IPO da Azul – O que isso significa?

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Os leitores estão me cobrando para falar sobre o IPO da Azul, então vamos lá. Para quem não sabe, um IPO significa “Initial Public Offer”, ou seja: trata-se da primeira vez que a empresa oferece ações para o mercado aberto, na bolsa de valores. Isso é muito importante porque, desse momento em diante, a empresa tem acesso a uma fonte de financiamento ideal para crescer, que é o mercado das bolsas de valores. Tecnicamente, o dinheiro captado por meio da venda de ações não é um endividamento, e por isso a empresa ganha um fôlego incrível para poder crescer. Além disso, a partir do momento em que a companhia se torna de capital aberto, ela passa a ser muito mais transparente e fiscalizada, sendo obrigada a auditar balanços, os analistas dos bancos a investigam muito mais a fundo, os executivos têm que dar satisfações formais ao mercado, etc. – enfim, a empresa fica muito mais profissional.

O fato da empresa abrir o capital é também um sinal inequívoco de que há planos de crescimento para ela. E o IPO será importantíssimo porque ele mostrará o quanto o mercado está acreditando (ou não) na seriedade e na competência da empresa. Se o IPO for um sucesso, e as ações se valorizarem rapidamente, ótimo: o mercado estará aprovando a empresa; mas se as ações encalharem e/ou não subirem significativamente de preço nos momentos iniciais, é sinal de que o mercado não acredita em seus planos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o Facebook, que caiu de preço logo após o IPO, o que praticamente fechou o mercado para a empresa realizar novas captações no curto/médio prazo. Por isso, o mercado estará muito nervoso quanto à Azul no futuro próximo, e a imprensa deverá veicular muitas notícias e análises sobre ela. A propósito, o Aeroclipping do SNA de hoje traz uma série de reportagens que eu vou reproduzir a seguir, que deverão ajudar a entender melhor como a coisa está acontecendo.

“E para o mercado de trabalho de pilotos, o que isso tem a ver?” Bem, na verdade, TUDO. A gente sabe que a situação está complicada para os lados da TAM/Gol, e que a Avianca pretende crescer de maneira conservadora, na linha do “devagar e sempre”. Portanto, a única companhia aérea que tem chances de crescer rapidamente no curto/médio prazo, e com isso contratar pilotos em quantidade, é a Azul. E, para isso, é fundamental que esse IPO seja bem sucedido; portanto, é importante acompanhar como ele vai acontecer porque é isso o que fará a diferença para haver ou não empregos na aviação em 2014 e além… Perceberam a gravidade da situação?

Daí a dica: comecem a ler o noticiário econômico sobre esse IPO, começando pelo que segue abaixo:

O Estado de S.Paulo
TERÇA-FEIRA, 28 DE MAIO DE 2013
Entrada em Congonhas aumenta valor da Azul
Para especialistas, empresa chegará à Bolsa de Valores com preço maior se mudanças regulatórias no aeroporto forem aprovadas antes do IPO
Marina Gazzoni

A empresa aérea Azul chegará à Bolsa de Valores com preço maior se as mudanças na regulação do setor aéreo que estão em estudo no governo forem aprovadas antes de sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla cm inglês), afirmaram ao ‘Estado’ quatro fontes do setor. A companhia registrou na última sexta-feira o seu pedido de abertura de capital à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o primeiro passo para a realização do IPO, estimado em cerca de R$ 1 bilhão.

O governo encerrou em março urna consulta pública para alterar as regras de distribuição de slots (horários de pouso e decolagem) no Aeroporto de Congonhas, que prevê basicamente a abertura do espaço para novas companhias aéreas, principalmente a Azul. A versão final do documento deve ser divulgada até o fim de junho, informaram na semana passada representantes do governo ao Broadcast, serviço cm tempo real da Agência Estado.

“Os investidores compram ações de olho em uma promessa futura de resultado. Com espaço em Congonhas e com o plano de aviação regional do governo, a perspectiva de resultado da empresa é muito melhor”, diz uma fonte de mercado.

