O enigma do cheque de IFRH

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Já faz algum tempo que estou investigando o enigma do cheque de IFRH, que até onde eu sei é praticamente inviável para ser efetuado por um piloto por conta própria no Brasil. Isso acontece porque, diferente do que ocorre com o IFRA, em que o piloto de avião realiza todos os seus voos e o cheque numa aeronave que só voa IFR simulado (“sob capota”), no helicóptero, o cheque, pelo menos, teria que ocorrer numa aeronave homologada IFR real (que é um helicóptero muito mais sofisticado que os equipamentos utilizados na instrução primária). O problema é que, como todos os helicópteros são TIPOs, seria necessário então checar também o TIPO da aeronave em que se iria efetuar o cheque de IFRH. Tudo muito bem, não fosse o “detalhe” de que essa aeronave homologada IFR real custasse a bagatela de R$8,5mil por hora de voo (caso do Agusta 109).  De acordo com o Cmte Bosco, diretor da EFAI, na escola dele há um pacote de 3h de treinamento mais 1,5 de cheque no Agusta, sob o RBHA-141, que custaria 4,5 x R$8.500 = R$38.250! Mais as 20h de voo de treinamento IFRH em helicóptero IFR simulado (“sob capota”) a R$1,5mil/h, R$30mil; mais as 25h em simulador FSTD para IFRH a R$350/h, R$8.750. Ou seja:  a brincadeira toda sairia por módicos R$77mil! Mais caro que todo o curso de formação básica PPH+PCH!

Com isso, finalmente acho que desvendei a primeira parte do enigma, que é saber quanto custaria obter uma habilitação IFRH no Brasil. Agora, vamos à segunda parte: Por que não se pode checar o IFRH num helicóptero que só voa IFR simulado (“sob capota”)? Ora, se isso fosse possível, não teríamos o assombroso custo do cheque no Agusta, de R$38.250, e arcaríamos somente com o custo do cheque num R-22/S-300, que sairia por R$2.250 (R$1,5mil/h x 1,5h). A economia seria, então, de R$36mil! Bem razoável, não!? Sob re esse assunto, não vou nem me arriscar a explicar o probloema com minhas própria palavras, e vou reproduzir na íntegra o que explica o Cmte Bosco sobre isso:

Primeiro, a explicação dele sobre o treinamento e cheque do IFRH:

Nós acreditamos que podemos oferecer o cheque IFR no nosso 300 que está equipado para o voo sob capota. Por outro lado, nós não temos recomendado esse cheque por causa da restrição que vai aparecer na licença. Temos feito o seguinte: fazemos toda a instrução no trezentinho e alugamos uma aeronave IFR para o cheque.

OK, mas… O que é essa “restrição”? Vejamos:

Suponha que um determinado piloto já tenha o AS 365 na carteira e não tenha o IFR. Se ele checar IFR no 22, vai aparecer uma restrição (somente VFR) na habilitação do Dauphin até que ele recheque o Dauphin e o IFR. Suponha que eu não tivesse o IFR ainda. Eu tenho diversas aeronaves IFR na minha carteira. AS355, AS365, EC135, BK117, EC155, enfim… Se eu checar o IFR no 300, vai aparecer uma restrição (somente VFR) em todas essas habilitações de tipo. Cada uma que eu rechecar, checando o IFR junto, vai perdendo a restrição. Parece meio burro porque se eu não tivesse nenhuma dessas aeronaves na carteira e checasse o meu IFR no EC155 que é o mais pesado de todas, eu não teria nenhuma restrição e cada vez que eu acrescentasse uma aeronave mais leve eu já estaria autorizado a voar IFR nela sem restrição sem precisar rechecar o IFR.

“Meio burro”??? Não seja modesto, comandante… Mas, goste-se ou não da regra, é assim que ela é. Acho que, agora, estamos mais perto de desvendarmos o enigma do IFRH.

NOTA: Como sabem os leitores, eu não sou piloto de helicóptero, e por isso tenho alguma dificuldade no entendimento de algumas particularidades da asa rotativa. Se falei alguma coisa errada ou incompleta, por favor me corrijam. Se alguém tiver alguma dúvida, pode postar nos comentários, mas não garanto que saberei responder – nesse caso, irei recorrer novamente aos experts no assunto, especialmente ao Cmte Bosco, que tanto nos tem ajudado aqui.

 

22 comments

  1. davi santos
    2 anos ago

    Bom dia a tds.

