Qual o problema de ter um cantor no cockpit em voo?

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Tem muita gente que não achou nada demais o fato do ~cantor~ Latino ter ocupado a poltrona do comandante do A320 da TAM durante o voo. Pois é, o comandante do A310 da Aeroflot do vídeo abaixo também não achou nada demais deixar que seu filho de 15 anos passasse alguns momentos em sua poltrona… (E olhem que um rapaz médio de 15 anos tem bem mais chances de ser uma pessoa mais sensata que o citado ~artista~). Então, vejam o que aconteceu:

(Obs.: Vídeo obtido no Arquivos Aeronáuticos)

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Atualização: o leitor Jáber Sancho Coelho de Lima me enviou o link para a notícia “Pilotos de avião do Vietnã são multados após foto com modelo em cabine“, do UOL, que é interessante para podermos comparar como a companhia vietnamita lidou com a situação (de maneira muito mais branda que a TAM).

8 comments

  1. Angelo Carvalho
    5 anos ago

    Eu disse que haveria uma vaga de cmte na TAM, abriram duas vagas e por causa do Latino. Sem querer criticar a tripulação, mas o cara se mata de tanto estudar paga os olhos da cara para tirar as carteiras, consegue uma das vagas mais disputadas no Brasil, enfrenta uma peneira finíssima e joga tudo pela janela…..por causa do Latino!!!! Tenha dó!! É ser muito amador, fraldinha, dentinho de leite.

    • Chumbrega
      5 anos ago

      Prezados Colegas, não quero fazer deste tópico uma cruzada por justiça por parte dos co-pilotos da TAM, mas já tive em situação parecida, de conduta imprópria na cabine, por parte do comandante, e o que eu digo, por experiência pessoal, é o seguinte:

      Se colocar no lugar dos outros sem estar lá é fácil, facílimo!!! Difícil é saber como sair da situação, estando lá na real, em uma decisão que você tem 5 segundos pra tomar. De novo: falar sem estar lá é muito fácil !

      O que está escrito é lindo, mas funciona na prática?!? É muito bonito estar no SOP o seguinte: a ACFT deve estar estabilizada a 500 pés VMC diurno. Durante a APP vê que com 500 pés não vai estabilizar, mas com 430 vai. TODOS que tão condenando a atitude do co-pila aqui mandariam o comandante arremeter? D-U-V-I-D-O! E 500 pés são 500 pés, não tem meio termo. Se não mandou arremeter com 499, tá errado. E aproximação desestabilizada com certeza é mais crítico do que um zé ruela sentado no assento de piloto em cruzeiro, com o PA ligado e o co-piloto do lado. Se passageiro em assento de piloto fosse algo tão crítico assim, o Phenom 300, o Mustang e outros jatos não seriam single pilot, e o passageiro não poderia sentar no assento do co-piloto.

      Vamos por partes:
      1) estupidez total, foi sim. Mas a culpa é 70% do comandante, que deixou, 20% dos comissários que tomaram conhecimento (suponho que tenha sido apenas o chefe), e provavelmente 10% apenas do co-piloto. Já passei por algo parecido e é dificílimo saber como reagir, então não me venham com essa caça às bruxas sem conhecimento de causa. Claro que as barreiras caem com o tempo, a história ensina que a complacência do co-piloto colabora com vários acidentes (tenerife, inclusive), mas causa e fator contribuinte são coisas diferentes. Power distance existe e é real, até para com comandantes tidos como gente-boa. Concordo que foi estupidez. Eu não faria e não vou fazer se eu chegar a comandante, mas o aspecto psicológico é algo que o CENIPA dá muita atenção e vocês querem resolver o incidente simplesmente falando que o cara é trouxa, ignorando a tomada de decisão do cara.

      2) Ao colega que mencionou sobre atitude anormal, não acho que tenha sido o caso. Se estivesse chacoalhando tudo, talvez até tivesse sido melhor, pq o idiota do Latino ia ter ficado na dele. Mas não foi o caso, então vamos a um suposto desacoplamento do PA: o latino nem sabia que avião que era, quanto mais desacoplar o bagulho.

      3) De novo: Se passageiro em assento de piloto fosse algo tão crítico assim, o Phenom 300, o Mustang e outros jatos não seriam single pilot, e o passageiro não poderia sentar no assento do co-piloto. Em RBAC 121 é diferente, óbvio que é, mas então vamos utilizar os argumentos corretos, que é a do cara ter quebrado uma regra (que no caso do 121, tem mais a ver com security do que com safety).

      Get real guys. Não quero defender a tripulação, sobretudo o co-piloto (que eu nem conheço), mas, de novo:é muito fácil criticar sem ter sido você quem estava lá!

  2. Löhrs
    5 anos ago

    Um absurdo total!!!!!Quem não acha nada demais deixar um leigo na cabine, não tem a menor idéia das forças que atuam num avião em atitude anormal. Já tive o PA desconectado por causa de TSRA+ próximo ao destino, em voo noturno. Tive muito trabalho para religar o PA porque o mau tempo simplesmente não me permitia alcançar o pedestal das manetes e apertar o botão do Piloto Automático. Acabei por desistir do destino e rumar para a ALT. Se eu tivesse sentado a 30cm dos comandos naquele dia, não estaria digitando agora…

    • Rafael Gonçalves
      5 anos ago

      Lohrs, você retratou bem porque o piloto está lá. Muita gente às vezes questiona, mas o Piloto Automático não faz tudo? Sim, faz tudo, mas se ele faltar, quem vai dar conta?!

    • Victor
      5 anos ago

      Pelo que me parece, estava tudo CAVOK… nada de TSRA+! Se estivesse, o comandante nunca teria deixado sentar no lugar dele, ao meu ver.

      • Chumbrega
        5 anos ago

        Exato. E se o cara não puder levantar nunca da poltrona e passar 5 minutos fora p ir ao banheiro, fica difícil Ne?

        Já disse e repito: caçar bruxas e fácil, e foi errado o q fizeram, mas ignorar todo o processo de decisão simplesmente por julgar o cara fraldinha… Sei não, acho q neguinho tem q estar numa posição muito privilegiada p fazer esse tipo de julgamento.

  3. alvarohoro
    5 anos ago

    Raul o sr. poderia me ajudar?
    Estou em dúvida no RBAC 61, sim sempre ele, mais precisamente no que se trata de concessão da habilitação de tipo. De acordo com a subparte K, parágrafo 61.213 (a) (ii) e (iii), o check de tipo somente poderá ser feito em simulador homologado pela ANAC, classe C ou D – salvo a não existência de um.

    Se eu quiser checar em uma aeronave que possua simulador somente nos Estados Unidos – e devidamente homologado pela ANAC, por exemplo, mas tenha feito o ground aqui, juntamente com as horas, terei que necessariamente ir ao simulador lá de fora somente para checar?

    Att,
    Alvaro

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