A entrada em Congonhas adiciona valor à Azul porque lhe dá acesso ao mercado mais rentável do país,onde as companhias aéreas conseguem cobrar as maiores tarifas, explica o professor de transporte aéreo da USP, Jorge Leal Medeiros. “É o filé mignon do mercado doméstico”, explicou.

Apesar de admitir que o IPO da empresa tende a ser mais rentável com a entrada da Azul em Congonhas, uma fonte próxima a operação diz que o IPO não está atrelado às mudanças regulatórias do setor aéreo. “Os ganhos não dependem disso, mas certamente dará um ‘plus’ no valor das ações.”

No prospecto preliminar da oferta, a empresa afirma que pode ser beneficiada pela nova regra de distribuição de slots em Congonhas que está em avaliação no governo. “A nova regulamentação (de Congonhas), com publicação prevista para o ano de 2013. pode nos beneficiar na medida cm que nos permitirá penetrar em aeroportos mais importantes onde os slots estão atualmente concentrados com algumas empresas aéreas”, diz a Azul, no prospecto.

A empresa também afirma no documento que o plano do governo de reformar aeroportos regionais e oferecer subsídios para voos que levam passageiros ao interior do País, anunciado em dezembro do ano passado, pode ajudar seu projeto de expansão. “Acreditamos que o pacote de incentivos do governo federal para o setor de aviação regional dará suporte à expansão de nossa malha aérea “, disse a Azul, no prospecto preliminar da oferta de ações.

Resultado. Assim como suas concorrentes, a Azul fechou o ano passado com prejuízo liquido de RS l70 milhões, uma alta de 62% em relação às perdas de 2011. Mas, no primeiro trimestre deste ano, a empresa foi lucrativa — uni resultado líquido de R$ 30 milhões, segundo informações do prospecto.

Para o professor da USP,o resultado trimestral positivo pesou na decisão da empresa de lançar ações neste momento. “O IPO já era esperado há dois anos, mas o merca do de aviação e de capitais estava ruim. Agora a empresa começa a dar lucro e tem uma participação de mercado maior”, disse Medeiros.

A Azul alcançou receita de RS bilhões em 2012, considerando o resultado da Trip, adquirida h um ano. As duas empresas somaram 16,74% de participação nos voos domésticos brasileiros em março, 2,56 pontos porcentuais a mais que há um ano.

COLABOROU LUCIANA COLLET

• Duopólio em Congonhas
O membro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) Ricardo Ruiz disse ontem que Congonhas vive um problema concorrencial “crítico”, que chamou de “duopólio” de TAM e Gol.

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O Estado de S.Paulo
27 de maio de 2013 | 16h 27
Competição, variação dos combustíveis e Viracopos são riscos para Azul
Fatores estão em prospecto da oferta pública de ações apresentado nesta segunda, 27, ao CVM
Wladimir D’andrade, da Agência Estado

SÃO PAULO – Além de possíveis despesas adicionais com a compra da Trip, a Azul destacou outros três fatores de risco: a competição no setor aéreo; a variação no custo de combustível; e a dependência do Aeroporto de Viracopos para sua operação.

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Esses riscos estão no prospecto preliminar da oferta pública de distribuição primária e secundária de ações preferenciais da Azul, publicado nesta segunda-feira, 27, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O pedido inclui ainda merican Depositary Shares e American Depositary Receipts (ADSs e ADRs) – papeis a serem negociados no exterior.

No documento apresentado nesta segunda, a Azul afirma que as empresas aéreas aumentam ou diminuem suas atividades nos mercados com base na rentabilidade percebida.

“Se tais concorrentes adotarem e executarem com sucesso modelos de negócio semelhantes (ao da Azul), nossas atividades e condições financeiras poderiam sofrer um impacto adverso relevante”, afirma a empresa, no documento. “O setor de transporte aéreo é altamente sensível ao desconto de tarifas e às políticas de preços agressivos.”

