1ª Mulher oficial aviadora da FAB sai para pilotar escrivaninha

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Está circulando na pilotosfera que a 1ª mulher oficial aviadora da FAB, a Primeiro Tenente Fabrícia Liane Souza Aguiar Oliveira, pediu baixa para ir pilotar escrivaninha na CGU – vejam aqui o post publicado no blog Montedo, especializado em notícias da área militar. Para quem não sabe, a CGU-Controladoria Geral da União é uma espécie de “Price Waterhouse estatal”, ou seja: ela é uma entidade que faz auditoria contábil e processual nos demais órgãos públicos federais: ministérios, autarquias, estatais, etc. Resumindo: a ex-oficial aviadora vai deixar de pilotar aeronaves para realizar um trabalho burocrático na área de Contabilidade e/ou Direito.

Honestamente, não sei se existe trabalho mais enfadonho do que ser auditor da CGU – especialmente para quem (um dia, pelo menos) achou que ser piloto militar era seu objetivo profissional. É uma profissão estável? Sim, é, mas até aí, ser militar é tão estável quanto. Ganha mais? Vi no site da CGU que a remuneração inicial para o concurso que ela prestou é de um pouco menos que R$13mil/mês, bruto. É mais do que o soldo de uma 1º tenente, talvez o dobro, não tenho muita certeza, mas também não é aquele super-salário de mais de R$25mil/mês que o pessoal da elite do funcionalismo ganha. Por isso, só posso concluir que a tenente pediu baixa por descontentamento profissional.

A tenente estava lotada no 1º/6º GAV (Esquadrão Carcará), na Base Aérea do Recife – o que me leva a concluir que ela estava pilotando alguma das aeronaves R-35A Learjet da unidade. Ou seja: para ela sair da FAB e ir pilotar um Lear civil na aviação geral, seria até de se entender – “saiu para ganhar mais fazendo a mesma coisa”. Mas sair para pilotar escrivaninha… Passa a impressão de desilusão total com a aviação. Tomara que não seja isso, e ela simplesmente esteja querendo uma profissão mais tranquila para ser mãe, por exemplo, sei lá o que se passa na cabeça dela. E tomara que, se a hipótese de desilusão estiver correta, não seja a realidade da aviação. Mas tenho, cá no meu íntimo, a suspeita de que a desilusão da tenente foi real, e pior: ela tem fundamento.

45 comments

  1. Florentino Cardozo de Assunção Sobrinho
    3 anos ago

    Hierarquia para que tem comportamento irregular não é aceita, todos entram nas FFAA sabendo da rigidez do seus regulamentos, não foram enganados. Se a Ten Patricia, se queixasse do superior que a chamou de incompetente,certeza tenho que seu superior seria punido com repreensão verbal, detenção ou prisão.Serví 36 anos no Exército,e afirmo:Promoções são através de Cursos especializados, aperfeiçoamentos com muita ralação, e excepcional comportamento. Nunca testemunhei bajuladores serem promovidos. Engana-se quem assim afirma. Meus filhos são formados(Eng Civil e Nutrição),ambos com Mestrado, tenho casa própria, meu carro,tudo graças a receita(Soldo ) somente da vida militar, iniciada como Soldado até Cap Reformado, o segredo? Viver de acordo com os vencimentos.

    • rairon ramalho
      3 anos ago

      Sua afirmação é interessante….
      Poderia provar?

    • Ten Cel Eduardo
      3 anos ago

      Como assim “Nunca testemunhei bajuladores serem promovidos”? Eu desconhecia por completo que o EB incluía em suas fileiras praças cegos! Mas é cada um que aparece! Começa que quem “agradece” a contraprestação pecuniária percebida é porquê ela foi graciosa, logo pouco devida.

  2. Jessy
    4 anos ago

    Decepcionante de todas as formas ler este texto e as respostas,talvez por não ter nenhum contato com tais seguimentos(militar,civil..),somente a grande vontade de estar servindo o país que amo(mas cá entre nós,tem me deixado extremamente triste) e o sonho de pilotar um caça.
    E o pior é saber que infelizmente o pensamento enraizado a séculos sobre superioridade estar vinculada com humilhar os demais esta fazendo parte da força aérea onde o foco é ajudar o país ou seja, a população -ou pelo menos deveria ser.
    Desmotivante saber de tais coisas,até porque na minha opinião respeito é em primeiro lugar.

