“Fiscalização especial de aviação geral no Rio”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Abaixo, segue a reprodução da nota da ANAC sobre a recente ação de fiscalização empreendida em aeródromos no estado do Rio de Janeiro. Na referida nota, fala-se em 60 autuações, mas não se informa quantas delas se referem a “lanternas de mão com LEDs ao invés de lâmpadas”* – isto é: a minúcias do regulamento que nada tem a ver com problemas reais de segurança -, e quantas são de itens verdadeiramente graves, como IAMs vencidas, tripulantes não habilitados, etc. De qualquer maneira, em princípio, ações deste tipo são positivas para a aviação geral, que na maior parte do tempo fica abandonada à própria sorte. Só acho que está na hora de sair um pouco do Rio de Janeiro, que recebe uma ação desta natureza pela segunda vez, e ir para onde a situação da aviação geral é realmente complicada, no Norte e no Centro Oeste, principalmente. Gostaria de ler uma nota da ANAC informando sobre uma ação semelhante na “aviação de garimpo”, só para variar um pouco…

*Obs.: Sobre esta história de lanterna de LEDs, leiam esse post, que explica em detalhes do que se trata: “O que podem cobrar do comandante da aeronave numa fiscalização de rampa

Fiscalização especial de aviação geral no Rio

Operação foi realizada em seis aeroportos
Brasília, 22 de abril de 2013 – A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), em conjunto com a Secretaria de Aviação Civil (SAC), Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e com a Polícia Federal, realizaram, de 19 a 21/04, a 2ª Operação de Fiscalização da Aviação Geral, desta vez em aeroportos do estado do Rio de Janeiro. Foram fiscalizados os aeroportos de Angra dos Reis, Fazenda Pedra Branca, Paraty, Jacarepaguá, Fazenda Portobello e Fazenda Bom Jardim, em Mangaratiba.

Durante a operação especial foram abordadas 92 aeronaves nesses seis aeródromos, com emissão de mais de 60 autos de infração pela ANAC. Além disso, oito aeronaves foram impedidas de prosseguir voo e 30 autos com infrações de tráfego aéreo foram aplicados pelo DECEA.

Os doze inspetores de aviação civil da ANAC fiscalizaram a manutenção e documentação das aeronaves e tripulação. A Polícia Federal atuou na segurança dos inspetores durante toda a operação e em casos de identificação de ilícitos, enquanto o Comando da Aeronáutica, representado pelo DECEA, monitorou o cumprimento das regras de tráfego aéreo e dos perfis dos voos, os quais são previamente informados pelo piloto por meio do plano de voo.

A iniciativa de unir os principais órgãos do setor aéreo em um único projeto de fiscalização é pioneira e tem como principal objetivo a consolidação da doutrina de segurança operacional e da disciplina de voo na aviação geral brasileira (operação de táxi-aéreo, helicópteros, aeronaves de pequeno porte, privadas, executivas, etc).

A primeira edição da Operação de Fiscalização da Aviação Geral, em conjunto, ocorreu no período de 25 a 28 de janeiro deste ano, em sete pontos do Rio de Janeiro: Aeroporto Santos Dumont; Aeroporto de Jacarepaguá; Heliponto da Lagoa; Heliponto do Recreio; Clube CEU; Clube da Aeronáutica e Aeroporto de Maricá. Ao todo, 220 servidores da ANAC, DECEA e Polícia Federal fizeram parte do efetivo da fiscalização, com acompanhamento de 1.243 movimentos de aeronaves, das quais 3,5% apresentaram irregularidades. Leia mais sobre a 1ª Operação. A terceira operação está prevista para maio.

One comment

  1. Bom, até aí tudo bem, eles estão fazendo – ao menos de vez em quando – o que são pagos para fazer. Só uma pergunta é que não quer calar: ATÉ QUANDO VÃO FECHAR OS OLHOS PARA AS OPERAÇÕES FORA DE ENVELOPE DE CERTAS AERONAVES EM “BURACOS” (i.e. Campinas-Amarais, Jundiaí, Angra, Parati etc) e/ou em “PORTA-AVIÕES” (i.e. o Santos Dumont) em aeronaves que claramente não têm condições de fazer o que fazem, e cujos pilotos vivem sendo pressionados e induzidos a ilegalidades/temeridades pelos operadores???

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