Fatores como frequência de voos, disponibilidade de horários, reconhecimento de marca e qualidade dos serviços prestados também têm impacto significativo na competitividade do mercado.

A respeito da variação do custo com combustível de aviação, a Azul afirma que o preço do produto está sujeito a questões geopolíticas e na oferta e na demanda.

“Oscilações substanciais nos custos de combustível ou a indisponibilidade de combustível, cuja distribuição é feita basicamente por um fornecedor, poderiam prejudicar nosso negócio”, afirma a companhia, que aponta o fato de praticamente todo o combustível ser fornecido pela Petrobrás.

Viracopos. A Azul citou a dependência da empresa pelo Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), como outro fator de risco para a companhia.

“Somos altamente dependentes do aeroporto de Viracopos para grande parte dos nossos negócios; dessa forma, uma interrupção relevante das operações nesse aeroporto pode nos afetar adversamente.”

De acordo com a Azul, as rotas que operam por Viracopos responderam por cerca de 34% das chegadas e decolagens da empresa em 2012.

No ano passado, incidente entre uma aeronave de uma empresa aérea de carga fechou uma das pistas no aeroporto durante três dias. A consequência foi um impacto negativo nas operações da Azul.

Bastidores. Segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, a companhia pretende captar em torno de R$ 1 bilhão com a operação. A Azul, no entanto, não se manifesta sobre a oferta neste momento em respeito à regulamentação brasileira de mercado de capitais.

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O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2013 | 13h 40
Azul cita negócio com a TRIP como fator de risco
WLADIMIR D’ANDRADE – Agencia Estado

SÃO PAULO – No pedido de oferta pública de ações que a Azul S.A, controladora da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, entregou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e foi publicado nesta segunda-feira, 27, as despesas relativas à compra da TRIP foram mencionadas como um dos fatores de risco para a companhia aérea. De acordo com a Azul, o negócio levou a despesas não recorrentes de R$ 44 milhões e de R$ 1,8 milhão durante a integração da TRIP em 2012 e o primeiro trimestre de 2013, respectivamente. A companhia prevê mais despesas no processo de finalização da integração. “Caso não seja possível integrar com sucesso as duas operações comerciais, podemos não conseguir recuperar esse investimento”, afirma a Azul, no documento.

A companhia elencou ainda como fatores de risco a competição no setor aéreo, a variação no custo de combustível e a dependência do Aeroporto de Viracopos. A empresa argumenta que se as empresas aéreas concorrentes executarem com sucesso modelos de negócio semelhantes ao da Azul, as atividades e condições financeiras poderiam sofrer um impacto adverso relevante. “O setor de transporte aéreo é altamente sensível ao desconto de tarifas e às políticas de preços agressivos”, completa.

A respeito da variação do custo com combustível de aviação, a Azul afirma que o preço do produto está sujeito a questões geopolíticas e na oferta e na demanda, com impacto direto nos custos.

A Azul citou, ainda, as consequências de uma interrupção relevante das operações do aeroporto de Viracopos, que responderam por cerca de 34% das chegadas e decolagens da empresa em 2012. No ano passado, um incidente envolvendo uma aeronave de uma empresa aérea de carga fechou uma das pistas no aeroporto durante três dias, o que prejudicou operações da Azul.

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Folha de São Paulo
TERÇA-FEIRA, 28 DE MAIO DE 2013
Azul vai usar oferta de ações na Bolsa para investir na frota
Recursos também serão utilizados para pagar empréstimos e aumentar rotas
DA REUTERS

Os recursos obtidos pela Azul com sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) serão usados para a expansão dos negócios da empresa, incluindo investimento em aeronaves para aumento de frota, crescimento do número de rotas e reforço do capital de giro.

Segundo prospecto preliminar publicado ontem, os recursos captados na operação também serão usados para pagar empréstimos contraídos com a companhia Bozano, acionista da empresa, e para pagar o arrendamento de cinco aeronaves.

