Uma verdadeira fatalidade na aviação

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Na foto acima, vê-se uma mosca entupindo a entrada do ar de impacto de um tubo de pitot, o que levou a aeronave a uma pane de velocímetro na aproximação para o pouso. Não houve maiores consequências, porém, e o piloto aterrissou normalmente, somente “no olho” (muito embora a mosca tenha falecido, pelo que consta).

Mas, de fato, o entupimento de um tubo de pitot pode, em tese, gerar um estol, ou provocar problemas no pouso. Neste caso, eu acredito que haveria uma verdadeira fatalidade como causa do acidente… E aí? Como ficaria o Relatório Final do CENIPA?

7 comments

  1. Wagner
    4 anos ago

    kkkk hilário o final!

  2. André
    4 anos ago

    A mais legal que vi foi a de um cassissi que entrou no respiro do tanque do C172 e entupiu. Você olha, checa tudo e não tem como ver o bicho lá dentro. Daí, decola normal e vai. Depois de uma meia hora de vôo ouvimos um barulho que parecia vir de trás.
    Olha daqui, olha dali, nada. Parecia uma lata solta na empena e nada. Eu achei até que ia sair um pedaço da cauda… Pousamos.
    Só depois, durante reabastecimento, o colega descobriu: eram os tanques deformando :D
    Agora eu pergunto: por que não tivemos pane seca? Santo Cessna! E por que o tal barulho parecia vir de trás e não da asa? Era prá derrubar mesmo. A sorte é que estávamos voando “no quintal de casa”. Fosse em rota, sei não.
    A beleza do cassissi só saiu de lá a poder de arame enfiado do tanque prá fora. E o respiro ganhou uma telinha de arame anti-cassissi depois disto.

  3. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Nossa, que azar, hein… Checar pitot e static port no preflight é mega importante, e uma vez que vc dá um azar desse aí, pitch and power. Fazer o quê, né…

  4. Isso é o que eu chamo de ganhar na Mega Sena. Só que ao contrário.

  5. Uma vez, em Alegrete-RS, uns gurizinhos muito dos engenhosos encheram com pedrinhas (seixos rolados miudinhos) os tubos de pitot do MU2 que nós voávamos, o PT-BZY. Só nos demos conta de que não tínhamos velocímetro nem VSI meio tarde demais, pista curta e coisa e tal (naquela época – na executiva de interiorzaço – a gente nem sabia o que eram “callouts”), aí acabamos decolando, fazendo um “turn de pista” e pousamos de novo. Foi uma briga p/ tirar as pedrinhas, tivemos que desmontar uma parte com ferramentas etc…

  6. Willen Cmte
    4 anos ago

    Meu ponto de vista, uma vez ví uma frase, “tanto pilotos ou médicos tem que estar a vida inteira estudando”….e essa frase é verdadeira, quando mais o piloto se aplica, mais preparado está para essas emergências, como é na hora do pouso fica mais fácil continuar com nariz embaixo, garantindo o melhor ângulo do aerofólio, a fatalidade eu acredito, estaria mais com um piloto iniciante, numa situação dessas é onde vc pode apelar para seu IPAD, GPS, algumas destas ferramentas standby que um piloto SAFO deve levar em seu vôo, estas sim tem instrumentos digitais que podem servir de referência. Claro que para o CENIPA seria uma falha humana. Agora, se isso acontece por coincidência num vôo solo de aluno de PP…

  7. Paulo
    4 anos ago

    Raul, na verdade, parece se tratar mais de uma abelha do que uma mosca. Poderia ser tanto uma Hlictidae quanto um Euglossini. Estou mais para Euglossini.

    Veja:

    https://www.google.com.br/search?q=halictidae&hl=pt-BR&client=firefox-a&hs=nrP&rls=org.mozilla:pt-BR:official&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=HHdMUbtWprnSAeL-gPAJ&ved=0CEAQsAQ&biw=1680&bih=922

    e

    https://www.google.com.br/search?q=halictidae&hl=pt-BR&client=firefox-a&hs=nrP&rls=org.mozilla:pt-BR:official&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=HHdMUbtWprnSAeL-gPAJ&ved=0CEAQsAQ&biw=1680&bih=922

    Quando vi pensei que o piloto tivesse acertado uma destas “nuvens” de abelhas, mas depois me lembrei Euglossini e Halicitidae são abelhas solitárias, ou seja, não vivem em grupo.

    Foi realmente muita coincidência o que aconteceu. Torço para que não aconteça comigo.

    Abraço.

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