Análise do caso da vaga para INVA a R$15/h

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Will fly for food” nos EUA; porque no Brasil, nem a comida mais está garantida!

No post “Caso real sobre como está o mercado de trabalho para INVAs atualmente“, apresentei um exemplo do que está ocorrendo no mercado de trabalho para pilotos hoje, em relação á contratação de INVAs, com o anúncio do Aeroclube de Araraquara (sim, está desfeito o mistério!) para a seleção de instrutores. Não escrevi meus comentários naquela oportunidade porque queria saber o que vocês pensavam sobre o assunto sem interferências de minha parte. Agora que muita gente já se manifestou, segue o que penso sobre o assunto.

O Aeroclube de São Paulo paga R$35/h (salvo engano), então por que ir para Araraquara ganhando R$15/h? Ou, então, por que não ir para o tal aeroclube do Nordeste que o Fred Mesquita tanto fala, que paga R$40/h, mais R$2mil/mês fixos? Ora, porque, para um INVA com menos de 200h e sem QI, as duas opções são inacessíveis! Todo mundo acha um absurdo trabalhar como instrutor por menos do que ganha uma faxineira em São Paulo (inclusive eu, porque é, de fato, um absurdo!), mas  o que fazer numa situação como a que muitos estão hoje, com as carteiras fritando no bolso há vários meses, sem fazer uma mísera hora de voo nem para registrar como “experiência recente”, e vendo o sonho de ser piloto escoar pelo ralo?

Sem dúvida, concordo que depois que a regra das 200h em comando para o INVA entrar em vigor, deverá ser mais difícil encontrar um instrutor que aceite trabalhar por R$15/h. Também acho que é necessário haver uma regulamentação de um piso salarial para instrutores de voo no país com urgência. Mas não dá para simplesmente culpar o Aeroclube de Araraquara ou os INVAs que aceitam trabalhar lá pelo que está acontecendo: um tem a sua estratégia de negócios (que é um “low cost, low fare” radical), e os outros estão tentando sair da vala comum dos pilotos-sem-hora a todo custo… É do jogo do capitalismo que os agentes econômicos tenham liberdade para desenvolver suas estratégias – desde que respeitando a Lei, é óbvio (e isso, ao que parece, está acontecendo em Araraquara).

O problema, meus amigos, é que o mercado está desbalanceado na relação de oferta e procura de pilotos com pouca experiência, e lutar contra isso é como culpar a lei da gravidade pela queda de um avião. Na asa rotativa, eu vi que a relação de pilotos por vaga está por volta de 2:1 – ou seja: para cada dois pilotos que se formaram em 2012, há somente uma vaga -, e na asa fixa eu não tenho os números, mas não deve estar muito distante disso. Enquanto essa situação persistir, somente duas coisas poderão ser feitas:

1) Melhorar a qualificação e os relacionamentos.

Tudo bem que o mercado está difícil, mas alguém está sendo contratado. E quem é esse sujeito? Ora, é o cara que possui uma qualificação muito melhor que a média e/ou possui excelentes relacionamentos na aviação – geralmente, uma combinação das duas coisas. Entre os recém-formados do curso de Ciências Aeronáuticas da PUC-RS, por exemplo, o desemprego é muito menor que a média; mesma coisa com os ratos de hangar que passam dias, semanas, meses empurrando avião prá lá e prá cá. Se você não tem condições de estudar na PUC-RS e nem tempo disponível para ficar peregrinando pelos hangares, encontre outras maneiras de se qualificar e de aprimorar o seu networking, esse é o caminho!

Sabem aquela piada dos caçadores que são perseguidos por um leão? Um deles, em dado momento, para para tirar as botinas; ao que o outro comenta: “Ah, mas você é otário mesmo! Você acha que, tirando as botinas, você vai conseguir correr mais que o leão?” No que responde o outro caçador: “E quem disse que eu quero correr mais que o leão? Eu quero é correr mais que VOCÊ!”. Num cenário adverso como o atual, a ideia é essa: estar na frente do outro a qualquer custo. Só que o outro também não é bobo, e vai fazer de tudo para ficar na sua frente. Então, meus amigos, não pensem que um ICAO-6 e um Jet Training irão ser a salvação da lavoura numa hora dessas, porque quando todo mundo faz de tudo para ficar na frente do outro, você precisa correr o máximo possível para ver se consegue pelo menos ficar no mesmo lugar. Se você parar, vai automaticamente para o fim da fila.

