Circuito de tráfego: tamanho não é documento!

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Para retomar os trabalhos após os festejos de Momo, vamos começar com esse vídeo metido a engraçadinho sobre circuitos de tráfego, em que o apresentador quer mostrar que não é preciso fazer a curva base “lá lonjão” para realizar um bom pouso. Certamente, esse vídeo não vai ganhar o Oscar de melhor comédia, mas o fato é que, no mérito, a crítica está correta: é muito comum que os instrutores ensinem os alunos a realizar um circuito de tráfego muito maior do que o ideal (talvez para simular um pouso de A380, sei lá…).

6 comments

  1. Arnold
    3 anos ago

    Raul, ele esta “tirando onda” dos instrutores (famosos INVAS no Brasil), que vestem 3 e até 4 faixas (e se deixarem até 5), sem nunca mesmo ter voado um avião com categoria acima de leve.

  2. Enderson Rafael
    5 anos ago

    Esse video foi gravado em Venice?

  3. Enderson Rafael
    5 anos ago

    Meu instrutor do PP me ensinou a fazer bases bem próximas da pista. Hoje, no MLTE, não dá pra mantê-las tão próximas, só o flow + a velocidade da acft já te deixa mais longe, mas estou me esforçando:-)

  4. Cleber Winkler
    5 anos ago

    A, agora entendi , cada vez que o piloto faz uma aproximação e um pouso PERFEITO , o mesmo ganha mais uma Berimbela , caso contrario , vai ficando só com as que Ele já tem.
    Brincadeiras à parte , Parabens pelo blog . esta muito bom.

  5. Rogerio
    5 anos ago

    Raul, tem um erro no seu texto. O correto e PERNA BASE.

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Rogério,

      De acordo com o ICA 100-12 (http://fab.mil.br/portal/legislacoes/ica_100-012_160206.pdf), a perna base seria a “trajetória de voo perpendicular à pista em uso, compreendida entre a perna do vento e a reta final”. Mas eu estou me referindo ao momento em que o piloto “gira a base”, isto é: quando ele começa a efetuar a curva para entrar na perna base, daí ter utilizado o termo “curva base” – que, de acordo com o mesmo ICA 100-12, é a “curva executada pela aeronave, durante a aproximação inicial, entre o término do afastamento e o início da aproximação intermediária ou fina” num procedimento IFR.

      Desta maneira, o termo que eu utilizei – “curva base” – seria específico para o procedimento IFR, e no caso é um circuito de tráfego (VFR); mas como eu estou me referindo ao momento em que o piloto decide por ingressar na perna base (e não quando ele já está nela), eu preferi utilizar a expressão “curva base” porque ela é melhor para dar sentido àquele instante exato, embora não seja absolutamente correta de acordo com o ICA 100-12.

      Eu agradeço o seu alerta, e não teria problema nenhum em corrigir o meu texto – como já disse aqui, não tenho compromisso com o erro. Mas, neste caso, eu prefiro manter o termo “curva base” porque acho que ele reflete melhor o instante da decisão de ingressar na “perna base”, que é o que o autor do vídeo quer evidenciar.

      Abs,

      Raul

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