Fadiga na aviação

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Em TODOS os eventos de segurança de voo que eu participei no ano passado -incluindo o Bombardier Safety Standdown, o Seminário de Segurança de Voo do SERIPA-IV em Rio Claro, e o Congresso da ABRAPHE – o assunto da fadiga de pilotos foi abordado com razoável ênfase, o que mostra sua importância para a aviação. Se você quer se informar mais sobre este tema, recomendo estudar este artigo da Royal Aeronautical Society – “Wake-up call for pilot fatigue” -, que é bastante completo sobre o tema.

One comment

  1. Enderson Rafael
    4 anos ago

    A fadiga é a última fronteira da segurança de voo, e a mais pantanosa. Todo o resto é mais simples de arrumar, mas a fadiga bate de frente escalas, malhas, aproveitamento de aeronaves, regulamentação. Ela traz prum campo definido por valores definidos algum tão subjetivo como o cansaço. E no caso do Brasil, a coisa é mais séria ainda, pois com os rumos que nossa aviação tem tomado, o plano de carreira clássico (de voar doméstico, depois America do Sul e depois intercontinental) está sumindo. Teremos que passar nossas carreiras inteiras fazendo 5 pernas por dia. E as 80 horas de são 6 pernas pra Europa trabalhando 15 dias por mês ou 60 pernas de ponte trabalhando 22 dias. A diferença é brutal, e a regulamentação brasileira, mesmo sendo superprotetora, permite muitos pecados – vide cabides e inativos. Como uma pessoa que chegou do voo às 2h da manhã da quarta, e acordou às 11h do mesmo dia, estará apta a voar às 4h da quinta pra voar até o meio dia?! Afinal, o ciclo de sono é em geral de 16h acordado e 8h dormindo. Se a foi dormir às 3h, acorda às 11h e sente sono de novo 16h depois, ou seja, às 3h da manhã. Justo a hora que deve estar se apresentando para decolar às 4h, com ainda 8h ou 10h de jornada pela frente. O assunto é sério, e tem peso relevante em muitos dos acidentes ocorridos na aviação. Não há procedimento que contorne uma necessidade física tão essencial quanto o sono.

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