O descaso com que se trata a formação aeronáutica

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Leiam a matéria a seguir reproduzida, originalmente publicada no jornal “Hoje em Dia”, de Minas Gerais (fonte: Aeroclipping do SNA), informando que sete aeronaves AeroBoero de instrução, de propriedade da ANAC, estão apodrecendo em Juiz de Fora. Percebam que a reportagem dá a entender que o Aeroclube de Juiz de Fora é que fora omisso, mas prestem atenção a este  trecho:

De acordo com a Anac, o contrato firmado com o Aeroclube de Juiz de Fora previa que a manutenção fosse feita pela entidade, sem a previsão de qualquer repasse financeiro para isso. Segundo a mesma fonte, o aeroclube, no entanto, esperava receber cerca de R$700 mil para a recuperação dos aviões.

Conhecendo como funcionam as coisas, eu acho que o aeroclube entrou de gaiato nessa história, confiou na ANAC, e acabou ficando com a “brocha na mão”, pendurado no 20º andar do prédio – se é que vocês me entendem… Bem, mas não tenho informações suficientes neste momento para poder ter certeza de como aconteceram as coisas de fato. Assim que este post for publicado, vou enviá-lo para o aeroclube para que este se manifeste quanto à sua versão nos comentários. Veremos…

Aeronaves compradas com recurso público se deterioram no interior de Minas
Renata Miranda – Hoje em Dia

divulgação/aeroclube de juíz de fora

Anac e aeroclube se desentendem sobre critérios do contrato entre as partes

JUIZ DE FORA – Sete aviões de pequeno porte comprados com recursos públicos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estão se deteriorando no Aeroclube de Juiz de Fora, na Zona da Mata. A entidade, sem fins lucrativos, não estaria realizando a manutenção adequada das aeronaves e a Anac abriu processo administrativo para averiguar o descaso e aplicar penalidades.

Os aviões foram cedidos, por contrato firmado em 2010, para treinamento de pilotos pelo aeroclube. No entanto, por falta de manutenção, os equipamentos estão parados no hangar que fica próximo ao Aeroporto Francisco Alvares de Assis, conhecido como Serrinha.

Pelo acordo com a Anac, o aeroclube recebeu as sete aeronaves do modelo Aero Boero 115 pertencentes a outras entidades em Minas Gerais. Fabricadas na argentina, na década de 90, chegaram a Juiz de Fora em 2006.

Os aviões foram adquiridos pelo Departamento de Aviação Civil (DAC) a um custo médio de R$200 mil cada. A Anac admite que assumiu a responsabilidade por cada um logo após a extinção do DAC, que teria a intenção de criar em Juiz de Fora uma oficina para a recuperação dos equipamentos.

Segundo fontes ligadas ao aeroclube, até o fim de 2012, todos os sete aviões estavam estacionados no pátio da entidade. Algumas teriam se deteriorado por falta de manutenção, ficando sem hélices e tecido da cobertura externa. Para evitar roubos, os equipamentos, como rádios e transponders foram retirados e guardados em um quarto do hangar.

De acordo com a Anac, o contrato firmado com o Aeroclube de Juiz de Fora previa que a manutenção fosse feita pela entidade, sem a previsão de qualquer repasse financeiro para isso. Segundo a mesma fonte, o aeroclube, no entanto, esperava receber cerca de R$700 mil para a recuperação dos aviões.

Em vistoria feita no início do ano, a agência determinou que todos os aviões fossem transferidos para dentro do hangar do aeroclube. Para ganhar espaço, partes da carenagem dos aviões teriam sido retiradas e guardadas.

A Anac informou que, por conta disso, a vistoria técnica foi realizada, há quase dois meses, e confirmou o problema. Devido às irregularidades encontradas, o processo administrativo foi instaurado. “Por conta dos danos ao patrimônio público serão aplicadas penalidades e retomados os bens, tão logo seja concluído o processo em curso”, garantiu a agência, por meio de nota.

 

2 comments

  1. Antonio Magnani
    4 anos ago

    A ANAC está equivocada com relação á este fatos. Pelo jeito ninguém lá conhece do assunto e v em aplicando penalidades absurdas. Os aeroclube precisam se juntar e combater estas barbaridades. Eles se esquecem que os aeroclubes são entidades sem fins lucrativos, geridos por pessoas voluntárias, que dedicam boa parte de seu tempo por amor a aviação. Além do mais esses aviões, os aeroboeros, são aeronaves muito ruins, vivem constantemente se metendo em incidentes e acidentes, e ainda querem que os mantenham. absurdo.

  2. Leandro Cunha
    4 anos ago

    Acredito não ser um problema só do Aero de JF. Araraquara até o ano passado tinha dois AB 115 encostados, apodrecendo no hangar “se aquilo pode ser chamado de hangar”.

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