“Após outro caso de celebridade em cabine de voo, Anac alerta empresas aéreas”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Vejam neste post da jornalista de política do Estadão, Júlia Duailibi – “Após outro caso de celebridade em cabine de voo, Anac alerta empresas aéreas” -, um outro caso semelhante ao infame ‘Latinogate‘, recentemente divulgado pela imprensa e comentado aqui. Só que, neste caso, a pessoa não se sentou na poltrona do comandante (e nem do copiloto, aliás: ela ficou no ‘jumpseat’), e, ao que parece, a companhia estava ciente e havia aprovado a presença da ‘celebridade’ na cabine. Por isso, principalmente por este último fator, acredito que os tripulantes não serão punidos – o que não significa que a ANAC não poderá multá-los. De qualquer maneira, eu acredito que, daqui para a frente, nem com as camisetas, bonés e chaveiros do Canal Piloto, o pessoal vai conseguir voar no ‘jumpseat’…

7 comments

  1. Julio Petruchio
    4 anos ago

    Brasileiro adora puxar o saco dessas pessoas “statusadas” como celebridades… Aff…

  2. Nunca voei na AZUL, mas voei na TAM, como cte. de FK100. Uma vez, quando de uma escala em CNF, me trouxeram um NOTOC, em que mencionavam um cachorrinho de estimacao duma certa “passageira ilustre”, cujo nome nao vem ao caso. Junto com o documento, adentrou a cabine um despachante da base, no ultimo minuto, dando conta de que a “Diretoria Comercial jah havia autorizado o cachorrinho a viajar na cabine com a passageira, por tratar-se de uma passageira VIP”. Pedi para esperarem, consultei o MGO. Soh abria a possibilidade a viajar na cabine para cachorros guias de cegos, o que nao era o caso. Os demais, soh no porao e desde que atendessem as outras condicoes (i.e. “crane” aprovado para o tamanho do animal e para transporte aereo, ventilacao ao redor, documentacao, securing etc etc.). Perguntei: “Vcs tem essa autorizacao por escrito? Pq o MGO diz que nao pode; neste caso, entao, eu gostaria de saber qual eh o Diretor que estah se responsabilizando por este desvio”. Bom, tocou o barata-voa, o gerente do aeroporto veio a cabine pedir pelo amor de Deus, pq a “madame estava jah fazendo escandalo, que queria embarcar etc etc”. Falei: “Vou te mostrar o que diz aqui”. Abri o “Pai-dos-Burros” e recitei o que recem havia lido. Na verdade, eu havia pedido a eles a “autorizacao” pq sabia muito bem que ela nao existia. Na linha aerea regular, muita gente de terra joga assim, “plantando verde”. Se der certo, GOL do Bangu! (O resto da rima eh impublicavel), ele se livrou dum problema e – “if it gives a cake – he takes his body out”, como diria um velho comandante da Cruzeiro. Resumo da Opera: no momento em que o aviador – por desconhecimento (do MGO e/ou da legislacao vigente) ou por falta de pulso – aceita um desvio imposto por parte de outro setor da empresa, parece-me importante que ele se respalde, do ponto de vista documental, justamente para o caso de algo sair errado, como anda saindo (pode nao eximi-lo totalmente, mas – dependendo da situacao – pode evitar que ele “sente na graxa” de forma solitaria). Dura Lex, Sed Lex. Em tempo: a madame lah em CNF acabou desistindo da viagem, e o caozinho nao viajou, nem na cabine e nem no porao…

  3. Ângelo Miranda
    4 anos ago

    Olá, Raul,
    Um dia desses, voando Gol, lendo a revista de bordo número 134, última página, tem uma “entrevista” com o Ronnie Von onde ele conta, dentre outras coisas, que em todos os vôos “frequenta” a cabine de comando.
    Por se tratar de uma revista da Cia. Aérea eu entendo que ela está ciente e autoriza tal procedimento.
    Afinal, pode ou não pode?

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      O problema é que quem faz a revista é uma empresa terceirizada, e muitas vezes o pessoal da empresa só toma conhecimento do que nela está escrito depois que ela já está nos bolsões dos aviões… Além disso, poder-se-ia alegar que a tal visita à cabine acontece com o avião em solo, situação em que não haveria problema algum.

      Bem, mas respondendo à sua pergunta: “Segundo o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil, apenas tripulação, inspetores de aviação civil, detentores de certificados autorizados pela Anac e comandante podem acessar a cabine de comando de uma aeronave durante o voo” – é o que diz, corretamente, a reportagem. Além disso, as companhias costumam impor restrições próprias, via MGO (não sei como é no caso específico da Azul).

  4. Sander Ruscigno
    4 anos ago

    Fui recentemente a BH e como sou piloto costumo pedir para ir no jumpseat, normalmente tenho uma resposta positiva, porém nesta oportunidade eu nem quis pedir, o assunto ainda esta muito fresco e preferi não constranger a tripulação com o meu pedido…

    Daqui um tempo isso passa…

    • Ângelo Miranda
      4 anos ago

      Pois é, Sander, acho que devemos parar com isso, pois estamos colocando em risco o emprego dos nossos colegas, eu também “fazia” muito isso.

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