2) Posicionar-se de forma a não ter que se sujeitar a trabalhar em condições aviltantes

Já disse várias vezes aqui que a aviação é uma atividade cíclica – talvez “bipolar” fosse o termo mais apropriado -, que alterna momentos de depressão e euforia. Há até um ano atrás, as companhias aéreas estavam “roubando” INVAs às baciadas dos aeroclubes, que faziam de tudo para contratar novos instrutores, e ninguém queria ir voar Tupizinho na aviação geral; quem se formava era logo contratado, e tudo ia às mil maravilhas: era a época do “apagão de pilotos”, como a imprensa não se cansava de cacarejar. Já este ano e, provavelmente, também em 2013, a situação é oposta: o fluxo da aviação comercial se inverteu, e tem piloto voltando dos jatos para os aeroclubes; o dono do Tupizinho agora quer 2mil horas de experiência e ICAO-5 para contratar um piloto; e o Aeroclube de Araraquara faz um processo seletivo para contratar INVAs a R$15/h que, não duvido, vai ter fila para entrar.

A melhor forma de se posicionar para lidar com um mercado maluco como esse é tendo uma outra atividade que possibilite evitar ter que aceitar qualquer proposta quando o mercado estiver em baixa. Para não ter que aceitar propostas aviltantes como essa do Aeroclube de Araraquara – ou, pior, encarar propostas de trabalho que signifiquem risco acentuado de envolver-se em acidentes -, o melhor a fazer é ter uma alternativa de trabalho fora da aviação. Estamos no final do ano, quando o comércio contrata vendedores temporários aos montes; e para cada perfil de pessoa e de região, sempre há oportunidades para fazer um “bico”: vender roupas, passear com cachorros, fazer sites na internet, vender carro usado… O que não se pode é ter preconceito contra qualquer tipo de trabalho honesto que apareça. E, é lógico, manter vigilância sobre o mercado de trabalho para pilotos, para poder aproveitar as chances que aparecerem!

Encerrando

A mensagem que eu queria deixar para vocês – que, na verdade, é para mim mesmo, já que eu também sou um piloto desempregado – é que não adianta querer brigar com quem oferece ou aceita uma proposta de trabalho como essa do Aeroclube de Araraquara. Existem “n” aeroclubes fazendo o mesmo, e sempre vai haver um INVA mais desesperado aceitando uma proposta dessas; lutar contra isso é, como disse, lutar contra a lei da gravidade. Devemos, sim, lutar para a regulamentação da atividade e a inclusão de pisos salariais dignos para os INVAs, mas mesmo isso não irá resolver o problema (no máximo, vai amenizá-lo). Mas o mais importante é focarmos no que podemos fazer independente dos outros, que é o que disse acima: qualificação, networking, e posicionamento profissional adequado. E, além disso, ter paciência para aguardar o mercado da aviação melhorar, que uma hora vai acontecer. Não sei quando, mas vai, podem esperar!

Este post é dedicado às dezenas de pessoas que tem me mandado e-mails, notas de Facebook, sinais de fumaça, pombo-correio, etc., clamando por uma mensagem de esperança para aplacar o desespero de estar “full carteiras e com pane seca de emprego”. Não sei se o que vai acima é algo otimista como vocês gostariam, mas é o que temos para hoje…

33 comments

  1. robson
    3 anos ago

    sou INVA com mais de 1000 horas, ensino por prazer, e mesmo assim to desempregado.

  2. Petri
    5 anos ago

    Colegas: interessante o debate a respeito dos INVAs. Tenho 57 anos e sou aposentado de outra atividade, ou seja, voo por prazer e fiz o INVA para efetivamente ensinar a voar. Não procuro a instrução somente para acumular horas, e vendo como está o mercado tenho pena de quem investiu uma fortuna em pouco tempo para um mercado fechado. Fiz minhas horas ao longo de 38 anos de aviação, como hobby. Ainda assim espero poder contribuir com a formação da próxima geração de pilotos.

  3. Sidestick
    5 anos ago

    Sabe o que é pior?? A cultura de que ser INVA e dar instrução é uma fase necessária e é visto como muitos como um “saco”. Puuuutz tenho que dar instrução pra acumular horas… Aí vai lá, dá uma instrução de merda e não tem consciência de que está formando outros aviadores.

    Um belo dia chega na comercial e fica de mimimi por que o SOP é restrito. Por que o comandante não dá etapa, mas esquece o próprio histórico onde a preocupação foi encher a CIV de hora e não aprender de fato…

    A sementinha foi plantada e está sendo constantemente regada. A aviação está cada vez mais exigente e, principalmente, engessada por que o nível técnico que está sendo disponibilizado chega a ser patético.

