Circuito de tráfego: tamanho não é documento!

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Para retomar os trabalhos após os festejos de Momo, vamos começar com esse vídeo metido a engraçadinho sobre circuitos de tráfego, em que o apresentador quer mostrar que não é preciso fazer a curva base “lá lonjão” para realizar um bom pouso. Certamente, esse vídeo não vai ganhar o Oscar de melhor comédia, mas o fato é que, no mérito, a crítica está correta: é muito comum que os instrutores ensinem os alunos a realizar um circuito de tráfego muito maior do que o ideal (talvez para simular um pouso de A380, sei lá…).

6 comments

  1. Arnold
    8 anos ago

    Raul, ele esta “tirando onda” dos instrutores (famosos INVAS no Brasil), que vestem 3 e até 4 faixas (e se deixarem até 5), sem nunca mesmo ter voado um avião com categoria acima de leve.

  2. Enderson Rafael
    10 anos ago

    Esse video foi gravado em Venice?

  3. Enderson Rafael
    10 anos ago

    Meu instrutor do PP me ensinou a fazer bases bem próximas da pista. Hoje, no MLTE, não dá pra mantê-las tão próximas, só o flow + a velocidade da acft já te deixa mais longe, mas estou me esforçando:-)

  4. Cleber Winkler
    10 anos ago

    A, agora entendi , cada vez que o piloto faz uma aproximação e um pouso PERFEITO , o mesmo ganha mais uma Berimbela , caso contrario , vai ficando só com as que Ele já tem.
    Brincadeiras à parte , Parabens pelo blog . esta muito bom.

  5. Rogerio
    10 anos ago

    Raul, tem um erro no seu texto. O correto e PERNA BASE.

    • Raul Marinho
      10 anos ago

      Rogério,

      De acordo com o ICA 100-12 (http://fab.mil.br/portal/legislacoes/ica_100-012_160206.pdf), a perna base seria a “trajetória de voo perpendicular à pista em uso, compreendida entre a perna do vento e a reta final”. Mas eu estou me referindo ao momento em que o piloto “gira a base”, isto é: quando ele começa a efetuar a curva para entrar na perna base, daí ter utilizado o termo “curva base” – que, de acordo com o mesmo ICA 100-12, é a “curva executada pela aeronave, durante a aproximação inicial, entre o término do afastamento e o início da aproximação intermediária ou fina” num procedimento IFR.

      Desta maneira, o termo que eu utilizei – “curva base” – seria específico para o procedimento IFR, e no caso é um circuito de tráfego (VFR); mas como eu estou me referindo ao momento em que o piloto decide por ingressar na perna base (e não quando ele já está nela), eu preferi utilizar a expressão “curva base” porque ela é melhor para dar sentido àquele instante exato, embora não seja absolutamente correta de acordo com o ICA 100-12.

      Eu agradeço o seu alerta, e não teria problema nenhum em corrigir o meu texto – como já disse aqui, não tenho compromisso com o erro. Mas, neste caso, eu prefiro manter o termo “curva base” porque acho que ele reflete melhor o instante da decisão de ingressar na “perna base”, que é o que o autor do vídeo quer evidenciar.

      Abs,

      Raul

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