  3. Fabio Cavalera
    4 anos ago

    Militar já foi carreira , hoje em dia é apenas um emprego comum já que os salários pagos são indecorosos . Sou oficial da Marinha de guerra , comprei uma casa dois anos após que me formei e para pagar a casa chego a beira da miséria . Não consigo ter um padrão de vida condizente com os sete anos de estudo que tive . Ela ganha muito mais que eu e espero ano que vem estar em uma situação parecida com a dela .

  4. Percebo pelos comentários aqui postados que muitos ainda não conhecem a CGU e a sua relevância para a sociedade, especialmente no tocante a sua atuação no combate corrupção e também na fiscalização da má aplicação dos recursos públicos. É claro que o fato de uma mulher ou um homem, deixar uma função tão importante para o Pais para exercer um cargo em outra instituição; chama a atenção dos seus pares, mas quero sugerir que as pessoas principalmente aquelas que ainda desconhecem o papel da CGU, que procurem mais informações e certamente, sem tirar nenhum brilho e importância de um Piloto Aviador da nossa gloriosa Força Aérea, vai reconhecer que também na CGU o servidor poderá ser muito importante para o Brasil.

  5. GILBERTO BEZERRA DA SILVA
    4 anos ago

    acredito que piloto de guerra não pode ser uma vocação,porque bombardear o planeta em que moramos qdo se fala tanto em preservar o meio ambiente,porque na europa, oriente médio,africa…..enfim tudo é planeta.ta na hora dos presidentes dos paises, faser uma reflexão sobre a bestialidade humana agora voar pelo prazer de voar até eu ex cabo da FAB analfabeto licenciado sumariamente sem oportunidade de chegar ao quadro de so IG. e ao procurar direitos ser humilhado por ser familia sem nenhuma procedencia onde o defensor publico diz que não é louco de mover ação contra a união para defender um humilde cabo véio sem era e sem bera. e se eu fosse um ten IG ai a coisa seria diferente. qto a ten fabricia tem estudo tem boa procedencia é jovem deve sim aproveitar as oportunidades que as carreiras públicas oferece.

  6. Epamenondas
    4 anos ago

    Simplesmente infeliz o seu comentário senhor escritor. Que visão o senhor tem do serviço público. Deixei de ser oficial da FAB por muito menos sobe por quê? Por que viver de sonhos não pagava as minhas contas. Hoje sou servidor público Analista do MPU ganho R$ 8.000,00 trabalho de segunda a sexta como um ser normal, tenho horas para chegar em casa e ficar com meus filhos e esposa tenho plano de carreira… Quanto à aviação hoje piloto um avião experimental. Traduzindo hoje sou feliz.

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      Lucky you! Só que isso não muda uma vírgula do que escrevi.

  7. Luciane
    5 anos ago

    Sou esposa de um oficial especialista RR da FAB e conheço de perto o que se passa dentro dos portões das bases militares. Conheço também, vários pilotos da aviação civil (sem nenhuma formação militar) que lutam por uma oportunidade em um mercado restrito, onde o Sol brilha mais para quem tem uma indicação. Como mencionado em comentários anteriores, ela poderá continuar seus voos em um Aeroclube, ou seja, ela apenas optou por não concorrer ao mercado civil.

  8. Lanalang
    5 anos ago

    Pilotar escrivaninha? Só sendo muito ignorante pra enxergar um cargo de alto nível no serviço público como de piloto de escrivaninha. “não sei se existe trabalho mais enfadonho do que ser auditor da CGU”. Realmente você não sabe muita coisa. Ligar o piloto automático e ficar horas olhando para uma painel de avião deve ser muito impolgante mesmo. Ainda fica bolando teorias sem sentido como se tivesse algo para acrescentar ao seu infeliz comentário. Ai ai…

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Em primeiro lugar, “pilotar escrivaninha” é uma referência bem humorada à atividade burocrática, não uma designação pejorativa. Eu mesmo sou um piloto de escrivaninha, e não vejo nada de mal nisso. Depois, quem é que disse que a moça vai para “um cargo de alto nível no serviço público”? Ela vai ser uma servidora concursada, uma auditora, não a chefe do órgão – sem nenhum demérito, é um cargo legal, ganha bem, mas não está no nível mais alto do serviço público.
      Quanto ao trabalho ser enfadonho, não falo isso por ouvir falar. Eu já trabalhei na administração pública federal, e sei do que estou falando. Não há nada mais maçante do que ser auditor do CGU, pode acreditar. Já quanto à sua ideia do que seja pilotar… Só posso lamentar. Se vc é piloto deve estar realmente muito infeliz na profissão.

