“A importância do cinto de segurança em voo: Queda de 2.500ft”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Este é o Zodiac 601-XL: reparem no canopi em forma de bolha

Fiquei sabendo por este post do blog Canal Piloto do terrível acidente ocorrido com uma aeronave experimental Zodiac 601-XL (semelhante à da foto acima), que perdeu seu canopi, e teve o piloto ejetado a 2.500pés (que, obviamente, morreu). No link acima há mais explicações sobre o acidente, e o link para a reportagem da Flying Magazine sobre o caso. Este é um bom exemplo da utilidade, por muitos negligenciada, do uso do cinto de segurança em aviões.

Um detalhe interessante é que o avião – do tipo experimental, construído em kits – foi fabricado por um piloto de 82 anos que morreu em um acidente com uma outra aeronave de sua fabricação, em dezembro. O que mostra que essa história de aeronave de fundo de quintal tem, de fato, um risco adicional  a ser considerado.

4 comments

  1. Mario Mikucki
    4 anos ago

    Quando se fala em acidente com o mais pesado que o ar, é um comentário com preconceitos, só porque é um acidente com avião…Estamos cheios de carroças trafegando nas rodovias, e quantos acidentes estão neste momento acontecendo…nem por isso deixamos de trafegar…
    Perigo existe até quando vamos transitar nas ruas, de uma guia de calçada a outra…se considerar quantas aeronaves estão voando agora, os acidentes com aviação é minimo…considerar aviação experimental arriscado é a mesma situação de enfrentar uma linha de frente numa batalha e não perder nenhum soldado…graças aos inventores e desbravadores que estamos com toda a tecnologia existente …vendo as entrevistas dos engenheiros da NASA, quando eram lançados para o espaço os foguetes com tripulantes, se descobre o quanto era arriscado ir a LUA, e graças as experiencias com o desconhecido vivemos com mais conforto…até a NASA comete falhas…
    Cabe sim aproveitarmos das experiencias bem ou mal sucedidas procurar se aprimorar e passar aos outros nossos conhecimentos.
    Esquadrejar os construtores experimentais sem participação de ombro, só porque se procura os melhores materiais e outros afins, merecemos ser considerados tupyniquins …
    Não é atoa que o Estados Unidos da América é desenvolvida e dá apoio para todos os tipos de pensamento de avanço tecnológico…não é atoa que muitos brasileiros estão em outros países mesclando conhecimentos…

  2. Beto Arcaro
    4 anos ago

    Todas as Aeronaves Experimentais são por regra, “de Fundo de Quintal”.
    É um risco que se corre, se não elas seriam “Certificadas”!
    Aeronaves Experimentais, quanto à qualidade da construção, dependem do muito “Quintal” onde foram construídas, e muitas vezes também do “Dono do Quintal”!
    Pessoalmente, acredito que qualquer PP bem formado, com uma boa experiência de vôo em Aeronaves Certificadas e com boas “Habilidades Mecânicas”, seja capaz de construir um desses “Kits” de forma segura, e em alguns casos, até de “Melhorá-los”!
    Aliás, não só no Brasil mas no Mundo inteiro, é aí que “mora o perigo”!
    Qualquer entusiasta monta, adapta, modifica, de forma “Permitida”!
    Por isso a Aeronave não pode ser utilizada para fins comerciais!
    Não existem padrões nem garantias num “Serviço” prestado por Aeronave Experimental.

  3. gpilati
    4 anos ago

    Não concordo com a última frase.
    Não é porque houve 2 acidentes com aparentemente a mesma aeronave, que se possa generalizar e dizer que todas as experimentais (ou fundo de quintal) tem um risco adicional.
    É preciso saber quantas foram fabricadas, quantas estão em voo, se o acidente ocorreu por falha material, falha de construção ou ainda um acidente mesmo, talvez o piloto esbarrou na alavanca pra abrir o canopy e com a velocidade do avião este foi arrancado.

    Não é porque 1 Boeing ou 1 Airbus se acidenta por aí que a aeronave é considerada insegura. Se aviões experimentais forem construídos por gente experiente, conhecedora do assunto e com materiais apropriados, são tão seguras quanto uma aeronave ‘normal’.

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      Pois é, o problema é que as aeronaves experimentais possuem um risco adicional, sim – e não por causa desses dois acidentes que estou afirmando isso. Tanto é que elas não podem ser homologadas como TPX, por exemplo, e a autoridade aeronáutica impõe esta restrição não é por acaso. O problema é que não há como garantir a qualidade da montagem do kit, como acontece numa linha de montagem certificada. Não que eu seja contra a aviação experimental, e se um dia tiver condições, até compraria um RV-10 para passear. Mas que há uma preocupação a mais em relação ás aeronaves homologadas, isso há, mesmo.

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