A oferta ocorrerá simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos (na Bolsa de Nova York ou na Nasdaq), com a venda de ações preferenciais e recibos de ações (chamados de ADRs).

No mercado acionário, a Azul vai competir com a Gol, que tem ações negociadas em Bolsa desde 2004.

A TAM fechou seu capital no ano passado, quando foi concretizada a criação da Latam, resultado da fusão com a LAN. As ações da Latam são negociadas em Santiago do Chile.

RESULTADO

Fundada em 2008 pelo empresário David Neeleman, a Azul completou uma fusão com a Trip no final de maio do ano passado.

No documento divulgado ontem, a companhia informa ter fechado 2012 com receita líquida consolidada de R$ 2,7 bilhões –ou R$ 4,1 bilhões, considerando as operações da Trip.

Em 2012, a empresa teve prejuízo de R$ 170,8 milhões. Considerando a Trip, o prejuízo foi de R$ 383,8 milhões.

O valor da oferta inicial de ações da Azul ainda não foi divulgado, mas é estimado em cerca de R$ 1 bilhão pela agência Reuters.

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O Globo
Terça-feira 28.5.2013
Aeroportos precisam de R$ 25 bi a R$ 34 bi em investimentos
Estudo leva em conta aumento de passageiros de 10% ao ano até 2030
Economia
RONALDO D’ERCOLE
ronaldod@sp.oglobo.com.br

MICHEL FILHO

Concorrência. Aeroporto de Guarulhos: estudo afirma que operador do terminal
de Cumbica não deve disputar o Galeão

-SÃO PAULO- Os 20 principais aeroportos brasileiros precisarão receber investimentos entre R$ 25 bilhões e R$ 34 bilhões até 2030 para atender a um crescimento médio de 10% anuais estimado para o número de passageiros e elevar o padrão de serviços oferecidos aos usuários. Para atrair tal patamar de investimentos, o país terá de definir um modelo de regulação para o setor que estimule a concorrência entre os aeroportos. Essa é a conclusão de um estudo apresentado ontem pelo Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Coordenado por Gesner Oliveira, professor da FGV e expresidente do Cade, o estudo ressalta que há urgência em elevar os investimentos, “sob pena de acarretar prejuízos consideráveis à competitividade nacional”. Cita, por exemplo, que o número de pousos e decolagens hoje no Brasil, de 38 por hora, equivalente a 43% da média internacional (de 88 movimentos por hora). E que o tempo da liberação de cargas aqui é dez vezes maior que a média internacional.

— Será necessário investir muito para dotar o Brasil de aeroportos adequados. Um concessionário privado, que visa lucro e tem que prestar contas aos acionistas, só fará isto se houver boa regulação e concorrência para conquistar clientes — disse.

Citando experiências internacionais, o estudo defende restrições ao “controle cruzado” de aeroportos por um mesmo grupo econômico. Vetado no leilão dos aeroportos de Cumbica (Guarulhos), Viracopos e Brasília, no ano passado, o controle cruzado ainda é dúvida no governo — que vem sendo pressionado — para as licitações do Galeão, no Rio, e de Confins, em Belo Horizonte.

Para Oliveira, o Galeão não deve ser concedido ao consórcio que venceu a licitação de Guarulhos, em fevereiro do ano passado, liderado pela Invepar (empresa controlada por fundos de pensão estatais) em parceria com a sulafricana ACSA.

— Se Galeão e Guarulhos forem operados pelo mesmo grupo controlador, há risco de excessiva concentração de mercado — disse Oliveira, lembrando que esses dois aeroportos respondem por mais de 80% dos voos internacionais que chegam e partem do Brasil.

Ricardo Roriz, integrante do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que foi relator dos processos de fusão entre Gol e Webjet, e também da Azul com a Trip, participou do lançamento do estudo e concordou que restringir o controle cruzado nas concessões de aeroportos é importante para assegurar mais concorrência no setor.