      • Lanalang
        5 anos ago

        No contexto essa expressão foi no mínimo depreciativa. Quer dizer que sair pra ganhar mais e fazer a mesma coisa é de se entender? Primeiro que o piloto militar não faz a mesma coisa que o piloto civil. Pra começar ele faz seu primeiro vôo solo com apenas 13 horas de instrução. Segundo, dinheiro somente não traz satisfação pessoal e eu posso garantir que ela não saiu pelo dinheiro pois a conheço muito bem. Terceiro,o que parece maçante pra um pode não ser para outra pessoa. Cada um sabe o que é melhor para si.

        • brunno raphael
          4 anos ago

          lana lang ? te conheço … morou em bsb ? vc e do rio ? hehehe

    • mav
      5 anos ago

      A questao, aqui é a revolta que essa tenente criou no meio da aviação militar, uma vez que o valor investido nela para tornar uma piloto militar ultrapassa a quantia que ela vai receber da CGU, ela precisa receber pelo menos uns 10 anos de proventos para pagar o que a uniao investiu nela, fora o fato dela ter entrado na vaga de alguem que realmente tinha esse objetivo “ser piloto”, afinal nao se é um piloto mitilar por dinheiro, você nao vai se transformar em um piloto na academia, se torna piloto apartir do momento em que se apaixona pela profissão e se casa com ela e morre com ela também isso e ser piloto, eu sempre achei que essa tenente era puro fogo de palha, e sempre soube que ela nao iria durar muito, mas felizmente mais uma vez vocês mulheres conseguem nos mostrar a incopatibilidade de exercerem algumas funçoes masculinas. Por isso defendo seleçoes mais complexas e vontadas para a compatibilidade e de personalidade, para esse tipo de serviço publico. Afinal até quando o Brasil vai ter que esperar, dos brasileiros que se dizem superiores intelectualmente aos outros, que passam horas e horas sentados estudando por prazer em passar em concursos, apenas pelas remuneraçoes do cargo, até quando o Brasil vai esperar sentado os ditos CDF, pararem de praticar o esporte mental, lograr exito na corrida intelectual que é o concurso publico, e se tornarem patriotas realizando as funçoes as quais são designados e terem amor por isso. Equanto esses mentecaptos participam da suas disputas intelectuais entre si, muitos brasileiros esforçados lutam para tentar realizar seus sonhos, sendo Pilotos, Oficiais, policiais, bombeiros e etc, enquanto nós os brasileiro continuarmos a colocar cifras a frente de funçoes publicas, o Brasil nunca saira do marasmo que vive, pois a unica forma de crescermos juntos é atuarmos em quais quer função publica ou privada com o coração e nao com o bolso, so assim poderemos realizar a coletividade acabando com a burocracia e demais maselas das quais nossos setores sofrem, so assim ajudaremos nos os brasileiros.

      • Raul Marinho
        5 anos ago

        Não vou nem retrucar essa sua afirmação porque acho que vão fazer isso de maneira muito melhor do que eu faria, em comentários futuros. Só quero deixar claro que essa não é a opinião deste blog ou minha.

  9. Afonso Hudson
    5 anos ago

    Escrivaninha …tem vaga pra mim ….pois pilotar aviãozinho , não dar comer um caviazinho..kkkkkkkkkkkkkkkk

  10. larissa
    5 anos ago

    1ª Mulher oficial aviadora da FAB sai para pilotar escrivaninha – Esse título esta parecendo mas um deboche, não se encaixou na ocasião, para aqueles que nao sabem o soldo dela vai dobrar, ela nao vai participar de formaturas, comissões de provas e muito menos ter que tirar seviço pra uma Empresa FAB, aonde você não tem um pingo reconhecimento! Enquanto ela vai fazer no máximo uma carga horária semanal de 40h, você, militar da Força Aérea Brasileira vai fazer mais de 60h sem direito a hora extra! ufa ufa Eu tbm quero pilotar escrivaninha! quem topa ???

