Sobre as megablitze da ANAC em São Paulo

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Vejam abaixo a nota que acabou de ser publicada no site da ANAC, sobre as megablitze realizadas na semana passada em São Paulo. Volto depois para os meus comentários.

Operação suspende mais de 90 aeronaves em SP

3.433 planos de voo fiscalizados e 350 aeronaves abordadas

Brasília, 13 de maio de 2013 – Mais de 350 aeronaves da aviação geral foram fiscalizadas durante a  5ª Operação Especial de Fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), realizada de 07 a 10 de maio em seis aeródromos do estado de São Paulo. O trabalho foi realizado em conjunto com a Receita Federal, Polícia Federal e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), sob a coordenação da Secretaria de Aviação Civil (SAC).

Além dos seis aeródromos fiscalizados (Congonhas, Campo de Marte, Jundiaí, Sorocaba, Amarais e Bragança Paulista), também houve ação em Atibaia e Condomínio Vale Eldorado, no interior do Estado. A operação ocorreu simultaneamente nos seis aeródromos, das 7 às 19h, e contou com cerca de 170 servidores de todos os órgãos envolvidos.

Desde janeiro de 2013, a ANAC tem realizado operações especiais de fiscalização na aviação geral, em conjunto com outros órgãos do Governo Federal e dos estados, com objetivo de identificar irregularidades e, ao mesmo tempo, atuar de forma preventiva. As ações também têm o objetivo de reforçar a consolidação da doutrina de segurança operacional e da disciplina de voo na aviação geral brasileira (operação de táxi aéreo, de helicópteros e aeronaves de pequeno porte).

Desde o início do ano, foram quatro operações: no Rio de Janeiro (capital), na região de Angra dos Reis (RJ), na região Oeste de São Paulo, e em Manaus (AM). Outras fiscalizações especiais estão programadas para 2013.

ANAC

A ANAC destinou 60 servidores para realização da Operação. Os inspetores de aviação civil da Agência fizeram a fiscalização das operações, de aeronaves, de pilotos, de empresas e profissionais envolvidos na manutenção de aeronaves. Ao todo, foram realizadas 350 abordagens em aeronaves, das quais 92 foram impedidas de voar por apresentarem irregularidades que poderiam comprometer a segurança de voo. Os autos de infração estão em curso.

DECEA

O Comando da Aeronáutica exerceu o papel de monitoramento do cumprimento das regras de tráfego aéreo e dos perfis dos voos. No total, 3.433 planos de voo foram fiscalizados em tempo real somente na região da Operação. Destes, 26 apresentaram algum tipo de irregularidade e foram punidos com auto de infração.

POLÍCIA FEDERAL

O apoio de policiais federais foi requerido para segurança da operação durante toda a ação e também para atuação em casos de identificação de ilícitos.

RECEITA FEDERAL

A Receita Federal teve como foco averiguar o processo de importação de aeronaves estrangeiras, mercadorias e peças de reposição também de procedência estrangeira.

BALANÇO

*Os autos de infração estão em curso.
Obs: O número de abordagens realizadas pela ANAC na tabela são referentes à aeronaves e o número de abordagens realizadas pelo DECEA são referentes à planos de voo.


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Comento

Eu sou o tipo chato que reclama quando a ANAC não fiscaliza e reclama quando fiscaliza… Pois é, né? Mas o que eu posso fazer se acho que as duas alternativas estão erradas!? Quando não havia fiscalização alguma, estava errado pelos motivos óbvios; mas, agora, entendo que também está porque :

1) Desde a criação da ANAC em 2006, quantas blitze deste tipo aconteceram? Que eu saiba, é a primeira… E a próxima, será em 2020? Eu não li nada sobre a ANAC ter um plano de fiscalização constante da aviação geral até agora.

2) Fizeram blitze no Rio, e agora em São Paulo. Ok. Mas volto a perguntar: vai ter blitze também na Amazônia, e na “aviação de garimpo”? Porque é lá que estão as maiores atrocidades à segurança de voo, sem dúvida.

3) O que foi efetivamente fiscalizado? Das autuações, quantas se referem a firulas como a famosa lanterna de LED?

Enquanto esses três pontos não estiverem acontecendo da maneira correta, eu acho que não é possível parabenizar a ANAC por uma melhora na sua ação fiscalizadora. Desculpem pela chatice…

6 comments

  1. Leonardo
    4 anos ago

    Boa tarde Rui,
    Alguém levantou o questionamento sobre a autuação de aeronaves que usa cartas Jeppesen a bordo ao invés das cartas do DECEA?
    Pergunto porque fui fiscalizado em Florianópolis nessa semana, e não me questionaram nada. Já alguns pilotos falaram que duas aeronaves foram autuadas por isso em Porto Alegre. Entre os pilotos é um assunto polemico, apesar do rbha 91 só exigir as ‘cartas apropriadas para o voo’.

    • José
      4 anos ago

      Segundo fiscalizações recentes eles não estão aceitando jeppesen tanto fisica como nos tablets, segundo o rbha 91 diz sobre cartas em tamanho padrao, ou seja nao pode ser nem copia em a4, e uma outra pessoa que foi fiscalizada diz que além das cartas e rotaer atualizado é necessário ter o comprovante da assinatura junto pois foi questionado.
      att,

  2. Felipp Frassetto
    4 anos ago

    Raul.
    Desculpas por nada.
    Só os indignados têm assunto!
    E é bom que se atente para estes pontos, pois para muitas pessoas eles não são evidentes.

  3. José Flávio
    4 anos ago

    acho muito importante esse tipo de ação para nossa aviação, mas fica um pergunta no ar que me incomoda, li aqui no artigo as quantidades de atuações e a velocidade com que foram feitas, a pergunta é, essas aeronaves corrigindo todas as irregularidades detectadas e após o processo para liberação forem enviadas a anac qual será a velocidade do desdobramento das mesmas para que voltem a voar??????

  4. Rubens
    4 anos ago

    Os numeros mostram o resultado quantitativo da operação o que interessa é o qualitativo. Gostaria de ver listados a matricula e o motivo das suspensões. Com essas informações dava pra avaliar melhor a operação. Como esta falta dados ou como gostam os juristas prejudicado

  5. Rodrigo Edson
    4 anos ago

    Raul

    Acompanhei duas vistorias aqui em nossa empresa e pelos menos os Inspetores checaram os itens previstos no RBHA 91.

    Não procuraram pelo em ovo e agiram com profissionalismo e respeito.

    abs

    Rodrigo
    safety@voeglobal.com

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