— Na área de concorrência não dá para se ter jeitinho. É preto no branco. E se aceitarmos o cruzamento acionário será preciso apertar muito a regulação. Sem isso, podemos soltar a regulação e atrair mais capital — disse Roriz. l

Número
42% DA MÉDIA MUNDIAL
Em número de pousos e decolagens por hora: no Brasil, são 38 operações; no mundo, 88

OFERTA DE AÇÕES
AZUL PODE LEVANTAR ATÉ R$ 1 BILHÃO

A Azul, terceira maior companhia aérea do país, pediu autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), informou ontem a empresa em comunicado. Protocolada na última sexta-feira, a oferta pode movimentar R$ 1 bilhão com venda de ações preferenciais (PN, sem voto), segundo analistas, e ocorre um ano após a compra da rival Trip. No documento, a Azul informa que “o principal objetivo é financiar nossos planos de expansão”, num momento em que o setor vive um ciclo de consolidação.

Para Guilherme Amaral, especialista em direito aeronáutico do Aidar SBZ Advogados, a operação vem num momento em que a Azul tem de decidir se vai concorrer diretamente com as líderes do mercado, TAM e Gol, nas rotas centrais, ou se vai continuar a atuar com força nas cidades médias, segmento em que nasceu e cresceu.

— A Azul ganhou musculatura e, agora, tem que decidir se vai concorrer diretamente com as líderes — diz Amaral.

Ao contrário de TAM e Gol, que têm registrado prejuízos e reduzido a oferta de voos, a Azul está ampliando sua oferta e não tem necessidade de caixa. A empresa tem 13% do mercado doméstico. No primeiro trimestre, registrou um lucro líquido de R$ 30,6 milhões, frente a um prejuízo de R$ 2,6 milhões no mesmo período do ano passado. Segundo Eduardo Roche, chefe de renda variável do Modal Asset, o desafio para a Azul é crescer sem perder competitividade, como aconteceu com suas rivais.

— É um setor com variáveis que a própria empresa não consegue controlar, como o câmbio e preço dos combustíveis.

Além de levantar recursos para investir , o IPO visa a remunerar fundos que injetaram dinheiro na companhia no início de sua atividade. Além do fundador David Neeleman, os principais sócios são Weston Presidio, TPG Growth, Gávea Investimentos, Grupo Bozano e Águia Branca.

(Bruno Villas Bôas e Danielle Nogueira)

 

3 comments

  1. Amgarten
    4 anos ago

    Interessante notar a versão da empresa de que “VCP oferece riscos”. Muito estranho mesmo, nao sei qual eh a jogada, mas eh estranho. Antes, a escolha daquele aeroporto pela entao iniciante Azul foi tida como jogada de mestre ou “o pulo do gato”, agora SBKP oferece riscos. E tudo por que? Por causa de um acidente que interditou a pista por alguns dias, demora motivada por incompetência técnica, diga-se. O aeroporto de SBSP nao oferece riscos? Todos os aviadores sabem que Congonhas deveria ser fortemente limitado para operações 121, no entanto o poderio econômico estah forçando justamente o contrário: mais e mais operações num aeroporto já saturado, mas que estudos teimam em dizer o oposto.
    Em Lisarb, as reações pós tragédia sao sempre as mesmas… No calor dos acontecimentos proíbem voos de conexão, discutem tamanho e peso das aeronaves, restrições, etc. Passou o “calor” volta tudo como antes. Alguém ainda ouve falar sobre a (in) segurança das casas noturnas?!
    Abs,
    Cassio

  2. Carlos
    4 anos ago

    Brilhante Raul é exatamente isso o que tu abortaste! A única porta de entrada para novos pilotos na linha comercial dependem e Muito dessa IPO

  3. Julio Petruchio
    4 anos ago

    Isso quer dizer que o Titio Neeleman e seus investidores ficarão cada vez mais endinheirados?!

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