Formação no exterior + INVA vs. Formação no Brasil + Faculdade

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Recebi uma mensagem do leitor Lucas Alba com a seguinte colocação:

Na sua opinião, valeria mais a pena fazer a formação no exterior, trabalhando como INVA após o termino do curso, ou fazer alguma escola de aviação no Brasil junto com um curso superior em outra área, como administração?

É claro que há outras opções além dessas, mas eu acho que essas duas alternativas são, de fato, as mais interessantes para quem possui recursos da ordem de R$100mil para investir na sua formação, e está saindo do Ensino Médio agora, sem outra carreira em paralelo, ou tenha alguma outra característica que possa interferir significativamente no processo de decisão de que caminho escolher (como, por exemplo, ter mulher e filhos, o que praticamente inviabilizaria a opção de realizar a formação no exterior). Para quem está nessa situação, acho que vale a pena fazer algumas considerações sobre o tema.

No meu entendimento, realizar a formação de PP+PC+INVA (CFI) no exterior, e em seguida trabalhar como instrutor nos EUA os dois anos que o visto M1/F1 permite é o caminho que traz a viabilidade profissional plena mais rápida para o piloto. Em cerca de 3 anos, é possível estar com mais de 1.000h na carteira – eventualmente, até mais de 1.5mil horas e o PLA (ATPL) checado –, o que seria a melhor condição possível para competir por uma vaga de piloto no Brasil, e até no exterior (principalmente na China) se for o caso. Por outro lado, se o interesse for o de permanecer no Brasil e ter condições de construir uma carreira fora da aviação (se a pessoa perder o CMA, por exemplo), a opção de ficar e fazer a faculdade em paralelo seria mais vantajosa. Esta opção também seria a mais indicada para quem quer ir mais longe na carreira no longo prazo – ex.: tornar-se um diretor operacional em uma companhia aérea após vários anos como comandante.

Portanto, a escolha do melhor caminho a seguir vai depender das percepções e interesses individuais de cada um; não há uma resposta certa para o Lucas. Mas espero que as considerações acima possam ajudá-lo – a outros jovens em situação parecida – a fazer a melhor escolha para as suas carreiras.

One comment

  1. Thiago Thomaz de Souza
    4 anos ago

    É importante levar em consideração a dificuldade de conseguir trabalhar como instrutor, sobretudo nos Eua.

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