Sobre a “seleção natural” de pilotos na aviação brasileira

By: Author Raul MarinhoPosted on
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O texto deste artigo encontra-se publicado em https://paraserpiloto.org/blog/2018/03/13/recordar-e-viver-sobre-a-selecao-natural-de-pilotos-na-aviacao-brasileira/

 

19 comments

  1. Paloma araujo
    4 anos ago

    oi,boa tarde como a vida é injusta não conheço ninguém da áerea da aviação,terminei o curso e passei na prova da anac e a escola se quer presta uma assistencia.algum de vcs poderia me indicar,dúvidas e esclarecimentos email:paloma-araujo12@live.com

    • raulmarinho
      4 anos ago

      Passou em que prova, terminou que curso, o que vc quer? Será que a vida é injusta mesmo, ou vc que esta perdida?

  2. Bruno Martins
    5 anos ago

    Será q alguém pode me indicar para trabalhar em alguma companhia aérea ???

  3. Pedro Sumi
    5 anos ago

    Por isso mesmo curso graduação superior em ciências aeronáuticas – Piloto Comercial. E o que vejo são muitos pilotos formados tecnicamente frequentando cada vez mais as salas de aula. para obter um diploma de terceiro grau e aprimorarem cada vez mais seus conhecimentos para não ficar estagnado ao mercado.

  4. Rover
    5 anos ago

    Penso que você não conhece a aviação brasileira, o texto caricato não comporta a realidade do país que infelizmente expatriou seus pilotos há 7 anos atrás. Os que restaram, com pouquíssimas exceções, são pilotos no sentido estrito da palavra.

    • Raul Marinho
      5 anos ago

      Caricato mesmo é o juízo que vc tem sobre os pilotos que atuam na aviação brasileira, meu caro… E já que vc acha que eu não conheço a aviação brasileira, vc poderia elucidar aqui como ela funciona, então.

  5. Eduardo Ruscalleda
    6 anos ago

    Só este simples cometário… Já foi para mim uma ENORME injeção de ânimo! Muito obrigado!

  6. Vitor Castro
    6 anos ago

    Excelente Raul!

  7. Chumbrega
    6 anos ago

    Eu ate concordo q deva existir uma seleção natural para as melhores colocações. Afinal,isso tb ocorre nas outras profissões (ora,nem todo médico q conheço trabalha no Sirio ou no Einstein). Entretanto,a Aviacao tem o marcante traço do QI. A principio,eu não tenho nada contra quem foi indicado,ate porque eu só consegui chegar onde cheguei por uma miraculosa indicação.mas com base na minha experiência,o principal efeito da “cultura da peixada”, e tomar o lugar daqueles q acreditam no mérito. O currículo q eu enviei varias vezes por internet e papel foi o mesmo q eu enviei pelo QI. A diferença foi q com o QI, 15 dias após a indicação,eu já havia feito seleção e sido contratado. E claro q sou grato pela indicação,mas me frustrei em relação a ter dependido do QI para alcançar algo totalmente viável por mérito…

    • André.
      6 anos ago

      Mas aí eu te pergunto: teu currículum em uma folha de papel era capaz de falar da sua personalidade? Descrevia bem o seu modo de agir, pensar, falar? Sua foto 3×4 te fazia juz? Abraço.

      • Chumbrega
        6 anos ago

        Fala Comando! Inicio esta “discussão”, ou melhor dizendo, troca de idéias, dizendo que procuro ver o ponto de vista de todo mundo. E, respondendo à sua pergunta, digo: não, não é. Você está certo em seu comentário. Um CV diz muito pouco sobre quem você é. Se as informações nele contidas estiverem certas, vc até sabe a experiência do cara, mas não sabe quem ele é. Dito isso…

        A RECÍPROCA TAMBÉM É VERDADEIRA. Você acha que o cara, por ser filho de fulano, ou coleguinha de ciclano, é também uma pessoa de boa personalidade? é uma pessoa decente em seu modo de agir, pensar, falar? Faz juz à boa imagem de quem indicou? Eu acho que não, você concorda?

        E é exatamente por isso que existem os processos seletivos. Ora, se a seleção funciona para outras indústrias, porque não deve funcionar para a aviação? Se um cara tem um CV adequado, boa apresentação pessoal, é estudado e etc, e um recrutador viu tudo isso, porque a indicação continua a ser necessária? É isso que não entendo. Uma seleção bem feita é capaz de eliminar as maçãs podres. Haverá exceções, como em qualquer outro tipo de empresa, mas via de regra a qualidade do profissional, indicado ou não, é a mesma.