    Sou pph de 22. Tou fazendo as horas de voo do PC mas surge muitas duvidas em relação as 10 horas de ifr que tenho que fazer. Falaram-me que podia fazer um curso num simulador de 25 horas para abater 5 horas de voo. Mesmo assim eu fazendo as outras 5 horas de voo num 22 ifr, ficaria livre para checar o meu Pch? Comandantes de outros lugares já me falaram que neste momento esta tudo agarrado por causa dessas 10 horas de ifr e ninguém esta checando pch.

    Outra duvida, essas horas contam para o caso de eu querer checar o ifr, o que teria que fazer depois para checar ifr?

    • raulmarinho
      2 anos ago

      O problema, Davi, é que a ANAC ainda não definiu em documento oficial (deveria ser o Manual de Curso de PCH) como deve ser esse treinamento IFRH. O que está acontecendo é que, em algumas escolas, já houve uma orientação de servidores da ANAC sobre como deve ocorrer esse treinamento, e se a sua escola é uma delas, vc teria uma razoável segurança sobre como realizar essa etapa do seu treinamento de PCH. Então, entre em contato com a direção da sua escola, e peça orientação quanto a isso – se ela já recebeu tal orientação e, em caso negativo, quando isso deverá ocorrer, de modo que vc diminua os riscos de ter seu processo indeferido posteriormente, e tenha que refazer a parte IFRH do seu treinamento de PCH.
      Na verdade, o requisito de treinamento IFRH em simulador homologado é de 5h, e as 5h restantes podem ser realizadas em equipamento homologado para IFRH simulado (“sob capota”). Estas horas poderiam ser utilizadas para a obtenção da habilitação IFRH posteriormente, sim.

  2. CMTE. LUIZ CARLOS F. SOUZA
    4 anos ago

    Prezados Amigos: Acho que toda esta burocracia para o IFR para helicóptero é uma tremenda palhaçada, que a ANAC nos impõe, pois como a imensa maioria de seus funcionários é totalmente alheia ao Setor Aeronáutico e muitos ainda, detestam aviação e acham que “aviação é coisa para rico”, pouco se importam em impor todo tipo de restrição, problema e custo, para quem só quer trabalhar honestamente. Certamente ainda há muitos interesses políticos, financeiros e espúrios nesta questão, pois é incabível que não se possa realizar o Curso de IFR em um R-22, no qual já poderia ser feito o cheque de IFR, ou pelo menos, se realizar o curso no R-22 e se checar no equipamento da empresa, com esta pagando, já que é “Tipo”. Imagine voce gastar esta fortuna no curso e depois ainda ter que checar em um helicóptero cuja hora está entre 8 e 10 mil reais. Este pessoal da ANAC parece que vive em outra dimensão, moram na Disney, não conhecem a realidade brasileira, e principalmente a nossa realidade. Acredito que muitas destas normas, são provinientes da OACI, que trabalha e “legisla” para o Primeiro Mundo, alheia à realidade do “sub-mundo”. E o pior, é que o Brasil foi um dos fundadores da OACI, mantém lá uma ampla “delegação” de funcionários públicos brasileiros pagos por nós, incapazes de defender nossos interesses e fazer os “gringos” perceberem nossas necessidades. Ademais, acho que todos estes problemas criados para os profissionais da Aviação de Asas Rotativas, no fundo escondem a intenção das empresas que operam helicópteros IFR e do próprio governo, em se chegar a uma “situação limite”, em que se autorize a contratação de pilotos estrangeiros. Enquanto isso não acontecer, “não descansarão” e nos criarão cada vez mais problemas, impedimentos e restrições, pois chegará uma hora, que só um “trilionário” poderá ter todas as carteiras de helicóptero, e como todos sabem, “trilionários” não querem ser pilotos, preferem ingresar na política ou arranjar outrs formas mais fáceis e menos trabalhosas de ganhar dinheiro!

  3. Sérgio Soares
    4 anos ago

    Se tenho PCH e IFRH pela FAA quando eu fizer a convalidação para a ANAC terei as mesmas licenças ou vão empacar no check?

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      Vc pode convalidar sua habilitação de IFRH junto à ANAC, sim. O problema será conseguir um helicóptero homologado IFRH para vc fazer seu cheque no Brasil… Nenhuma escola tem o eqpto, e alugar um “bicho” desses custa por volta de R$8mil/h.

