Os Cessnas retrofitados da Redbird para “fazer hora”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Conforme informei aqui, a regulamentação da FAA foi recentemente alterada no sentido de exigir um mínimo de 1.500h de voo (e ATPL/PLA checado) para os candidatos ao cargo de copiloto de linha aérea nos EUA. Isso criou uma oportunidade extra para a indústria da formação aeronáutica americana: encontrar maneiras mais eficientes de “fazer hora” pós-PC para atingir os novos requerimentos da FAA. No fundo, é o mesmo princípio que me motivou a criar o Clube de Aviadores, mas como o americano médio possui muito mais recursos que o brasileiro, lá eles estão indo pelo caminho do “pay-for-fly” mesmo, só que com custos menores. Pelo menos, é nisso que a fabricante de simuladores Redbird está apostando, segundo esta reportagem da Aviation Week- “Redbird Tests Old Cessna 172s In New Role” -, que fala que eles estão testando a substituição de motores de velhos C-172’s, de avgas/Oto para QAV/Diesel, no sentido de diminuir os custos com combustível e manutenção. Embora ache que, mesmo para os padrões econômicos americanos, e mesmo com esses novos motores mais econômicos, ainda vai ficar inviável pagar para voar 1.250h. Mas vamos ver no que vai dar essa experiência da Redbird.

2 comments

  1. asenci
    4 anos ago

    Questões de custos e horas de lado, a pintura ficou muito show! :D
    http://www.flyingmag.com/sites/all/files/imagecache/enlarged_image/_images/201307/Redhawk-101.jpg

  2. Também acho salgado demais para a maioria, e os gargalos tendem a aumentar. Sem Aviação Geral de pequeno porte, a formação massiva fica inevitavelmente prejudicada (é só olhar o que ocorre na Ásia, onde ela praticamente inexiste), e aí o país passa a depender largamente dos “expatriates”. Só que não adiantaria fazer um programa “Mais Médicos” p/ Aviadores, pq nenhuma empresa brasileira teria condicões de rivalizar com as chinesas, coreanas e/ou árabes, em termos dos “packages” oferecidos. Nego ia se lixar para isso aqui.

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