  4. jamisson
    5 anos ago

    Olá pessoal, sou Inva no aeroclube de araraquara a 9 meses e não estou nem um pouco insatisfeito com o meu trabalho, para nosso objetivo que eh buscar experiencia profissional araraquara eh o melhor lugar, voamos 4 horas por dia das 06:30 as 12:30, ou seja, consigo voar 20 horas por semana e 80 horas por mês e ainda tenho o periodo da tarde e noite livre, tendo tempo suficiente para estudar e ainda conseguir alguma escola para dar aulas teoricas de pp ou pc, ou seja, estou bastante satisfeito e não tenho nada a reclamar e não só falo só por mim mais também por todos os meus colegas que voam comigo que vão falar a mesma coisa.

    abraço a todos…

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Jamisson… “Pagar com Visa é bem melhor”, se é que você me entende.

  5. Fred Mesquita
    5 anos ago

    A escola que paga tão bem aos INVAs é a BrasFlight, em Caruaru-PE, mas não vai adianta muito ligar para lá pedindo emprego. O dono da escola, amigo meu, investiu muito na segurança de voo e tendo aviação no sangue ha mais de 30 anos (dono de oficina aeronáutica), conhecedor de perto as mazelas da aviação, não confia o patrimônio próprio nas mão de pilotos inexperientes e não deseja arriscar perder vidas e pôr o nome da escola em incidentes ou acidentes por causa do lucro fácil. Hoje, a BrasFlight, é a escola que mais voa no Nordeste, possuindo quase que para sí próprio uma pista de asfalto (SNRU) de 1.300 metros com baixo tráfego local, distante de Recife em 130 km e CAVOK o ano todo.

    Tenho exemplos de outras escolas que ao contratar INVA e possuir avião de mecânica mais problemática, realiza cheques de seus alunos sem ao menos entregar os mesmos ao voo solo, ou seja, recém formado em Piloto Privado que nunca solou o avião, como é o caso de uma escola de aviação em Ceará Mirim-RN.

    Também há diversas novas escolas que contratam um INVA pouco voado justamente com o propósito de lucro rápido e fácil, não se importando muito com o nível de experiência que se passa ou não a um aluno-piloto.

    Por esses e outros motivos é que contratar um INVA com pouca experiência pode tornar uma incógnita para uma escola.

    • Rafael Payão
      5 anos ago

      Fred…a BrasFlight não é a que paga melhor os INVA…eu intendi a tua colocação, mas para mal entendedor eu digo que existem outras empresas como BrasFlight que pagam muito bem seus INVAS, se não até mais. Vide uma escola que hoje não me recordo o nome, localizada na capital Belém do Pará, onde o proprietário se compromete a pagar um valor de R$ 60,00 por hora voada. Assim como outras que já ouvi falar. Ou seja, se cada instrutor voar 100 horas/mes, terá recebido um salário de R$ 6.000,00, assim como se ele voar 50 horas/mes receberá quase a mesma quantidade que um instrutor da Brasflight receberia.

      • Kaka
        5 anos ago

        Rafael, concordo com vc quanto ao valor da hora, mas a diferença está no salário fixo que eles pagam na BrasFlight, que independe do número de horas, algo infelizmente raro em nosso segmento. O Fred está certo quando fala da exigência lá na BrasFlight. O padrão de cobrança deveria ser elevado em qualquer lugar, os voos tem que ser solo, pois são inúmeras as escolas que não liberam os alunos para voos solos (muitas fazem um solo acompanhado, afirmando que o instrutor não interfere e que isso garante a segurança do aluno).

    • Danilo
      4 anos ago

      Com esse tipo de pensamento o mercado fecharia de vez. Como a instrução de voo é o passo inicial na carreira profissional do aviador civil, certamente as escolas devem contratar instrutores sem experiência profissional anterior. E um bom processo seletivo (através da meritocracia, ao invés da “indicatocracia”), somado a um processo de adaptação do instrutor aos padrões exigidos por uma boa escola, reduzem os riscos aos mesmos aplicáveis aos instrutores “mais experientes”. Já vi muito piloto experiente morrendo justamente pelo excesso de auto-confiança. O melhor instrutor (em termos de pilotagem e didática de ensino) que tive no curso de PP tinha entre 19 e 20 anos.