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Larissa, eu penso que nunca foi moleza ser militar, nem esta é uma profissão bem remunerada. Assim como no sacerdócio, é preciso haver uma vocação muito peculiar para agüentar a vida na caserna – coisa que, de fato, poucos tem. E justamente por isso, não dá para comparar a vida do militar com a do civil, como vc sugere.

      • Raphael
        5 anos ago

        Ser militar não significa que você deve bater no peito por ter condições de trabalho inferiores aos trabalhadores civis, mas sim que você deve ser bem treinado e estar descansado para quando for realmente necessario. Atualmente, nos somos mão de obra barata a serviço de empresas particulares.

        • Raul Marinho
          5 anos ago

          Como assim “mão de obra barata a serviço de empresas particulares”? Vc pode explicar o que vc quer dizer com isso?

  11. Augusto
    5 anos ago

    Sou ex-tenente da FAB e saí para outro concurso para ganhar a mesma coisa e trabalhar mais. O problema no meu caso foi suportar o militarismo aliado à burocracia e a incompetência do serviço público. No campo do militarismo, foi principalmente pelas obrigações de militares (formaturas, serviço, desfiles etc.) e pela hierarquia, uma vez que como tenente você só recebe ordens de gente que não sabe nada da sua área pois não é da sua área ou às vezes ate é da sua área mas já está tão contaminado pela ineficiência do serviço publico que não consegue agir diferente. Não tem um dia que eu me arrependa de ter deixado a caserna.

  12. CMTE MARCOS
    5 anos ago

    BOM DIA RAUL,

    SOU EX-MILITAR DA FAB E ACREDITO QUE A TENENTE TENHA SIDO MAIS UMA VÍTIMA DA CULTURA “FABIANA” ONDE OS REGULAMENTOS MILITARES NA VERDADE NEM SEMPRE SÃO CUMPRIDOS COMO DEVERIAM… ” O SUPERIOR É BOÇAL E SOBERANO…” ESSE É O LEMA QUE GERA O GRANDE DESCONTENTAMENTO DA TROPA. NA MINHA ÉPOCA ERA COMUM VER UM 2° OU 1°TENENTE SER HUMILHADO POR ALGUM SUPERIOR HIERÁRQUICO POR MOTIVO MUITO FÚTIL (ATÉ POSSO IMAGINAR O QUE ESSA MENINA SOFREU…), E NA MAIORIA DAS VEZES SABÍAMOS QUE O MILITAR DE MENOR PATENTE ESTAVA COM A RAZÃO, PORÉM, NO MILITARISMO NORMALMENTE VC NÃO É RECONHECIDO POR SER UM BOM MILITAR OU POR SER UM BOM PROFISSIONAL ( PILOTO, MECÂNICO, ETC…) E SIM SE “BAJULOU” SEU CHEFE OU SE JOGOU TÊNIS COM ALGUM BRIGADEIRO ATÉ TARDE DA NOITE E PRESENTEOU A ESPOSA DO MESMO COM CAIXA DE BOMBOM E BOUQUET DE FLORES…, EU FICAVA ENOJADO DE VER PAIS DE FAMÍLIA “BABANDO OVO” DE SEUS SUPERIORES PARA OBTEREM ALGUMA VANTAGEM ATRAVÉS DESSA PRÁTICA REPUGNANTE, SEM CONTAR UMA SÉRIE DE OUTRAS COISAS QUE JÁ PRESENCIEI, PORÉM NÃO POSSO COMENTÁ-LAS POR SEREM FATOS MUITO COMPROMETEDORES E NÃO TENHO COMO PROVAR. MAS JÁ QUE A EX-TENENTE AGORA É DA CGU, PODERÁ REENCONTRAR SEUS EX-SUPERIORES EM ALGUMA EVENTUAL AUDITORIA DENTRO DA CASERNA “FABIANA” E COMO RESULTADO CONFIRMAR A TRANSPARÊNCIA FINANCEIRA E CONDUTA ILIBADA DOS SEUS COLEGAS NO TOCANTE À ESSA ADMINISTRAÇÃO…, COM CERTEZA A EX-TENENTE SABE DO QUE FALO.
    ESSA MENINA DEVE TER FICADO TÃO DESMOTIVADA QUE TAL SITUAÇÃO DEVE TER CONTRIBUÍDO ATÉ MESMO PARA QUE ELA DESGOSTASSE DA AVIAÇÃO, INFELIZMENTE A FAB NÃO RECONHECE SEUS PROFISSIONAIS COMO SÃO MERECEDORES.
    COMO FOI COMENTADO EM RESPOSTA ACIMA, REALMENTE SER MILITAR NÃO É PARA QUALQUER UM !

