Operando em aeródromos sem TWR

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Os Estados Unidos – que na era Obama estão em franco processo de brasilianização (e isto não é um elogio aos nossos irmãos do Norte!) – irão desativar 149 torres de controle em aeroportos nação afora, como uma maneira de reduzir os gastos públicos. O problema é que muitos pilotos de lá simplesmente não sabem como proceder para pousar num aeródromo nessas condições, e por isso o portal de educação aeronáutica Pilot Workshops publicou um guia chamado “Non-Towered Airports: Operating Safely!” para orientar os pilotos sobre como proceder neste tipo de ambiente.

Não que isso seja uma novidade para nós, brasileiros, mas os vídeos do link acima são bem interessantes para uma revisão rápida de regulamentos de tráfego aéreo. Agradeçam ao leitor Adriano Lago, que compartilhou o link com a gente.

 

 

5 comments

  1. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Aprendi a voar em DeLand (KDED), que não tem torre. São duas pistas (uma de 4300ft e outra de 6000ft), várias aproximações IFR (4 RNAV mais uma VOR) e quase sempre as duas pistas eram operadas simultaneamente, a que o vento ditava por quase todo mundo e a outra pelos aviões de paraquedistas (DeLand é um importante aeroporto de paraquedistas lá). Na maior parte do tempo funciona bem, mas como dito, sempre tem gente (lá chamam de weekend warriors) que não é profissional, que voa ultraleve, e enfim – por mais que vc não ganhe pra voar deveria operar “profissionalmente” – que inventavam procedimentos. É muito simples. O traffic pattern está desenhado no céu, é só entrear a 45o, anunciar posição, tudo isso, que não há problema. A questão é que realmente é um retrocesso tirar as torres. Nós que começamos a voar sem torre, tínhamos medo de ir pra aeroporto controlado na época do PP. O pessoal que sempre voou com torre, tinha medo de vir pra aeroporto não-controlado (que exige que vc conheça bem mais e preste bem mais atenção do que já o faria num controlado). Em DeLand tínhamos poucas operações com jato. Mas vários dos aeroportos em que operei e que perderão suas torres (como Naples e Stuart) têm tráfego pesado de jatos. E é aí que a coisa complica. Deixa que os próprios pilotos de Piper Cub, Cessna 172 e Gulfstreams se coordenem, ao meu ver, é pedir demais.

    • Eu tive a oportunidade de voar e visitar um dos aerodromos que terão a torre fechada.

      Eu fiz um vôo no Texas entre Addison (KADS) em um C172SP G1000 com pratica de TGL em McKinney (KTKI), este último está na lista de torres a serem fechadas. Além de fazer APP/TGL lá, fui noutra oportunidade pessoalmente conhecer a infraestrutura do aerodromo (Collin County Regional Airport at McKinney) e fiquei impressionado com o nível e que pode ser visto aqui: http://www.flytki.com
      *KTKI tem pista com 7002ft, ILS categoria I e RNAV.

      Lista de Torres que a FAA pretende fechar: http://www.faa.gov/news/updates/media/Facilities_Could_Be_Closed.pdf

      Minha experiência de formação no Chile é com base em aeródromo controlado e dentro da TMA Santiago (algo similar ao SBMT), e prática em pistas não controladas tanto de asfalto, terra, grama. Acho que não existe segredo em operar em pistas não controladas, com baixo ou alto nível de trafégo.

  2. André Pavin
    4 anos ago

    Eles vão fechar a torre do aero que chequei todas minhas licenças (Riverside), uma pena, mas essa preocupação de pilotos que não sabem voar em aero que não tem torre é bem real, cansei de encontrar ‘carinhas’ fazendo entrada direta pela final enquanto eu curvava a base.

  3. Vitor Castro
    4 anos ago

    Excelentes videos! Como instrutor pretendo repassar essas informações de grande valia que na maioria das vezes são deixadas de lado durante a formação de um piloto no Brasil.

  4. Sempre digo que uns aninhos de Aviação Agrícola fariam bem à carreira de qualquer aviador…

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