      • Sérgio Soares
        4 anos ago

        Raul obrigado pela resposta. É brincadeira ter as licenças pra voar nos usa e ter que pagar essa fortuna pra convalidar no Brasil. Mas fazer o que se são as regras.

        • Raul Marinho
          4 anos ago

          Vc pode fazer o seguinte: não convalide a habilitação IFRH em um 1o momento. Qdo surgir uma oportunidade de trabalho que requeira o IFRH, aí vc convalida utilizando o próprio equipamento em que irá trabalhar. Isso reduz seus custos a praticamente zero..

  4. Sérgio Soares
    4 anos ago

    Como fica no caso de quem quem o curso nos USA e tem PCH e IFRH pela FAA e quer convalidar as licenças no Brasil? O IFRH da FAA vai valer aqui?

  5. Amigos, espero não estar criando mais confusão nesse assunto que já é polêmico por natureza…
    Não pretendo ser o “dono da verdade” nem ter a palavra final. Quando não mencionada a fonte ou o regulamento aplicável, trata-se de opinião. E opiniões estão sempre sujeitas a erros e a outras interpretações. As minhas não são diferentes.

    Categorias são: avião, helicóptero, planador, balão. Aviões e helicópteros tem subcategorias: Avião e/ou helicóptero categoria normal ou transporte, por exemplo. Não confundir com classe e/ou tipo.

    O item 91.1 (g) (2) do RBHA 91 diz:
    “(2) a palavra “aeronave” inclui aviões, helicópteros e outros veículos usados para voar na atmosfera. Assim sendo, os requisitos deste regulamento aplicáveis a “aeronaves” têm aplicação geral. Quando a aplicabilidade é específica para aviões ou para helicópteros, isto é explicitado no texto.”

    Já falei por aqui que a EFAI foi a primeira escola a ter um curso de IFR prático de helicóptero aprovado (AGO2006). Foram mais de três anos de lutas e uma das mais complicadas foi justamente demonstrar para o DAC, na época, que o manual de curso de IFR existente (não sei se ainda está disponível) falava de aeronave e não de avião ou de helicóptero. Portanto, quando se fala de curso de IFR, não existe diferença significativa entre avião ou helicóptero. O problema é que, na época dos SERAC’s, e mesmo depois com a ANAC, sempre houve muitas interpretações diferentes sobre o que pode e o que não pode.
    O manual de curso diz que a escola que pretender oferecer o curso prático de IFR deve apresentar uma aeronave homologada para a operação IFR ou, caso não aprovada para essa operação, que tenha os equipamentos listados no RBHA 91.205. Neste caso (aeronave não aprovada para operação IFR), o voo deve ser conduzido sob-capota.

    Convenhamos que, mesmo que a aeronave seja IFR, manda o bom senso que a instrução seja feita sob capota. Acho impensável ficar fazendo curvas e subidas cronometradas em IMC, por exemplo.

    Por outro lado, o manual do sistema é omisso quanto ao voo de verificação de perícia. Ele não diz que o voo de cheque “tem” de ser feito em uma “aeronave” IFR, nem que não pode ser feito em uma aeronave não IFR. A partir daí, eu concluí que podia e foram mais quatro anos de briga, quando finalmente joguei a toalha e me rendi às argumentações da ANAC. Conseguimos comprar uma aeronave IFR que, infelizmente, não recebemos até hoje. Agora, a ANAC, me sai com essa IS sobre o assunto. Acredito que a ideia foi facilitar. Acabou gerando mais confusão, porque o voo de cheque em uma aeronave não IFR acaba não servindo para quase nada.

    Quando me convenci da conveniência de fazer o cheque de IFR em uma aeronave IFR, apesar de fazer a instrução em aeronave não IFR, entendi que estávamos adotando uma espécie de meio termo entre a FAA (USA) e o DOT (Canadá) e a EASA (Europa). A FAA e o DOT adotam o terinamento e o cheque em aeronave não IFR para os helicópteros. A EASA exige o treinamento e o cheque em aeronave IFR. Nós aceitamos o treinamento em aeronave não IFR, mas o cheque tem de ser feito em aeronave IFR (tinha).

    Na época, fiz uma pergunta formal à FAA sobre qual regulamento autorizava o cheque de IFR em aeronave não IFR. Para minha surpresa, a resposta foi clara e dizia que não havia uma regulamentação específica, mas o bom senso dizia não ser viável economicamente, no caso específico dos helicópteros, porque os valores envolvidos, diferentemente dos aviões, eram muito altos. No manual do checador do DOT (Canadá) está dito ser prática aceitável fazer o treinamento e o cheque em aeronave mais simples (a pistão) em virtude dos custos de um helicóptero IFR e por ser improvável que um piloto cheque hoje num 22 e amanhã esteja decolando como comandante de um Super Puma.

