A alta do dólar e você: tudo a ver (infelizmente!!!)

By: Author Raul MarinhoPosted on
202Views2

Neste post, vou fazer uma breve análise sobre a alta do dólar – que, hoje, já está atingindo o patamar de R$2,15, e a tendência é de alta – para a formação aeronáutica e para o mercado de trabalho de pilotos. Infelizmente, as notícias não são boas, mas como é melhor estar ciente do problema do que ignorá-lo, vamos ter que explorar a questão para não fazer bobagem. A seguir, analisaremos brevemente onde a alta do dólar mais será impactante, e o que se pode fazer para lidar com isso:

1) Instrução no exterior:

Evidentemente, realizar a instrução no exterior está mais caro, já que os custos são todos em dólar. Para quem , independente do preço, quiser realizar sua instrução no exterior, é recomendável dolarizar as suas economias para isso, seja comprando dólar antecipadamente, seja investindo em fundos cambiais.

2) Instrução no Brasil:

Parte dos custos da instrução no Brasil são em dólar (manutenção e combustíveis), então também é possível que os preços aumentem internamente, embora em ritmo menor que no exterior. O efeito do dólar alto, isoladamente, também poderá aumentar a demanda por instrução doméstica, uma vez que voar no exterior ficou mais claro, o que também pode pressionar os preços das horas de voo no Brasil – e isso pode ter algum efeito positivo sobre a demanda de INVAs, por outro lado. No seu planejamento financeiro da instrução realizada no Brasil, conte com uma alta de uns 10-15% no curto e no médio prazo (entre 1 e 2 anos), e uns 20-30% no longo (a partir de 3 anos).

3) “Ferry flights”:

Muito piloto ganhou dinheiro realizando voos de traslado de aeronaves adquiridas no exterior na época em que o dólar estava baixo, e a economia brasileira, mais aquecida. Agora, esse tipo de oportunidade de trabalho tende a diminuir, então não é recomendável investir recursos para obter as habilitações na FAA para esse tipo de atividade.

4) Aviação executiva e táxi aéreo:

Com menos aeronaves entrando no país, e com custos mais elevados para voar, a tendência é de diminuição da oferta de postos de trabalho na aviação executiva e nos táxis aéreos.

5) Aviação agrícola

Com dólar mais caro, o setor exportador se beneficia, e quem mais exporta no Brasil atualmente é o agronegócio. Embora a aviação agrícola também seja afetada pelos custos em dólar, a tendência é de que a demanda por este tipo de voo (e de pilotos) aumente.

6) Aviação comercial:

As companhias aéreas, que já não estavam aquela maravilha toda em termos de crescimento e rentabilidade, deverão ser ainda mais afetadas pela alta do dólar. A tendência é do quadro se agravar ainda mais, e de que as companhias cada vez mais priorizem o mercado internacional, para auferir receitas em dólar.

7) Ir voar no exterior:

Hoje em dia, um comandante de A320/B737/E190 na China ganha ao redor de US$200mil/ano. Quando o dólar estava a R$1,60, isso significava um salário equivalente no Brasil a R$27mil/mês. Mas, hoje, isso representa quase R$36mil/mês! Ou seja: ir voar no exterior está uma opção quase irresistível para quem possui qualificação para tal.

2 comments

  1. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Meu curso nos EUA custou 20mil reais a mais só na conversão… sei bem o que é isso….

  2. Culpa do Manteiga! kkk

Deixe uma resposta