Recomendações sobre uso de Logbook/e-CIV no exterior

By: Author Raul MarinhoPosted on
440Views8

Reproduzo a seguir o comentário do amigo Fábio Otero (originalmente publicado aqui), com recomendações práticas quanto ao uso de Logbooks e da e-CIV na comprovação de experiência de voo em processos seletivos de pilotos no exterior:

A propósito de CIV Eletrônica, gostaria de comentar o seguinte: nem todas as agências de aviação civil pelo planeta afora vêem com bons olhos esse modelo da ANAC (algumas inclusive nem o aceitam como comprovação única das horas voadas, simplesmente pq – no entender das mesmas – o modelo não provê detalhes em quantidade / volume suficiente). Aí, para quem estiver em vias de, pela primeira vez, se aventurar como “expat”, o jeito é agregar declarações / extratos dos operadores / empregadores em papel timbrado, de preferência em inglês (se não for possível, com uma versão para o inglês, feita por tradutor oficial/juramentado).

Outra maneira de contornar a “pobreza” do modelo de CIV oficial é lançar os vôos em uma CIV tradicional de papel, em modelos internacionais que contemplem tais exigências, solicitando que os operadores carimbem (o chamado “endorsement”) as horas, e que os examinadores notarizem as linhas em que constem LPC’s (cheques / recheques). Fiz isso logo que fui para o exterior, em 2000, e foi uma “mão na roda”. Um dos links onde a “Pilot’s Logbook” pode ser encontrada é http://www.mypilotstore.com/mypilotstore/sep/549.

#ficaadica

8 comments

  1. Fred Meilsmidth
    2 anos ago

    Com relação ao pilot logbook, tenho algumas dúvidas quanto ao preenchimento. Notei por exemplo, que não tem um campo para assinatura do proprietário da aeronave, como tem na civ brasileira. Além disso, nos campo relativos a licença, PP e PC, devo preencher com o numero emitido pela Anac? Sendo assim, seria legal algumas dicas de preenchimento. Grande abraço a todos e obrigado. Parabéns pelo blog.

  2. Kadu Lemes
    3 anos ago

    Uma dúvida sobre o preenchimento das CIVs
    Fui informado no aeroclube que voo que na e-CIV da ANAC todas as horas do curso de PP devem ser inseridas como “Piloto em instrução”. Já na CIV em papel devo lançar as horas pré-solo como duplo comando e após o solo como piloto em comando.
    Pesquisei e não consegui encontrar nenhum regulamento que prevê este procedimento. Está correto? Não posso ter problemas no futuro devido a CIV em papel estar diferente da eletrônica?

  3. G.Teixeira
    4 anos ago

    Após alguma pesquisa também verifiquei que as autoridades estrangeiras podem durante o processo de validação das licenças, solicitar um contato com a agencia brasileira, para confirmar a experiência declarada além do logbook carimbado.
    Alguém sabe se a ANAC tem um contato especifico para isso? e-mail/ telefone ?

  4. G.Teixeira
    4 anos ago

    Resumindo, só para ficar bem esclarecido o tamanho do problema…
    Pra ir pro exterior precisa da CIV oficial, copiar tudo da CIV antiga e pegar as assinaturas, tuuudo de novo…e quando voltar para o Brasil fazer o processo contrario pq a CIV oficial não será aceita? BACANA!

    No caso se o Piloto trabalhou na maioria em Aeroclubes e Empresas de pequeno porte, seria possível uma declaração de voo carimbada e assinada correto? Melhor se for em ingles…só não entendi a parte de tradutor oficial/juramento?

  5. adalberto
    4 anos ago

    Mas a “CIV eletrônica”, oficialmente, “declaração online de experiência de voo”, não é e nunca foi um substituto da CIV. É simplesmente uma forma de declarar o que está registrado em sua CIV, como diz o item 5.1.3 da IS 61-001:
    http://www2.anac.gov.br/biblioteca/IS/IS61-001A.pdf
    “A declaração online de experiência de voo pode ser usada pelo proprietário de uma CIV, emitida de acordo com a IAC 3203, para declarar as horas registradas em sua CIV, conforme os procedimentos descritos no item 5.2 desta IS.”
    Reforçando: “para declarar as horas registradas em sua CIV”, de acordo com a IAC 3203.

    Também para horas voadas em empresas aéreas, a IAC 3252 não foi revogada. Ou seja, a empresa é obrigada a emitir a declaração de horas pro piloto, em papel e assinada, quando dispensar o tripulante.

    Se o piloto tem documentado seus registros de horas em papel (ou pelo menos tem direito a ter), não sei por que tentaria algo no exterior levando só os dados on line… Algum engenheiro substituiria levar uma cópia do seu diploma por uma declaração no site da universidade/do MEC dizendo q ele foi aprovado (por mais q a universidade/o MEC fornecessem essa possibilidade)?

  6. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Se bem que… esperar o quê de uma agência que te entrega uma CHT dela baseada numa CHT da FAA (english proficient) onde vem escrito acima de PCM da licença tal USA “English Not Compliant Annex I”, sendo que o Anexo I da ICAO diz justamente que FAA é ICAO 4…

  7. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Em tempo: a minha de papel é esse modelo que vc postou! E a ANAC. claro, (*&&^% pras 252h que tem nela:-P Mesmo com selo do consulado brasileiro…

  8. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Essa CIV eletrônica da ANAC é de uma bizonhice sem tamanho, a começar que ela considera o tempo em minutos, e não em decimal, fora outros detalhes esquisitos do preenchimento. Vi um copila outro dia usando uma dessas que vc colocou o link alegando justo isso, que lá fora essa nossa CIV não serve pra mta coisa. E a recíproca é verdadeira: minha Logbook americana (full papel) e minhas horas na IACRA (eletrônica) foram sumariamente ignoradas pela agência brasileira. Mesmo a log consularizada em nada deu, e no Brasil, sou PC/MLTE/IFR com 5h :-O Dica valiosa, as usual, Raul!

Deixe uma resposta