        Repito o que eu disse antes: sou agradecido a quem me indicou (sem a indicação eu não teria chegado onde cheguei, q ainda é pouco), mas não acho que sou melhor piloto que o cara que ralou igual a mim, estava do meu lado na seleção, mas que não tinha o “indicado por fulano” no CV e por isso “não caiu pra dentro”.

        Faço uma ressalva: na aviação executiva eu até concordo que a indicação tenha que ter mais peso, afinal você praticamente vai voar o tempo todo com aquele cara, ou com aquele cara e mais um no máximo. Então, a empatia deve ser total. Mas não em companhia aérea. Tenho certeza que você já leu nos preâmbulos de SOPs e de manuais que o fabricante tem diversos pressupostos para a operação segura da aeronave: peixada e coleguismo não são nenhum deles.

        Por isso eu sou muito contra a indicação ser uma condição sine-qua-non para arrumar bom emprego na aviação, sobretudo em companhia aérea. Pra mim tem que funcionar assim:
        1 – A companhia que tem vagas divulga os pre requisitos no site (carteiras, horas, inglês e seja lá o que for), e quem cumpri-los se candidata
        2 – A todos que se candidatarem com os pre requisitos cumpridos, deve ser feita uma seleção com base em provas escritas e, se bobear, de vôo
        3 – Quem passar faz entrevista com o RH
        4 – Quem passar faz entrevista com os pilotos responsaveis pelo recrutamento. Somente nessa hora a indicação deveria contar alguma coisa, e não o contrário.
        Não sou o dono da verdade, mas se na Emirates funciona assim, acho que aqui também deveria funcionar.

        • André
          6 anos ago

          Acabamos concordando em gênero, número e grau :) De fato, a ordem 1,2,3,4 é o que deveria acontecer. E, de certa forma, acontece. Apenas o fato de que, quando um processo seletivo se inicia ele também dá trabalho, despesa… para o empregador, achar logo a “pessoa certa” é algo fundamental. O QI acontece nesta hora e, volto a insistir, faço uma distinção muito grande entre QI e apadrinhamento. No primeiro, o cara bom é simplesmente pinçado no meio dos demais como quem vê ouro na bateia. Embora possam haver outras pepitas no rio, prá que garimpar se você já tem o que queria? Esta acaba sendo a lógica. Desvantagem natural: podia ter outra pepita maior ali no meio do cascalho que passou direto; pode ser também que a pepita que escolhemos se revele, no fim, um ouro-de-tolo. Tudo pode.
          Mas, no fim, acredito que se o sujeito ganha um empurrão no começo, por QI, de alguma forma fez por merecer. E só vai se manter na posição se valer a pena. Do contrário se queima logo e cai fora.
          Agora, o apadrinhamento: nesta situação, alguém deve favores ou tem interesses nos favores de alguém. Ora, um vaso de parasitas não se vinga se ter o que parasitar. Então, estas empresas ou pessoas acabam sumindo com o tempo pois aviação é um troço muito caro por si só. Não dá para manter certos “luxos” durante muito tempo.
          E aí, vem a questão: acabaria sendo também uma total perda de tempo investir em uma empresa que não te dá valor, sendo capaz de colocar o primeiro apadrinhado no seu lugar. Provávelmente é uma empresa que não tem estrutura administrativa nem financeira para se manter sózinha e acaba dependendo de artifícios etc. Sou mais ficar em casa fazendo mecânica em carro velho.
          Acho que muitos de nós são prova disto – em todos os setores, não só na aviação. Não vejo apadrinhados como maioria em nada.
          Agora, há também processos seletivos burros nos quais se você sabe demais também é perigoso pois pode estar vindo aqui apenas para aprender um detalhezinho que te falta para ser meu concorrente amanhã… Como eu disse, no fim, é um casamento. Com direito a brigas, muchochos e pazes.
          Mas, no fim, todo processo seletivo é, por definição, falho. A gente é que pensa que não deveria ser. Um abraço e obrigado pelo bate-papo.