  6. Ivens Meyer
    5 anos ago

    Olá Pessoal
    Me permitam como responsável pela Instrução do Aeroclube de Araraquara registar a posição da Escola, que de antemão respeita a comunidade, entende a posição de todos e não está aqui para gerar conflito.
    A intenção da escola não é fazer ruir o piso salarial de nenhuma categoria profissional, pelo contrário, respeitamos e incentivamos a elevação da mão de obra Brasileira. A escola que cobra em sua hora de instrução digamos por exemplo 320,00, pode também a exemplo remunerar seu profissional pagando “x”/Hr, outra Instituição que comercializa o seu produto a um valor menor não terá a mesma capacidade e terá de adequar a sua oferta de pagamento à sua receita, portanto não está havendo um desrespeito à categoria, pois é feita a oferta a quem tiver dela interesse, e não há obrigação de ninguém em aceitá-la, todo o processo é bem esclarecido ao Interessado muito antes deste manifestar qualquer interesse em realizar a entrevista, portanto a nossa conduta prcura ser bem clara e correta.
    A Escola tem como objetivo procurar oferecer um treinamento seguro e de qualidade a um custo mais acessivel e com isto oferecer melhores possibilidades a pessoas desprovidas de grandes receitas para que alguns destes possam realizar seus sonhos dentro desta área da aviação civil.
    Nós não podemos estar sendo culpados de uma maneira tão expressiva por trabalhar com um valor de hora mais acessivel, até porque em nosso quadro de instrutores temos em média 10 posições diárias e não acreditamos que o universo desta categoria seja tão diminuto que 10 profissionais se propondo a colaborar com a nossa associação possam fazer ruir toda a categoria de instrutores em nosso Pais.
    O formato de trabalho em nossa escola se resume a um período de 06 horas de jornada com 04 horas “garantidas” de voo, de segunda a sexta-feira, portanto 80 horas que geram uma receita de R$1200,00 por um trabalho de meio período, esta remuneração para um Profissional iniciante é considerada razoável em nossa Cidade.
    Como o nosso Profissional trabalha apenas meio expediente, fica o mesmo liberado para, se de seu interesse, procurar no outro meio expediente aplicá-lo em seu beneficio, como inclusive sugeriu um dos colegas desta comunidade, no empenho de agregar mais valor a sua formação.
    O nosso Instrutor é tão capacitado como qualquer outro, é injusto sugerir que o profissional seja avaliado apenas pelo quanto ganha, pois assim estaríamos condenando aqueles que como os voluntários se prestam a oferecer parte de seu tempo para ajudar ao próximo.
    Ainda o nosso Profissional da Instrução fica conosco por um tempo curto, a titulo de um estágio onde irá desenvolver ainda mais as habilidades já adquiridas, para na sequência de sua carreira buscar a colocação final no mercado de trabalho , dando lugar a outro colega com o mesmo objetivo.
    Durante a sua permanência conosco colaboramos com a manutenção de suas habilitações técnicas e possiveis formações adicionais sem qualquer custo ao mesmo, portanto há entre as partes uma sinergia que ameniza eventuais disparidades de receita.
    Sendo só agradeço a oportunidade e as portas desta modesta Escola estarão sempre abertas a quem tiver o desejo em conheçer o nosso trabalho mais de perto.
    Feliz Natal e um prospero ano novo a todos.
    Ivens

  7. Joao
    5 anos ago

    Isso é a prostituição da aviação … Visto os PA’s (Piloto de Apoio) do Aeroclube de São Paulo, que trabalham DE GRAÇA e não ganham nem um prato de comida.

  8. Bruno Ataídes
    5 anos ago

    Concordo com o Humberto pessoal QI faz milagre… Eu já vi esse ano PP pegando COMANDO de 210 com 35hrs de Experiência.

  9. mauropiloto1
    5 anos ago

    Não temos como impedir um Inva de trabalhar, cada um sabe onde o calo aperta, seja pelo pagamento que for, mas podemos boicotar o Aeroclube, o que vocês acham?

    15 dias no chão!

    Penso ser uma Campanha para melhorar o Pagamento por hora ou a fixação de um Salário mais decente.

    Amanhã um de nós poderá bater nessa porta a procura de um Emprego e vão oferecer isso que estão oferecendo Hoje, coisa ridícula.

    Ninguém vai Morrer se não Voar por 15 dias e essa manobra pode surtir um bom efeito.

    Abc

    Mauro

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      O problema, Maurão, é que esse não é um problema especifico do Aeroclube de Araraquara. Teríamos que fazer um lockout nacional, na verdade… Ou, então, regulamentarmos a atividade, com um piso salarial digno, etc, que é o caminho mais correto.

      • mauropiloto1
        5 anos ago

        Pois é Raul, esse é um problema do Brasil, mas poderíamos começar por Araraquara e se desse certo, passaríamos a fazer a mesma coisa nos demais.

        É um jeito de fazer a Classe se Unir, já que é a mais desunida de todas.

        Pode ser uma Grande Utopia tudo isso, mas é um Problema muito Grave que requer uma Atitude Enérgica e de todos.

        Gostaria muito de ver isso dar certo!

