Ação anti-TACA da ANAC

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Há, no Brasil, uma prática generalizada do que se convencionou chamar de TACA-Táxi Aéreo Clandestino (ou Pirata), que consiste em fretar uma aeronave privada ou “executiva” (RBAC-91) como se ela fosse de táxi aéreo (RBAC-135). Para o público leigo, é muito difícil entender as diferenças entre as operações 91 e 135 e os riscos associados a cada uma delas, mas o fato de o TACA ser muito mais barato do que o táxi aéreo regular é fácil de ser percebido – daí a sua enorme atratividade. Porém, quando ocorre um acidente e o passageiro descobre que o seguro não vai cobrir a sua perda, aí então o usuário começa a perceber a diferença…

Bem, mas o fato é que, para o usuário dos serviços de transporte aéreo não regulares, até mesmo saber que tipo de serviço está sendo prestado – TACA ou táxi aéreo regular – é uma tarefa complicada. Daí que a ANAC anunciou hoje a criação de uma página em seu portal para Consultas sobre o serviço de taxi aéreo, com acesso direto aos bancos de dados das empresas de táxi aéreo regulares perante a ANAC e ao RAB-Registro Aeronáutico Brasileiro (para checar se a aeronave está cadastrada como TPX-Táxi Aéreo), além de um manual de orientação ao usuário deste tipo de serviço, e um link para denúncias. Um serviço útil e interessante, sem dúvida!

5 comments

  1. Gustavo Albuquerque
    4 anos ago

    Sem falar no pessoal que faz panorâmico de helicóptero em festas e no interior a fora, muitos com a licença somente de PP, além de ser TACA ainda tem o tripulante que não ê homologado para tal.

  2. Julio Petruchio
    4 anos ago

    Legal… Mais uma vez a ANARC empurrando para outros os deveres dela pela própria incompetência… Ela também poderia nos deixar analisar nossos processos de revalidação, nos rechecar a nós mesmos e aprovar nossos próprios processos…

  3. Também acho louvável a iniciativa. Só uma pergunta, que insiste em não calar: e os próprios operadores de táxi aéreo, que são detentores de CHETA 135 (TPX), mas praticam TACA internamente? Explico: tem muito táxi aéreo que só mantém o CHETA 135 para ter vantagens na importação de aeronaves, componentes, motores etc.; se for examinado a fundo, nem 1% da frota é própria. É tudo avião particular de terceiros, “sob contrato de gerenciamento”, muitas vezes “de gaveta” (muitos registrados como TPP, ou seja privados, e que às vezes ficam anos nessa condição perante o RAB, sem jamais serem incorporados à Especificação Operativa dessas empresas de táxi aéreo, e que também se intitulam “gerenciadoras”), mas que no fim acabam sendo também fretados, por baixo do pano, sem estarem homologados (e muitas vezes nem os tripulantes dos mesmos). Como coibir esse “TACA Interna Corporis”??? Só não vou aqui dar as iniciais, pq todo o mundo sabe de quem estou falando.

    • Julio Petruchio
      4 anos ago

      Isso é o que mais tem por aí… Na minha região tem um táxi aéreo que aluga desde um Ultraleve “asa aberta” até um Boeing BBJ sem tê-los na frota…

    • fredfvm
      4 anos ago

      Sou uma testemunha disso, pois voei por uns tempos num Táxi Aéreo de São Paulo, no Campo de Marte, que faz uso de avião particular para voos TACA. Ela Faz propaganda e até estampam fotos de aviões particulares nos folders da empresa como se fossem próprios e/ou de uso do 135, e opera no “esquema”.

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