O “Programa ASA Rotativa” da Líder

By: Author Raul MarinhoPosted on
920Views23

Durante as minhas férias, eu publiquei o post “Programa de formação de PCHs/P.Plataforma da Lider” e disse que iria comentar o assunto após 09/01, quando voltasse à ativa. Porém, ontem (16/01) o leitor Thiago cobrou minha promessa – da qual, de fato, havia me esquecido. Então, vamos agora comentar o tal do “Programa ASA Rotativa” da Líder, que estou chamando por este nome pela sua evidente semelhança com o “Programa ASA [Fixa]” da Azul.

Na verdade, as grandes diferenças conceituais entre ambos são o financiamento (que não existe no programa da Líder), e o fato do treinamento prático de PPH/PCH ocorrer no exterior. De resto, a ideia é a mesma: há um processo seletivo inicial, os alunos que atingirem as metas de aproveitamento participam de um processo seletivo para ingresso na empresa, e não há garantia formal de emprego – embora fique sugerido nas entrelinhas que, na prática, os formados no programa serão contratados.

Quanto ao financiamento, a diferença é muito mais de marketing do que real, uma vez que a tal linha de financiamento do Santander é muito pouco viável e interessante. Já noticiei aqui que, na 1ª turma do “Programa ASA”, não ocorreu nenhuma operação de financiamento devido à sua condição kafkaniana: o aluno não tem o crédito aprovado porque está desempregado, mas para entrar no programa é necessário que o aluno não tenha emprego. Isso teria sido corrigido na 2ªa turma, com o aval da Azul, mas mesmo assim, as condições comerciais do financiamento ainda o deixam extremamente pouco atrativo. Logo, esta não é uma grande diferença entre os dois programas.

Já o fato do treinamento prático ocorrer numa escola de aviação nos EUA faz uma grande diferença para o programa da Líder. Principalmente porque, como se sabe, o treinamento IFRH oferecido no Brasil está enfrentando um grave dilema no momento, com a ANAC exigindo que parte dele ocorra em aeronaves homologadas IFRH real, que na prática o inviabiliza. Não que eu ache que o “Programa ASA” (da Azul) devesse ocorrer fora do país (embora essa seja uma alternativa interessante para se pensar), mas eu achei uma ótima ideia a Líder enviar seus trainees para o exterior. Além do que, acho que é um bom indicativo para sinalizar às autoridades e ao público que a instrução em asa rotativa no Brasil está em crise.

Bem, mas vamos agora ao que eu vejo de ruim no programa da Líder:

Em primeiro lugar, o preço. Gendocéu, cemidóla é mudinhêr, sô!!! (para falar no idioma da empresa). Se uma formação completa PPH+PCH no Brasil sai por cerca de R$80mil, por que cobrar mais que o dobro disso dos participantes do programa? Poxa, se a empresa quer dar uma formação diferenciada para seus futuros empregados, seria justo que ela, então, arcasse com esse diferencial, não empurrar tudo para o participante. No programa da Azul, por exemplo, o preço que a EJ cobra dos participantes é menor que o preço de tabela para os alunos de fora do programa.

Eu acho muito “engraçada” (modo de falar, pois não tem graça nenhuma) essa história de exigir que o participante gaste mais que o dobro para se formar de acordo com o que eles querem, e depois eles decidem se contratam ou não o cidadão… Isso, na minha opinião, chama-se “abuso de poder econômico” – não sei se formal/jurídico, mas no sentido moral certamente é. Não gostei nada disso, e achei que esse “detalhe” do programa pôs a perder uma ideia que, em si, é boa. Lamento que a Líder tenha cometido esse erro, e espero que ela corrija esse aspecto no futuro.

Mas mais equivocada ainda foi a postura de marketing para vender o programa. Vejam nessa nota publicada no Filghtmarket como a empresa posiciona o programa:

De acordo com o diretor de recursos humanos da Líder, Guilherme Medina, o investimento no curso – que é de aproximadamente US$ 100 mil, ou cerca de R$ 204 mil – poderá ser recuperado em um curto prazo de tempo. Além disso, o diretor ressalta que o aquecimento do mercado de aviação no país oferece alta empregabilidade para a profissão. “O objetivo do programa é garantir o melhor resultado para os estudantes e torná-los aptos para o mercado de trabalho com o melhor custo/benefício e tempo”, afirma Medina.