    Agora, vamos falar sério… Lá, USA e Canadá, o cheque é de verdade. Checou, passou, pode voar IFR. Aqui. não! Checou, passou, mas não pode voar IFR se não checar de novo porque o cheque fica atrelado à aeronave de maior porte. Aí eu pergunto: não deveria ser o contrário? Vamos falar de um ambiente tecnológico que acredito que ainda posso falar um pouquinho. Quem checa IFR em um EC155, pode voar IFR no AS355. Mas eu digo para vocês… É perigoso! Quem voa IFR de AS355 tira de letra o EC155 porque este é muito mais sofisticado, PA digital e outras mordomias mais. O inverso não é a mesma coisa. Depois de voar o EC155 vai-se pensar que o AS355 está em pane.
    Quem faz órbita, curvas, subidas e descidas cronometradas de Schweizer 300, voa IFR até de vassoura.

    Tenho dúvidas se alguém aguentou esse lero-lero até aqui, mas vou pedir mais um pouquinho de paciência!

    Vamos tentar deixar claro essa história de IFRA e de IFRH. As regras são as mesmas. Se já houve tratamento diferenciado, fica por conta das diferentes interpretações. Aviões tem de ser estaticamente estáveis e tem de ter um nível de estabilidade dinâmica muito bom. É fácil homologar um avião para IFR. Por isso, podemos ter um Tupi IFR e outro não. Um Corisco IFR e outro não. É só uma questão de ter ou não ter os equipamentos mínimos. Helicópteros são diferentes. A estabilidade estática é pobre e a dinamicamente geralmente são instáveis. A solução é o PA. Com o estágio tecnológico atual, é inviável pensar em um PA para o 22 ou para o 300.

    Espero não ter confundido ainda mais…

    Grande abraço.

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Muito obrigado pela sua explicação, Bosco!
      Acho que vai ajudar muita gente aqui.

  6. Pica-fumo
    5 anos ago

    Concordo plenamento com o Bosco! O regulamento é claro em dizer que minha habilitação de IFR é para a categoria de aeronave para qual sou habilitado (no meu caso MNTE)…ou seja, se hoje eu fosse fazer um check num B373 nível D eu faria o de Tipo e o IFR (para poder voá-lo IFR) e como o B373 é mais “pesado” que as outras elas se revalidam (quase 100% de certeza disto)….Portanto acho um absurdo um PCH após ter gasto 80 mil com sua formação ainda ter que desembolsar mais 70 mil para ter o IFR real num Agusta (que talvez nem venha a voar mais) enquanto ele poderia ter o IFR num S-300 ou R22/44 (restrito a estes equipamentos, assim como fazemos na asa fixa em Cessna e Pipers da vida) e quando fosse voar um AS365 teria de qualquer jeito que fazer o check de Tipo e IFR então estaria habilitado sem problemas…Complicado é ter que obrigar a rapaziada a voar IFR real num 109 e checar no mesmo…isso é um ABSURDO!!!!

    Agora concordo que deva estar atrelado a categoria

    Olha que curioso, mas exemplifica bem…hoje eu sou habilitado para MNTE/IFR/INVA. Se caso eu vier a tirar o MLTE eu posso até fazer o curso e check VFR, mas não poderei passar PLN MLTE/IFR (isso pq meu IFR está atrelado a categoria MNTE) portanto para eliminar esse problema eu faria um check MLTE/IFR….

    E concordo também com o Bosco do absurdo que é ao “colocar” uma outra ANV mais leve e ter que checar IFR nela….se já sou habilitada na mais “pesada”….

  7. Raul,

    Pelo que eu fiquei sabendo na escola onde eu voo, o cheque de PC/IFR não pode mais ser efetuado em aeronave VFR (IFR sob capota). O cheque deve ser efetuado em aeronave homologada IFR.

    Quanto ao PCH/IFR, no RBAC61 não há distinção entre asa fixa ou rotativa, existe algum outro documento complementar?

    O RBAC está bem confuso nessa questão de CLASSE/TIPO:
    61.227 Prerrogativa e limitações do titular de uma habilitação de voo por instrumentos
    (a) Observado o cumprimento dos preceitos estabelecidos neste Regulamento, a prerrogativa do titular de uma habilitação de voo por instrumentos é a de pilotar, em condições de voo por instrumentos, aeronaves da categoria correspondente à licença em que tenha sido averbada a habilitação referida.

