Recomendação de Segurança Operacional sobre Risco Aviário (Global Aviation)

By: Author Raul MarinhoPosted on
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PT-BKW

Compartilho a seguir a Recomendação de Segurança Operacional sobre Risco Aviário emitida pela Global Aviation (agradeçam ao amigo Rodrigo Silva, ‘safety’ da empresa), baseada no Relatório Final do link acima, ocorrido com o Cessna 150 de instrução em Salvador, em 2011, que feriu gravemente o aluno no rosto:

Recomendação de Segurança Operacional 025/GSO/13:  Risco Aviário

Finalidade: Conscientização sobre a importância em se reportar a presença de animais (principalmente aves), próximos ou no interior de aeroportos/helipontos.

Histórico: A aeronave PT-BKW decolou do aeródromo de Salvador (SBSV) com notificação para uma hora de voo de instrução sobre o aeródromo de Vera Cruz, com um instrutor e um aluno a bordo. No retorno da área de instrução, no circuito de tráfego para pouso na pista 17 de SBSV, a Torre de Controle de Salvador (TWR-SV) solicitou à aeronave a realização de um procedimento de espera, com curva pela esquerda, no circuito de tráfego. Quando a aeronave ainda se encontrava no procedimento de espera, houve a colisão frontal do PT-BKW contra um urubu. O instrutor assumiu os comandos e pousou a aeronave em SBSV.

Recomendações:

1 – Ler atentamente o Relatório Final desse acidente, ocorrido com a aeronave PT-BKW, emitido pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), disponível em anexo; e

2 – Seguir as dicas abaixo:

– Façam Briefing estabelecendo procedimentos para as áreas ou situações e maior risco;
– Mapas e cartas com áreas e horários onde foram observadas concentração de aves, que sejam consultados antes de cada vôo;
– Durante o táxi, observar se há concentração de aves na pista e na reta de decolagem;
– Leitura de NOTAM;
– Utilização de faróis e radares, apesar de não terem comprovação científica;
– Seleção de rotas e horários em que a probabilidade seja reduzida;
– Alertas no rádio para outras aeronaves e também para órgãos de controle do espaço aéreo;
– Vigilância do espaço aéreo pela tripulação, principalmente na descida e aproximação;
– Redução da velocidade;
– Evitar voar a baixa altura;
– Evitar vôo sobre rios e suas margens, bem como sobre o litoral;
– Se possível, uso de óculos, pois eles possivelmente evitarão que seus olhos sejam atingidos por estilhaços do pára-brisas após um colisão;
– Solicitar mudança de pista ou mesmo alternar, se considerar que é alta a possibilidade de colisão (Importante lembrar que a maioria das aves fecha as asas e mergulha na iminência de um choque, portanto sugere-se que o piloto cabre a aeronave);
-Em caso de dúvida se houve uma colisão, realize uma inspeção externa detalhada. Se encontrar pedaços da ave no motor, solicite a inspeção de um especialista imediatamente; e
Após o pouso, preencha imediatamente a Ficha CENIPA 15 (ou RELPREV) e a entregue ao setor de Safety, ou então, faça o preenchimento da mesma através do site www.cenipa.aer.mil.br

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