  8. André
    6 anos ago

    Rapaz, desta vez você se superou: se eu fosse rico era capaz até de me dignar a mandar uma das muitas dúzias de advogados do papai te processar por preconceito. O estereótipo foi lindo: rico, filho de papai, se forma piloto sem estudar ou aprender simplesmente porque sobra dinheiro para horas de vôo. Vai trabalhar offshore e, simplesmente, se enfada (talvez porque descobre que não dá pra pescar de currico durante o vôo). Cara, isso foi muito engraçado… Ainda bem que você fez ressalva de uma visão estereotipada :)
    Concordo que o QI pode mesmo inclinar uma pessoa a ser “vaca de presépio” de outras mas, por outro lado, QI significa empatia. Um sócio, ou mesmo um funcionário é uma espécie de casamento que dá certo ou não. Então, se queremos casar, não o fazemos com o(a) primeiro(a) que aparece; tem que funcionar junto. Daí o QI. Eu não vou te indicar um sujeito que eu sei que não se parece contigo em atitude, nem vou te indicar a ninguém que não precise de um sujeito com tuas características. Quem Indica tem a obrigação de saber a quem indicar.
    Acho que se tem feito uma leitura mais “política”, que soa mais como sinônima de apadrinhamento burro, puro e simples.
    Quanto ao exemplo do comandante Kamikaze aí eu te pergunto: sendo a regra ser kamikaze, só haverão kamikazes. Sendo a regra fazer direito, funciona direito. Ora, se tenho um comandante kamikaze e eu não estou a fim de voar mitshubishi zero, quem te disse que vou fazer tanta força para voar ao lado dele. Melhor ser eu mesmo e buscar outro comandante, mais alinhado comigo e que deve estar ansioso por achar um cara mais centrado que o bando de zé doidinhos (talvez até o cara do vídeo do piloto automático) que tem aparecido na beira dele.
    Quanto a dificultar o acesso a PC, soa na contramão de tudo o que veio antes de certa forma pois é mais uma dificuldade. Quase como se quem tá dentro buscasse emperrar a porta para quem esta fora ter de se espremer para entrar; uma válvula reguladora do fluxo…
    De fato, o que se vê nos diversos comentários, em última análise pode ser apenas a necessidade de uma fiscalização maior e de uma atitude mais séria das associações representativas. Você mesmo já fez aqui algumas críticas a estas (e a falta destas) e, recentemente, houve o relato escabroso após o incidente da Fretax.
    No mais, tenho a certeza de que você está no caminho certo fomentando a discussão em ângulos diversos, criando o terreno para que outros se manifestem e plantando talvez a semente que nos leve a um “Esprit de Corps” (nossa, como sou velho) e, mais ainda, vai encarar de bom humor este pitaco. Abraço.

    • Will Batera
      6 anos ago

      Parabéns André !!!!

  9. Enderson Rafael
    6 anos ago

    A passagem “Outro problema que as atuais pressões seletivas para pilotos geram é o estabelecimento de uma cultura de segurança muito fraca em nosso país. Pilotos recém-formados “covardes” (e as aspas aqui são indispensáveis) têm muito mais dificuldade para conseguir e manter um emprego que os “corajosos” (idem). Assim, é muito mais fácil se estabelecer profissionalmente o piloto com menos cultura de segurança – desde que ele não morra no processo, é claro!” é luminosa! Toca tb num ponto chave da segurança de voo: quando economizar passa a ficar mais caro que gastar prum operador? Essa é uma das grandes fronteiras da segurança de voo, e está diretamente relacionada ao comportamento da tripulação e à grande vilã da segurança em fatores humanos: a fadiga. Muito boa – ainda que triste – análise! Grande abraço!

  10. Gustavo
    6 anos ago

    Raul, é bem isso mesmo, tem que ter QI mesmo, se não fica quase impossível. Fora isso, o que mais me irrita é o maldito Pano Preto. Meus “amigos” da aviação já usaram desse artifício comigo,imagina os que eu nem conheço por aí. Eu tentei ser legal, solícito, sem ser puxa saco, mas agora eu cansei. Os caras que estão no comando das aeronaves, 99% não querem ajudar e querem que o recém formado se f…e essa que é a verdade, salvo raros comandantes (Comandantes de verdade). Resolví mudar a estratégia, e vou devagar e sempre. Já chequei as carteiras todas e vou focar no ICAO, pra quem sabe entrar numa Linha Aérea com menos dificuldade que uma executiva. Ao invés de ficar o dia todo no aeroporto esperando migalhas, vou ficar em casa afiando o machado!!!

  11. André Pavin
    6 anos ago

    Ótimo texto Raul, parabéns. Gostaria de dar uma ênfase a parte em que fala sobre o QI. Cada dia percebo mais que para se conseguir uma chance na linha aérea e executiva é preciso ter o famoso QI, por sorte tenho bons amigos na aviação que ajudei e me ajudam mas esse não é o caso de todos. Está cada vez mais difícil participar de uma seleção no caso de recém formados simplesmente entregando seu CV ao Dpto. de RH. Mas como sempre digo, essa doença chamada aviação é para quem gosta, sempre tivemos altos e baixos, muitas coisas mudaram e continuarão mudando (não no ritmo que gostaríamos), o jeito é seguirmos fortes e chegará a hora de cada um.

  12. Luciano Cavalcante
    6 anos ago

    Grande Raul… Falou e disse tudo…

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