Esse é o pior tipo de discurso que uma empresa de aviação poderia ter, na minha opinião. Ele até pode sensibilizar um sujeito meio perdido na vida, que está pensando em abrir uma franquia ou prestar um concurso, e tenha o dinheiro no banco, mas é só. Porém, quem tem, de fato, vocação para a aviação não está nem aí com um papo desses.

E, além disso, enxergando o programa como um negócio – que é o que o diretor de RH (!!!) quer mostrar -, trata-se de uma enorme roubada. Primeiro, porque o risco é enorme: o cara pode não ser contratado, para começo de conversa. Depois, porque no “retorno” do “investimento” teria que ser descontado o custo de oportunidade do trabalho, ou seja: quanto o cara ganharia se não estivesse pilotando para a Líder. Levando-se isso em conta do payback da “operação”, o prazo deverá ser de uns 20 anos – ou seja: levaria uns 20 anos para o “investidor” ter os seus US$100mil de volta.

Como disse, a ideia é boa, mas está mal implementada. Tomara que a Líder acorde o quanto antes e reformule o programa, pois do jeito que está não está legal.

 

 

23 comments

  1. Marcos Valério
    4 anos ago

    Prezados, antes de tudo parabéns pelo tópico.
    Uma coisa eu aprendí, só fica na aviação civil no Brasil quem gosta. O piloto passa pelo inferno para se capacitar e não recebe de ninguém valorização. Com essa crise tá cheio de piloto de Boeing 737 pedindo misericórdia em escolas de aviação para dar instrução para não passar fome. Veja só, deixar de ganhar em torno de R$6000 a R$8000 e passar a ganhar R$1500 e voar um C152. Tem comando de king air voando por R$5000, sendo que antes voavam por R$10000 a R$15000.
    (…)
    Agora voltando ao mérito do projeto asa, quando acabar o curso o candidato sai PC/MLTE/IFR checado e teóricamente vai entrar na Azul. Agora eu pergunto, pra fazer o que? Dar trem em cima e em baixo? Pena eu tenho dos comandantes que vão ter que ensinar aos copilotos coisas basicas de IFR. Gente, não se aprende a voar somente com 200 horas.
    E o pessoal que amargou anos para ter boa capacitação? É lixo? Varre para de baixo do tapete?
    Também sou solidário aos colegas do helicóptero. A anac com uma política nogenta. Poxa, como eles vão checar o cocô do IFR? Ficar pedindo favor para um aqui outro ali pra levar junto nos voos. Antes era tão bom, dava pra fazer o teórico e checar no taxi aereo. Novamente andamos em passos largos para tráz.
    Peço desculpas pelo desabafo. Mas é muito triste a situação dos aviadores no Brasil.
    Forte abraço a todos!

    [Obs.: Comentário editado – parágrafos com denúncias contra empresas e pessoas suprimidos]

  2. Rodrigo Carvalho
    5 anos ago

    Boa tarde a todos, gostaria de fazer apenas um comentário.
    As pessoas ficam ofendidas quando se fala que a instrução aqui é
    ruim, não entendo muito o porque, é ruim sim, na verdade é péssima.
    Não sou da asa rotativa, piloto avião, tirei minhas carteiras nos
    Estados Unidos e posso citar alguns exemplos… 1 – Qualidade dos
    equipamentos é indiscutível, aqui se voo como na segunda guerra. (
    as vezes nem rádio tem) 2 – Qualidade dos instrutores, quem quer
    ser INVA no Brasil? 3 – Fazer um curso inteiro de PC e não ter
    contato nenhum com EFIS, é certo para os dias de hoje? 4 – Não
    saber operar um Auto Pilot por nunca ter usado um, como fica? 5 –
    Voar sem cartas, isso ocorre em todas escolas e aeroclubes que já
    vi, inimaginável nos EUA. Posso continuar aqui e essa lista não
    acaba nunca mas um dos pontos mais importantes é o voo de check,
    aqui no Brasil é uma mamata, em uma das escolas mais tradicionais
    do Brasil vi aluno checar Multi com meia hora de voo, lembro do meu
    check que durou com tudo umas 5 horas (2,5 de oral + 2,5 de voo).
    Fica difícil defender a instrução praticada por aqui. Bons
    voos.

  3. Silva
    5 anos ago

    Raul, não sei se é só comigo, mas já enviei 2 e-mails para eles e até agora não obtive nenhum retorno (meu primeiro e-mail foi enviado no dia 08/01).

