“Programa ASA” começa a encerrar seu primeiro ciclo

By: Author Raul MarinhoPosted on
476Views6

A EJ Escola de Aeronáutica, por meio do seu site, publicou no último dia 18/4 esta nota informando que o primeiro integrante do “Programa ASA” da Azul estava sendo contratado pela empresa como copiloto. Com isto, começa a ser encerrado o primeiro ciclo do Programa, que foi intensamente noticiado aqui desde o primeiro momento – vide a categoria de posts “Programas de formação de pilotos da Azul” (que não é exclusivo para o “Programa ASA”, ela também enfoca o convênio que a empresa tem com a FACA/PUC-RS, mas a maioria dos textos são sobre o ASA).

Em minha opinião, este foi, junto com a publicação do RBAC-61 pela ANAC, o fato mais significativo para a formação aeronáutica de 2012. E foi por isso que eu lhe dei tanta ênfase, desde o primeiro momento: eu acho que o “Programa ASA” poderá ser o marco de uma grande mudança na maneira como os pilotos ingressam no mercado de trabalho no Brasil – mais ou menos como foi a adoção de programas de trainees no país, 30 anos atrás, hoje uma das principais maneiras que as grandes empresas têm para recrutar seus futuros executivos. Por isso, especialmente para quem pretende ingressar no mundo da aviação no futuro, acho muito recomendável entender em detalhes como funciona esse Programa: provavelmente estará aí a principal porta de entrada para a aviação comercial dentro de alguns anos.

Meus parabéns ao Filippo Augusto Galiotto Piloto, o pioneiro da 1ª turma do ASA, que está fazendo história na formação aeronáutica brasileira! Se ele estiver lendo este post, peço que entre em contato conosco para nos relatar como foi o Programa, o processo de contratação, suas expectativas, etc. Seria muito legal para os futuros interessados em participar do ASA conhecer, pela boca do primeiro copiloto da Azul proveniente do ASA, os detalhes da sua experiência pessoal (e se algum leitor conhecer o Filippo, peço a gentileza de encaminhar este post a ele).

Finalmente, agradeço ao leitor Wagner Francisco, que foi quem me alertou para a nota da EJ.

6 comments

  1. Rael
    4 anos ago

    Raul,

    Fiquei sabendo que teve alguns alunos que concluíram o curso (fontes da EJ), mas não foram aprovados na seleção da Azul.

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      Olha, Rael… Isso, de fato, é uma possibilidade, e o Programa, desde o inicio, informa que não há garantia de emprego ao final.

  2. Wagner
    4 anos ago

    Concordo com o Raul,

    Apesar dos juros do empréstimo ser reduzido, ainda fica salgado pro aluno, a maior dificuldade é sanar a divida pós termino do programa. fico imaginando a competição entre os alunos do programa…

    A Ethiopian também tem um programa semelhante.

  3. Igor Sales
    4 anos ago

    Todo dia entro no site da Azul aguardando por uma abertura de turma. Pergunto no atendimento online e a resposta é sempre a mesma: A qualquer momento.

  4. Isso é pay-for-the-job. PFJ.
    PFJ é algo muito feio, no mundo inteiro. Aqui no Brasil, claro, vamos entubar. Lamentável!

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      Lamento discordar, sr. “Batata e mix no pernoite pra economizar a diária”, mas não é este o caso do Programa ASA, de maneira alguma. E olhe que eu defendo aqui, de maneira intransigente, o ponto de vista dos pilotos!

      Se a Azul cobrasse de um PC o seu treinamento para a obtenção do Type rating do ATR, aí sim poderíamos discutir se é ou não PFJ. Mas não é este o caso: trata-se da formação básica de piloto, que toda companhia exige como mínimo para alguém se candidatar a uma vaga de copiloto, e o custo de formação é o mesmo (ou até menor) do que é cobrado para quem não está no Programa. Além disso, a formação ocorre fora do âmbito da companhia aérea, e o aluno tem liberdade de trabalhar onde quiser depois de formado. Fora isso, não se trata de caso único: a Emirates tem programa semelhante.

Deixe uma resposta