    • Thiago
      5 anos ago

      Corretíssimo comentário. Só mesmo quem viveu a experiência pra compreender o cerne da questão. A discussão deveria ser sobre o que leva uma oficial aviadora a desistir de uma carreira tão bonita e cheia de conquistas. Os “superiores” deveriam rever seus conceitos ou continuarão perdendo seus pilotos para as escrivaninhas.

      • Jose
        5 anos ago

        Falou tudo!
        Pra mim morreu a história!
        Só deixo uma pergunta:
        Alguém acredita em concurso público pra CGU sem “Maracutaia”?
        Pergunto isso como Ex Funcionário Público “Concursado” que sou.
        Paguei minhas CHT’s trabalhando como tal.
        “Pedi a conta” pra voar.

      • neide
        2 anos ago

        Finalmente um comentário com real sentido da coisa.

    • Fantástico seu comentário Cmte. Marcos. Não vou “tecer” comentários para não haver comprometimento da minha parte, tendo em vista que ainda estou na ativa, sou praça e do sexo feminino. Mas repito: Comentário “estupendo”. Parabéns… (1ª sarg. Simone Rodrigues Sampaio)

    • neide
      2 anos ago

      Eu nao sou militar, mas ja tive esse sonho e desistir de tanto ouvir essas coisas que la ocorrem. Meus parabens por falar isso pois muitos nao tem essa coragem.

  13. Sei lá. Na minha época de FAB, conheci muitos caçadores de “tesouro”. Entenda tesouro como “estabilidade + bom salário”.

    Foram muitos que vi usar a FAB como uma etapa na carreira. Eram recém formados e já estavam estudando, fazendo direito, frequentando cursinho para se preparar pro concurso da Policia Federal, Petrobras etc etc etc

    Pra algumas pessoas., não importa a atividade, e sim um contracheque gordo no final do mês e a garantia de que não importa o tamanho da m**** que vier a aprontar, nunca vai ser mandado embora.

    Não estou fazendo julgamento se isso é certo ou errado, ético ou antiético. Acho que cada um tem que buscar aquilo que juga melhor pra si.

    E também não creio que a Tenente se desiludiu com a carreira. Penso que na verdade ela nunca se iludiu com a aviação.

  14. Rogério Werneck
    5 anos ago

    Raul sou ex-policial Miltar, e posso dizer que o militarismo é uma forma organizacional muito dura, vetusta, antiquada e bossal. Qualquer pessoa que tem mente aberta e dotada de inteligência não se sente confortável nesse ambiente , onde ordens são ordens e ponderação é crime militar. Sem contar o preconceito em duas frentes, por ser militar e “pilota”. Quanto a atuar como piloto civil, acredito que ela terá que indenizar a força aérea por sua formação, e trabalhando na aviação civil, não conseguiria quitar isso com folga.(isso é uma hipótese). Abraço…

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Ela já está com mais de 5 anos de formada, e portanto não precisará indenizar a FAB. Eu concordo que a vida militar não é para qualquer um (eu mesmo fui cadete do Exército e sei a dureza), mas o que me chama a atenção foi ela ter abandonado a AVIAÇÃO. Acho que isso diz muito sobre o momento que vivemos…

    • vagner
      5 anos ago

      Como a saída dela se deu para o próprio governo federal não implica em indenização.

      • vagner
        5 anos ago

        Ah, só para acrescentar ela deveria pilotar o R-95 (Bandeirante).

