O governo não está nem aí para a crise na aviação!

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Leiam abaixo a matéria publicada ontem na Revista Voto, sobre o total desinteresse do governo sobre a atual crise no setor aéreo:

Governo não apresenta alternativa para demissões na TAM

Aeronautas recebem apenas promessa de análise da redução do querosene de aviação, insumo responsável por quase 50% dos custos das empresas. Dirigentes do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) estão em Brasília na tentativa de reverter o impacto no mercado de trabalho da categoria com as mil demissões anunciadas pela TAM.

Eles foram recebidos ontem pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias, e nesta quarta-feira (7) conversaram sobre o assunto com o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco. Após dois dias de negociação, o vice-presidente do SNA, Adriano Castanho, não escondeu a frustração com a falta de uma alternativa por parte do governo. “Percebemos que, nesse momento, não tem nenhum pacote, nada formulado, não só para a aviação comercial mas para o setor como um todo. Em relação ao caso dos funcionários da TAM, não há nenhum posicionamento”, admitiu o dirigente.

Segundo o SNA, o tempo de reação do governo está bem aquém dos graves problemas estruturais enfrentados pelo segmento. Segundo Castanho, o governo deve começar um debate interno para formatar uma proposta de desoneração para as companhias aéreas, em especial o querosene de aviação, insumo responsável por quase 50% dos custos operacionais das empresas. “Nada que possa trazer um resultado a curto prazo”, lamentou Castanho. O vice-presidente do SNA disse que vai reunir a categoria para discutir os rumos da mobilização. “A insatisfação dos aeronautas é muito grande. Já estamos prevendo a possibilidade de uma ação mais radical por parte da categoria, o que todos nós lamentamos, uma vez que repercute em toda a sociedade”, ponderou Castanho.

Já o professor de Direito Aeronáutico da PUC de Goiás, professor Georges Ferreira, disse que a demissão em massa da TAM é apenas a ponta do iceberg e deve se repetir em outras companhias, como a GOL, onde estão previstas mais 800 demissões. “Essas pessoas não vão conseguir se recolocar no mercado, já que há excesso na oferta de mão de obra entre os segmentos da aviação geral e dos táxis aéreos. O que temos hoje é uma política voltada para a construção de aeroportos, sem vínculo entre os diversos setores que fazem a aviação funcionar”, criticou Ferreira. Segundo o especialista, se o governo não agir depressa, o Brasil corre o risco de ver as empresas estrangeiras tomando conta do mercado interno.

O presidente da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (CINDRA), deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), ressaltou que o momento vivido pela aviação civil é extremamente delicado e pode comprometer a segurança voo e a soberania nacional. “Estamos colocando na rua profissionais altamente qualificados e abrindo nosso espaço aéreo para companhias de fora. Isso é um absurdo, o que reflete a completa falta de gestão do governo”, disparou Jerônimo.

O parlamentar confirmou a realização de uma audiência pública para discutir a crise no setor. “Na próxima semana, a TAM deve prestar explicações à Secretaria de Aviação Civil sobre esses problemas e vamos chamar todas as partes para que venham até Comissão de Integração Nacional e prestem contas aos parlamentares”, finalizou.

15 comments

  1. Juliano Wagner
    4 anos ago

    Alguém esperava alguma coisa diferente? A esquerda trabalha com uma agenda internacional. E empresas aéreas são apenas empresas privadas, das quais ela usa, abusa e depois descarta. Os empresários assim como a população não enxergam a ameaça. Só bajulam pensando no próprio humbigo e só ” pra amanhã”. O destino destas empresas é o mesmo dos que foram contra o comunismo. Uma bala na cabeça, ou nos tempos atuais, desemprego, falência, canibalismo e unificação dos paises pra fortalecer o que justamente o movimento enfraqueceu.
    Não confiem em governos esquerdistas. Eles enxergam vcis como burgueses.
    Se mandem do Brasil enquanto ainda há tempo.

  2. Cadu
    4 anos ago

    A cia aérea não pode demitir pilotos agora? Será que os gestores desta cia aérea são todo incompetentes e nós que somos os espertalhões??? Se os caras estão vendo que todos os indicadores financeiros da empresa e dos voos (Rask, Cask,LF, Yield) não estão performando positivamente, vão continuar tendo prejuízo atrás de prejuízo para depois o volume de demissões apenas ser maior????

  3. carlos barros
    4 anos ago

    É fácil de resolver o problema: as empresas aéreas cancelarem todos os voos para Brasília!

  4. Rubens
    4 anos ago

    Os PeTralhas estão sim interessados na aviação, alias muito interesados.
    Mas eles estaõ interessados nas negociatas, na parte da aviação rentavel ( pra eles, claro! )
    http://www.asasmetalicas.com.br/azul-comprando-a-tap
    http://www.publico.pt/economia/noticia/gabinetes-de-jose-dirceu-promoveram-a-entrada-de-efromovich-na-tap-1577654
    mas para o mercado interno, para os desempregados da aviação eles estão obrando e deambulando

  5. Dedeco
    4 anos ago

    Na verdade é 801 aeroportos novos…

    Em julho de 2007, logo após o acidente no aeroporto de Congonhas, a então Ministra da Casa Civil do governo do PT Dilma Rousseff prometeu construir um novo aeroporto na Grande São Paulo, alguém lembra??

    Eu lembro…

  6. Dedeco
    4 anos ago

    E os 800 aeroportos? hein? Dilma!! Esse governo é uma piada!! De mau gosto, claro!

    • Dedeco
      4 anos ago

      A promessa está sendo cumprida… não é 800 aeroportos.. é 800 demissões.

  7. Marcio
    4 anos ago

    Não está nem aí e nunca esteve.Basta lembrar quantas empresas aéreas fecharam desde 2000.A Webjet, que foi a última, foi fechada vergonhosamente.

  8. Freddy
    4 anos ago

    Lembremos disso em outubro de 2014 !!!

    • Felipp Frassetto
      4 anos ago

      Talvez não adiante muita coisa.
      Com urnas “eletrônicas” (leia-se batizadas), não dá pra esperar muito.

      Mesmo assim, pra não fugir do assunto, é verdade: não devemos nos esquecer.

  9. asenci
    4 anos ago

    Eu se fosse o presidente da TAM, ligava para o Eike Batista, vai que sobrou uns trocados lá do PAC do Eike…

    Ou então para o BNDES para ver se vai sobrar alguma grana depois da compra da TAP/JetBlue…

    Pensando bem, o presidente da TAM não deve estar muito preocupado com isso… Os hermanos são mão de obra mais barata…
    E as aves que aqui gorjeiam. Não gorjeiam como lá…

  10. O governo não está nem ai nem com o próprio Brasil… Qual a resposta do planalto às manifestações mesmo????

    • Júlio Petruchio
      4 anos ago

      Inicialmente idéias oportunistas que aparentemente beneficiariam a população, mas que na realidade era para beneficiar quem está no poder. Outros políticos, da base aliada ou não, perceberam que seriam prejudicados nessa e foram contra as proposituras de nossa Presidanta fã e entusiasta do ET de Varginha…

    • Júlio Petruchio
      4 anos ago

      Tudo lógico, com o dedinho faltante do Lulla, o Apedeuta apontando para o que a Presidanta tinha de fazer…

  11. Júlio Petruchio
    4 anos ago

    Gente, vamos acordar e continuar achando que “ET´s de Varginha” existem! Além de pensar em como roubar e se manter no poder, TODOS OS POLÍTICOS SE LIXAM PARA O RESTO!!!

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