A situação caótica dos corredores visuais da TMA-SP

By: Author Raul MarinhoPosted on
358Views13

Vejam no vídeo abaixo uma situação de quase-colisão vivida recentemente nos corredores visuais da TMA-SP – e agradeço ao amigo Betojet pelo compartilhamento. Esse problema, infelizmente, não é nem novo, nem raro, e nem banal: ocorre há muito tempo (eu vivi situação semelhante em 2010, e naquela ápoca já não era novidade), praticamente todo mundo que voa nessa localidade tem alguma história para contar nesse sentido, e as consequências, obviamente, serão terríveis se alguma colisão efetivamente ocorrer. A TMA-SP tem muito avião, muito helicóptero, muito LSA/Experimental, muito piloto em instrução (inclusive com aeronaves sem rádio), e muito piloto “mudinho”, que não comunica onde está, para onde vai, altitude, etc. – em contrapartida, nenhuma fiscalização, e baixíssimo nível de consciência situacional dos pilotos. Tomara que não seja necessário um acidente para mudar isso…

13 comments

  1. roberto c.
    4 anos ago

    Em 2013 o DECEA fez a ultima carta, que felizmente foi cancelada a pedido da ABAG e outras, onde diferenciava as altitudes de convencional e reação, porem restringindo todo mundo em baixo, lambendo o chão.
    Na realidade, estes corredores não dão mais emenda. tem que se começar uma nova carta do zero, com corredores de pista dupla.

  2. FVeiga
    4 anos ago

    Raul, para acrescentar ao seu texto. Em 1999 quase todos meus colegas de aeroclube (Piracicaba) tivemos sustos nos corredores visuais. Ultima vez que usei os corredores foi em 2002. Se voce diz que isso ocorre a muito tempo, infelizmente tenho que concordar. E em 99 nao tinhamos ultraleves avancados a jatos single pilot na quantidade de hoje.

  3. Luis Fernando
    4 anos ago

    Eu quase colidi contra duas acft voando em ala entre a posição Itu e Sorocaba.

  4. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Eu fui entender o absurdo que é essa “solução” chamada REA qdo cheguei no Brasil. No fim, é menos estranho voar ali do que eu imaginava que seria. Mas que tá mais que na hora de acabarem com corredor visual e assumirem o controle de tráfego VFR em TMA, isso tá. Mas não vai ser pq alguém morreu. Todo mundo fala “vai ter que morrer alguém pra mudar isso”. Em Congonhas morreram 199 e nada mudou. Sobre o Mato Grosso morreram 154 e nada mudou. Não é morte que muda nada aqui. Infelizmente.

    • FVeiga
      4 anos ago

      Sempre com bons comentarios!

  5. Cadu
    4 anos ago

    Eu quase virei estatística na posição Cruzeiro semana passada com uma aeronave decolada de Bragança… Se eu também não me engano, ouve briga quando o DECEA resolveu abaixar a altitude do corredor Papa mesmo contrariando as regras previstas na ICA. Pois é… Isso tudo devido a trajetória de decolagem de SBKP…

  6. Hudson
    4 anos ago

    E um cumulo esses corredores de SP, além dos problemas na ditos, vc com um King e tem na sua proa um Paulistinha, fica difícil, vc com um Citation, voando 4500ft desde Pedras até SBMT com o consumo lá no FL200…. Outro dia se nao fosse o Tcas, teríamos colidido, tem que mudar esses corredores….

  7. Fernando
    4 anos ago

    Estou na minha 7ª Aula de voo e desde a quarta aula tenho realizado o tracking dos meus voos pelos corredores, e também exportei a carta dos corredores no google earth e joguei o traking por cima para análise.

    O que notei é que está sendo ensinado referencias erradas sobre as posições dos corredores por parte dos 4 invas no qual já voei
    Apesar de sempre reportar a posição e coordenar com as aeronaves, creio que não seja seguro voar assim.

    Difícil pra mim é contrariar o inva nessa questão.

    • Cadu
      4 anos ago

      Fernando, como você exportou as REA’S para o Google Earth? Abs

  8. Thiago Marcato
    4 anos ago

    Veja como são as coisas, nao da para usar Cgo pois esta sempre lotado, slot, pátio, restrições mas ainda assim o preferimos e 95% das vezes ao vamos em oportunidade pagando ate mesmo rampa para nao depender, as poucas vezes que fomos a Marte pois nao havia opção foi ótimo, tcas insistentemente “trafic trafic” sem coordenação ou fora de altitude, uma vez chamamos Sp e perguntamos se tinha ciência de um trafico com 100 pés de diferença na nossa proa, eles responderam o trafico é so um helicóptero!!!! Poxa! Como assim?? Ele nao é conflitante?? Outra vez decolando de Marte, mesmo corredor de chegada, um aerobueiro, desvio a esquerda, um arrow ou corisco novo desvio, um phenon 100 porra mais um! Aquilo lá esta a temos para dar merda, so ver aquela cabíceira sentido morro 30 se nao me engano! E como estamos no Brasil irão fazer algo apenas quando morrer alguem, infelizmente!

    • Julio Petruchio
      4 anos ago

      Rapaz!!! Volte a ter aulas de Português.

  9. Drausio
    4 anos ago

    Quando em 18/08/2013 (há praticamente 1 ano) me chegou a notícia da colisão entre dois aviões na região de Santa Barbara do D’Oeste – SP, minutos após o ocorrido e de forma bastante incompleta e fragmentada, tive a quase certeza de tratar-se de uma colisão frontal em uma das REAs da TMA – São Paulo, possivelmente o “corredor Oscar”. Em meio à consternação típica dessas situações (e tão recorrente nos últimos tempos), pois sabia que provavelmente vidas tivessem sido perdidas, me lembro de ter pensado: pronto, agora vamos ter um evento bem concreto para exigir do DECEA as complexas mudanças necessárias para pôr fim a este absurdo que são as REAs da TMA-SP em regime de auto-coordenação. Quando os fatos se esclareceram um pouco, contudo, soubemos que as circunstâncias da colisão foram outras e não seria cabível “culpar” a estrutura do espaço aéreo em questão. A perda daquelas quatro vidas não pôde contribuir para que se conseguisse as mudanças citadas.
    Desde então, guardo bastante apreensão com relação a notícias de vôos visuais na TMA-SP. Praticamente todos que voam por lá têm pelo menos uma história de quase-colisão para contar. O Alexandre Sales contou a sua em um vídeo do Canal Piloto há bastante tempo. Considero um milagre que não tenha havido nenhuma colisão até hoje nas REAs da TMA-SP, dada a frequência de ocorrências de quase-colisão e de proximidade anormal entre aeronaves. Diria que aquele é um dos espaços aéreos mais selvagens do país, principalmente pelas razões citadas acima pelo Raul.
    Será que vamos ter que perder mais vidas para que algo mude por lá? Ou talvez nem mesmo assim se faça uma alteração satisfatória no gerenciamento do tráfego naquele espaço aéreo. Me pergunto o por quê de o espaço aéreo sob a projeção vertical da TMA-SP não ser controlados desde o solo. Precisamos reivindicar isso com mais assertividade junto ao DECEA.

  10. Louro
    4 anos ago

    Na minha terceira hora de voo já tive uma surpresa no corredor Juliett em SP…

Deixe uma resposta