      • Raul Marinho
        5 anos ago

        Isso não existe. O que conteve é que após 5 anos, a indenização não é mais necessária.

  15. betoarcaro
    5 anos ago

    Só tenho uma “Expressão” pra isso:
    “Tiro no Pé”!!
    Essa Menina caiu muito “no meu conceito”!!
    No de vocês também ?

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Olha, Betão… Prá mim, quem caiu no conceito foi a aviação, não a garota.

      • Quando digo, “caiu no conceito”, digo no sentido de que ela lutou muito pra ser a “primeira”, fez parte da História da FAB, poderia ter incentivado a carreira de outras, etc.
        Não foi tudo aquilo que poderia ter sido!
        Vemos histórias de “Pioneirismo” muito mais bonitas.
        É claro que cada um faz de sua vida o que quer, mas, vai saber o que “rola” em termos Políticos?
        Quanto a Aviação…Acho que todos os dias, ela “cai no meu conceito”.
        Infelizmente!

        • Raul Marinho
          5 anos ago

          Olha, Beto… Vai saber o que estava rolando na vida da moça, né? Ela poderia estar sendo assediada no trabalho, ela poderia estar noiva de um cara que mora em Brasília, e queria mudar para lá de todo jeito, tem tanta coisa… Mas concordo contigo: com essa atitude, ela não está construindo uma biografia como gostaríamos de ler nos jornais daqui a 20, 30, 50 anos: “Primeira oficial aviadora da FAB chega a Brigadeiro: a pioneira da aviação, que permitiu que hoje mais da metade dos pilotos da FAB sejam mulheres, chega ao mais alto posto da Aeronáutica”, ou alguma coisa assim. Seria legal para as mulheres, para o país, etc., mas… E para ela? Será que seria tão legal também?

          Já quanto à aviação cair no conceito, é preciso lembrar que isso é culpa nossa também – e quando digo “nossa”, estou me referindo à classe dos aviadores. Nós estamos sendo coniventes com tudo de errado que está aí, e eu acho que estamos no momento crítico: se não reagirmos AGORA, a casa vai cair de vez, e a próxima geração de pilotos será menos valorizada do que motorista de caminhão. Já que estamos falando em construir biografias, acho que precisamos escolher entre a comodidade individual ou o resgate coletivo. O pessoal de Minas já está se mexendo, e nós de São Paulo? Até quando o Campo de Marte vai continuar sendo esse ninho de cobras, com piloto furando o olho do outro piloto por qualquer dérreal? Os proprietários de aeronaves estão adorando isso…

          • betoarcaro
            5 anos ago

            Olha Raul, “Vou te dizer uma coisa pra você”: Não tá fácil não!!
            Tô num impasse aqui, com esse negócio do cheque do B200…
            Penso que além da falta de união, a qualidade do “Material Humano” também está ruim.
            Não adianta nada, termos verdadeiras ONG´s Aeronáuticas (Cada hora aparece uma!) se as pessoas que as “criam”, estão lá por razões políticas, pessoais, ou simplesmente pra “aparecer”!
            A motivação é o “EGO”, a famosa “Comandantite”!!
            É legal falar bonito na TV, quando algum acidente acontece, ou quando se fala de formação Aeronáutica, e depois ser chamado para uma “Reunião” na ANAC ou na SAC.
            Nessas reuniões, coisas “Misteriosas” acontecem!
            Os “Super Comandantes”, detentores dos conhecimentos para mudar a Aviação, enfiam “o rabinho entre as pernas” e a coisa “esfria”.
            Em pouco tempo ninguém mais lembra do que se tratava!
            Gente séria e competente, perde a chance de “Fazer a diferença”, em detrimento desses “Caras”.
            Voltando ao caso da “Tenente Fabrícia”(Segundo a Dilma, seria “Tenenta”!) acho que ela também perdeu “a chance”!.
            Isso acontece todos os dias, não só na FAB.
            A Tenente Fabrícia só chamou mais atenção por ter sido a primeira “Oficiala Aviadora”.(Isso mesmo viu Dilma? “Oficiala”!)
            Não acho que ela seja culpada disso!
            Nesse País, a realidade dos fatos nos leva a “entregar os pontos” do Idealismo de forma muito rápida.
            Quem não entrega, sofre!
            Sinceramente, tô desanimado!

