Posição do SNA quanto ao problema do neto da Débora Colker no voo da Gol

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Dando prosseguimento ao discutido neste post – “Sobre o caso do neto da Débora Colker no voo da Gol” -, leiam abaixo o comunicado oficial do SNA, recém-publicado no perfil do Sindicato no Facebook, sobre este caso:

Comunicado Oficial
Em razão dos transtornos ocorridos no voo da VRG GOL Linhas Aéreas, de Salvador para o Rio de Janeiro, na última segunda-feira (19/8), o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) informa que os procedimentos adotados pela tripulação da aeronave seguem normas regulatórias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da International Air Transport Association (IATA) e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

O SNA reitera repudiar qualquer forma de discriminação ou preconceito, independentemente da situação. Porém, não se pode confundir o cumprimento da norma legal durante o exercício das funções atribuídas pelo Código Brasileiro de Aeronáutica. Essas regras devem ser cumpridas, mesmo que, às vezes, sejam contrárias à vontade dos passageiros. Exigir uma declaração médica assegura a segurança e a saúde das pessoas a bordo.

Mesmo sendo um caso isolado, o SNA esclarece aos associados e à população que existem diversas doenças infectocontagiosas, caracterizadas por lesões cutâneas. Por isso, é imprescindível a avaliação médica, pois não cabe ao aeronauta avaliar se há riscos de contágios ou não.

O SNA instrui os seus associados e a categoria a continuarem com o excelente trabalho prestado a população, sempre zelando pelo cumprimento das normas vigentes, com profissionalismo, educação e cuidado extremo com a segurança de voo e dos passageiros.

A diretoria do Sindicato Nacional dos Aeronautas

8 comments

  1. Will Batera
    4 anos ago

    Como muito bem disse o Raul, eu também não estava lá, e é realmente difícil julgarmos qualquer tipo de ação sem o total conhecimento do momento em que ocorreram. Pode ter havido uma certa falta de “tato” por parte da tripulação ao lidar com toda a situação ? Pode, mas eu acho que maior falta de “tato” teve a mãe e a avó, por não terem em mãos um documento isentando essa criança deste tipo de situação, em algum site que noticiou o ocorrido, foi divulgada uma foto da criança, e pelo que vi, não deve ser nada fácil conviver com uma patologia desse tipo, então, onde está a responsabilidade dos responsáveis por este bebê ? No meu ponto de vista, o erro já aconteceu no check-in, que, ou o atentende da Gol não falou nada e deixou a “bomba” para a tripulação, ou os responsáveis fizeram o check-in sem a presença da criança, o que eu acho muito mais provável. De qualquer maneira, vejo que o Comandante, independente de “tato” ou não, fez o que deveria ser feito, e duvido que a partir de então, essa mãe vai tentar embarcar novamente sem algum documento, pois agora, a “duras penas”, ela deve ter aprendido como evitar este tipo de situação.

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      Pode ter sido falta de “tato”, de “gentileza”, e se houve excesso, cabe à família do menino provar em juízo. Mas, em princípio, não houve desrespeito ao CBA, e nem tripulação nem empresa têm como serem punidas pelo evento.

      Só como curiosidade, leiam o artigo “A pele que habito”, publicado no Estadão do último domingo (não encontrei na internet). Nele, a autora (Débora Diniz, antropóloga e feminista militante) afirma, dentre outras obscenidades, que “sem trégua, o menino e sua família foram importunados pelo comandante” (…) em nome de um texto torto chamado ‘regras da companhia'”. É isso o que a opinião pública está sendo induzida a achar: que os tripulantes são nazistas e que o SOP é uma bobagem… Lamentável, né?

  2. Rogério Aviador
    4 anos ago

    Eu no lugar do Comando teria feito a mesma coisa, chamado o médico e conversado com o médico e a mãe da criança. Se o médico dissesse para não embarcar, eu não embarcaria a criança.

  3. Boanerges Lopes
    4 anos ago

    Creio que os Cmtes em geral ficam um tanto tensos antes da decolagem pela imensa responsabilidade que envolve diversos aspectos daquele vôo, mas venhamos e convenhamos, será que não faltou bom senso? Será que ele não poderia ter entrado em contato via rádio com o médico da INFRAERO e solicitado uma avaliação? Será que era necessário a Comissária constranger a família em alto e bom som? E as doenças CONTAGIOSAS que não tem manifestação externa, ou seja, aquelas que os passageiros tem mas ninguém percebe (como tuberculose, por exemplo)??? Enfim, no Brasil falta informação, bom senso e EDUCAÇÃO em muitas situações!