    Qual seria a “categoria correspondente à licença em que tenha sido averbada a habilitação referida”?
    Dá a impressão que é exatamente o que o Cmte Bosco falou, só tem habilitação IFR no TIPO/CLASSE que você checou.
    Mas como não há distinção entre avião ou helicóptero, o mesmo valeria para o PCA/IFR.
    Então minha habilitação de MONO/MULTI/IFR na verdade não vale para uma aeronave TIPO?
    Eu teria que checar o TIPO e o IFR na nova aeronave?

    Alguém já checou TIPO em aeronave não homologada IFR para saber como fica na CHT? :P

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Pelo que eu fiquei sabendo na escola onde eu voo, o cheque de PC/IFR não pode mais ser efetuado em aeronave VFR (IFR sob capota). O cheque deve ser efetuado em aeronave homologada IFR.
      R: isso para mim, é novidade… O meu cheque de IFRA foi num Seneca “sob capota”.

      Quanto ao PCH/IFR, no RBAC61 não há distinção entre asa fixa ou rotativa, existe algum outro documento complementar?
      R: Sim, a IS 61-002A citada neste post: http://paraserpiloto.com/2012/07/10/rbac-61-anac-regulamenta-o-voo-sob-capota-para-helicopteros/

      O RBAC está bem confuso nessa questão de CLASSE/TIPO:
      61.227 Prerrogativa e limitações do titular de uma habilitação de voo por instrumentos
      (a) Observado o cumprimento dos preceitos estabelecidos neste Regulamento, a prerrogativa do titular de uma habilitação de voo por instrumentos é a de pilotar, em condições de voo por instrumentos, aeronaves da categoria correspondente à licença em que tenha sido averbada a habilitação referida.

      Qual seria a “categoria correspondente à licença em que tenha sido averbada a habilitação referida”?
      R: categoria avião ou categoria helicóptero, em princípio.

      Dá a impressão que é exatamente o que o Cmte Bosco falou, só tem habilitação IFR no TIPO/CLASSE que você checou.
      Mas como não há distinção entre avião ou helicóptero, o mesmo valeria para o PCA/IFR.
      Então minha habilitação de MONO/MULTI/IFR na verdade não vale para uma aeronave TIPO?
      Eu teria que checar o TIPO e o IFR na nova aeronave?
      R: Então, para avião, vc checa o IFR “genérico”, diferente do helicóptero…

      Alguém já checou TIPO em aeronave não homologada IFR para saber como fica na CHT?
      R: Boa pergunta, mas eu acho que deve sair com uma restrição análoga ao que o Bosco falou para os helicópteros.

      • Raul,

        — isso para mim, é novidade… O meu cheque de IFRA foi num Seneca “sob capota”.

        Mas o Seneca não estava homologado IFR? O plano de voo foi lançado como visual ou instrumento?

        O pessoal aqui não está conseguindo checar MONO/IFR na escola pois o C172 que eles têm não é homologado IFR, apenas treinamento sob capota.
        Inclusive durante o meu treinamento no C172, tive que ouvir do APP:
        “O controle não reconhece o tipo de voo “sob capota”, ou o senhor está voando VFR ou IFR.” hehehe

        — categoria avião ou categoria helicóptero, em princípio

        Confundi categoria com classe… :P

        — Boa pergunta, mas eu acho que deve sair com uma restrição análoga ao que o Bosco falou para os helicópteros.

        Com os seus esclarecimentos, creio que venha sem restrições, então.
        No caso o piloto teria a Habilitação IFR na categoria avião e Habilitação TIPO na aeronave checada, sendo que a habilitação IFR valeria para todas as aeronaves que o piloto possuir habilitação.

        Agora basta a ANAC explicar qual a diferença entre checar PC/MONO/IFR em um 172 ou em um Tupi e depois tirar habilitação de tipo em um King ou em um Phenom, e checar PCH/IFR em um R22 e depois tirar a habilitação de tipo em um Augusta…
        Vixe… deixa quieto… melhor não dar ideia… :/

        • Raul Marinho
          5 anos ago

          Mas o Seneca não estava homologado IFR? O plano de voo foi lançado como visual ou instrumento?
          R: Não, era um Seneca com um único conjunto de horizonte+ADF+NDB+ILS, portanto não era homologado IFR real. O plano foi Victor.