    • Lanalang
      5 anos ago

      Caiu no seu conceito, betoarcaro? Parece piada, rsrsrs.
      E os militares do Esquadrão da Fabrícia que a humilhavam eram seus amigos por acaso?
      Tiro no pé? Só se foi no pé da FAB…
      Vocês são uns especuladores baratos que não sabem uma vírgula do que ela passou.

      • Raul Marinho
        5 anos ago

        Então conta prá gente: o que ela passou?

        • Lanalang
          5 anos ago

          Perseguição, injustiças, humilhação. Pra não perder tempo escrevendo a mesma coisa, aí vão alguns comentários de outras pessoas que a conhecem retirado do blog montedo:
          “Conheço a Fabrícia, ela não foi a primeira aviadora da turma dela a abandonar a carreira, e não foi só por dinheiro. quem disse que aviador voa na FAB? Além disso ela tinha mais antigos que tornavam a vida dela um inferno, como em quase todos os lugares onde existe o militarismo. Corretíssima, quem não dá valor perde, e de fato sempre achei que a FAB deixa muito a desejar no quesito retorno aos seus prodígios. Desde que conheci a Fabrícia era evidente que ela era muito maior que aquela ninharia que a cercava, grande pessoa. PArabéns e bem-vinda ao mundo dos civis felizes!!!hahahaha”
          “Essa eu conheço pessoalmente…militar exemplar e extremamente educada. O que fez ela sair da FAB não foi o baixo salário, mas a atitude humilhante de militares mais antigos…sempre foi perseguida e chegou a ser chamada de incompetente por um de seus superiores, que a fez cair em prantos. Segundo palavras dela mesma quando questionei se não sentiria falta de voar: “não preciso passar o que eu passo pra voar…eu pago um aeroclube e faço meus voos”. A FAB perdeu mais essa…”

          • Raul Marinho
            5 anos ago

            OK, não duvido que isto possa ser verdade. Mas, por que a moça não foi para a aviação civil? Por que uma carreira totalmente fora da aviação? É esse aspecto que mais interessa a este blog discutir, não os eventuais problemas da carreira militar.

            • Lanalang
              5 anos ago

              Porque ser piloto militar é totamente diferente de ser piloto civil. Se ela quisesse ser só piloto não precisava passar 4 anos da vida dela na Academia. Se ela quisesse voar pelo prazer de voar ela ia para um clube e não para uma Academia Militar. Quem entra na AFA pra ser só piloto ou é porque não tem dinheiro ou porque não tem noção do militarismo. Antes de ser piloto ela escolheu ser militar, inclusive era coronel aluna no Colégio Militar, ela escolheu a carreira, e infelizmente teve que abandonar por não ser respeitada nem aceita pelos seus superiores. Não é porque ela era piloto militar que agora tem que ser piloto civil e virar refém do CEMAL e das empresas aéreas. Ela escolheu uma carreira diferente onde ela possa ser feliz.

              • Alexandfe
                5 anos ago

                Falou muito bem. Quando criança me apaixonei pela aviação e queria ser piloto militar. Venho de uma família de tradição militar e sei como as coisas acontecem nesse mundo. Você pode estudar muito, saber ciência, ler se atualizar, mas no final das contas é a hierarquia que vale. Essa hierarquia é boa para o militarismo e o faz funcionar, mas para quem gosta de aprender coisas novas e saber o porquê das coisas, a área é outra. Por isso decidi voar outros vôos, vendo a decadência da FAB. De 1980 pra cá os EUA e outros países projetaram novas aeronaves, e enquanto isso nossa defesa aérea esperando que alguém seja gentil e nos forneça transferência de tecnologia, deprimente. Para onde vai um garoto prodígio que cursa engenharia aeroespacial ou aero design? Pro setor onde ele possa pensar é claro. Estou construindo um avião experimental de alta performance( posso cair no primeiro vôo, mas valerá a pena) e vou ser feliz voando minha invenção. Fez bem a piloto, nossos sonhos não devem estar vinculados à instituições e sim as nossas demandas e escolhas.

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