Vem aí o subsídio para a aviação regional. Hmmm…

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Saiu na Folha de hoje – vide reprodução abaixo (fonte: Aeroclipping do SNA) – que o governo irá anunciar uma nova política de subsídios para a aviação regional. Depois daquela patacoada dos “800 para mais” novos aeroportos no país, esta parece ser uma notícia com algum potencial para ser realmente boa para a aviação – e para o mercado de trabalho de pilotos. Eu ainda acho que se o governo oferecesse serviços de boa qualidade para o setor aéreo (via ANAC, DECEA, IFRAERO), e tivesse uma política tributária mais adequada para a aviação, seria melhor. Também não gosto desse intervencionismo estilo anos 1970 – que nunca funcionou bem, e não vai ser agora que, subitamente, irá ser eficiente – que, fora outras questões, é bastante propício à corrupção. Mas, pelo menos, parece que a Soberana está focando onde o calo realmente aperta na aviação comercial brasileira. Sejamos otimistas, né? Afinal, Ano Novo não combina com pessimismo!

Companhias aéreas terão subsídio para operar rota regional
NATUZA NERY
VALDO CRUZ
DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA

As companhias aéreas que operarem rotas da aviação regional poderão receber dinheiro do governo como subsídio para estimular voos pelo interior do país. Esse é um dos principais pontos do pacote para o setor que o Palácio do Planalto pretende anunciar depois de amanhã.

Inicialmente, o subsídio valeria apenas para as empresas que se dispusessem a movimentar passageiros para locais de difícil acesso. Agora, esse corte foi ampliado, podendo haver ajuda financeira para as rotas brasileiras que ligarem uma cidade a uma capital, ou vice-versa.

O objetivo é aumentar o acesso da população à malha aérea tanto pela melhoria da infraestrutura quanto pela concessão de subsídio. No formato em estudo, as grandes empresas não receberiam estímulos para operar na aviação regional.

A presidente Dilma Rousseff ainda precisa dar a palavra final sobre diversos pontos do modelo, inclusive a respeito de quais aeroportos nacionais serão concedidos à iniciativa privada.

Além de Galeão (RJ) e Confins (Grande BH), ela estuda com sua equipe a inclusão de um terceiro aeroporto na lista, localizado no Nordeste.

Ontem, Dilma reuniu sua equipe para começar a alinhavar o que, de fato, entrará no pacote. Serão investidos em torno de R$ 5 bilhões para melhorar a infraestrutura de aproximadamente 200 aeroportos regionais.

Para os terminais nacionais, técnicos discutiram no sábado e ontem os critérios para a escolha dos operadores de Galeão e Confins. O governo deve exigir que apenas grandes operadores participem dos leilões.

Não há muitas empresas internacionais com esse know-how -pouco mais de 20, nos cálculos oficiais. Na prática, avaliam técnicos, entre três e cinco operadores entrariam na disputa com uma exigência desse porte.

SUBSÍDIO

Apesar de ampliar para toda a aviação regional, e não somente para a empresa que transportar passageiros a rincões do país, o governo pode impor uma hierarquia para a concessão do subsídio.

Essa avaliação parte do diagnóstico de que há lugares em que só é preciso investir em infraestrutura aeroportuária para atrair companhias interessadas. Em outros, é preciso “construir um mercado”. Nesses casos, valeria a regra do benefício financeiro, possivelmente com recursos do Tesouro Nacional, hoje já sufocado pelo excesso de gastos correntes.

Segundo a Folha apurou, o cálculo do subsídio leva em conta o número necessário de passageiros para cobrir o custo estimado de uma aeronave para aquela rota. Essa fórmula considera o avião mais eficiente para o trajeto. O benefício, portanto, não seria por voo, mas por um número determinado de assentos.

9 comments

  1. Romário-11
    5 anos ago

    Notem q já diminuíram o número de aeroportos de 800 pra 200. No final,se forem 100, ta bom!

  2. Julio Petruchio
    5 anos ago

    Cruiz in Credo Ave Maria!!! Parece “Teoria da Conspiração”, mas vamos lá:

    1 – Por mais de uma vez ouvi em locais diferentes “a moucos ouvidos” que a Azul é do Lulla e que o “Titio Neeleman” apenas é o “testa de ferro” do verdadeiro dono da empresa, que é o “Titio Lulla”.

    2 – A única empresa a aparentemente fechar “no azul” esse ano é a Azul, salvo a Avianca cujo foco de mercado não é a aviação regional.

    3 – A azul engoliu a Trip, sua principal rival, ficando assim sem concorrência.

    4 – com a pacotada da Dilma para a aviação regional, quem é a principal favorecida???

    R.: A Azul, que seria dos PTralhas, que não tem concorrência…

    • Romário-11
      5 anos ago

      Acabei de perder 1 minuto lendo o seu comentário,e mais 1 minuto respondendo.

      De onde vc tirou isso? Por favor,cite a fonte…

      Ah,outro dia o PT não tinha acionistas na TAM,e a TAM não conseguia tudo o q queria? (esse comentário não foi seu,mas e tão patético quanto)

    • Luiz
      5 anos ago

      Excelente reportagem, bem ao contrário do que sido publicado (superficialmente) em outros sites / jornais/ revistas.

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Excelente texto! Vou dar destaque a ele num novo post.

      • amgarten
        5 anos ago

        Excelente mesmo! Destaquei o seguinte:
        “Se o que ocorreu agora com a WebJet tivesse acontecido nos Estados Unidos, todos os envolvidos, a empresa que comprou, o Cade e a própria Anac, estariam na cadeia.”
        Triste verdade, estamos muito distantes dos EUA, também no quesito seriedade com a coisa pública.

  3. Fábio Otero Gonçalves
    5 anos ago

    Juraaammm??? Subsídio para a Aviação Regional? Tá bom….a gente já viu este filminho, somos do tempo da Rio-Sul, da Nordeste, TAM, VOTEC, TABA……da S-U-P-L-E-M-E-N-T-A-Ç-Ã-O….soa familiar??? Tudo bem que ela podia estar no exílio ou escondida, nesta época, mas será que a assessoria dela não a informa sobre o histórico da Regional? Ou será que ela não tem assessoria???

    • amgarten
      5 anos ago

      A julgar pela forma com a qual eles escolhem seus assessores… Se pegarmos o exemplo da Anac, já viram , né !?

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