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Eu acho que eles estão esperando ver qual no real interesse do mercado para, então, decidirem que rumo tomar no programa…

  4. Simone s vaz
    5 anos ago

    Deus do céu!! alguém acredita em Papai Noel por aí?? Gente a Líder não está fazendo nada de bom para quem não é piloto e para quem já é….bom, xá pra lá!!!!
    Não percam seus amados dólares e seu tempo precioso pensando que esse curso é a resolução dos seus problemas para ingressar numa empresa offshore, esqueçam!!
    Discordo com quem fala que a nossa formação é ruim, é ruim o escambal!! mania de brasileiro desmerecer o que é nacional!! isso me deixa P. da vida!! Gente tem muita escola boa, tem muita gente afim de que nossa aviação seja a melhor do mundo, só quem não quer é a ANAC que fica complicando a vida de todo mundo, de quem quer ser piloto, de quem já é e de quem é dono, só ficam atrás das mesas mudando a regra toda hora.
    Acho que aonde as escolas estão pecando é cobrar os olhos da cara na instrução sobcapota num R22, fiquei sabendo do valor e quase tive um infarto, nenhum custo Brasil justifica um valor exorbitante cobrado e o pior que nem todas as horas valem, é isso mesmo??
    Só para desencorajar mais um pouquinho quem tá pensando em fazer o curso na Líder, para voar offshore o candidato tem que ter 500h de vôo, sendo no mínimo 300 em comando, então filhotes, recém formado na escolinha Líder com as parcas 100horinhas, não sei como irão voar para Petrobras?!?!?!
    A OMNI tb voa offshore e tb tem curso e tb garante vaga para os melhores alunos ingressarem no seu grupo de vôo e a escola é em Jacarepagua, não precisa gastar milhões e nem sair de seu País para ir tirar carteira lá fora, que além de tudo tem um outro incoveniente, CONVALIDAÇÃO da carteira!!
    Pensem, não se iludam e boa sorte!!
    Ah! sou cmte e instrutora, voo S76 e AW, tenho 18 anos de offshore e um pouco mais de 10 mil horas de vôo, então acho que conheço um pouco do que falei.
    Fly safe!!

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Simone,

      Eu não falei que nossa formação é ruim; eu disse que estamos passando por um momento complicado devido ao impasse da instrução IFRH (que vc mesma citou).

      Sobre o curso da OMNI, vc poderia nos fornecer mais detalhes?

      Abs,

      Raul

      • Simone
        5 anos ago

        Raul não foi você quem disse, foi um dos que comentaram aqui, eu realmente fico triste quando ficam desmerecendo nossos pilotos e escolas.
        Realmente existe um um impasse na instrução IFRH em helicópteros monomotor, eu até entendo a justificativa da ANAC e do antigo DAC, que seria o pessoal começar a abusar e entrar em condicões IMC porque o heli teria os instrumentos básicos e os pilotos o treinamento, mas isso não adianta nada, é só ver a quantidade de CFIT que tem ocorrido com a aviação de helicóptero de pequeno porte, então é melhor dar o treinamento e ponto final.
        Sendo só esse o problema na instrução, essa lacuna do IFRH, eu sugiro que o piloto depois de formado, vá aos EUA, numa boa escola, pq lá tem escola ruim tb, e faça essa carteira, ficará bem menos tempo por lá gastando em dólar e depois convalida aqui.
        Quanto a OMNI seria interessante alguém entrar em contato, eles tem site e com certeza lá deve ter um telefone para dar informações, eu não voo lá, voo na SENIOR….sei desses cursos pq filhos de colegas meus estão fazendo o curso lá.
        Vou tentar os contatos depois coloco aqui, ok?
        Abraços
        Simone

        • Raul Marinho
          5 anos ago

          OK, Simone, entendido.

          Já entrei em contato com a OMNI solicitando informações sobre o programa dela. Assim que triver novidades, publico aqui.

          Abs,

          Raul

        • Cristiano Aranda
          5 anos ago

          Concordo plenamente. Não acho que a instrução aqui seja
          ruim. Tirei o meu PCH na Espanha que exige 140 horas para cheque e
          hoje trabalho na Efai e posso fazer comparações que em nada deixam
          a desejar a instrução aqui. Nossos instrutores têm todos mais de
          500 horas de voo, damos entre outros, curso de IFRH e curso no
          esquilo (única escola no país) incluindo curso de emergência dado
          por instrutores, antigos coronéis da FAB com curso de Piloto de
          Ensaio realizado na França pela Eurocopter… nosso checador nem
          sabe quantas horas de voo tem…. deixou de contar faz tempo…. e
          nosso chefe é um dos mais renomados piloto de helicóptero no
          mundo… Têm muita qualidade aqui sim…. nem tudo é tão ruim como
          alguns pensam…

          • Righetti
            5 anos ago

            Falou acima um dos melhores instrutores que tenho! Também assino embaixo, pois sou aluno da EFAI e estou muito satisfeito!

