“178 segundos para morrer” – o vídeo

By: Author Raul MarinhoPosted on
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O artigo “178 segundos para morrer”, que foi um dos textos mais acessados de 2012, já era muito bom; mas em vídeo ficou muito melhor. Deveria ser obrigatório nos aeroclubes/escolas de aviação.

2 comments

  1. betoarcaro
    5 anos ago

    Acho esse vídeo um pouco dramático.
    Na verdade ele “tem que ser assim”, mas reparem, em nenhum momento no vídeo o Piloto observou o “Horizonte Artificial”, se é que tinha um…
    O texto que originou o vídeo, na verdade é bem antigo (anos 60/70) e se chamava: …’and they say we have 3 minutes”.
    Era até mais “Dramático”!!
    Terminava mais ou menos assim : …”and you open your mouth to scream, but you just can´t!!”
    “You´ve got no more minutes left”!!
    Era dirigido aos Pilotos que voavam exclusivamente em condições visuais durante um período, no qual a Aviação geral havia se tornado muito popular nos EUA.
    Médicos, Dentistas, Representantes Comerciais, todo mundo voava!.
    Esses precisavam ser “impressionados” sobre os perigos de entrar IFR sem ter preparo.
    Foi aí, que uma Universidade Norte Americana conseguiu colocar vários tipos de Pilotos, com os mais variados “Ratings”, num “Link Trainer” com instrumentação visual básica, sem referências externas.
    Cronometravam então, o tempo que o “Caboclo” levava pra se desorientar. Fizeram a média, e chegaram nesse valor de aproximadamente 3 minutos.
    Até não muito tempo atrás o horizonte artificial, lá nos EUA, não era considerado “Primordial” para se voar IFR.
    Em treinamentos de “Partial Panel” considera-se que o “aluno” deve ser capaz de segurar a Aeronave nivelada em condições IFR, utilizando-se somente do “Turn Bank”.
    Alguém já tentou??
    É bem interessante!!
    Hoje em dia, acharia bem legal, que ensinassem “Noções” de vôo, sem referências externas até para Pilotos VFR.
    Nada muito complicado, curvas cronometradas, subidas, descidas, “Crosscheck” de instrumentos, etc.
    Aí alguém poderia dizer: Ah, mas você não estaria incentivando o piloto a entrar em condições IFR sem preparo?
    Quanto à isso, só tenho uma coisa à dizer:
    “Um dia ele vai entrar”! Com certeza!
    Isso só não acontece com quem não voa!
    E quando entrar, é melhor que ele saiba o quê fazer, se não, vai virar “Estatística”!!
    Já aconteceu comigo umas 3 vezes.
    Em uma das vezes, a coisa foi séria. Ainda bem que eu estava “beeem alto”!!
    Uma ferramenta de treinamento muito legal, também bastante utilizada nos EUA, é o “Upset Recovery”.
    Acredito que qualquer pessoa que pretenda voar em condições IFR, deveria passar por ele pelo menos uma vez na vida (Vide AF447!).
    Esse treinamento é “Zero mistério”, um pouco assustador no início, mas é tranquilo!
    Quando se começa a voar IFR “Real”, deve-se começar em doses homeopáticas.
    Na dúvida, nem decole!.
    Defina bem os seus limites!
    Exceda-os aos poucos, e sempre tenha-os.

    Bons Vôos!!

  2. Enderson Rafael
    5 anos ago

    Esse vídeo é excelente. A AOPA tem mto material bacana. Eu lembro como se fosse hoje da primeira vez que voei actual IFR, foi no meu primeiro crosscountry do curso do IFR. Olhei o attitude indicator e ele estava tombando e eu sentia como se o avião estivesse nivelado. Por um momento me passou pela cabeça “esse attitude deve estar quebrado”. Meu instrutor chamou minha atenção “pq vc está virando o avião?” e eu voltei a voar nivelado. E quando o metar diz 3 a 5 milhas (MVFR) eu não me aventuro prum voo VFR. É mto fácil se meter numa situação irreversível quando os elementos corretos se somam.

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