldo
    4 anos ago

    fabio gostaria de saber ,se com o curso teórico concluído nobrasil , eu poderia fazeras aulas praticas ai no chile?

    • Fábio Carvalho
      3 anos ago

      Oi Joaldo,
      No Chile ainda pode fazer aulas praticas sem a necessidade de fazer curso em escola homologada. Ainda assim, vai ser preciso encontrar um instrutor que assine suas horas teoricas e para poder começar a fazer as aulas praticas precisa do exame médico, isso te dará a licença de aluno piloto. Precisará fazer a prova (banca) da DGAC no Chile e eles pedem o aval de um instrutor credenciado, que poderá ser o teu instrutor já identificado para as aulas práticas.

      Qualquer dúvida só avisar!

  7. cayke
    4 anos ago

    Tem a opção de voo panorâmico.

    • Fábio Carvalho
      3 anos ago

      Cayke, se for em qualquer clube aéreo no Chile vai encontrar alguém que estará disposto a te levar para conhecer o lugar em algum vôo panoramico.

  8. leandro estrada
    5 anos ago

    E o condorito tem lido?!??heheheh
    Muito bom o post!!!
    abraço!!

  9. Marcelo
    5 anos ago

    Fábio. Voce comentou que para convalidação de PC, PLA basta apenas iniciar processo junto ao DGAC. Tire minha duvida sobre o link http://www.dgac.gob.cl/portal/page?_pageid=333,225135&_dad=portal&_schema=PORTAL

    No link diz que somente é convalidado para voos particulares sem remuneração.

    • Marcelo, verdade. Havia inclusive comentado outro post sobre o assunto: http://paraserpiloto.wordpress.com/2012/11/02/enquanto-isso-na-lan-chile/

      A regulamentação Chilena diz que qualquer estrangeiro que tripule uma aeronave de matrícula chilena deve ter a licença convalidada junto o DGAC. Porém, não poderá exercer trabalho remunerado enquanto não tenha autorização legal para isso. Para conseguir, precisará ter um contrato de trabalho, um visto de trabalho e também um documento chamado (Permiso de residencia).

      – Permiso de residencia.
      Para conseguir o permiso de residencia é necessário um visto. Uma vez com este visto deve registrar-se na polícia e registro civil chileno. Para conseguir esse permiso ou um visto pode-se optar pelo acordo de visto temporário para paises do Mercosur (http://www.extranjeria.gov.cl/te_13.html) Porém existe limitações para trabalhar como piloto.

      – Contrato de trabajo, con su correspondiente VISA de trabajo, si procede.
      No caso de trabalhar como piloto aqui, é necessário um contrato de trabalho, este só vai sair se a empresa tiver realmente intenção de contrata-lo. Portanto, caso o candidato aplique para o processo de seleção de uma empresa aérea e seja aprovado, com a mesma empresa conseguirá a documentação necessária para iniciar o processo de pedido de visto. Logo conseguirá o permiso de residencia e cedula de identidade chilena (aqui chamado RUT).

      Pode ver outros detalhes nesse link aqui: http://www.chileatiende.cl/fichas/ver/4480

  10. SANCHES
    5 anos ago

    MUITO BOM VOAR DENTRO DO CHILE, CONTROLADORES PREPARADOS, BOM NÍVEL DE INGLÊS, INFRAESTRUTURA ADEQUADA AINDA QUE HAJA O RELEVO MONTANHOSO E POUCO VOLUME DE TRÁFEGO!

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