            Grande abraço Cristiano!

    • Dedeco
      5 anos ago

      Simone, não é questão da formação ser ruim.É cara mesmo…

      Você achou caro a hora do R22. Na EFAI eu paguei no meu PPH R$ 800,00 a hora, voando Schweizer 300CB… (ainda não chequei, e estou na nona hora de vôo), agora a hora aqui já está R$ 850,00 (se não tiver aumentado)

      Aproveitando, qual é custo da instrução aí? Ou pelo menos o site para sabermos mais informações.

      Abraços

      • Simone
        5 anos ago

        Dedeco
        Não é de hoje que a hora de vôo é cara, existe o problema de que nenhum dos helicópteros utilizados na instrução básica são fabricados no Brasil, então isso aumenta e muito o custo por que todas as peças são importadas, mesmo o Schweizer sendo montado na EDRA, eles não fabricam nenhuma peça dele.
        Eu tive uma escola durante 15 anos, formamos os primeiros PMs e Delegados das polícias militar e civil de SP, MG, BRASÍLIA, MT e RJ e naquela época era pior ainda, o combustível subia toda semana e o dólar varia diariamente valores astronomicos, era difícil manter um preço razoável para o pessoal, para garantir uma rotatividade e ninguém ficar parado, nós começamos com os tais pacotes de hora de vôo que hoje todo mundo faz, só que naquela época as horas de vôo eram caras mas pq o custo justificava e hoje eu acho que realmente a h/v tá meio salgada, mas não sei qual é o custo hoje.
        Para você ter uma idéia na época cobrávamos a h/v indexada pelo dólar e era a seguinte: HU30 US$166,00, RH22 US$180,00 e o PA28 US$80,00 (tínhamos avião tb) e desses valores nosso lucro limpo era de 8%, muito pouco para o investimento altíssimo, por isso chegou o momento de liquidar com o negócio, vou ser sincera, hoje se fosse pra ter uma escola, só se fosse de simulador, kkkkk…..
        Realmente tem que se pensar em fazer o curso fora do País, mas não porque as escolas aqui sejam ruim, mas mais pelo preço e tb não quer dizer que tem que ser o oferecido pela Líder, pode ser em qualquer escola.
        A EFAI me parece bem séria e o Bosco é muito bom!!
        Abraços
        Simone

        • Dedeco
          5 anos ago

          Simone a EFAI é uma excelente escola, umas das melhores aqui, segundo os professores da FUMEC. Já no Ground School vc recebe:
          – manual do equipamento
          – livro de padronização de manobras do equipamento
          – livro de treinamento prático com todas as missões (no meu caso PPH), pré-solo, navegação, pré-cheque, etc.
          – manual do aluno
          – cheklists de acionamento, desligamento, etc. (em papel duro para portar na cabine)
          – manual e regras de segurança da escola
          – cartas WAC 3262, 3189, AIC revelevantes, etc..
          – CIV, etc…

          Além disto, eu já fiz aula com 5 instrutores diferentes: Cmte Belmiro, Cristiano, Guilherme, Robson, e Gustavo, isso só com 9 aulas… ou seja, é bem padronizado, mas pela diversidade, vc não adquire vícios.

          Estou gostando muito, mas profissionalmente já sou formado em Ciências da Computação, e sou arquiteto de sistemas há 8 anos e trabalho com comércio eletrônico, em termos de salário, acho difícil eu migrar para a área devido aos termos financeiros. Como sou sócio de 2 empresas e tenho uma boa rentabilidade, mas começei a voar porque sempre gostei da área!! Claro que seu eu puder fazer as 2 coisas seria excelente… mas estou despreocupado…

          Só acho que poderia ser mais acessível, para voar máquinas maiores (do que as iniciantes de instrução), como exemplo um Esquilo, a hora aqui é R$ 5900,00… não dá… é muito dinheiro… nem faço idéia dessas que vc voa…

          • Cara, eu se fosse você, já faria planos de comprar uma aeronave pra voar por lazer. Sonho? Não.

