Agora é a Gol que joga uma pá de cal na tese de que a aviação iria bombar no ano da Copa do Mundo

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Depois de a TAM dizer que vai cortar 9% de seus voos a menos de um ano da Copa do Mundo, agora é a Gol que diz que deverá diminuir a demanda até o início do ano que vem – justamente 2014, o próprio ano da Copa! Ou seja: aquela tese de que a aviação brasileira iria bombar com a Copa do Mundo – e que, portanto, ser piloto nessa época seria um “ótimo negócio” – está definitivamente sepultada. Vejam abaixo a reprodução de duas reportagens publicadas hoje, respectivamente pelo Estadão e pela Folha, falando sobre as reduções nos voos por parte da Gol (fonte: Aeroclipping do SNA).

Gol: novos cortes na oferta podem ser feitos em 2014
LUCIANA COLLET – Agencia Estado

SÃO PAULO – O presidente da Gol, Paulo Sérgio Kakinoff, disse nesta quinta-feira que novos cortes na oferta podem ser feitos em 2014. “Precisaríamos verificar qual será o patamar de estabilização para definir possíveis novas medidas de adequação do tamanho da nossa malha”, disse. Kakinoff afirmou que cada rota tem custos diferentes e, portanto, o impacto do dólar é diferente na margem operacional de cada uma. “Isso pode fazer com que determinados voos, destinos ou frequências possam se tornar não sustentáveis no novo patamar”, disse.

Perguntado sobre se a companhia já havia sentido algum impacto na demanda por voos internacionais por causa do atual patamar do câmbio, ele disse que só terá maior clareza entre janeiro e fevereiro, quando terão finalizado as vendas para a alta temporada. “Quem está comprando neste momento é para voos no fim do ano, quando há alta temporada. Por isso, ainda não foi possível sentir em toda a dimensão o impacto do dólar, a sensibilidade maior deverá ser sentida após fim do ano, em janeiro ou fevereiro do ano que vem”, disse.

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Gol pode intensificar corte de oferta por alta do dólar
DA REUTERS

A empresa aérea Gol descartou repassar a alta do dólar para os preços das passagens, mas ressaltou que poderá ampliar a redução de oferta de voos domésticos para fazer frente ao aumento dos custos, segundo seu presidente, Paulo Kakinoff.

“A apreciação do dólar tem um efeito bastante intenso nos nossos custos, e evidentemente, o atual nível de atividade econômica não permite um repasse desses custos para os preços”, disse nesta quinta-feira, durante coletiva de imprensa.

Ele ressaltou que a empresa ainda não tem condições de dimensionar quais serão os impactos e as consequências porque ainda não sabe qual será o patamar de estabilização do câmbio.

A Gol já vem reduzindo sua oferta de voos domésticos desde 2011, em meio ao aumento nos preços do combustível de aviação, agora agravado pela apreciação do dólar. A meta da empresa é reduzir sua capacidade em 9% neste ano.

Segundo Kakinoff, a Gol definirá possíveis medidas de adequação do tamanho da sua malha quando souber qual será o patamar de estabilização do câmbio.

“Cada uma das rotas tem estruturas de custos diferentes e o dólar tem impactos distintos na margem operacional de cada (malha), fazendo com que determinados voos deixem de ser economicamente sustentáveis”, disse.

As declarações da Gol seguem os comentários feitos pela rival TAM no início da semana, de que a valorização da moeda norte-americana poderia levar a novos cortes de oferta ou, no caso da empresa da Latam Airlines, a aumento nos preços.

Durante a coletiva com a presença do presidente da Delta Air Lines, Edward Bastian, a Gol afirmou que o acordo de compartilhamento de voos entre as duas empresas representou 1% de receita adicional para a companhia brasileira no segundo trimestre.

As empresas realizaram um acordo para o compartilhamento de voos em 2011, que incluiu também um aporte de US$ 100 milhões da Delta na Gol, com a empresa norte-americana passando a deter uma participação na brasileira.

Segundo Bastian, a Delta não pretende elevar sua participação na Gol. “Não há planos no momento de aumentar a participação. Entendemos as dificuldades econômicas. Elas são regionais e não específicas da Gol. Nós somos um investidor de longo prazo aqui”, disse.

9 comments

  1. José Amado de Aguiar Filho
    4 anos ago

    Na minha modesta opinião, isto faz parte de uma BEM MONTADA estratégia montada pelas aéreas para conseguir benefícios fiscais, tal qual as indústrias automobilísticas sempre fizeram. Basta ver o que GM conseguiu em sua nova planta de São José dos Campos. É briga de gente grande. Podem escrever. O governo federal vai abrir os cofres já-já. É ver pra crer.

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      Não duvido disso…

      • José Amado de Aguiar Filho
        4 anos ago

        O Secretário da Aviação Civil já agendou reunião com representantes das aéreas. Só não entendo porque tanto sigilo.

      • José Amado de Aguiar Filho
        4 anos ago

        Tal qual comentado anteriormente, o governo federal vai desonerar o setor aéreo. A notícia foi publicada agora pela Folha de São Paulo.
        “Governo discute desoneração no setor aéreo devido a tarifas elevadas”. A avaliação de medidas ocorre após lobby das companhias aéreas: http://folha.com/no1337555 (via Folha Mercado)

    • Chumbrega
      4 anos ago

      Respeito sua opinião colega, mas não acho que seja o caso. Na minha visão, não faz sentido:
      As empresas estão incorrendo em prejuízos mi-bi-lionários, tendo desgaste de imagem em função das demissões, tomando processo trabalhista e etc. Em contra partida, as indústrias automobilísticas sempre vendendo, cada vez mais. O ambiente é tão bom para a automobilistica que 90% das grandes montadoras do mundo têm fábrica aqui…

      • Felipp Frassetto
        4 anos ago

        Também não creio que o governo abra os cofres para as aéreas.
        Por mais que se renda aos fatos da economia, o seu viés ideológico não permitirá dar/emprestar dinheiro “para que ricos viajem”. Além do mais, com uma recessão dando sinais, aí sim é que uma gritaria desse teor surgiria.
        Tanto é que não o fez com a Varig, mesmo que a situação não seja exatamente a mesma.
        Já as montadoras, mesmo que grandes e ícones capitalistas, têm um apelo popular muito maior, pois aí estão os operários, torneiros, mecânicos e etc.

  2. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Pobres de nós, os low hours. Mas não tem tu, vai tu mesmo. Um jeito vamos ter que dar…

  3. Todos que puderem e quiserem: esqueçam isso aqui. Já era. A FlyDubai e outras vêm vindo aí, pegar gente. É só inserir seus dados no site http://flydubai.ctcaviation.com/. E dia 27/08, às 13:00 no SNA de SP, e dia 29/08, às 13:00 no SNA do RJ o Cte. Waner, recrutador da FlyDubai, estará dando palestras e respondendo a questões dos interessados. Inclusive a esposa dele estará presente, então quem quiser levar a família (esposa, namorada, filhos etc) para conversar com ela, para saber pormenores de como é a vida duma família brasileira em Dubai, fique à vontade. É bom vazar daqui enquanto é tempo.

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