A FAA confirma: não dá para sequestrar um avião hackeando seus sistemas

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Neste post de 6ª feira – “Novos desafios em segurança de voo” -, eu reproduzi a matéria veiculada pelo portal Techmestre (vinculado ao R7, da Record), que afirmava ser possível sequestrar um avião remotamente, hackeando os sistemas do avião em terra. Logo depois de publicá-la, eu incluí uma atualização com um post do blog Aviões & Músicas afirmando que isto seria impossível. Pois bem, agora é a FAA que confirma a informação do A&M: não dá para sequestrar um avião hackeando seus sistemas – vejam esta matéria da Slashgear: Federal Aviation Administration says Android plane hijacking isn’t possible. O que aprendi com isso? Jamais utilizar uma fonte do grupo Record/R7 neste blog novamente!

2 comments

  1. Muito barulho por nada. Deram crédito demais para alguém que se quer testou sua hipótese numa aeronave real. Coisa de imprensa sensacionalista mesmo.

  2. É lógico acreditar no que apresenta a FAA desde a perspectiva do impacto na segurança que esse assunto pode gerar, também, na extrema dificuldade que representa o acesso não autorizado a qualquer sistema computacional em um avião real. O caso apresentado levava em consideração o uso de simuladores para a aplicação do método desenvolvido pelo hacker.

    Ainda assim, eu particularmente não acredito haver um sistema de informação completamente infalível, e digo isso por ser esse o meu mundo profissional. Os sistemas computacionais são todos exaustivamente testados para garantir a não existência de erros, falhas, ou qualquer brecha que permita inclusive um “hacking”. Se por alguma razão, qualquer cenário deixou de ser testado, está ali uma possível brecha a ser explorada. São essas as brechas que os hackers exploram e é daí que saem as vulnerabilidades. Portanto, no caso exposto, mesmo que sensacionalista, traz a tona a necessidade de talvez estabelecer e incrementar a segurança do protocolo de comunicação entre o ADS-B e ACARS.

    Em um avião, como tripulante ou passageiro, eu esperaria que todos os sistemas fossem herméticos e infalíveis, assim evitar qualquer risco em potencial para coisas tais como as que vieram a tona com essa notícia. Sabemos que os aviões comerciais estão equipados com sistemas redundantes, e além disso, está lá em mando o comandate e co-piloto que em qualquer e eventual mudança inesperada do programado e esperado, tomarão a ação de desconectar o piloto automático e consequentemente seguirão a operação manualmente.

    Agora, um outro assunto pode surgir dessa história toda… Já pensou se alguma agência reguladora decide proíbir o acesso dos celulares em aviões já lá no raío X???!!!! kkkkkk

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