            Acho que é muito mais fácil hoje em dia alguém prosperar profissionalmente em outro ramo e depois ter sua própria aeronave (que seja um Conquest 180, que eu adoro), do que vir a se tornar um piloto com um excelente salário e estabilidade.

            Entendam. As duas coisas são factíveis. Mas a primeira hipótese, no meu modo de ver, é mais fácil que a segunda.

            É o que tenho recomendado pra amigos que já têm um trabalho bacana e pensam em “realizar o sonho de ser piloto”. Eu digo: Cara, se você gosta de voar, você não precisa ser profissional pra isso. Provenha recursos de outra fonte e voe por hobby/paixão.

            O problema é que muitos querem voar “boeing” e fazer pose rsss… ai, ou vira Eike batista e compra seu próprio G6 (ou um Agusta), ou vá trabalhar pro cara. hehe

  5. Eduardo
    5 anos ago

    Raul, sou PCH há um bom tempo, bem empregado, com a Graça de Deus (Executiva) e nos últimos tempos tenho refletido sobre uma possível transferência minha para a aviação Off-Shore, por simples encanto pela operação, e evidentemente pelas máquinas. No meu caso, especificamente, me falta o IFRH checado, como se isso fosse apenas um problema exclusivamente meu. É evidente que não há falta de pilotos no mercado brasileiro, tão pouco, pilotos sem experiência. O que falta é mecanismos mais eficientes e desonerados para se checar o “bendito” IFR-H, tema este já tão bem abordado por você e por tantos outros colegas e profissionais. A Líder, uma empresa séria e tão renomada, infelizmente está cometendo um lastimável equívoco, com o programa da forma que está sendo colocado. Concordo em gênero, número e grau com todas suas palavras e as enalteço. Bons voos!

  6. Bruno Leite
    5 anos ago

    Galera esse programa aí não é para pobre não… trabalho do lado da Líder quase e meu primo trabalha lá. Dá pra ver claramente o público alvo deles…

  7. Alexandre Fabiano
    5 anos ago

    O investimento não condiz com a realidade econômica dos aspirantes a piloto de helicóptero. Acredito que o programa receberá emendas no futuro. Triste é ver a incompetência das escolas brasileiras de aviação de não conseguirem enxergar o EXCELENTE negócio que seria MELHORAR o nível de formação de seus cursos e firmar um contrato com a Líder em formar os seus futuros pilotos. Isso POSSIVELMENTE faria com que outras operadoras no ramo do OFF SHORE se interessassem em seguir o exemplo. Todos ganhariam, o aluno por receber um treinamento DESCENTE de pilotagem, a escola por lucrar com os contratos e as empresas por receberem mão de obra BEM QUALIFICADA para suas operações.
    Enquanto isso, vamos dar pros GRINCOS oque nós BRAZUCAS não sabemos fazer…
    Só nos resta nos iludirmos com a tão aclamada declaração: “O BRASIL TA BOMBANDO”…

  8. Augusto Gentile
    5 anos ago

    Sinceramente… as pessoas falam em 100 mil dólares como se fosse só pegar alí no banco e já era.
    Não acredito que alguém em são consciência, que conseguiu com muito suor juntar 230 mil reais e tem isso “sobrando” numa conta de banco, vá investir essa gordura num curso que, depois de aprovado (e “se”, aprovado, não esqueçam que tem gente que não dá pra coisa) vai ficar a mercê de uma empresa que “talvez” te contrate. Agora, se tiver um contrato te garantindo emprego, aí, é outra coisa.
    Agora, “vai lá, faz o curso, e depois a gente vê…” Acho brabo.

  9. Dedeco
    5 anos ago

    Se uma empresa que é a principal plataforma de asas rotativas no mercado “off shore” pensar assim, só me resta uma conclusão:

    Para ser piloto de helicoptero no Brasil ou vc é rico ou é milionário!

    Enquanto isto prefiro a EFAI mesmo, que é um pouco mais caro que outras escolas aqui de Minas, mas muito mais barato que este programa da Líder!

  10. Thiago Oliveira
    5 anos ago

    Muito obrigado por atender minha “cobrança” Raul… rs

    De fato, pensei exatamente como você mas queria saber da sua opinião sobre este assunto.
    Eu também não vi logica alguma no valor do “investimento” ser o dobro da formação “normal”.

    Vamos torcer para a Lider reformular este programa que tem tudo pra ser muito bom.

Deixe uma resposta