          O pessoal aqui não está conseguindo checar MONO/IFR na escola pois o C172 que eles têm não é homologado IFR, apenas treinamento sob capota.
          R: Vou verificar como está ocorrendo aqui em SPaulo, mas há até pouquíssimo tempo, estava todo mundo checando em Tupi/Seneca que mal IFR sob capota tinham…

          Inclusive durante o meu treinamento no C172, tive que ouvir do APP:
          “O controle não reconhece o tipo de voo “sob capota”, ou o senhor está voando VFR ou IFR.” hehehe
          R: O controlador está certo. O voo “IFR sob capota” é um voo visual em termos de ATC: ele só pode ocorrer em VMC.

          Agora basta a ANAC explicar qual a diferença entre checar PC/MONO/IFR em um 172 ou em um Tupi e depois tirar habilitação de tipo em um King ou em um Phenom, e checar PCH/IFR em um R22 e depois tirar a habilitação de tipo em um Augusta…
          Vixe… deixa quieto… melhor não dar ideia…
          R: É melhor mesmo, pois é muito mais fácil eles restringirem o IFRA do que liberarem o IFRH…

  8. Dantas
    5 anos ago

    Deixa ver se entendi, se ainda não sou checado IFRH, faço o treinamento IFR-C, treinamento de adaptação no Agusta A-109 e checo IFRH nele, se eu passar para um Agusta AW-139( aeronave mais pesada) terei que checar tipo AW-139 e IFRH de novo ?

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Pelo que entendi, sim.

      ________________________________

      • mauropiloto1
        5 anos ago

        É isso que o pessoal esta falando por aí.

        Mas se existe esse Enigma para o IFRH, então veja o PLAH.

        Só para começar, antes de virar ANAC e dependendo do SERAC que você pedisse seu cheque de PLAH em A109 eles não permitiam.

        Fui fazer o meu aqui em São Paulo e não aceitaram meu pedido de cheque por que a Aeronave é homologada Single Pilot e é prerrogativa de PLAH que a Aeronave exija Tripulação composta.

        Dei entrada no Rio de Janeiro e aceitaram.

        Tive que levar a Aeronave até o RJ para fazer meu cheque.

        Imaginem se eu tivesse que pagar tudo isso do meu Bolso?

        É completamente Inviável.

        Outros colegas fizeram em Curitiba e assim por diante.

        IFRH é igual para todas as Aeronaves, só o Tipo que muda, para que inventar?

        Vale lembrar que isso deve estar acontecendo pelo baixo nível de proficiência que os Pilotos estão apresentando nos voos de cheque de IFRH.

        Tenho ouvido cada Barbaridade…..

        Inclusive tem Pilotos que eram Co Pilotos que depois de anos no mesmo emprego foram dispensados por não ter conseguido se adaptar ao Voo IFRH.

        Se for olhar por esse lado o cheque IFRH sendo feito em todos os Tipos, pode ajudar a manter o Pessoal mais treinado e isso acaba em Segurança de Voo.

        Podemos enxergar assim?

        O que você acha Raul?

        • Raul Marinho
          5 anos ago

          Maurão,

          Eu acho que o cheque tem que ser levado a sério. Fica 8h numa sala fazendo uma prova oral no cidadão (como é o exame para instrutor nos EUA), leva o sujeito para um bom simulador, e paga todo tipo de pane para ele se virar, e depois faz um cheque bem feito no equipamento, e seja rígido: só aprove se o cara souber mesmo voar IFRH, e pronto, chega dessa história de multiplicar os cheques. Filma tudo, e arquiva os filmes no prontuário do cara. Se ocorrer um acidente por mau gerenciamento do IFRH, levanta as filmagens, e veja se o checador foi rígido no cheque. Se foi, tudo bem, se não, pau nele, indicia o cara criminalmente. É o que eu penso…

          Abs,

          Raul

          • Santiago Veiga
            4 anos ago

            PERFEITO!!!!!

  9. bustani
    5 anos ago

    Acho que devia voltar a ser como antes pelo menos, eles aceitavam o cheque off no avião . Eu tenho o ifr no avião, o engraçado é que para checar no helicóptero , teno que fazer todas as 20 há de treinamento ifr sob capota novamente no helicóptero ! ABSURDO ANAC!

    • bustanijr
      5 anos ago

      desculpe os erros de português, é o carretor ortográfico do ios.

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