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      (…) será que não faltou bom senso?
      Eu não estava lá, não vi como tudo aconteceu. Mas há informações extra-oficiais sobre um passageiro reclamando à tripulação sobre uma criança doente, e questionando-a sobre responsabilidade da companhia sobre uma eventual contaminação. E aí? Qual seria a sua atitude de “bom senso” frente a uma situação dessas? Deixa o menino lá, acredita na palavra da mãe e avó… Ou exige um atestado ou a presença de um médico?

      Será que ele não poderia ter entrado em contato via rádio com o médico da INFRAERO e solicitado uma avaliação?
      Mas não foi exatamente isso o que aconteceu?

      Será que era necessário a Comissária constranger a família em alto e bom som?
      Você tem certeza de que foi isso o que aconteceu? Novamente, eu não estava lá, mas também há relatos de que a sra. Débora Colker é que constrangeu a tripulação em alto e bom som.

      E as doenças CONTAGIOSAS que não tem manifestação externa, ou seja, aquelas que os passageiros tem mas ninguém percebe (como tuberculose, por exemplo)???
      Aí não tem passageiro reclamando nem há como a tripulação intervir… And so?

      • Boanerges Lopes
        4 anos ago

        Então Raul, eu também não estava lá, mas esses comentários foram feitos baseados na minha leitura! Veja bem, o médico foi chamado após o constrangimento (segundo a mãe), ou seja, se realmente houve reclamação de algum(a) passeiro(a), o Cmte poderia ter pedido avaliação médica sem necessariamente ter orientado a tripulação para indagar os afetados, já que só esse fato pode ter sido encarado como constrangimento (mesmo sem ser). Não sou médico mas trabalho na saúde e não existe necessidade das pessoas portarem atestados de problemas pessoais não contagiosos, até porque os contagiosos não seriam liberados para voar. Senão os hipertensos, diabéticos, deficientes físicos e tantos outros teriam que estar sempre cheios de papéis.
        Minha intenção em comentar foi apenas de ressaltar que, hoje mais do que nunca, precisamos pensar mais antes de agir e buscar alternativas para minimizar certas coisas, como: discussões calorosas, Polícia Federal na porta da aeronave, constrangimento e caos total. Só comentei que, caso o médico tivesse sido chamado A PRIORI, teria se dirigido a mãe, perguntado do diagnóstico e em 30s tranquilizaria o Cmte da situação. Pronto.

        • Raul Marinho
          4 anos ago

          o médico foi chamado após o constrangimento (segundo a mãe), ou seja, se realmente houve reclamação de algum(a) passeiro(a), o Cmte poderia ter pedido avaliação médica sem necessariamente ter orientado a tripulação para indagar os afetados, já que só esse fato pode ter sido encarado como constrangimento (mesmo sem ser).
          Ora, mas você não sabe se os responsáveis pelo menino tem ou não algum atestado, você não acha razoável perguntar sobre isso antes de chamar o médico? Se eles (os responsáveis) tivessem esse documento, o médico seria desnecessário…

        • rubens
          4 anos ago

          ….. teria se dirigido a mãe, perguntado do diagnóstico e em 30s tranquilizaria o Cmte da situação…
          Não é tão simples assim, não é a mae que informa o diagnostico para o medico é ele quem faz o diagnostico e atesta a condição de contagiosa ou não-contagiosa e se a doença exigisse exames laboratoriais para o diagnostico?
          Existem sim doenças contagiosas assintomaticas, nesses casos estamos a merces da sorte, por isso a humanidade esta sujeita a epidemias e pandemias.
          Mas quando um possivel problema é visivel temos sim a obrigação de averiguar. Llembra da gripe aviaria? Tinha aeroporto com sensor termico paciente com febre a esclarecer não embarcava. Na duvida a saude da coletividade prevalece sobre os direitos individuais e para garantir os seus direitos individuais a familia deveria portar um atestado medico explicando a condição de não contagiosa da doença.

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