Más notícias sobre Passaredo e Avianca

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Pois é, né pessoal… Eu não tenho nenhum prazer em trazer más notícias, mesmo porque elas também me atingem negativamente, mas meu compromisso com os leitores é o de informar o que realmente está acontecendo que possa ter impacto para o mercado de trabalho para pilotos, então vamos lá. A seguir, vocês encontrarão os links para duas notícias que saíram recentemente na imprensa, uma sobre a Passaredo (Estadão), e outra sobre a Avianca (Correio da Bahia), que significam o seguinte:

  • Passaredo: se a ANAC realmente cassar as autorizações de voo da empresa, ela provavelmente sucumbirá definitivamente. Mesmo sendo uma das menores companhias aéreas do país, teremos aí mais algumas dezenas de pilotos desempregados no mercado.
  • Avianca: se a empresa devolver 9 Fokker-100, substituindo-os por 5 A318, serão 4 aviões a menos na frota. Admitindo uma média de 14 pilotos por avião (7 comandantes e 7 copilotos), teríamos 56 potenciais desempregados na empresa em 2013 (o que não significa que a empresa demitirá todos eles, é lógico).
  • Conclusão: somando-se os possíveis demitidos da Passaredo e da Avianca com os pilotos que serão certamente demitidos pela TAM (já anunciados aqui), e a provável nova onda de cortes da Gol, quando a empresa reduzir a oferta de assentos conforme prometido (vide esta matéria do Estadão), teremos um contingente enorme de pilotos a serem demitidos pela aviação comercial no primeiro semestre de 2013. A incógnita é a Azul, cujo diretor de RH me disse, quando estive com ele algum tempo atrás, que a empresa voltará a contratar pilotos em 2013 (provavelmente no 2º semestre), mas não revelou quantos serão estes. A questão é que essas contratações não deverão ser em número equivalente ao das demissões nas outras empresas, e possivelmente ocorrerão depois delas, o que deverá somente atenuar um pouco o problema, mas não resolvê-lo efetivamente.

C.Q.D., 2013 realmente deverá ser péssimo para os pilotos – II…

 

 

 

 

 

 

12 comments

  1. Eduardo Ruscalleda
    5 anos ago

    Pois é meu amigo Raul!
    Acabei adiando meus planos! O sonho de ser piloto continua e continuará, mas voltei a trabalhar na minha área e terminarei o curso de piloto de maneira mais moderada, com previsão de me formar até o final do próximo ano (2013) e até lá… Espero que as coisas se normalizem e possamos estar vivendo uma nova fase na aviação!

    Um abraço

  2. Afonso!
    5 anos ago

    Caro Raul!

    Supondo que a Avianca venha a demitir os 56 tripulantes, entre todos os tripulantes técnicos de Mk28. Você tem ideia de qual o parâmetro que é utilizado para demitir ( menos tempo de empresa?, menos horas? maior salario?)

    Abraço!

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Há um acordo com o SNA para seguir o critério inverso de senioridade nas demissões, ou seja: os últimos contratados são os primeiros demitidos.

      • Afonso!
        5 anos ago

        Roger, imaginei mesmo. Obrigado Raul.

  3. Renato Guardiola
    5 anos ago

    Estou definitivamente analisando a possibilidade de seguir outro ramo fora da aviação, até quem sabe ter um mínimo de esperança de melhora para mim, um PC checado mono IFR, com 190h de voo, ICAO 4. Tenho vários amigos em todos os segmentos possíveis da aviação, e em nenhum deles há qualquer tipo de esperança para mim até o final de 2013. Ficar parado não dá mais. :(

    • O negócio é “hibernar” as carteiras e vigiar pra quando o momento vier a ser oportuno de novo.

    • Afonso!
      5 anos ago

      Nobre colega Renato.
      Voce tem o a carteira de INVA? ou quando você se refere esperança de melhora, você quer dizer linhas/taxi aéreos!

      Valeu!

      • Renato Guardiola
        5 anos ago

        Eu falo de modo geral, até mesmo para INVA. Se companhia não contrata, automaticamente o resto da cadeia também incha e para.

  4. Humberto Rodrigues
    5 anos ago

    Há um velho ditado na aviação que diz o seguinte: “O REFLEXO DE UMA CRISE SE MEDE PELO SETOR DA AVIAÇÃO…
     
    SEMPRE QUE UMA CRISE NO PAÍS SE APROXIMA, AS “AÉREAS” SÃO AS PRIMEIRAS A MOSTRAR QUE A COISA VAI FICAR PRETA.”
    Ou:”Quando a crise vem, a aviação é a primeira a cair e quando ela passa, a aviação é a ultima a se levantar”.

    NO BRASIL ISSO JÁ COMEÇOU.

  5. Não vejo a hora desse ciclo terminar.

    Provavelmente após todas essas demissões possíveis e imagináveis, viveremos um período de estabilidade, sem contratações por um bom tempo.

    Só depois, quem sabe, o setor aéreo iniciará um novo ciclo, dessa vez pra cima. Imagino que alguns incentivos por parte do governo e processos de desburocratização por conta da ANAC possam ser pontos chaves para dar incício a essa nova etapa.

    Não entendo muito do mundo dos negócios (não é dificil perceber hehe), mas penso que o setor não deslanche principalmente por falta de “vontade política”.

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