        Senão é olhar o problema e fazer de conta que está tudo bem.

        Como sempre…

        Abc

        Mauro

  10. Teixeira
    5 anos ago

    A realidade é essa, e nao temos como mudar nada. Façamos nossos deveres de casa e vamos nos relacionar…

  11. betoarcaro
    5 anos ago

    QI… Se vocês tivessem, não adorariam? Então “Go for it”!!

    Quando sei de algum emprego, não indico ninguém “que eu não conheça muito bem”, e mesmo assim já me dei mal! É complicado indicar! Pra falar a verdade, já escrevi muito sobre isso por aqui e acho que “ultimamente” mudei um pouco de postura.

    Sei lá….Muito já foi falado sobre vaga de instrutor à R$15,00 a hora, etc.
    Com R$15,00 ou R$40,00/Hr vocês acham que quem se sujeita, tem alguma coisa pra ensinar?

    O que vocês preferem? Alta rotatividade(“Pseudo Emprego” pra todo mundo!)de “Péssimos Profissionais” ganhando ridiculamente mal, ou realmente “Aprender Aviação” com Instrutores Profissionais, com remuneração boa, proporcional as suas “Responsabilidades”??

    É simples: Instrutores bem remunerados, fariam carreira na “Instrução”, ficariam “especializados” nisso, e melhorariam sensivelmente o nível da Formação dos Pilotos.
    O que um cara com 200 Hrs, ganhando R$35/Hr tem pra ensinar? Que motivação(ir pra Linha Aérea!) ou experiências ele tem?

    Com um “Salário” desses, e com a responsabilidade de ensinar pessoas a voar sem “Matar ninguém”, me arrisco à dizer que falta até “Maturidade”! Vejo absurdos por aí, todos os dias.

    Perguntem-se: O “Seu” INVA teria condições de assumir “Comando” de algum monomotor na “Executiva”?? Se afirmativo, “QUE BOM!”

    Tenho visto também, uma postura estranha, das Escolas, Aeroclubes, etc., com relação a Pilotos experientes, as vezes até “Aposentados” que se propõe a dar instrução “nas horas vagas”.
    Mesmo não querendo remuneração maior do que um INVA novato(Com 200Hrs), esses idealistas “Profissionais Reais” acabam sendo preteridos pelas escolas. Esquisito não?
    O que vocês acham que acontece??
    Não sei dizer…(Faz de conta!)

    • Lucchezi
      4 anos ago

      Conheço piloto que abandonou a carreira de co-piloto(Jato, com 2mil/horas) para dar instrução e virou presidente do aeroclube, após se tornou instrutor no aeroclube, ao realizar as primeiras horas de voo comigo ele sempre inseguro do que estava ensinando e após 1 ano de instrutor continua inseguro, conseguiu lenhar o avião do patrão(Multi), e continua dando instrução e sendo presidente, do que precisam mesmo os aeroclubes?…………………………………..

  12. Skyhawk
    5 anos ago

    É de dar medo!

  13. Pessoal, desculpem a sinceridade, mas na verdade, em aviação QI é tudo! Horas, são só para tirar carteira. Essa é a realidade. A pessoa pode ter muitos pontos positivos para a função, mas se for disputar vaga com uma pessoa menos qualificada, porém com um “QI Forte”, esse “entra”. E se num futuro ele causar um acidente/incidente, ninguém vai lembrar do “mais experiente” que foi preterido. Me desculpem, mas a realidade é essa.

  14. Fred
    5 anos ago

    muito bom o post!

    • Gustavo
      5 anos ago

      Concordo com o Humberto. Ví esses dias um manicaca com PP checado, tomar a vaga de co-pila de um PC Multi IFR, para um King Air C-90. Realmente dá vontade de desistir, pois isso está pior que prostituíção. Este cara do PC Multi IFR é um cara como muitos, que ralou pra tirar as carteiras, mas isso não foi levado em consideração e é assim que a banda toca…

      • Felipe Vieira
        5 anos ago

        Cara mas é assim em qualquer área, nas empresas por onde passei só se recorría a “anúncio de jornal” quando nenhum conhecido tinha um profissional para indicar.

      • miana
        5 anos ago

        olá gustavo !!!

        Concordo em número gênero e grau com seu comentário, porém temos que ver que na executiva quem escolhe o piloto é proprietário ou comando, o avião é particular e sendo assim os respectivos colocam quem eles quiserem. Outra coisa que gostaria de ponderar com vc meu nobre amigo é que isso acontece em qualquer profissão e não só na aviação, então nunca desanime vc vai ter suas oportunidades na hora certa com certeza. Abraços

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