O começo da carreira de piloto na aviação americana

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Artigo Flying – Entry Level na aviação americana

Há alguns dias, o nosso amigo Beto Arcaro me enviou uma reportagem da Flying Magazine sobre como é o começo da carreira de piloto nos EUA que, infelizmente, eu não pude dar atenção naquele momento porque estava muito envolvido com a finalização do meu e-book – que, por sinal, foi publicado 2ª feira passada, se você ainda não sabe. Mas agora que a poeira baixou, estou colocando o blog em dia, e esta matéria segue na íntegra no link acima, e comentada no texto abaixo.

Os EUA estão vivendo um momento de “apagão de pilotos”, mais ou menos como ocorreu no Brasil uns dois anos atrás. Lá, a imprensa volta e meia noticia o apocalipse aéreo dos cockpits desertos para daqui a poucos anos, devido a uma série de motivos, especialmente devido à mudança nas regras da FAA, e ao desinteresse pela carreira de piloto no pós-11 de setembro. Não sei se o “apagão” americano será um fiasco como o brasileiro, mas o fato é que os argumentos deles são bem mais fortes que os nossos, que basicamente eram plantados no mito do “nunca antes nesse país” do governo Lula. Mas, enfim, isto nem é o mais interessante da reportagem.

O legal mesmo é ver como é o começo da carreira de piloto para os americanos. Em essência, não é muito diferente daqui, e a carreira de INVA (ou “CFI”, na nomenclatura da FAA) também é uma das mais usadas para “fazer hora”, assim como aqui. A diferença maior é a amplitude de opções que existem para o piloto com poucas horas, como os casos ilustrados na matéria, do piloto que voa para um hospital, e do outro que puxa faixa na praia (sim, isso também existe no Brasil, só que lá tem um volume muito maior que aqui). Outra opção é a de voos charter, que lá também é bem mais comum que aqui.

Mas a melhor parte da matéria está no último parágrafo, que vou reproduzir abaixo, traduzido livremente:

Começo de carreira é começo de carreira

A aviação é uma das poucas atividades em que cada estágio é um novo começo. Você pode ser um novo piloto, e então um novo INVA, e então um novo membro da aviação comercial, um novo piloto multimotor, um novo profissional dos voos charter, um novo copila, um novo comandante. Cada nova mudança traz um novo nível de empolgação e de oportunidades. O conselho daqueles que estão na área é muito claro.

“Mantenha as portas abertas”, diz Mark Malmberg. “Relacionamentos. Lembre-se de que o mundo da aviação é pequeno, e que sua reputação o precederá. Faça um bom trabalho, não importa para quem você esteja trabalhando, ou o que você esteja voando. Não vai demorar muito para conseguir as horas de que você precisa para progredir”.

Já Jim Corbo, por sua vez, diz: “Corra atrás! Nós estamos ouvindo falar do ‘apagão de pilotos’ que está por vir. Se você é apaixonado pela aviação, você seria louco se não conseguisse suas habilitações e acumulasse horas de voo bem agora. É impressionante! Não há muitos empregos por aí em que você possa ver o sol todos os dias”.

Ou seja: esmere-se do quesito “QI & Relacionamentos“!

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